Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura já tem programadores e um modelo de programação e produção. João Lopes, Susana Ralha, Tom Fleming, Gabriela Vaz-Pinheiro, Marcos Barbosa e Rui Massena são os responsáveis, nas diferentes áreas, pela programação, cuja filosofia foi hoje apresentada pela presidente da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina de Azevedo.
A capital da cultura terá uma programação com quatro núcleos articulados entre si. A artista e programadora Susana Ralha assume a área da "Comunidade" e o consultor criativo Tom Fleming coordena a área "Cidade".
Na vertente artística há quatro programadores nomeados: a investigadora e escultora Gabriela Vaz-Pinheiro, para a "Arte e Arquitectura"; o maestro da Orquestra Clássica da Madeira e compositor Rui Massena, para a "Música"; o encenador Marcos Barbosa para "Artes Performativas"; e o crítico de cinema João Lopes para o "Cinema e Audiovisual".
José Bastos, director da Régie Cooperativa A Oficina, que gere o Centro Cultural Vila Flor, acompanhará a programação e coordenará toda a produção.
Orçamento de €111 milhões
A Fundação Cidade de Guimarães disponibiliza um milhão de euros a associações locais para promoverem o património imaterial e as marcas identitárias de Guimarães, das tradições de raiz e génese popular à criação contemporânea.
Para a edição de 2012, Guimarães dispõe de um orçamento de 41 milhões de euros para o programa cultural e 70 milhões para o programa de renovação urbanística. Esta verba é assegurada pela autarquia vimaranense.
Segundo a presidente da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina de Azevedo, o objectivo expresso é que "o Programa Cultural da Capital Europeia da Cultura possa contribuir para o início de um processo de diversificação da economia do concelho, na área das indústrias culturais e criativas". O envolvimento e co-participação da comunidade e das instituições locais será um dos esteios de toda a programação.
Depois de Lisboa, em 1994, e do Porto, em 2001, Guimarães é a terceira cidade do país a assumir protagonismo como capital cultural da Europa, uma designação atribuída desde 1985 pela União Europeia, pelo período de um ano, e que acaba por funcionar como motor de desenvolvimento cultural e de transformação urbana.