Cavaco Silva considerou hoje no final do seu primeiro dia do roteiro das Comunidades Locais Inovadoras que estas podem dar "um grande contributo para a recuperação económica, pelo que é necessário dar "visibilidade aos projectos locais".
"Temos de unir todos os nossos esforços para concretizar a recuperação, mas temos também de apostar numa cultura inovadora", declarou o Presidente da República. "Sabemos a importância da inovação para o aumento da competitividade e para que a produção nacional possa enfrentar os concorrentes no mercado internacional", acrescentou.
Para o Presidente, ao mostrarem-se os "bons exemplos", estimulam-se a actuar como "agentes de mudança". "Cada projecto local visto isoladamente tem um impacto reduzido a nível nacional, mas considerando a multiplicidade das iniciativas e projectos locais em todo o território há um impacto agregado muito forte", disse.
Cavaco Silva referiu-se às duas empresas que visitou como um exemplo claro de aposta na inovação, mas também destacou os exemplos de "inovação social" na área dos deficientes, "exemplo de como "se transformam dificuldades em oportunidades".
O Chefe de Estado confessou ter ficado "bastante sensibilizado" pelo empreendedorismo manifestado por deficientes, que vendem produtos e serviços e/ou criaram uma empresa que actua lá fora.
Também o Centro de Formação Profissional da Industria do Calçado foi referido por Cavaco Silva como sendo "um responsável muito pela afirmação das empresas de calçado no mercado internacional". Portugal é terceiro exportador europeu de calçado.
Sábado, o Chefe de Estado dedicará a manhã à inovação ambiental na Murtosa, com um passeio pela ciclovia, a visita a uma escola e a uma empresa de aquacultura. À tarde, visitará o Ecoparque Estarreja - uma "inovação autárquica", na definição do seu programa.
No final do seu roteiro está prevista uma sessão de encerramento e "reconhecimento do mérito dos agentes inovadores", que incluirá a atribuição de ordens e graus de insígnias a duas personalidades (José Girão Pereira e Irmã Conceição Laranjeiro) e três instituições (Academia de Música de Espinho, Associação Portuguesa de Cortiça a Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado).