09/02/2010 actualizado às 16:48
Economia Sócrates garante investimento nas obras públicas  «  500 M&M  «  Economia  « Página Inicial |

Crise financeira

Sócrates garante investimento nas obras públicas

O primeiro-ministro português diz que esta "é uma crise daquelas que só acontecem de 100 em 100 anos" e acrescenta: É o momento do Estado intervir dando "um sinal claro à economia que vai realizar todos os investimentos públicos".

Lusa
11:45 Sábado, 25 de Out de 2008
Deixe aqui o seu comentário 5 comentários   [1248 visitas]
Aumentar Texto Diminuir Texto Link para esta página Imprimir Enviar por email
del.icio.us technorati digg facebook myspace reddit google search.live newsvine
Sócrates: "
Ninguém escapará. E os portugueses também não"
Sócrates: " Ninguém escapará. E os portugueses também não"
Tiago Miranda

Governo deve " dar sinal claro" à economia de que realizará todos os investimentos públicos necessários à modernização do país - Sócrates

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que é importante que o Estado dê um "sinal claro" à economia de que vai realizar todos os investimentos públicos que são necessários para fomentar e modernizar a economia portuguesa.

"Mais importante, neste momento, é que o Estado dê um sinal claro à economia que vai realizar todos os investimentos públicos que são necessários realizar para fomentar a actividade económica e modernizar o país", disse o primeiro-ministro em entrevista à TSF/DN.

José Sócrates defendeu que no actual contexto da crise financeira mundial "há mais razões económicas" para que todas as obras públicas de modernização das infra-estruturas "se façam", uma vez que "não servirão apenas para melhorar a competitividade do país".

"No curto prazo, [os investimentos nas obras públicas] servirão para garantir que mais gente tenha emprego e que as empresas tenham condições para se afirmar na economia", sublinhou José Sócrates.

"Se havia razões para não desistirmos daquilo que é a modernização infra-estrutural do nosso país, agora muito menos económicas razões há", acrescentou.

Sócrates deixou claro na entrevista à TSF/DN que é fundamental que Portugal esteja ligado à rede ferroviária de alta velocidade.

"Eu quero fazer a ligação entre Lisboa e Madrid e a ligação entre Lisboa-Porto e Porto-Vigo. Acho que estas três linhas são absolutamente necessárias para que Portugal fique integrado na rede de alta velocidade e para que beneficie também da alta velocidade no seu território", salientou o primeiro-ministro.

Reportando-se à crise financeira, Sócrates realçou que "não é uma crise cíclica. Isto é uma crise daquelas que só acontecem de 100 em 100 anos", adiantando não lembrar-se, com os seus 50 anos, de "ter vivido uma coisa assim".

"Se há alguma coisa que se pode dizer sobre a natureza desta crise financeira é que ela é uma crise financeira mundial. Ninguém escapará. E os portugueses também não", salientou.

No entanto, realçou que o que julga ser um dever "é fazer tudo o que está ao nosso alcance para minimizar os impactos da crise financeira internacional".

Questionado sobre o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, José Sócrates disse que aquilo que vê na rentabilidade dos mercados de acções e na rentabilidade da evolução das pensões no sistema público, na comparação em prazos muito longos, 30 e 50 anos, é que "o sistema público é melhor".

"(...) No que vão passar agora os fundos de pensões privados, ainda estamos para ver, porque esses serão também atingidos", salientou o primeiro-ministro.

5 comentários
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
A determinação do Sr. Eng. Jose Socrates
Nuno.Miguel (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 18:34 | Sábado, 25 de Out de 2008
O Sr. Primeiro Ministro veio reforçar a ideia em continuar com a politica de investimento publico, sem qualquer desvio de rumo apesar da crise financeira internacional. Será um sinal de coragem ou de inconsciência? Tudo foi alterado com esta crise global financeira aonde os grandes grupos financeiros mundiais estão a beira da ruptura e os diversos Estados tiveram que intervir de forma significativa para o sector financeiro não entrar em colapso. Penso que é logico repensar os investimentos, quais têm maior valia para melhorar as condições economicas e não enveredar pelo puro e simples Betão. Façam-se auto-estradas com fartura que isto vai puxar pela economia, quanto a mim um grande erro estratégico e após ontem ver a lamentavel prestação do secretario de estado adjunto das obras publicas no Expresso da meia-noite ( Sic Noticias ) aonde parecia um robô a responder as questões sem explicar a valia de adjudicar tantas infra-estruturas rodoviarias. Infelizmente temos no governo uma pessima classe dirigente, sem competência e mais grave que isso sem responsabilidade. O país já está individado até ao pescoço e agora estes senhores preparam-se para nos enterrar bem fundo com esta politica de desenvolvimento. Uma sugestão que deixo a esses senhores é olharem para o nosso tecido economico e tratar de criar condições para estas se desenvolverem, especializar a nossa industria, formar devidamente os jovens universitarios e dar-lhes condições. Esta é a receita para sairmos deste limbo.
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
MAIS ECONOMIA, menos finanças (8)
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 16:46 | Sábado, 25 de Out de 2008
A lógica da Governança (politico/partidária) nunca foi ECONOMIA (Empresas Econimicas= Empregadores e Empregados). Sempre foi FINANÇAS (PRIVADAS=Instituições Financeiras - PUBLICAS=Impostos e Fisco).
.
Nas Finanças Publicas criou-se, crê-se que inadvertidamente, uma “bomba de relógio” agravada ainda mais em meados de 1980 com a obrigatoriedade do Funcionalismo Publico passar a pagar IRS. E com todos os demais Impostos que com esse dinheiro o FP já pagava também embutido no preço do que naturalmente tem de consumir mensalmente com a Familia.
.
Uma especie de “Hedge Fund” nas Contas Publicas. O que o Estado paga embutido no “preço” de Vencimentos, Obra ou Consumo recebe-o depois sob a forma contabilizada de Receita Fiscal. É uma massa gigante de dinheiro “especulativo” que engorda ano após ano (RECEITAS FISCAIS VIRTUAIS).
.
Este modelo especulativo acarreta logicamente a bandeira “reinvidicação de aumentos salariais” sempre sob a forma da mesma percentagem para todos. Cada vez mais é maior a amplitude entre Pensões e Vencimentos altos e baixos. É a “engenharia” do Aumento da Pobreza em Portugal pelas Governanças/Sindicato recusando a aplicação de forma decrescente da percentagem de aumento da base para o topo; mais para os que ganham menos, e menos ou nada para os que ganham mais. Curiosamente MFL há uns anos usou uma formula timida mas neste sentido
..
No seu conjunto o Modelo das FINANÇAS acima de tudo esmaga a ECONOMIA (Empresas Economicas= Empregadores e Empregados) a menos que haja mais INVESTIMENTO PUBLICO especulativo à custa de mais Endividamento Externo, mais Pobreza Nacional.
.
E piora quando o Investimento é escolhido para criar depois Empresas Economicas que OU não criam mais qualquer Riqueza Economica directa (exº o principio “utilizador-pagador” de auto-estradas, pontes etc) OU criam Empresas Falidas (exº TGV) OU susbtituem as que davam o mesmo Rendimento (exº novo Aeroporto)
.
Ora a Crise (Crunch/Recessão) acabou com este Sistema na sua Logica e Modelo. A realidade “ocidental” é a competição com a Produção de Riqueza dos chamados Paises Emergentes que mesmo que atingidos com uma forte quebra do PIB de 1-2% (não décimas) ainda ficam salvaguardados de taxas de crescimento abaixo 1% ou mesmo negativas como infelizmente se perspectivam.
.
Então só há duas vias, sem 3ª via: a continuação do Modelo de OE=FINANÇAS acima de tudo que continuará a gerar vertiginosamente MISÉRIA/IMPLOSÃO, agravamento da Crise/Crunch,
.
ou um NOVO Modelo= ECONOMIA acima de tudo que ao contrário fará saír o País rápidamente do Crunch/Recessão.
.
Mas este NOVO MODELO encontra fortes barreiras de interesses preguiçosos, acomodados ou beneficiarios politico/partidários tansversais a todos os Partidos. Porque implica:
.
SUSPENSÃO DO IRS, IRC e IMI com ligeiro aumento do IVA (em termos de RECEITAS FISCAIS REAIS é mais barato) e AMNISTIA FISCAL COMPLETA, os “tools” transformadores de toda a realidade recessiva da Produção e Consumo.
.
-Uma REFORMA ESTRUTURAL E VOCACIONAL DE ESTADO de grande amplitude para o que é AGORA governar, as Receitas de Impostos do Estado vocacionadas quasi exclusivamente não só para o cumprimento total de todos os Direitos Sociais dos Cidadãos como também para o aumento substancial da respectiva Qualidade.

-INVESTIMENTO PUBLICO COM PREÇO SEMELHANTE DE OBRA/ CONSTRUÇÃO, mas vocacionado para originar automaticamente DEPOIS EMPRESAS ECONOMICAS que OU criam nova Riqueza OU eliminam Importações OU provocam EXPORTAÇÃO (exº Barragens Hidro-Electricas, Industria dos BioCombustiveis, Reserva Estratétiga Alimentar que substitua importações de alimentos, Forte frota pesqueira e industrias associadas para EXPORTARMOS do “mar”, aproveitamento das grandes POTENCIALIDADES da REGIÃO CENTRO E INTERIOR e tantas outras).
.
Mas temos de compreender, é toda uma NOVA LÓGICA que em boa verdade a VELHA GOVERNANÇA Politico/Partidária não está habituada nem lhe interessa nem sabe como fazer bem e depressa. O trágico é que tem de ser feito também vertiginosamente. E bem feito. E é inevitavel já para 2009, o “ovo de colombo” do Modelo “LIBERALISMO AVANÇADO com DIREITOS SOCIAIS DOS CIDADÃOS”.
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
    Re: MAIS ECONOMIA, menos finanças (8)    Ver comentário
Karlitos2 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:59 | Sábado, 25 de Out de 2008
    Re: MAIS ECONOMIA, menos finanças (8)    Ver comentário
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 22:53 | Sábado, 25 de Out de 2008
Eles são todos muito "bons", muito decididos, etc.
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 8:13 | Domingo, 26 de Out de 2008
É sempre fácil quando se investe o dinheiro de outros e depois, se a coisa correr mal, não se responde com os bens próprios |

Eles são todos muito bons, muito honestos, muito competentes mas com o deles é que deveriam investir e se tivessem sucesso, só depois deveriam ser autorizados a investir o dos outros.

 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
5 comentários
Página 1 de 1   
PUB
 


Aviso
FAQ. Como funciona a comunidade no Expresso
Para fazer o seu comentário precisa de estar registado. O registo é gratuito e demora pouco mais de 30 segundos.

Se já for utilizador registado, coloque o seu mail e palavra-chave nos campos para o efeito, na página de registo. Depois disso, poderá comentar qualquer conteúdo.

Clique aqui  para se registar.

Em caso de dúvida escreva-nos para novosite@expresso.pt, seremos tão breves quanto possível a responder.

Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso

Durão Barroso apela ao consenso das forças políticas

16:11 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[68 visitas]

BPP: Privado Holding critica mega fundo de retorno absoluto

14:47 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[124 visitas]

Zapatero anuncia novas medidas de apoio aos desempregados

13:28 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[50 visitas]

Telecomunicações e banca lideram reclamações

11:16 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[148 visitas]

Governo diz que não há margem para aumentos

9:40 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[638 visitas]

Os recados enviados pela reunião do G7

8:51 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[163 visitas]

Risco de dívida portuguesa continua a subir

0:58 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[530 visitas]

Face Oculta: Detetadas irregularidades em cinco empresas

21:12 Segunda-feira, 8 de Fev de 2010,
[906 visitas]

EDP: Eletricidade distribuída caiu 1,4% em 2009

18:54 Segunda-feira, 8 de Fev de 2010,
[176 visitas]
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
Primus Inter Pares
Grupo ImpresaACAP