A comunidade internacional mobilizou-se para ajudar as vítimas do terramoto de terça-feira no Haiti e vai enviar milhões de euros, equipas de resgate, médicos e alimentos.
O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional prometeram 100 milhões de dólares (69 milhões de euros) cada, enquanto as Nações Unidas vão enviar 10 milhões (6,9 milhões de euros).
Este é também o valor do contributo financeiro do Reino Unido, que envia ainda uma equipa de avaliação de quatro pessoas e 71 especialistas em resgate e salvamento, que contam com o auxílio de cães.
Dos Estados Unidos espera-se a chegada de navios, helicópteros, aviões e 2000 'marines', assim como 100 milhões de dólares.
A Austrália vai doar 9,3 milhões de dólares (6,4 milhões de euros), a Noruega cerca de quatro milhões de euros, o Japão 3,4 milhões de euros, o Canadá 4,8 milhões de dólares (3,3 milhões de euros), a Itália um milhão de euros e a Comissão Europeia três milhões.
A Holanda e a conferência dos bispos italianos contribuem ambos com dois milhões de euros. A Dinamarca doa 1,3 milhões de euros e a Coreia do Sul disponibilizou ajuda no valor de 700 mil euros.
A empresa de telecomunicações irlandesa Digicel disse que doará 3,4 milhões de euros e ajudará a consertar a rede telefónica.
A França enviou 50 trabalhadores e 12 toneladas de material humanitário, assim como 60 elementos da segurança civil, um hospital de campanha e 60 enfermeiros.
A Espanha contribui com três milhões de euros e equipas de resgate, assim como com 100 toneladas de equipamento, enquanto a Alemanha dá 1,5 milhões e envia uma equipa de emergência.
A Islândia e Portugal mandam cada uma mais de 30 especialistas em resgate, enquanto Taiwan envia 23 e duas toneladas de ajuda e equipamento.
A Índia e a China doarão cada uma cerca de 700 mil euros e Pequim vai enviar uma equipa de socorro com 60 elementos e cães.
A Suécia deu 586 mil euros, assim como tendas, equipamento para purificar a água e ajuda médica. Vai ainda enviar uma equipa para construir um novo edifício para substituir a sede da missão da ONU que ficou destruída.
A Venezuela contribui com médicos, bombeiros e especialistas em resgate, o México vai enviar médicos, cães de busca e salvamento e especialistas em infra-estruturas.
Israel quer instalar um hospital de campanha e vai disponibilizar 220 trabalhadores de busca e salvamento, enquanto a Suíça manda 40 a 50 toneladas de ajuda humanitária.
A Rússia contribui com 20 médicos e um hospital de campanha, Marrocos enviou ajuda de urgência no valor de cerca 700 mil euros em produtos médicos e farmacêuticos e a Jordânia um avião com médicos e várias toneladas de ajuda alimentar e médica.
A Guiana e Trindade e Tobago dão dois milhões de dólares (1,3 milhões de euros) e Cuba enviou ajuda médica de urgência, enquanto o Chile contribui com 40 toneladas de ajuda humanitária (tendas, medicamentos e água) e uma equipa de médicos (20) e socorristas.
Do Peru foram enviadas 40 toneladas de medicamentos e alimentos e da Indonésia uma equipa de 75 elementos de busca e salvamento e de trabalhadores da saúde.