13/02/2012 atualizado às 13:33
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Governo diz que não há margem para aumentos

Arrancam hoje as negociações para a actualização salarial na Função Pública. Os sindicatos reivindicam entre 2,5 e 4,5%, o Governo defende o congelamento salarial. 

9:40 Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Sindicatos da Função Pública consideram que os aumentos salariais deverão situar-se entre os 2,5% em 2010
Sindicatos da Função Pública consideram que os aumentos salariais deverão situar-se entre os 2,5% em 2010
Nuno Botelho

A negociação geral anual na Administração Pública arranca hoje, com os salários dos funcionários do Estado sem margem para aumentos, segundo o Governo, apesar das reivindicações dos sindicatos.

Depois de um ano em que os salários dos funcionários públicos foram atualizados em 2,9%, para 2010 o Executivo propôs o congelamento dos salários, num ano em que espera uma inflação de 0,8%.

Esta foi uma das decisões tomadas pela equipa do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no âmbito das medidas de contenção da despesa pública propostas no Orçamento do Estado (OE) para este ano.

Para o Governo, no atual contexto, a Administração Pública deve assim "dar o exemplo" e prosseguir com uma política de "rigoroso" controlo dos gastos do Estado.

"Não há margem para afetar recursos nacionais, dinheiro dos contribuintes, para estarmos a fazer um aumento salarial que neste momento não bate certo com a realidade que temos à nossa volta", sublinhou o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos em declarações à Lusa.

O governante lembrou, no entanto, que além da proposta do Governo de congelamento salarial para 2010, em cima da mesa das negociações estarão mais "pelo menos 10 pontos", nomeadamente, a questão da revisão das carreiras, a avaliação do desempenho, a formação e a contratação coletiva.

Sindicatos discordam


Indiferentes aos apelos de contenção do Executivo, os sindicatos da Função Pública consideram que os aumentos salariais para 2010 deverão situar-se entre os 2,5% (proposta do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado) e os 4,5% (proposta da Frente Comum) e já prometeram não cruzar os baixos.

Na sexta-feira, a Frente Comum manifestou-se em Lisboa contra o congelamento salarial.

O STE já avisou também que prende reunir com as duas outras estruturas (Frente Comum e FESAP) para decidir novas ações de luta.

De acordo com a proposta do Orçamento do Estado para 2010, a 31 de Dezembro de 2009, a função pública integrava um total de 675.048 trabalhadores.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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Governo diz que não há margem para aumentos
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:00 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Ao longo de 36 anos de Democracia a duração da maior parte dos governos foi de dois anos. Os Sindicatos da Função Pública ameaçam com greves e o governo faz xixi nas calças e pensa para consigo que quem vem atrás que feche a porta. Chegamos a este cenário em que os vencimentos e regalias na Função Pública são uma miragem para os funcionários do Sector Privado. Quando uma empresa vai à falência vai tudo para a rua e ficam-se anos à espera de preferência sentados, caso contrário vão ficar cansados, que os Tribunais se dignem resolver o assunto. Se por acaso houver direito a alguma indemnização, se entretanto a pessoa não morreu ainda, já vem fora de contexto e sem valor. No Estado quando vai à falência, como é o caso actual aumentam-se os impostos e o burro do moleiro que aguente. As greves e reivindicações são uma luta sómente do Sector Público, porque no Privado a porta está sempre aberta. Se eu fosse governo e como estão as coisas dava tudo o que os Sindicatos exigem. Quem vem atrás que feche a porta e quanto mais depressa isto for ao fundo, mais rápido se resolve. Não queria mas tenho de dar razão a Medina Carreira.
 
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AM(Lx) (seguir utilizador), 1 ponto , 12:12 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
    Re: Governo diz que não há margem para aumentos    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:35 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
    Re: Governo diz que não há margem para aumentos    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:17 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
    Re: Governo diz que não há margem para aumentos    Ver comentário
MUNDO CLEPTOMANÍACO (seguir utilizador), 1 ponto , 12:36 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Função Pública
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:57 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
De facto a situação que o País atravessa exige sacrifício de todos, e não só de alguns
O exemplo deve vir de cima. E, eu, não vejo esses sinais.
As nomeações para os gabinetes dos ministros continuam em catadupa, bem como os estudos externos, quando os ministros têm assessores, que em muitos do casos podiam incumbir-se desses trabalhos.
Mas há que favorecer alguns, sobretudo os grandes gabinetes de advogados...
Quanto aos funcionários públicos não podem olvidar o facto de terem EMPREGO PARA TODA A VIDA", ao contrário dos trabalhadores privados.
E, isso vale mais que qualquer aumento.
 
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Escutas
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:05 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
O requerimento do PSD, àcerca das escutas, teve o voto de todos os partidos, excepto do PS, o que era de esperar.
Só que os tempos mudaram, e o mesmo vai realizar-se.
O PS, queria que o essencial não fôsse debatido, pois sente-se incomodado com o ter das escutas.
Não há dúvidas de que o Governo pretendia controlar a comunicação social, pelo que faz todo o sentido ouvir diversas personalidades.
De que é que o PS tem medo ?
Quem não deve, não teme.
Mas parece, TEMEREM !
Não quer que os potugueses saibam toda a verdade ?
E o que motivou a tal conspiração, que felizmente, foi abortada ?
 
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Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:46 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:55 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
    Re: Escutas    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:34 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Novos Dirigentes precisam-se!
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 10:29 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Estas reuniões são uma pura perda de tempo.Os Sindicatos tem que refazer o seu discurso,reformar muitos dos seus dirigentes que se trandormaram em burocratas das quotas,ou foram ocupando o tempo livre para serem doutores.No fundo aburguesaram-se,encostaram-se aos sofás do poder e nem picam o relógio do ponto.Infelizmente a crise está aí,mas é nesta altura que os dirigentes são postos á prova: no seu saber, na sua capacidade em estar á frente do mundo do trabalho.Ir ás fábricas quando fecham,negociar despedimentos e fundo de desemprego,aparecer na época negocial na televisão a dizer as mesmas lamchices, é a morte do Sindicalismo.
 
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    Re: Novos Dirigentes precisam-se!    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Não há margem para aumentos...
ssopas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:47 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
...mas permite que a banca continue a acumular milhões de euros sempre à custa do Zé Povinho.
É aquilo a que se chama uma política de classe. Da classe dos que muito têm e pretendem ter mais em detrkimento de quem trabalha.
Pode-se ir embora, senhor "engenheiro"!

Paulo «sopas» Amaral
 
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    Re: Não há margem para aumentos...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:28 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
    Re: Não há margem para aumentos...    Ver comentário
ssopas (seguir utilizador), 1 ponto , 9:33 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
ESTES SINDICALISTAS ESTAM LOUCOS...
Pretoriano (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
...não sabem, ou não querem saber (por conveniencia) o problema orcamental e financeiro em que as "contas" publicas estam "metidas".
Cumprimentos
              Z70
 
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... Mas podia.
Folgado (seguir utilizador), 1 ponto , 10:58 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
... Mas podia haver. Se não fosse a política eleitoralista destes governos, que dão rebuçados para adoçar o povo funcionalista, que tem frquentemente a memória curta. Mais um forte rombo na economia através do desincentivo ao consumo privado.
 
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O problema dos gastos excessivos do estado...
Kurrusivo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:12 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
...não se resolve congelando indefinidamente os salarios (na verdade isso não resolve o problema e contribui para a desmotivação geral). O que é preciso é explicar ás pessoas e sindicatos que o estado TEM de começar a pagar menos salarios, e faze-lo. Já não bastam promessas.
A unica maneira de poder haver justiça e equidade na função publica é dispensar todos aqueles que não são absolutamente essenciais. Na verdade, o excesso de mão de obra não tem melhorado a qualidade do serviço, como tal é puro desperdício.
Não é a solução que todos desejamos, mas é a unica que pode por ordem nas contas e acalmar os nossos credores.
E não tenham duvidas que vamos continuar a pagar mais e mais impostos até que haja coragem para o fazer.

Esta é a escolha, teremos de a fazer juntos e suportar os beneficios e consequencias também juntos.

Kurrusivo
 
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É verdade...
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 11:31 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
... que precisamos e esperamos sempre melhores condições profissionais e principalmente salariais no ano seguinte, mas tem de haver realismo e responsabilidade de todos.

Se é verdade que são sempre os mesmos a apertar o cinto, também é verdade que os aumentos - e aqui incluo o de todas as classes - na maior parte dos casos não premeia a competência e o profissionalismo.

Simplesmente se encara o aumento salarial como um dado adquirido.

O meu percurso profissional tem sido feito integralmente no privado. Como tal, aumentos só tenho tido quando "forço a corda", mas sempre munido de melhor proposta de trabalho.

Trabalhei recentemente por 3 anos numa empresa com cerca de 200 trabalhadores.
Entrei com a habitual exigência que tenho, no sentido de evoluír com a empresa.
Ao fim de 3 anos de trabalho (já com uma série de funções acumuladas), no mês em que passava a efectivo, rescindi contrato devido a não ter tido nenhuma actualização salarial nesse período e ingressei na empresa onde actualmente trabalho.

Em boa hora o fiz porque a anterior encontra-se actualmente em insolvência.

Conclusão:
Quando não me sinto devidamente valorizado, enquanto existirem oportunidades no mercado de trabalho para mim, procurarei sempre o melhor. Não me acomodo.
Nem sempre se acerta, mas quando se quer trabalhar, torna-se tudo mais simples.

Este Estado devia ser mais rigoroso com os seus recursos humanos em todos os escalões e premiar aqueles que o merecem.
 
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    Re: É verdade...    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:59 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
    Re: É verdade...    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 12:30 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Reforma salarial concordo?
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Ordenados acima de 3000 euros, corte de 50%, ordenados de 400 euros ´100% de aumento.
 
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Concordo
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:04 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Socrates recorreu a mais 50 acessores para controlarem as escutas, por isso já não pode haver aumentos, pois estes recebem iuma pipa de massa?
 
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Não á margem?
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:53 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Para aumentos de vencimentos, tambem não á margem para vontade de trabalhar.
Tal ordenadito, tal trabalhito.
 
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Diminuam os ordenados aos políticos, banqueiros ..
crise (seguir utilizador), 1 ponto , 22:32 | Terça feira, 9 de fevereiro de 2010
Aumentaram os juros (speads), aumentam as despesas do estado ...

"Óh Zé aperta o cinto"
 
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Orçamento da AR para hoje publicado no DR (1 de 2)
Nunes da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:31 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
Orçamento da AR para 2010, hoje publicado no DR
Curiosidades das receitas:
1- O OE 2010 só será aprovado pela AR em Março. Mas em 5 Fev a AR já decidiu que o OE lhe vai dar 623531496,88 euros em 2010. (suponho que haverá orçamento rectificativo por se terem enganado: os cêntimos não eram 88 mas sim 89). E mais transferências de “capital” no valor de 8.728.155,00 euros
2- A AR faz também aplicações financeiras: prevê delas receber 350 mil euros.
3- Os bens que vende têm pouca saída: só prevêem receber 500 euros num ano inteiro.
4- As refeições que serve são os “olhos da cara”, bem pesadas para quem recebe tão pouco: estimando média de 4 funcionários por cada um do dos 250 deputados, são 1250 almas com fome. Como prevêem receber 260 mil euros de senhas de refeição, dá 208 euros por alma e por ano. Dando de barato que estão lá apenas 300 dos 365 dias por ano e só lá tomam uma refeição por dia, o custo da refeição será de 69 cêntimos. Agora se faltarem metade daquele tempo, o custo será bem pesado, cerca de 1,40 euros!
Curiosidades das despesas. São tantas que só vou citar estas:
 
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Orçamento da AR para hoje publicado no DR (2 de 2)
Nunes da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:32 | Quarta feira, 10 de fevereiro de 2010
Curiosidades das despesas. São tantas que só vou citar estas:
1- As despesas correntes são 89% do total das despesas totais, sendo 63,8% com pessoal. Atenção aos economistas da nossa praça: não acham que as despesas correntes da AR têm peso bem superior às despesas correntes do funcionalismo em geral e precisam corte substancial? Que tal só admitirem um deputado e um funcionário por cada 2 de cada que saírem?
2- Para consumíveis de informática (há outra rubrica para papel) 200 mil euros. Muita tinta gastam os senhores e senhoras deputadas!
3- Para transportes (há outra verba para combustíveis e lubrificantes) 4 milhões, 160 mil e 750 euros... E ainda não há TGV...
4- O resto deixo à vossa observação. Não pretendo monopólio de curiosidades.
                António José de Matos Nunes da Silva
 
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