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Alívio da carga fiscal: Sócrates diz que é possível identificar os ricos

Em resposta a Manuela Ferreira Leite que considerou que o alívio da carga fiscal não é exequível, o primeiro-ministro garante que é possível identificar os ricos. 

Lusa
10:05 Terça-feira, 10 de Fev de 2009
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O primeiro-ministro diz querer fazer uma reforma fiscal na próxima legislatura
O primeiro-ministro diz querer fazer uma reforma fiscal na próxima legislatura
Tiago Miranda

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu ontem à noite, em Viseu, ser possível identificar os ricos e reduzir-lhes as deduções para assim conseguir diminuir a carga fiscal da classe média portuguesa.

Ao apresentar a sua moção política ao Congresso do PS, o secretário-geral do partido aproveitou para responder à presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, que considerou que o alívio da carga fiscal da classe média "não é exequível, é uma fantasia" e afirmou que "não está definida a concepção de rico".

"É uma proposta razoável, exequível, a favor da equidade fiscal e da justiça fiscal", replicou José Sócrates, explicando que o que propõe é que o próximo Governo faça uma reforma do sistema fiscal "de modo a que os rendimentos mais elevados tenham menos deduções" e, "aproveitando essa folga", se possam reduzir os impostos à classe média.

Isto porque, justificou, "hoje, em Portugal, as deduções, em particular da saúde mas também da educação, são quase iguais para aqueles que têm altos rendimentos e para aqueles que têm rendimentos medianos".

"Mas oiço para aí dizer que esta proposta não é exequível porque afinal de contas não se pode identificar ou classificar o que é um rico. Francamente, eu já ouvi desculpas melhores para não se fazer nada", frisou.

José Sócrates lembrou que foi este Governo que aumentou "os escalões maiores do IRS de 40 para 42 por cento" e congelou "as pensões mais altas que estavam muito próximas de 12 vezes o indexante de apoios sociais" e eram muito elevadas.

Apontou ainda como "um acto de justiça" o fim de "algumas regalias que não faziam o mínimo sentido na administração pública portuguesa, a começar pela subvenção vitalícia dos deputados e dos titulares de cargos políticos".

Podemos fazer mais e ir mais além", defendeu o secretário-geral do PS, dizendo não compreender "como é que alguém diz que não é possível fazer isto apenas porque não é possível identificar um rico".

"Nós sabemos quem é rico e quem não é rico. O que me dá impressão é que aqueles que não querem fazer nada arranjam sempre boas desculpas para não se fazer nada", considerou.

"Mais obras públicas não porque isso dá emprego, imaginem, a estrangeiros. Mais investimento também não, porque não há dinheiro para nada. Aumentar o salário mínimo também não porque isso põe em causa a competitividade das nossas empresas", refutou.

Na sua opinião, andar "à procura apenas de desculpas para não se fazer nada" em Portugal "já não é apenas um lapso".

"Tem a ver com um padrão de pensamento que define uma linha política: "O melhor era mesmo não fazer nada e sentarmo-nos à espera que a crise passasse. Não é essa a atitude que se deve ter no Governo", defendeu.

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COMEÇOU A CAÇA AO RICO
Musoko (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:31 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Ora então começou a caça aos ricos. Vamos denunciá-los às Finanças, há 1 linha de telefone própria («dedicada») que é + segura, ou então p mail (cuidado c o IP). Por inveja ou despeito? Não. Para aliviar um pouco os nossos impostos, para o nosso escalão descer de 30 para 28%. Já dá para mais condimento na sopa. De vez em qd passam na minha ruela (no subúrbio) uns ricos de BMW e até já vi um de Ferrari. Não os conheço nem lhes vejo a cara, mas pelos bólides de certeza que não pagam impostos há muito tempo. Quem, em Portugal, pagando os impostos devidos (ou como dizem nas Finanças: «tem o nome limpo») pode ter uma alta cilindrada daquelas? E as casitas? Quem pode pagar uma mensalidade de mil e tal euros pagando impostos? E as viagenzitas? E as mordomias? Ah, as mordomias dos cargos. E se começassem por aí? Senhor PM, tem a certeza de q qd o seu dedo aponta para os «ricos» não há outros dois dedos escondidos a apontar para... Adivinhem.
O meu vizinho é + rico do q eu. Se calhar anda há mais de 10 anos a fugir aos impostos, não passa facturas, tem tudo pago... enfim... não sei... só sei q, depois de escrever estas linhas, o vou denunciar às Finanças p parecer ser mais rico d q eu... SE ALGUÉM JÁ NÃO O TIVER FEITO. Desculpem, esta dos ricos é + 1 componente na guerra na novel guerra PS-BE. Os ricos q votem no CDS ou no PSD, nós queremos a classe média, esses é q nos dão os porcentos. Mas cuidado, não aliviemos de tal modo a classe média que ela vá votar na direita.
Rui Ramos
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    Re: COMEÇOU A CAÇA AO RICO    Ver comentário
Simões Coelho (seguir utilizador), 1 ponto , 12:40 | Quarta-feira, 11 de Fev de 2009
Num país maravilhado!
ameijoafresca (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 10:39 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Esta da carga fiscal aliviada,
promessa política roída,
só pode ser uma piada
de uma mente corroída!

Nas campanhas eleitorais
o mexilhão fica aparvalhado,
estes políticos imorais
vivem num país maravilhado!

ameijoafresca.blogspot.com
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    Re: Num país maravilhado!    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Num país maravilhado, com um ministro aparvalhado!    Ver comentário
Homer Simpson (seguir utilizador), 1 ponto , 17:41 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: Num país maravilhado, com um ministro aparvalh    Ver comentário
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 20:03 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
A LISTA
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 16:00 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Acaba de me telefonar um amigo... de um número privado, atendi e já estou arrependido: «Eh pá, isto está mau, desculpa o número privado, os gajos podem estar a ouvir. Achas que o gajo pensa que eu também sou quê? Eh pá, eu não tenho assim tanto, há quem tenha mais. Estamos lixados, o gajo diz que sabe quem são. Achas que também estou na m. da lista? Vê lá, faz-me lá esse favor, conheces alguém que se dê com ele? Eh pá, fico-te grato, sabes como é a amizade. És capaz de saber se eu estou lá nessa coisas dos quê? Não me dava jeito com os miudos a estudar nas privadas... achas que ele também sabe das casitas...? P., já falei demais... Vês-me isso? Obrigadão. Olha, se estiver lá o meu nome e ele puder tirar... percebes?... eram cinco estrelas!...
Rui Ramos
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Eu sei de um
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Eu já indentifiquei pelo menos um,que é o próprio Sócrates.E então com as «luvas»,o rendimento deve ser elevado. Também penso que quem mora no Heron Castilho não é propriamente da classe média.( meter no google: heron castilho rua braancamp ,dar enter) ou então sair no metroMarquês ou no Rato)e dar um passeiozinho pela Braancamp.Até podem ter asorte de ver o dito inquilino com o seu fato da Fashion Clinic
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    281 anos de Inquisição, deixam marcas !    Ver comentário
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: 281 anos de Inquisição, deixam marcas !    Ver comentário
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 11:20 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    engenheiro?    Ver comentário
TEEZR (seguir utilizador), 1 ponto , 15:26 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: 281 anos de Inquisição, deixam marcas !    Ver comentário
Observador-Mor (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: 281 anos de Inquisição, deixam marcas !    Ver comentário
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 16:42 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: sobre os 281 anos de Inquisição    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: sobre os 281 anos de Inquisição    Ver comentário
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:05 | Quarta-feira, 11 de Mar de 2009
É pena que esta medida siga o ciclo eleitoral
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Peca por tardia esta medida e outras que façam uma maior justiça fiscal.
Mas como se pode falar em justiça fiscal, quando uma grossa fatia de rendimentos passa ao lado das malhas legais?
Por outro lado, havendo uma situação excepcional, deve-se tomar medidas excepcionais.
Assim veria com bons olhos, medidas correctivas para os "profissionais" de acumulação de reformas, como os "trabalhadores" incansáveis que tem uma reforma choruda e depois vão arranjar uns biscates ....
Fazem concorrência aos jovens que precisam de sair da casa dos pais e fazer a sua vida.
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    Re: É pena que esta medida siga o ciclo eleitoral    Ver comentário
Observador-Mor (seguir utilizador), 1 ponto , 12:06 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
demagogia barata e rasca
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 11:26 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Os ricos?

Se a questão é dinheiro então que começem por reduzir o peso e consequentemente aumentem a eficiência do Estado.

Os cerca de 800.000 mil funcionários públicos são o principal sorvedor de dinheiros públicos e o maior obstáculo ao desenvolvimento nacional.

O PS e o PSD têm juntos aproximadamente 1.000.000 de filiados cuja grande maioria está a aquecer lugares na função pública…e através dos partidos que muitos arranjam emprego.

É triste que em quase 40 anos de Democracia o palavreado politicamente mobilizador seja tão rasca, tão pobre e tão retrógrada.

Somos mesmo um povo de gente enganada e miserável.
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    Re: demagogia barata e rasca    Ver comentário
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:41 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Pois...é!
pinhoangola (seguir utilizador), 1 ponto , 11:39 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Este sujeito, não tem realmente estofo para ser politico, quanto mais à frente de um governo. Continua a disparar em todas as direcções...não acerta uma, esta história de querer penalizar os ricos, de os identificar...hum cheira mal, que parca imaginação. deixe os ricos, acabe é com a pobreza, isso é que era de homem, criar menos diferenças sociais, elevando a dignidade humana, criando condições para que muitos regressassem aoa seu Pais, convictos que teriam estabilidade. Em relação á identificação dos ricos, comece pela sua familia, a mamã que comprou o apartamentozito, o tio e as suas contas off shore e o primo zézito...ai Sócrates, que tristeza. Já ganhaste menos um voto! Saudações do Kimbo!
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    confusão    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 14:25 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: confusão    Ver comentário
banjix (seguir utilizador), 1 ponto , 15:22 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: confusão    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 15:51 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: confusão    Ver comentário
banjix (seguir utilizador), 1 ponto , 16:16 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: Pois...é!    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 10:01 | Quarta-feira, 11 de Fev de 2009
Os ricos continuarão a ser ricos..
Jovanoti (seguir utilizador), 1 ponto , 12:00 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Porque os verdadeiros ricos, são os que mais fogem impunemente aos impostos, são os dos offshores, e negocios escuros, são os traficantes de droga, e todo um mundo à parte que só alguns lá chegam...
Esses é que deviam ser obrigados a ajudar a solucionar ou atenuar esta crise...Ou serem presos com as fortunas a reverter ao serviço social, ao emprego, e aos mais pobres
Eu como burguês da classe média baiixa, pago todos os meus impostos, porque se devesse 10 ou 20 €, já teria a GNR à porta.
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QUAIS RICOS?!
albatrosanish (seguir utilizador), 1 ponto , 12:01 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Os que trabalham por conta de outrém?! ...não são suficientemente ricos...

Os de profissão liberal?! ...a lei ajuda-os a fugir ao fisco...legalmente...

Os verdadeiramente ricos?! ...têm o dinheiro em off-shores...
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"Demagogia feita à maneira ..."
al karrub (seguir utilizador), 1 ponto , 13:27 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Esta forma de fazer política, por ciclos, com os olhos postos na captação dos votos da grande massa a que se designa "povo", faz-nos desesperar. Tanto mais que, dos quatro anos do mandato, apenas um é que se dedicam a este quase messiansmo..., os outros três voltam para a sua redoma de vidro onde tudo está bem se os políticos e os seus compinchas também o estiverem, o resto que se desenrasque...

Assim não iremos a lado nenhum, eu não sou rico, e não sei se algum dia o serei (tanto mais que epiteto é negativo, aplicado exactamente com essa conotação), mas se algum o for será mais motivo de regozijo para o meu país, e espero que todos os restantes 9.999.999 também o consigam chegar a viver desfogadamente.

Não é de agora que é popular perseguir os ricos, desde o tempo das fogueiras que atribuiam aos judeus o culpa por todos os males do mundo, e acabaram por queima-los ou escorraça-los, a tal ponto que ficamos depauperados dos "cabedais" e da iniciativa que eles significavam para o país, e ficamos sendo os pobres ibéricos.

Vá lá olhemos em frente, quanto mais ricos tivermos melhor, sejamos responsáveis e façamos bom uso dos recursos que tivermos (que são escassos, mas não mais do os de muitos dos outros estados europeus), obriguemos o estado, que é o nosso reflexo, a fazer o mesmo e talvez um dia olhemos para a rectaguarda e vejamos que afinal sabemos cominhar pelos nossos pés.

Bem haja
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os impossíveis de M.Ferreira Leite
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 13:34 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Manuela Ferreira Leite começa a bater o recorde do incrível.
Na lógica dela, não se pode aplicar a tabela do IRS no cálculo do imposto de rendimento. Na verdade, como saber quem ganha mais do que quem?
Claro que há quem fuja aos impostos, mas pensará ela que, até termos a certeza de que não há maroscas com o IRS, se deve suspender a aplicação do IRS?
Cabecinha pensadora... ou baralhada!
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    Re: os impossíveis de M.Ferreira Leite    Ver comentário
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 20:41 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Os ricos e o Sócrates
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Aguardo ansioso, pelo desenvolvimento desta nova fixação sócratiana – finalmente, parece querer transferir a obsessão que tinha com os professores, para os “ricos” (vai na volta, ainda acaba por descobrir que a maioria deles é “rica”!!!) ou será apenas uma consequência das últimas sondagens que apontam no sentido de um desvio à esquerda por parte do eleitorado? Seja como for, é altura de todos aqueles que deus bafejou com riqueza devolverem parte do que graças à sua inteligência, força de vontade, empenhamento, honestidade, trabalho, etc, têm a mais do que os outros, a maioria, mesmo que estes não tenham nenhum desses atributos
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Do JN ...é de autoria do jornalista Mario Crespo
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 14:14 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

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    A arrogância de um palhaço...    Ver comentário
ExisteMesmo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:01 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    o jornalismo encomendado de Mário Crespo    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:13 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: os cegos de encomenda    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 17:20 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    os iluminados de encomenda    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:41 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: contra factos não há argumentos    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 18:20 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: o jornalismo encomendado de Mário Crespo    Ver comentário
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 21:02 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
    Re: Do JN ...é de autoria do jornalista Mario Cres    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 3:40 | Quarta-feira, 11 de Fev de 2009
    Re: Do JN ...é de autoria do jornalista Mario Cres    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 3:44 | Quarta-feira, 11 de Fev de 2009
    Re: Do JN ...é de autoria do jornalista Mario Cres    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 3:47 | Quarta-feira, 11 de Fev de 2009
Já ouvi esta...
rcard (seguir utilizador), 1 ponto , 14:18 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Eu já ouvi esta mesma conversa há 4 anos a trás, e em vez de baixar impostos ele subiu-os, por esta ordem de ideias vamos ter novos aumentos se, por acaso, o sr Socratres ganhar com nova maioria absoluta. Este tipo de mentiras está na moda e o povo em desespero tende a acreditar em politicos desonestos e que se dedicam à politica apenas para proveito próprio.
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Alívio da carga fiscal
Toni 2 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:22 | Terça-feira, 10 de Fev de 2009
Desde quando é que os ricos não estão identificados? Conhecem-nos as Finanças os Bancos as Compªs de Seguros,os vizinhos os stand de automoveis etc. É natural que com uma crise destas algumas medidas tenham que ser tomadas,porque se não se fizer pode ter consequências piores. Desde muito novo que ouvia o meu pai a minha mãe e a minha avó, dizer para darmos esmola aos pobres,porque tinhamos de os governar de uma maneira ou de outra. Se não o fizessemos eles tinham de roubar e por vezes era mais o que estragavam do que o que levavam. Está na altura de os ricos e remediados ajudarem os mais necessitados,ou a bem ou a mal. Devem ser lançadas taxas temporárias,sobre bens moveis e imovens,ordenados e reformas e principalmente sobre consumo de bens superfúlos e de luxo. Não será preciso uma grande carga se atacarem em todas as frentes a qual terminará logo que tudo melhore.Como ser humano não me sinto feliz,ao saber que há quem tenha fome.
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