O que o inspira? O choque de culturas, as diferenças de língua, de maneiras de pensar. Gosto de trabalhar e viver em Portugal. No livro "Os Anagramas de Varsóvia", o personagem principal é judeu polaco, fala e emociona-se em várias línguas. Tudo isso resulta da minha vida em Portugal.
Qual o livro que gostava de ter escrito? São muitos. Desde logo os "Irmãos Karamazov", de Dostoiévski. Foi uma obra fundamental para o meu desenvolvimento como leitor e escritor.
Filme de culto. Sou uma pessoa de sorte. Nasci em Nova Iorque e tive oportunidade de ver todos os filmes dos franceses, dos italianos... Vi "Cabaret" sete vezes.
Objecto de estimação? Tenho muitos, como o colar que comprei no Grand Canyon. A beleza, as cores e a exuberância do lugar tiram o fôlego. É um sítio de silêncio total e de misticismo. Comprei-o numa aldeia indígena e gosto de o usar porque me lembra a liberdade lá sentida.
Em Portugal qual é o sítio que mais aprecia? Adoro as pequenas cidades do Minho, a comida, a paisagem. Mas a região que talvez se adeqúe mais à minha maneira de ser seja o Alentejo. Portugal tem sítios muito bonitos. O que acontece é que os portugueses têm complexos de inferioridade.
Um refúgio Felizmente o meu refúgio é a minha própria casa. Como deixei de dar aulas, já não tenho que obedecer a horários. Fico grato todos os dias por fazer o que quero. Sou diligente e organizado. Escrevo oito, dez horas por dia. Faço-o por gosto.
Maior luxo Entrar num bom restaurante e não olhar apenas para o prato mais barato.
Vícios confessáveis Fico facilmente obcecado pela minha própria escrita. Às vezes não é saudável. Ver televisão também é um vício.
Hóbis Pinto, desenho, faço jardinagem, toco guitarra e canto.
Uma música Talvez as de Leonard Cohen. Assisti a um concerto dele em Nova Iorque que foi memorável.
Personalidade que mais admira Nelson Mandela, Muhammed Ali e Martina Navratilova.
Regra de vida Não trair os outros e cortar com os que nos traem.
Um sonho Continuar a viver muito tempo com o Alexandre e escrever livros.