13/02/2012 atualizado às 19:04

Gráfico animado: Muitos milhões a caminho do Haiti

Consumada a tragédia, a comunidade internacional anuncia uma onda de solidariedade sem precedentes. Dos Estados Unidos à Rússia, da Indonésia ao Canadá, governos e organização não-governamentais deverão fazer chegar ao Haiti muitos milhões de dólares.

AFP (vídeo) e Lusa (texto)
14:31 Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
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A comunidade internacional mobilizou-se para ajudar as vítimas do terramoto de terça-feira no Haiti e vai enviar milhões de euros, equipas de resgate, médicos e alimentos.

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional prometeram 100 milhões de dólares (69 milhões de euros) cada, enquanto as Nações Unidas vão enviar 10 milhões (6,9 milhões de euros).

Este é também o valor do contributo financeiro do Reino Unido, que envia ainda uma equipa de avaliação de quatro pessoas e 71 especialistas em resgate e salvamento, que contam com o auxílio de cães.

Dos Estados Unidos espera-se a chegada de navios, helicópteros, aviões e 2000 'marines', assim como 100 milhões de dólares.

A Austrália vai doar 9,3 milhões de dólares (6,4 milhões de euros), a Noruega cerca de quatro milhões de euros, o Japão 3,4 milhões de euros, o Canadá 4,8 milhões de dólares (3,3 milhões de euros), a Itália um milhão de euros e a Comissão Europeia três milhões.

A Holanda e a conferência dos bispos italianos contribuem ambos com dois milhões de euros. A Dinamarca doa 1,3 milhões de euros e a Coreia do Sul disponibilizou ajuda no valor de 700 mil euros.

A empresa de telecomunicações irlandesa Digicel disse que doará 3,4 milhões de euros e ajudará a consertar a rede telefónica.

A França enviou 50 trabalhadores e 12 toneladas de material humanitário, assim como 60 elementos da segurança civil, um hospital de campanha e 60 enfermeiros.

A Espanha contribui com três milhões de euros e equipas de resgate, assim como com 100 toneladas de equipamento, enquanto a Alemanha dá 1,5 milhões e envia uma equipa de emergência.

A Islândia e Portugal mandam cada uma mais de 30 especialistas em resgate, enquanto Taiwan envia 23 e duas toneladas de ajuda e equipamento.

A Índia e a China doarão cada uma cerca de 700 mil euros e Pequim vai enviar uma equipa de socorro com 60 elementos e cães.

A Suécia deu 586 mil euros, assim como tendas, equipamento para purificar a água e ajuda médica. Vai ainda enviar uma equipa para construir um novo edifício para substituir a sede da missão da ONU que ficou destruída.

A Venezuela contribui com médicos, bombeiros e especialistas em resgate, o México vai enviar médicos, cães de busca e salvamento e especialistas em infra-estruturas.

Israel quer instalar um hospital de campanha e vai disponibilizar 220 trabalhadores de busca e salvamento, enquanto a Suíça manda 40 a 50 toneladas de ajuda humanitária.

A Rússia contribui com 20 médicos e um hospital de campanha, Marrocos enviou ajuda de urgência no valor de cerca 700 mil euros em produtos médicos e farmacêuticos e a Jordânia um avião com médicos e várias toneladas de ajuda alimentar e médica.

A Guiana e Trindade e Tobago dão dois milhões de dólares (1,3 milhões de euros) e Cuba enviou ajuda médica de urgência, enquanto o Chile contribui com 40 toneladas de ajuda humanitária (tendas, medicamentos e água) e uma equipa de médicos (20) e socorristas.

Do Peru foram enviadas 40 toneladas de medicamentos e alimentos e da Indonésia uma equipa de 75 elementos de busca e salvamento e de trabalhadores da saúde.

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Lamento
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 16:30 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010

É absolutamente incompreensível o atraso nas ajudas internacionais.

Numa altura destas, depois de tantas tragédias idênticas ou similares que já ocorreram um pouco por todo o Planeta, ao longo das últimas décadas, seria mais do expectável e desejável observar uma maior concertação internacional e uma maior operacionalidade no que diz respeito à rapidez da resposta.

Os países mais desenvolvidos do Mundo deviam ter um plano de intervenção prévio destinado a desencadear uma resposta imediata e pronta a este tipo de tragédias. Em menos de 24 horas, devia ser possível a deslocação de meios técnicos e de recursos humanos para as regiões afectadas.

Dito de outra forma: o mundo desenvolvido, com toda a sua riqueza, prosperidade e capacidade técnica, logística e operacional, devia ter planos, meios, recursos e orientações prévias destinadas à intervenção imediata.

Da mesma forma que existem corpos de Bombeiros capazes de responder de forma direccionada e imediata a um conjunto muito diversificado de situações catastróficas, devia ser possível organizar planos de contingência capazes de destacar, com carácter de urgência, os profissionais necessários, fossem eles militares, médicos, enfermeiros, bombeiros, polícias, psicólogos ou outros quaisquer.

Confesso a minha perplexidade pelo facto dos países mais desenvolvidos do Mundo não serem capazes de implementar medidas destinadas a uma resposta tão urgente quanto imediata.

Cambada de atrasados (literalmente)!!!!!!!!!!!
 
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AntiFar2 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:43 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
    Pá, frustradita, vindo de ti, isso soa a elogio!    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:39 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
    Re: Lamento    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 17:47 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
Por agora
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:12 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
Por agora salvem-se todas as vidas que ainda for possível; curem-se todos os feridos; ajudem-se todos os sem tecto. Mas depois, depois, faça-se uma coisa essencial: pensar a reconstrução não em modo expeditivo, mas de modo a fazer face à realidade geológica do local. Um dia se saberá até que ponto construções adequadas ao local poderiam ter salvo a vida a centenas de milhar de pessoas. Mas agora, para isso, é tarde. Mas não é tarde para que todos os Países e Governos solidários com o Povo do Haiti ajudem a planificar uma reconstrução que seja adequada, que ajude o Povo a sair de esquemas de miséria secular, que faça todo o possível para que dentro de poucos anos o Haiti esteja de novo de pé e o seu povo possa abraçar vias e caminhos de paz social, de desenvolvimento e de uma sempre maior justiça.
 
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Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 19:04 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
    Re: Por agora    Ver comentário
beliço (seguir utilizador), 1 ponto , 20:11 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
Digicel
PresidenteDaJunta (seguir utilizador), 1 ponto , 16:05 | Sexta feira, 15 de janeiro de 2010
A empresa Digicel, gigante de telecomunicações nas Caraíbas tem o maior investimento privado no Haiti e já doou 5 milhoes USD. Realojou as familias dos 900 trabalhadores (infelizmente 2 morreram) e enviou equipas para manter o serviço móvel em funcionamento a todo o custo. A empresa está a angariar mais dinheiro através doações por telemóvel, conta bancária e informações através do FaceBook na página http://www.facebook.com/h...

Se têm familiares ou amigos na área, passem esta informação. A página do Facebook tem instrucções de como ajudar. 100% das doações vão para ONG (Organizações Não Governamentais) que estão a ajudar em Haiti.
 
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