Lisboa, 26 Ago (Lusa) - A força naval da NATO que de Março a Agosto deste ano combateu a pirataria ao largo da costa da Somália obteve resultados "muito encorajadores", tendo impedido impediu 16 dos 37 ataques registados contra navios, anunciou hoje a organização.
Em comunicado, o comando conjunto conjunto da NATO em Oeiras (que no final de Junho assumiu a responsabilidade operacional pela missão de combate à pirataria) refere que durante a operação "Allied Protector", comandada pela fragata portuguesa "Corte Real", foram sequestrados 12 navios e foi confiscado um "grande número" de armas.
Nos seis meses que durou a operação da Aliança Atlântica, foram ainda registados 37 ataques a navios e mais de 150 suspeitos foram questionados, adianta a organização.
"Os resultados foram muito encorajadores e contribuíram para um papel crescente dos esforços de combate à pirataria da NATO que prosseguem hoje com a operação ´Ocean Shield´, sucessora da operação ´Allied Protector´", refere a organização num balanço sobre a contribuição da Aliança para o combate à pirataria.
O sucesso da missão naval da Aliança acontece numa altura em que "os incidentes de pirataria têm crescido por todo o mundo" com "240 incidentes reportados nos primeiros seis meses de 2009".
A missão de combate à pirataria em curso ("Escudo Oceânico"), cujo comando geral é exercido por Oeiras, teve início a 17 de Agosto e deverá prolongar-se durante um ano.
As forças navais que irão suportar a operação são as unidadades que integram o Standing NATO Maritime Group 2 (SNMG2), que incluem a fragata britânica HMS Cornwall, a fragata italiana ITS Libeccio, a fragata grega HS Navarinon, o contra-torpedeiro norte-americano USS Donald Cook e a fragata turca TCG Gediz.
O comando marítimo desta operação permanecerá, como até aqui, a cargo do Comando de Componente Marítima do Quartel-General de Northwood, no Reino Unido, assinala o documento divulgado hoje pelo comando conjunto de Oeiras.
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