23/02/2012 atualizado às 13:37
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Governo propõe um único tribunal por distrito

A proposta da ministra da Justiça prevê o funcionamento de um único tribunal por distrito e a criação de 20 comarcas, com correspondência aos Distritos Administrativos e Regiões Autónomas.

9:14 Sábado, 28 de janeiro de 2012
Atualmente existem 308 tribunais judiciais
Atualmente existem 308 tribunais judiciais
Sérgio Granadeiro

Um único tribunal por distrito, com secções a funcionar em diversos pontos daquela área geográfica, é a base do novo modelo de organização judiciária proposto pelo Ministério da Justiça, a que a agência Lusa teve acesso.

A proposta define que tais secções serão de competência genérica ou especializada, de acordo com "o histórico da procura, as previsões de evolução e as condições de mobilidade do território, e funcionarão na dependência orgânica da estrutura de presidência do tribunal".

O documento refere que esta nova organização terá reflexos na organização judicial e nas secretarias e secções de processos, estando orientada para uma maior mobilidade de recursos (humanos e materiais) e de processos.

A proposta da ministra da Justiça pretende "melhorar o modelo da reorganização dos tribunais e adequá-lo às linhas estruturantes da reforma das leis do processo".

Atualmente existem 308 tribunais judiciais, tendo a reforma de 2008 estabelecido que estes passariam a organizar-se em 39 comarcas.

Porém, este modelo foi implementado numa área limitada, tendo sido criadas apenas três das 39 novas comarcas inicialmente previstas (Alentejo Litoral, Baixo Vouga e Grande Lisboa-Noroeste).

Criação de 20 comarcas


A nova proposta do MJ prevê a criação de "20 comarcas, com correspondência aos Distritos Administrativos e Regiões Autónomas" e surge "como uma simplificação da organização judiciária, mais identificada com a restante organização territorial dos serviços públicos.

Propõe-se também a criação de uma Instância Central por comarca, que pode ser desdobrada em secção cível e secção criminal, que tramitará essencialmente os processos de maior valor e da competência de tribunal coletivo ou de júri (jurados) e em secções de competência especializada, tendo em conta a oferta pré-existente e o movimento processual, por tipo de processo.

É proposta igualmente a criação de Instâncias Locais, com secções de competência genérica, tendo em conta a oferta pré-existente e o movimento processual.

"Respeitados os limites legais, podem ser deslocalizados postos de trabalho no âmbito da comarca", lê-se no documento de trabalho.
O número de magistrados será definido de forma global para a comarca, podendo o seu trabalho ser prestado em mais do que um ponto.

E, sem prejuízo das regras de competência territorial, qualquer secção deve receber documentos e prestar informação (disponível no sistema informático) sobre processos da competência da comarca.

Pode também tramitar processos, se assim for determinado pelos órgãos de gestão da Comarca.

Extinção de tribunais com reduzida atividade


Face ao modelo de organização judiciária de 2008, mantém-se uma estrutura de gestão composta, regra geral, por um juiz presidente, um procurador coordenador e um administrador judiciário, prevendo-se o alargamento das possibilidades de delegação deste último.

Ponto marcante da proposta, já entregue à troika, é a extinção dos tribunais em que se verifique um movimento processual inferior a 250 processos entrados/ano, privilegiando a proximidade ao cidadão.

A reforma foi pensada dentro das estruturas físicas existentes e sem aumento global dos recursos humanos afetos e, para a definição dos tribunais, foram tidos em consideração os resultados do Censos 2011 relativamente à distribuição da população".

A possibilidade de existência de quatro tribunais de 1ª instância de competência nacional -- tribunal Central de Instrução Criminal, Tribunal Marítimo, Tribunal da Propriedade Intelectual, e o Tribunal da Concorrência da Regulação e da Supervisão -, é outra das matérias contempladas no documento.

Lusa
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"Critérios para encerrar tribunais são ...

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Governo propõe um único tribunal por distrito
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:16 | Sábado, 28 de janeiro
Já aqui o referi mais que uma vez que o País, mudou e muito mas muitas das instituições permaneceram iguais. Não temos riqueza para ter tribunais se processos, escolas sem alunos e centros médicos sem doentes. No entanto há que pensar em organizar as coisas, que em vez de afastar os serviços dos cidadãos antes os aproximem. Se o Maomé não vai à montanha, que vá a montanha ao Maomé. Sendo a Justiça uma das vergonhas Nacionais, pois não há Justiça de coisa nenhuma, a não ser para os pobres, porque não aproveitar a maré e resolver tudo de uma vez e meter na cadeia muitos dos que já foram condenados, mas também julgar muitos dos que são culpados.
 
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    Re: Governo propõe um único tribunal por distrito    Ver comentário
DuarteSilva.S (seguir utilizador), 1 ponto , 13:40 | Sábado, 28 de janeiro
    Re: Governo propõe um único tribunal por distrito    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:25 | Sábado, 28 de janeiro
    Re: Governo propõe um único tribunal por distrito    Ver comentário
TEEZR (seguir utilizador), 1 ponto , 18:50 | Sábado, 28 de janeiro
E que tal NENHUM?
novo velho do restel (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:17 | Sábado, 28 de janeiro
Pois eu proponho que os julgamentos portugueses passem a ser feitos em Espanha com Juizes, Tribunais e Leis espanholas - o estado Portugues pagaria depois ao Espanhol o custo - estou certo que pouparia quase 50% do que gasta em Portugal com a Justiça - e nós poderiamos por fim ter julgamentos céleres e justos, poderiamos ter uma Lei objectiva por forma a que qualquer cidadão pudesse efectivamente saber com o que pode contar - e ainda se acabaria grande parte da corrupção que gira em torno da Justiça.

          Sei que ninguem vai gostar da proposta, mas estou certo (mais que certo até) que seria a única forma de termos justiça neste país - agora acreditar que poderemos ter justiça a sério em portugal voltando sómente a "cozinhar" os ingredientes que temos .... só acredita quem não está nada por dentro do assunto .....

            Os tribunais em Portugal sofrem do mesmo mal da politica - corrupção, clientelas e falta de seriedade e brio profissional de muitos dos funcionários - não chegaremos a lado nenhum, infelizmente.
 
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    Re: E que tal NENHUM?    Ver comentário
desterrada (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Sábado, 28 de janeiro
O oito e o oitenta.
héraut (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 15:42 | Sábado, 28 de janeiro
A justiça neste país é tão vagarosa e funciona só para os ricos, que fico com a impressão que um só tribunal em Lisboa e Porto, resolvia a questão.
 
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0 tribunais
mulacocha (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 18:17 | Sábado, 28 de janeiro
eu proponho a extinção dos tribunais,dos juizes e dos advogados... parece estupido,mas talvez não seja tanto assim. a justiça só funciona para os pobres,dai que uma lei que diga que os pobres que transgridam uma determinada lei devem ser presos por "x" de tempo. os ricos são imunes actualmente,dai que seija feita uma lei que diga que os ricos podem cometer todos os crimes que quiserem e nunca serão penalizados. poupavamos muitos milhões de euros com a tanga dos tribunais e da suposta justiça e as coisas ficavam ...exactamente como estão.certo?...ou ainda existe alguem que acredite no pai natal.....
 
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Se agora um processo pode demorar 10 anos
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 10:36 | Sábado, 28 de janeiro
Com a proposta dos ultras lierais coveiros culturais a aplicação da Justiça vai ficar nos testamentos dos juizes e dos nos restantes intervenientes nos processos para a Justiça ser aplivada nas próximas gerações...
 
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Centralização
Bakunov (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:30 | Sábado, 28 de janeiro
Centralizar não é a solução. E quanto a não termos dinheiro para hospitais sem doentes e escolas sem alunos, é claramente mentira pois há dinheiro para os assassinos a soldo que chamamos de militares. Para essa escória nunca falta dinheiro, agora para assegurar educação numa área remota já não temos dinheiro. O problema da justiça são os juízes (casta do antigo regime) pois enchem as prisões com toxicodependentes enquanto os Dias Loureiros deste país, prosperam.
 
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'Governo propõe um único tribunal por distrito
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 17:24 | Sábado, 28 de janeiro

Vamos então esperar pelo contributo crítico das pessoas mais ligadas à justiça, a propósito desta proposta. Pela minha parte acrescentarei as perguntas que mais me ocorrem quando leio esta notícia, esperando que elas as cubram na sua opinião:

1. Faz sentido fazer-se uma nova reorganização quando existe uma tão recente, em 2008?

2. A anterior já organizava os 308 tribunais em 39 comarcas. Organizá-los de novo em 20 comarcas não é concentrá-los ainda mais? Ou o pressuposto é que com as comarcas coincidindo com as divisões administrativas já existentes, vence-se as hesitações decorrentes de procurar a melhor divisão para as mesmas, hesitações essas que poderiam estar na origem de até agora só haver 3 comarcas implementadas, especulo eu?

3. A notícia é bombástica ao dizer que a proposta é de um tribunal por distrito. Se agora existem 308 tribunais judiciários, aparentemente passaríamos a só ter 20 apenas. Algo está errado nesta explicação porque a notícia também diz que se propõe que tribunais com pouco movimento (menos de 250 processos por ano) seriam extintos, reduzindo ainda mais aquele número. Isto é um absurdo que tem que ser explicado, nenhum tribunal aguenta acumular de repetente o trabalho de outros 15... mesmo que sejam de dimensão adequada às de uma capital de distrito.

4. O nosso maior problema é a lentidão da justiça. A presente proposta parece preocupar-se mais com a despesa da justiça. Esta não vai ficar mais lenta?
 
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!
Desiludido... (seguir utilizador), 2 pontos , 22:59 | Sábado, 28 de janeiro
Si ninguém vai dentro para que precisamos de tribunais?
O tribunal da minha terra foi construído nos anos 50 do século passado com mão de obra de reclusos. Mas eram outros tempos. Tem lá uma placa a dizer o dia e ano em que foi inaugurado pelo ministro da justiça, mas não tem o nome dele. Não sei quem foi. Se fosse inaugurado por algum desses paridos pelo 25 de abril, teria lá o nome e todos os títulos, como professor, doutor, deputado e não sei mais quê. Os que vieram atrás têm todos os defeitos dos outros e ainda mais alguns, penso eu de que...
 
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Local de nascimento dos políticos
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 23:17 | Sábado, 28 de janeiro
Sömmerda

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Sömmerda - Description: Sömmerda é uma cidade da Alemanha localizada no distrito de Sömmerda, estado da Turíngia. | Facebook.
 
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Ordenamento do território
moncarapacho (seguir utilizador), 2 pontos , 11:16 | Domingo, 29 de janeiro
Este Governo( e também o anterior) não tem a mínima preocupação em assegurar um povoamento harmonioso do território, concentrando todas as facilidades em capitais de distrito e contribuindo para a desertificação do resto.

  Começou com Correia de Campos e os serviços de saúde concentrados e ambulância e helicópteros para levar as pessoas para meia dúzia de hospitais, nas grandes cidades.

Continuou com Maria de Lurdes Rodrigues, acabando com centenas de escolas e levando as crianças para as cidades.

Junte-se-lhe o fecho de secções de finanças, conservatórias, tribunais, com concentrações nas grandes urbes.

Estão a quebrar a espinha às vilas e aldeias, pois todo esse funcionalismo elevava o nível cultural da povoação, consumia, restaurantes e livrarias vivem desse tipo de pessoas.

Mais tarde ou mais cedo, toda a actividade se concentrará em arrabaldes das grandes cidades, baixando a qualidade de vida, a segurança. Qualquer dia estamos como o México ou a Argentina que têm quase metade da população nas capitais.

A Arq. Ribeiro Telles bem faz barulho, mas ninguém o ouve..

Um governo não é só um grupo de contabilistas, há que ter visão de futuro e bem estar da população.....

Estadistas, precisam-se, desesperadamente.......
 
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Pois sim, mas...
impertinente (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Sábado, 28 de janeiro
Diz-se dos melões q só depoie de abertos se sabe se são ou não bons. Das reformas, nomeadamente da justiça, poderia dizer-se algo semelhante. Das grandes linhas apontada há aspectos importantes q merecem, para já, algumas reticências. Tal como a redução do nº de Ministérios não se traduziu, ao q parece, por mais operacionalidade e implicou logo mais Secretarias de Estado, também aqui desconfio muito que 1 só Tribunal por distrito melhore algo. Desde logo há distritos e distritos ( e os próprios distritos são para extinguir, por desnecessidade administrativa,não havendo já Governadores, a menos q o Governo volte atrás). A existência de Secções dispersas, podendo até tramitar processos, revela q serão afinal pequenos tribunais. Mas tudo parece implicar q os magisrados e o administrador terão eles de se deslocar constantemente, de Sec. para Sec., de Sec. para o tribunal, deste para outra sec. A extinção de tribunais com muito pouco movimento impôe-se. Mas 1 só tribunal para todas as ilhas dos Açores??? Volto aos melões...aguardemos.
 
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será que resulta?
userEX276477 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Sábado, 28 de janeiro
se o objectivo é poupar, não sei se resultará.
Se vai haver criação de secções, se vão ter de haver deslocações maiores e se essas despesas têm de ser apensas aos processos, portanto despesas pagas pelos tribunais, e atendendo que o combustivel está cada vez mais caro... Será que resulta??
 
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Que "Distritos Administrativos"???
15E (seguir utilizador), 1 ponto , 17:16 | Sábado, 28 de janeiro
Sem governos civis, ainda haverá "distritos administrativos" em Portuga!?
Então a reforma administrativa em curso está estruturada no velhos distritos ou segundo as áreas geográficas das NUTS!?
Será que cada ministério vai continuar a regionaliza-se como quiser!?
Ou andará, mais uma vez, contra a corrente, a Justiça a fazer política???
Ou andará, mais uma vez, contra a corrente, a Justiça a fazer política???
 
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TEEZR (seguir utilizador), 1 ponto , 18:56 | Sábado, 28 de janeiro
justiça - bela palavra
desterrada (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Sábado, 28 de janeiro
Enquanto não houver um sistema judicial que funcione em tempo útil, continuamos na mesma... Quem é que vai investir dinheiro num país onde não há o mínimo de estabilidade fiscal e onde um processo dura 10 anos e pesa 4 toneladas em papel ?? Um sistema de justiça célere e eficiente é a chave para o desenvolvimento de um país. Infelizmente, em Portugal só vão para a cadeia os tontinhos e os distraídos... Justiça?? em Portugal ???? Deixem-me rir.............................
 
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EStá tudo enviesado...
jose carlos silva (seguir utilizador), 1 ponto , 23:09 | Sábado, 28 de janeiro
Anuncio da morte prematura da justiça...
 
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