A rivalidade entre as empresas Google
e Apple
vai conhecer um novo capítulo nos próximos meses. A empresa gigante com o nome do motor de busca quer lançar um serviço na internet que permita aos utilizadores ouvirem e fazerem downloads de música.
Parece-lhe familiar? Pois. Isto é o que faz o iTunes, o software que a Apple lançou em 2003 e que permite a venda de música digital.
Depois de disputarem a aquisição de outras empresas, software para computadores, o mercado dos smartphones, patentes, troca de funcionários entre as empresas e de em breve irem reformular o conteúdo televisivo, agora é a Google que quer rivalizar com o gigante de vendas que se tornou o iTunes.
Download imediato para o smartphone
Segundo Andy Ruby, criador do Android, o sistema operativo da Google, o obejctivo será, através dos smartphone com Android, pesquisar as músicas nesta loja virtual da Google que, tal como o iTunes, permite ouvir a música que desejarmos.
Se depois quiser fazer o download dessa música, bastará carregar num botão e esperar que a transferência esteja completa. Ao contrário do serviço do iTunes, e como é diretamente para o smartphone, a sincronização com o aparelho é imediata.
Ainda não se sabe quais as editoras que vão disponibilizar as músicas dos seus artistas (a Google está em fase de negociações), mas a indústria musical olha com bons olhos para o lançamento deste novo produto.
Rivalidade para alegria da indústria musical
A Reuters cita um representante de uma das editoras que reconhece "finalmente, temos uma entidade com alcance e recursos suficiente para competir com o iTunes, associando a compra de músicas à busca e à plataforma Android".
O iTunes representa 70% do mercado de música digital nos Estados Unidos, enquanto a Amazon fica-se pelos 12% das vendas. Esta rivalidade entre as duas empresas poderá desequilibrar o domínio da Apple, assim como baixar os preços para o consumidor da era digital (que na verdade não são assim tão caros comparados com o formato CD).
Ainda não se sabe quais os preços que vão ser praticados pela loja da Google, mas a Apple não deverá ter o serviço rival a funcionar antes de dezembro deste ano.