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As 10 medidas espanholas contra o défice

As medidas hoje anunciadas por Zapatero de combate ao défice abrangem vários setores públicos. 

Lusa
9:28 Quarta feira, 12 de Maio de 2010
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O pacote de medidas anunciadas hoje pelo chefe do Governo espanhol para conseguir uma redução adicional do défice em 2010 e 2011 abrangem vários setores de gastos públicos, com destaque para o corte nos salários dos funcionários públicos.

As medidas hoje anunciadas por José Luis Rodríguez Zapatero, numa intervenção no Congresso de Deputados, são as seguintes:

- Redução de salários dos funcionários públicos, em média, 5 por cento em 2010, congelando-as em 2011. A redução será proporcional às receitas.

- Redução de 15% no salário dos membros do Governo.

- Suspensão em 2011 da revalorização das pensões, excluindo as mínimas.

- Eliminação de regime transitório para a reforma parcial em vigor desde 2007.

- Eliminação do cheque-bebé de 2.500 euros a partir de janeiro de 2011.

- Adaptação do número de unidades das embalagens de medicamentos para as ajustar à duração padrão dos tratamentos. Unidoses poderão ser dispensadas mediante fracionamento das embalagens.

- Ajuda ao desenvolvimento (externa) cairá 600 milhões de euros em 2010 e 2011.

- Redução de 6.045 milhões de euros até 2011 no investimento público estatal.

- Previsão de poupança adicional de 1.200 milhões de euros por parte das Comunidades Autónomas e Autarquias.

- Pedidos para subsídio de Dependência serão decididos em seis meses e a retroatividade será eliminada.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

Palavras-chave  combate ao défice  Zapatero  Espanha
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inacreditavel
odagrom (seguir utilizador), 2 pontos , 9:51 | Quarta feira, 12 de Maio
Os banqueiros roubam, os políticos roubam, os investidores especulam, o país gasta acima das suas possibilidades em aeroportos, tgvs, expos, ccbs, casas da música, campeonatos de futebol, jogos olímpicos, auto-estradas, etc.

E depois quem é que tem de tapar o buraco? Os funcionários públicos (que já ganham mal), as pessoas que precisam de ajuda para criar os seus filhos e as pessoas que precisam de ajuda para a farmácia!!!

Espanhóis, gregos e portugueses MANIFESTEM-SE! Em vez de festejarem a vitória do SLB, realizem a maior manifestação da história. Mas não exijam a demissão dos governos, porque tanto eles como os governos anteriores (que estão na oposição a espreitar novo poleiro) são os culpados.

EXIJAM sim: cadeia para os banqueiros e políticos corruptos, impostos altíssimos para as mais-valias dos especuladores, prémios dos gestores, transferências de jogadores de futebol, aquisição de casas e carros de luxo, etc.

Se não chegar, NACIONALIZE-SE uma ou duas dessas empresas que andaram a mamar à custa do estado e que apresentam lucros suficientes para acabar com o défice. Vendam-se os jogadores do FC Porto, Benfica, Barcelona, Real, Panathinaikos, etc. O povo é a maioria, é para ele que se tem de governar, não para os amigos e enteados.
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Teria sido bom...
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:21 | Quarta feira, 12 de Maio
o Expresso ter "puxado" para título da notícia que o corte no salário dos membros do Governo irá ser de 15% !!!
Poderia ser que causasse algum mimetismo, isto é, que por cá, houvesse uma prática de ... imitação !
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Pareciam diferentes
PANTE44 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:04 | Quarta feira, 12 de Maio
Tinha a ideia que os Espanhóis eram mais originais e que encontrariam caminhos inteligentes que levassem a reboque os restantes países do sul da Europa.
Afinal é mais do mesmo!
Poderá ser um problema histórico relacionado com anos e anos de atraso intelectual ou se calhar ainda somos todos geridos por gerações que só conhecem o mundo a preto e branco. Será qualquer coisa mas lembro que as grandes ditaduras de esquerda e direita apareceram na sequencia de momentos idênticos ao que vivemos hoje em dia.
Só que desta vez vai ser mais grave porque os países em crise vão tentar se livrar dela da maneira com menos custos (rebeliões e fim do pagamento das dividas externas) e os credores vão querer receber, e muito bem, o que lhes é devido a todo o custo. Posso estar a ter uma visão negativa e muito pessimista, poderei até estar imaginar o apocalipse da Europa mas não entendo muito bem como vão as pessoas aceitar estas condições sem verem os que estão muito bem, maior parte deles com o dinheiro que foi emprestado ao país, passarem ao lado de pagarem também eles a crise, é nisto que reside a verdadeira crise.
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