Quando no início de 2010 o Grande Colisionador de Hadrões (LHC) estiver a funcionar em pleno centenas de milhões de choques frontais de partículas ocorrerão a uma velocidade próxima da luz. Um momento crucial em que a ciência fará uma viagem ao desconhecido.
Até lá, os cientistas que trabalham no acelerador terão de superar vários desafios e, sobretudo, com especial destaque para um que há 14 meses causou uma grave avaria nove dias depois de iniciada a experiência.
Futuro promissor
Sobre esta questão, o director dos aceleradores do CERN, Steve Meyers, mostrou-se confiante ao ter afirmado que "o LHC é uma máquina muito melhor de compreender do que há cerca de um ano" e que, desde então a sua equipa "aprendeu com essa experiência e desenvolveu tecnologia que nos permite seguir em frente".
Este grande invento, considerado uma proeza da ciência, custou cerca de 4.000 milhões de euros e a sua construção durou 12 anos e a colaboração de 7.000 cientistas.
As primeiras colisões entre protões a baixa energia detectadas no LHC no domingo, dia 22, estão a ser interpretadas como um bom ponto de partida.