Maputo, 10 Jun (Lusa) -- A FRELIMO condenou hoje a tentativa de assassinato de Daviz Simango, apelando aos partidos da oposição a reconciliar-se com a paz e viverem em harmonia, respeitando os princípios cívicos e éticos de um Estado de Direito.
Na terça-feira, o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango escapou ileso a um atentado perpetrado supostamente por membros da RENAMO (principal partido da oposição), quando se preparava para orientar um comício popular em Nacala-Porto, na província de Nampula, norte de Moçambique.
O comandante da polícia moçambicana em Nacala-Porto, Alexandre Guiador, explicou hoje à Lusa que "guardas do líder da RENAMO" à paisana arrancaram armas a um polícia, disparando contra uma viatura que o presidente do MDM utilizou para se dirigir ao local onde iria decorrer o comício.
No local, os alegados guarda-costas do líder do principal partido da oposição moçambicana destruíram a tribuna, aparelhagem sonora e símbolos do novo partido, arrancaram a arma a um dos polícias entregando-a, de seguida, ao chefe da guarda de Afonso Dhlakama.
"Condenamos veementemente o uso da força e violência para atingir fins políticos", disse hoje à Lusa o porta-voz da FRELIMO, partido no poder em Moçambique, Edson Macuácua, que afirmou ser "inadmissível" este tipo de actos ocorrerem em pleno Estado de Direito.
"Os partidos da oposição devem ter a capacidade de superar as clivagens intestinais sem degenerar em violência", aliás, "devem reconciliar-se com a paz e primar por uma convivência harmoniosa", afirmou Edson Macuácua.
"Não se pode fazer uso abusivo da tolerância dos moçambicanos. Não estamos num Estado de anarquia", acrescentou o porta-voz da FRELIMO a propósito da manutenção de uma força pessoal armada de Afonso Dhlakama, acusada de tentar assassinar Daviz Simango.
Hoje, o comandante da polícia em Nacala-Porto confirmou à Lusa ter remetido ao Ministério Público o processo que indicia "mais de 10 membros da RENAMO" de tentativa de assassinato de Daviz Simango.
MMT.
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