Estandarte da Internet, o acesso democrático a todos os conteúdos disponíveis em rede tem vindo a conhecer sucessivas restrições em função da localização geográfica do utilizador, o designado geoblocking frequente em sites como o Hulu
ou o YouTube
.
Uma visita a www.hulu.com
é esclarecedora. Por questões relacionadas com direitos de autor, ao tentar aceder aos conteúdos do site, o utilizador é confrontado com a mensagem "We're sorry, currently our video library can only be streamed within the United States" ("Lamentamos, atualmente a nossa galeria apenas pode ser disponibilizada dentro dos Estados Unidos").
As restrições são evidentes também no YouTube, onde variadas pesquisas redundam na frase "This video is not available in your country" ("Este vídeo não está disponível no seu país"), o que já motivou quer vídeos de protesto, quer vídeos que explicam como vencer os bloqueios - uns e outros colocados em www.youtube.com.
Soluções para o problema
Uma pesquisa pela expressão "This video is not available in your country" conduz a dezenas de vídeos com soluções para o 'problema'. Algumas indicam o país a que se destinam, já que o geoblocking tanto afeta o Reino Unido como a Alemanha, tanto se aplica à Bélgica como à Roménia, tanto é sentido na República Checa como na Malásia - a avaliar pelas queixas que os cibernautas colocam nas secções de comentários do YouTube.
Alguns utilizadores sublinham, inclusivamente, que o geoblocking os impede de aceder a conteúdos do seu próprio país pelo facto de - por motivos pessoais ou profissionais - se encontrarem em território estrangeiro.
O mecanismo funciona através do reconhecimento do IP do computador, que permite identificar a localização geográfica do utilizador.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.