O Vaticano convidou Daniel Vasella, presidente da empresa farmacêutica Novartis, para ter uma crónica semanal na Rádio Vaticano. A crónica foi suspensa antes de Vasella se estrear aos microfones. Tudo porque a Novartis fabrica preservativos.
Daniel Vasella, presidente da farmacêutica Suiça Novartis e um dos executivos mais bem pagos daquele país, foi convidado - e logo a seguir censurado - para fazer uma crónica semanal na Rádio Vaticano. A razão invocada pelo Vaticano para anular o convite, é o facto de a Novartis fabricar preservativos, objecto que vai contra os princípios e a estratégia da Igreja católica em matéria de contracepção artificial.
Ao que tudo indica, os responsáveis pela emissora do Vaticano, só terão descoberto que a Novartis produzia preservativos - esses produtos proibidos pelos princípios da religião, depois de já terem convidado Daniel Vasella para cronista convidado do mês de Fevereiro.
Feita a descoberta, a Rádio Vaticano suspendeu o convite e publicou esta nota na sua página da Net: "Não podemos deixar que surja a mais pequena dúvida sobre a estratégia do Vaticano face à contracepção".
Esta descortesia romana mereceu a atenção da blogosfera Suiça. O blogue escrito em português 'Coisas da Suiça'
, destaque o incidente num post com o título Rádio Vaticano dá pílula amarga à Novartis.