02/00/0 actualizado às 0:00
Actualidade

Brasil: Seis romances portugueses disputam o Prémio Portugal Telecom de Literatura 2009

Rio de Janeiro, Brasil, 21 Mai (Lusa) -- Na lista dos 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2009, divulgado na quarta-feira no Rio de Janeiro, seis são romances portugueses e outros quatro são obras de autores africanos de países de língua portuguesa.

Lusa
6:30 Quinta-feira, 21 de Mai de 2009
Deixe aqui o seu comentário Comente   [791 visitas]
Aumentar Texto Diminuir Texto Link para esta página Imprimir Enviar por email
del.icio.us technorati digg facebook myspace reddit google search.live newsvine

Rio de Janeiro, Brasil, 21 Mai (Lusa) -- Na lista dos 50 livros finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2009, divulgado na quarta-feira no Rio de Janeiro, seis são romances portugueses e outros quatro são obras de autores africanos de países de língua portuguesa.

Segundo o anúncio dos finalistas que concorrem à sétima edição do prémio, estão na disputa os romances: "A viagem do elefante" de José Saramago (Companhia das Letras), "A eternidade e o desejo" de Inês Pedrosa (Alfaguara -- Objetiva), "Aprender a rezar na era da técnica" de Gonçalo M. Tavares (Companhia das Letras), "Cemitério de pianos" de José Luís Peixoto (Record), "Ontem não te vi em Babilónia" de António Lobo Antunes (Alfaguara -- Objetiva), "Rio das flores" de Miguel Sousa Tavares (Companhia das Letras), "Predadores" do moçambicano Pepetela (Língua Geral ) e "Venenos de Deus" de Mia Couto (Companhia das Letras).

De poesia, foram escolhidas as obras do cabo-verdiano José Luiz Tavares "Lisbon Blues" (Escrituras Editora) e do moçambicano Luís Carlos Patraquim "O osso côncavo e outros poemas" (Escrituras Editora).

Do total de 501 obras inscritas, 192 eram romances e, destes, 28 foram escolhidos para compor os 50 finalistas. De 178 livros de poesias inscritos, 12 foram os escolhidos nesta primeira etapa, entre eles as obras de Patraquim e José Luiz Tavares.

Do total de 23 contos, quatro foram os escolhidos, de crónicas três foram seleccionadas de um total de 23, e apenas uma obra de memórias autobiográficas foi escolhida entre 15.

Entre os autores brasileiros, estão na concorrência o ensaísta, poeta, contista e romancista Silviano Santiago; Moacyr Scliar, um dos mais conhecidos escritores brasileiros da actualidade e eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2003; além do jornalista e escritor mineiro Luiz Ruffato e do escritor Godofredo de Oliveira Neto, presidente do Conselho Director do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).

Segundo um dos curadores do prémio, o jornalista e escritor José Castello, este é "muito equilibrado e o conjunto muito rico", considerando que o universo de livros inscritos é "enorme".

Ele observou que neste ano houve um número crescente de concorrentes, 501 em comparação a 396 que foi o total de obras inscritas em 2008, e também de editoras, foram mais de 100, sendo que 13 editoras apresentam os 50 livros finalistas e metade das obras estão concentradas nas mãos de apenas duas editoras.

Mesmo assim, Castello afirma ser "um universo muito diversificado com concepções diversas sobre o que é literatura. Há uma aposta na singularidade e na potência da língua portuguesa".

O curador do prémio observou que neste ano houve uma "diluição cada vez maior de géneros, e que a curadoria teve dificuldade de classificar seja em romance ou contos".

Segundo Castello, "os grandes livros que estão no conjunto de finalistas são livros não de pessoas que pretendem reproduzir a realidade, mas que tentam inventar essa realidade".

Por seu turno, o cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, o embaixador António Almeida Lima, disse à Lusa que a iniciativa de um prémio de literatura em língua portuguesa é um "passo importante no sentido de integrar o mundo literário de espaços de convívio e de apreciação comum".

Para Almeida Lima, é "natural e saudável" que exista uma predominância de autores brasileiros. "Significa que o Brasil, como grande produtor literário na língua portuguesa, vai tomando o seu caminho,sua posição dominante. Temos de ter cautela em falar dominância, o que interessa é o bom escritor em língua portuguesa, seja ele de Timor Leste ou do Brasil."

O cônsul acredita ser um desafio integrar os escritores lusófonos e defende a necessidade de pensar a língua portuguesa como "uma língua de expressão universal".

"E com esses prémios começa a ter uma expressão global, vamos trabalhar na linha da divulgação e a literatura portuguesa dos países da África vão poder aproximar-se cada vez mais com esses tipos de prémios", assegurou.

Na segunda fase do concurso, a 16 de Setembro, serão divulgados em São Paulo os 10 finalistas e no final de Outubro serão anunciados os vencedores.

Os prémios para os três primeiros colocados é de 100 mil reais (36 mil euros), 35 mil (cerca de 12 mil euros) e 15 mil reais (5,4 mil euros), respectivamente.

FO.

Lusa/fim

Palavras-chave  cultura
PUB
 


Aviso
FAQ. Como funciona a comunidade no Expresso
Para fazer o seu comentário precisa de estar registado. O registo é gratuito e demora pouco mais de 30 segundos.

Se já for utilizador registado, coloque o seu mail e palavra-chave nos campos para o efeito, na página de registo. Depois disso, poderá comentar qualquer conteúdo.

Clique aqui  para se registar.

Em caso de dúvida escreva-nos para novosite@expresso.pt, seremos tão breves quanto possível a responder.

Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso

Red Bull Air Race: Votação da proposta em Lisboa é ilegal - CDS-PP

14:55 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[93 visitas]
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
Primus Inter Pares
Grupo ImpresaACAP