Porto, 02 Jul (Lusa) - O director-geral das Minas de Aljustrel, Arménio Pacheco, disse hoje à Lusa "não entender como um representante partidário pode dizer no Parlamento que não está ninguém a trabalhar aqui quando isso não é verdade".
Francisco Louçã falava hoje na Assembleia da República sobre a situação naquelas minas quando em paralelo ocorreu o episódio que levou à demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho.
Arménio Pacheco não quis pronunciar-se sobre esse episódio, mas garantiu que "contrariamente ao que foi dito estão a trabalhar nas minas, neste momento, cerca de 200 pessoas, entre quadros, colaboradores, empreiteiros e empresas de projectos".
"Ainda esta semana lançámos uma empreitada de 11 quilómetros de sondagens de subsolo na Mina de Feitais", acrescentou.
Francisco Louçã confrontou hoje José Sócrates com o caso das minas de Aljustrel, dizendo que apesar das promessas do Governo "não há nenhum mineiro" a trabalhar hoje naquele local e criticando Vital Moreira por, durante a campanha para as europeias, ter prometido a reabertura das minas e "100, 200 e 300 empregos".
"Há algum mineiro a trabalhar hoje em Aljustrel? não há nenhum! Não há, são zero mineiros, escusa de olhar para o senhor ministro da Economia porque ele não tem nada a dizer!", exclamou Louçã.
Arménio Pacheco diz que essas acusações "não correspondem à verdade e afirmou que "não se compreende como num debate parlamentar na Assembleia da República um representante de uma força política tenha feito uma afirmação dessas".
O gesto de Manuel Pinho que levou à sua demissão - com os dois indicadores encostados à cabeça, simulando chifres - teve lugar durante esta intervenção de Francisco Louçã, à margem da qual o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares disse, num aparte, que Manuel Pinho esteve naquela localidade "a passar um cheque" à equipa de futebol, como explicou mais tarde aos jornalistas.
MSP
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