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Assalto a Lisboa

8:00 Segunda-feira, 20 de Out de 2008
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Quase vinte anos a escrever constantemente contra as inúmeras tentativas de expropriar aos cidadãos de Lisboa a frente ribeirinha do Tejo para a entregar a interesses privados ou a obras públicas inúteis têm-me ensinado que este será sempre um combate de retaguarda, recuando sucessivamente de trincheira em trincheira, sem perspectivas de vitória no final. Num mundo normal (nem sequer num mundo perfeito), numa cidade como Lisboa - que tem o luxo de ter 14 km de estuário de rio, que, além do mais, representam o seu maior património histórico de referência - nada seria consentido fazer que pudesse comprometer aquilo que é o domínio público mais importante da cidade e o seu traço marcante decisivo. O rio seria de Lisboa e de ninguém mais, porque Lisboa sem o rio será apenas uma paisagem em degradação acelerada.

Mas nós não vivemos num mundo normal. Nós vivemos numa democracia em que os interesses privados passam tranquilamente à frente do interesse público, com sucessivos pretextos que, olhados de perto, não passam de um embuste. É por isso que, mesmo contra toda a esperança, é preciso não desistir de defender Lisboa contra os seus predadores - porque eles nunca desistirão das suas intenções. Hoje, volto assim a um tema de que já aqui falei duas vezes, a última das quais a semana passada: o projecto escandaloso, já aprovado pelo Governo, de erguer um muro de contentores na zona de Alcântara, podendo ocupar até 1,5 km de frente de rio, com uma altura de 15 metros - o equivalente a um prédio de quatro andares. Este caso, aliás, vem demonstrar que, pior ainda do que um mercado desregulado por falta de intervenção do Estado - que subitamente tanto preocupa José Sócrates - é um mercado regulado pelo favor político do Estado, como sucede entre nós, de forma cada vez mais chocante.

A 'Nova Alcântara', como pomposamente lhe chama José Sócrates, é uma obra prejudicial à cidade de Lisboa, inútil e desbaratadora de dinheiros públicos, com todo o aspecto de ser ilegal e que levanta fundadas suspeitas de favorecimento negocial inadmissível.

É devastadora para a cidade, porque, além de uma extensa faixa de rio, nos vai roubar um dos privilégios únicos que Lisboa tem: a possibilidade de ver atracados ao seu centro os navios de passageiros cuja imagem faz sonhar milhões de pessoas no mundo inteiro. Nunca mais aí veremos navios tão emblemáticos como o 'Queen Mary II' ou o imenso 'Sovereign of the Seas', empurrados para a periferia de Santa Apolónia e substituídos por uma muralha de quilómetro e meio de contentores. Nem rio, nem navios: uma montanha de caixotes de ferro, empilhados uns sobre os outros. Mas o roubo do rio não se fica por aí: aproveitando o balanço e a deslocação do terminal de navios de passageiros da gare onde estão os painéis de Almada Negreiros para o extremo oriental da cidade, o Porto de Lisboa esfrega as mãos de contente e prepara-se para dar cumprimento à sua mais recorrente ambição: a construção imobiliária à beira-rio. Deixa-se a gare de Alcântara e os painéis de Almada para os contentores e vai-se fazer em Santa Apolónia, em cima do rio, mais uma barreira de 600 metros de comprimento e outros 15 a 20 de altura, para albergar uma nova gare e, já agora, um centro comercial e um hotel... para os passageiros dos barcos, com camarote pago a bordo. E há outro dano, ainda: durante seis anos, o governo vai lançar mãos à obra de enterrar a via férrea existente, adaptando-a à necessidade de escoar um milhão de contentores a partir do centro da cidade. Num ponto crucial de entrada e saída de Lisboa, vamos ter um pandemónio instalado durante vários anos, para conseguir fornecer as acessibilidades tornadas necessárias pela localização errada do terminal de contentores.

Nessas obras, vai o governo gastar para cima de 200 milhões de euros, através da CP e da Refer, de forma a tornar viável um negócio privado que é, além do mais, totalmente inútil. Lisboa tem capacidade subaproveitada para receber contentores - mas não ali e justamente na zona oriental, para onde querem mandar os navios de passageiros. Aliás, em Alcântara, vai ser ainda necessário dragar o rio, porque o seu fundo não assegura o calado dos navios que para ali se querem levar para despejar contentores. E, quando tanto se fala em descentralização, é notável pensar que o Estado quer investir 200 milhões para trazer contentores para o centro da capital, quando ali ao lado, em Setúbal, existe um porto perfeito para isso e cuja capacidade não aproveitada é de 95%! E isto para já não falar em Sines...

Tão absurdo projecto só pode ser fruto de uma imbecilidade inimaginável ou... de uma grande, grandessíssima, negociata. Ponham-me mais os processos que quiserem, mas isto eu devo à minha consciência dizer: o negócio que o governo acaba de celebrar para Alcântara com a Liscont/Mota Engil, aprovado pelo Decreto-Lei nº 188/2008, de 23 de Setembro, tem de ser investigado - pela Assembleia da República, pelo Tribunal de Contas, pela Procuradoria-Geral da República. É preciso que fique claro do que estamos a falar: se de um acto administrativo de uma estupidez absoluta ou de mais um escândalo de promiscuidade político-empresarial.

Em 1984, o Decreto-lei n.º 287/84 estabelecia as bases para a exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, com as seguintes condições: área de ocupação restrita; atracagem apenas permitida a navios que, pelo seu calado, não pudessem acostar a Santa Apolónia; prazo de exploração de 20 anos, e concessão mediante concurso internacional. Com estas condições, apenas uma empresa - a Liscont - se apresentou a concurso e tomou a exploração, que rapidamente se revelou deficitária. Em 1995, salvo erro, a Liscont é comprada pela Tertir, que vem a obter do Governo, nos anos seguintes, alterações ao contrato, que de todo subvertiam as regras do caderno de encargos do anterior concurso internacional: mais área de ocupação, possibilidade de acostagem de todo o tipo de navios e mais dez anos de prorrogação do prazo, agora fixado até 2014. Em 2006, oito anos antes de expirar o prazo da concessão, a Tertir é, por sua vez, comprada pela Mota-Engil, por um preço anormalmente elevado face à perspectiva de negócio futuro. Mas, em Abril deste ano, sem que nada o fizesse prever ou o aconselhasse em termos de interesse público, fica-se a saber que a concessionária obteve do Governo nova revisão extraordinária do contrato, com as seguintes alterações: alargamento da capacidade de descarga para mais do triplo; aumento da área de ocupação para mais do quíntuplo; manutenção das taxas, já reduzidas, de operação; e prolongamento do prazo de concessão por mais 27 anos (!), até 2042. Tudo sem concurso público, tudo negociado no segredo dos deuses, tudo perante o silêncio atordoador de António Costa, presumido presidente da Câmara de Lisboa. E, finalmente, em Setembro passado, através do citado Decreto-lei 188/2008, fica-se a saber que o Governo ainda se disponibiliza para investir mais de 200 milhões de euros para garantir à Liscont/Tertir/Mota-Engil as obras necessárias a garantir o escoamento da sua capacidade triplicada de movimento. Imaginem: eu tenho um pequeno restaurante à beira-rio, que não é viável, por falta de espaço e de acessibilidades, e cuja concessão a lei prevê que dependa de concurso público e só dure vinte anos. Vem o governo e, de uma assentada, autoriza-me a triplicar o espaço, prorroga-me o prazo de concessão de modo a que o meu negócio acabe garantido por um total de 57 anos e sem aumento de renda, disponibiliza-se para me fazer e pagar as obras de acessibilidade necessárias ao sucesso do restaurante... e tudo sem concurso público, negociado entre mim e eles, no resguardo dos gabinetes. É ou não é fantástico?

E é assim que se trata Lisboa. É ou não é escandaloso? E o que fazemos, ficamos quietos? Pedaço a pedaço, eles dão tudo o que é nosso, à beira-rio: um quilómetro e meio de frente à Mota-Engil, seiscentos metros ao Porto de Lisboa, um quarteirão no Cais do Sodré para qualquer coisa da observação da droga, outro quarteirão para o Hotel Altis, o CCB para a Fundação Berardo, um quarteirão mais para a Fundação Champalimaud e a Casa dos Bicos para a Fundação Saramago.

71 comentários
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Não há gente em Lisboa?
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 22:26 | Quinta-feira, 6 de Nov de 2008
Juntavam-se uns milhares de indignados, criavam uma associação de defesa de lisboa, davam 10€ cada um, e metiam processos em todos os políticos, directores municipais e corruptos em geral, que fizessem operações que cheirassem mal.
Exprimentem meter uma providência cautelar nesta história, processos em tribunal, visibilidade pública dessa cloaca em período eleitoral, os media a seguir metralhariam os tipos que habitualmente fazem as coisas pela calada, e mesmo que não ganhassem esta guerra, asseguro que ganhariam outras, e fariam os corruptos pensar duas vezes antes de fazer negócios tão obviamente malcheirosos como esse.
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não esquecer a gare marítima
boa memória (seguir utilizador), 1 ponto , 2:13 | Sábado, 8 de Nov de 2008

O alargamento do cais de contentores em Alcântara inviabilizará a atracagem dos grandes paquetes nesse local, como pode ser observado na maquete, com os contentores a cercarem o belo edifício modernista do cais, com murais de Almada Negreiros.

Por isso o Plano para a Zona Ribeirinha - verdadeiramente para a Destruição da Paisagem de Lisboa - pretende realizar outro atentado talvez ainda mais grave e nocivo: a construção em Sta Apolónia de uma Gigantesca gare em superfície e altura, para os grandes paquetes, com hotel de 5 estrelas e com enorme centro comercial.

Um crime contra o património, tirando o belíssimo sistema de vistas de Alfama para o Tejo a partir dos miradouros (imaginem os navios de 10 andares em frente ...), que encantam diariamente milhares de turistas culturais que nos visitam.

É preciso defender ALFAMA
  "o refúgio", de estrutura urbana milenar e única no mundo, bairro emblemático dos descobrimentos e do Fado,
do ataque dos novos bárbaros !
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convem recordar
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 9:40 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
que a liscont é da Mota Engil que é há meses liderada pelo exemplar gestor de influencias, o sempre eficiente socialista Jorge Coelho.

saliente-se que esta mesma empresa quando não estava sobre a gestão deste socialista de carreira (pertencia a tertir) não dispôs de qualquer possibilidade para renegociar o actual terminal de contentores.

com os socalistas no poder e a mandar na mota engil tudo passou a ser diferente...é o PS a governar, é isto o Portugal dos socialistas

esperemos pelos proximos episodios em que jorge coelho justificará a 100% a razão da sua contratação
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Mas não é sempre assim?
PANTE44 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
Pergunto eu - quer com isto MST dizer, que está finalmente pago o favor á ME de ter empregado um alto responsável do PS?
E tanta preocupação com Lisboa porquê? Não é tambem assim no resto do país?
Não é verdade que nós pagamos tudo, e que depois são criadas empresas públicas para gerir esses bens?
Não é tambem verdade que ao fim de algum tempo essas empresas passam de públicas a privadas de uma forma fantasma e vêm os seus previlégios exponenciados?
Será que Portugal vai sobreviver só com dois ou três grupos, que são efectivamente independentes do estado?
Pagamos uma ponte, agora para contruir outra, alem de ter que a pagar, ainda vamos ter que entregar uma compensação finanaceira por a estar a construir. Passado de uns tempos essa ponte que pagamos duas vezes vai quase de certeza ser gerida por quem já gere as outras duas e que foi recompensado por premitir esta terceira.
Mas tudo isto foi pago pelos mesmos de sempre.
Estes negocios são de facto faceis de realizar e dão uma imagem de progresso, mas na realidade, são actos de gestão inuteis e que nada acrescentam ao bem geral e que só arrasam a economia nacional.
Em tempo tivemos industria, agricultura e comércio. Nessa altura de facto a massa salarial era baixa, mas nunca devia de ter sido solução estoirar com toda a nossa produção e potencial destas actividades a coberto da injustiça social. O estado em associação com os empresários devia de ter encontrado a solução para o equilibrio. Não o fez e hoje temos um país que vive de serviços e da suposta esmola europeia.
Os empresários antigos eram anti sociais, os novos, emergidos do caos geral, são ou pouco habilitados para as funções ou, pior, uns egoistas primários que só vêm a sua actividade como forma de atingir a Ferrari ou a capa das revistas cor de rosa.
No meio desta bagunça generalizada aparecem os politicos, os primeiros comodistas e impavidos os pós alteração de poder ingénuos e os vigentes sem classe ou ideias ( estou a ser simpático ). Uma das falhas destes politicos é serem uns teóricos, a maior parte deles nunca passou ou pelo mercado de trabalho ou pela gestão continuada de algo. Como tal governam em função das ideias de momento, fazendo experiencias, ou em função do que já está inventado, por norma desactualizado e fora do contexto real das actividades em geral. Assim é dificil até porque depois existem os profissionais do factor'K' cujo a unica função é por em movimento o carro das opurtonidades subrepticias.
Este país é mal pensado e pior gerido. Temos maus politicos que geram os empresários do facilitismo que por si geram produção de baixa qualidade e empregados acomodados.
A mentalidade tinha que ser alterada!
Muito poucos ganham aquilo que todos deveriam de ganhar, é assim este país.
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Deseperada saudação dos angustiados
G A B (seguir utilizador), 1 ponto , 11:26 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
MST tem o grande e singular mérito ( neste 'país' ) de alertar, com factos e respectivas biografias, para o que tem sido a governação no nosso território, do nosso património.
    Mas todos sabemos como são as coisas da gestão das carreiras dos nossos políticos-ladrões-papagaios, da deficiente "acção" da justiça, dos buracos nas leis e nos processos que permitem que tudo passe, até o cansaço da memória -já tão gasta por tantos casos e tanto inconformismo- permitir quase branquear o que sempre tem sido negro.

    Se num inquérito recente a maioria dos portugueses concordava com a "cunha" e o "mexer dos cordelinhos" para tomar um objectivo, não estará tudo dito?...

  Precisamos definitivamente de um Governo estrangeiro em Portugal. Os estrangeiros parecem dar mais valor ao nosso património, material e imaterial, que nós mesmos, que o deveríamos acarinhar fatalmente, até à morte..

      Tirando a estafada e injusta "causa" contra a lei do fumo,- parece que os fumadores sabem o que é não ser fumador-, a verdade é que já não o sabem há muito, o lugar e a voz de MST, quer se queira ou não, são insubstituíveis.

      Saudações de junto do Mondego
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E Agora?
BrunoCurtoMarques (seguir utilizador), 1 ponto , 12:18 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
Caro Miguel,
que iniciativas se devem seguir? Criação de um movimento para protecção da zona ribeirinha de Lisboa? O que propõe?
Dê o mote que concerteza terá muitos apoiantes!
Aguardamos.
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AO PAÇO!...AO PAÇO!..MATAM LISBOA..POVO LISBOA AO
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
POVO DE LISBOA AO PAÇO, AO PAÇO. QUE MATAM LISBOA!

ARRAIAS, ARRAIAS, ARRAIAS PELO TEJO, E PORLISBOA!

TODOS AO TRERREIRO DO PAÇO, DETERMINAR QUE É DO POVO.

ORGANIZAÇÕES DE CIDADÃOS, AMIGOS DE LISBOA, POVO DE PORTUGAL, AO TEJO, AO TEJO, À ZONA RIBEIRINHA QUE MATAM LISBOA, ROUBAM-NOS O TEJO!...

O TEJO É DO POVO DE LISBOA E DO POVO PORTUGUÊS. JUNTO AO TEJO SÓ FADO, POVO, PASSEIOS E JARDINS.

O TEJO É DE LISBOA. DO POVO DE LISBOA, DOS PORTUGUESES, DE TODOS OS PORTUGUESES.

POVO DE LISBOA AO PAÇO, AO PAÇO QUE MATAM LISBOA, MATAM O TEJO!....

Desta vez Miguel Sousa Tavares falou com voz troante e certa, foi digno e honrou, na minha opinião, o seu património genético e histórico. Honrado seja.

AO PAÇO, AO PAÇO ....Ao PAÇO!.....LISBOA!...

Um madeirense que ama a Lisboa Pombalina.

andrade da silva

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    Re: URGENTE FAZER CHEGAR PROTESTO CÂMARA LISBOA    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 1 ponto , 0:01 | Quarta-feira, 22 de Out de 2008
    Re: URGENTE FAZER CHEGAR PROTESTO CÂMARA LISBOA    Ver comentário
Monaco (seguir utilizador), 1 ponto , 11:23 | Domingo, 2 de Nov de 2008
Contem comigo!
Luís Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 13:09 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
Ao caro Miguel Sousa Tavares gostava de dirigir o seguinte apelo:

Sou natural de Lisboa, embora tenho vivido até 2005 no concelho de Oeiras. Mas sempre vivi "na cidade", por o meu pai ter aí um restaurante (na baixa).

Desde 2005, por força do meu casamento, passei a viver na Trofa. Vou regularmente visitar os meus pais e Lisboa e sempre uma passagem. Gostaria de um dia poder passear com o meu filho (e os que ainda possam vir), a beira-rio, como fiz com o meu pai, primeiro, com os amigos e sozinho, mais tarde.

Por isso, com o peso que a sua opinião tem, dê-nos mais informação, movimentos que existam e onde possamos recolher mais informações, pois decerto muitos estarão disponíveis para "lutar" por esse património, que não é só dos lisboetas, é de todos.

P.S. (salvo seja!): Por favor, aos que não são de Lisboa e que possa causar estranheza tão acérrima defesa por parte de MST deste tema, em primeiro lugar, nenhuma outra cidade do nosso país tem este património natural, em termos de extensão. Em segundo, como já referi, esse património não é só dos lisboetas, é de Portugal inteiro!
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decadente exemplo
mascas (seguir utilizador), 1 ponto , 13:19 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
aqui está mais um decadente exemplo da forma como organizamos a nossa sociedade e se muitos estranham ou não entranham o que foi descrito por MST decerto em outras situações e circunstancias não se incomodaram com os favores e preferências tendo decerto por ela até almejado. coisas destas só se dão não porque uma minoria preferencial a isso tem acesso mas porque uma maioria por isso deseja, o de ser favorecido, o de ganhae á custa do estado o de subverter as regras as suas necessidades...isto afirma mais uma vez que o facto de alguem estar bem adaptado a uma sociedade doente não é sinal de saúde, basta ver que quem melhor funciona neste sistema na minha opinião menos humanizada é a sua existência, esta sociedade economicista, dos interesses e das preferencias está a colapsar, com o colapso dos valores e dos principios que tantos advigam e nenhuns praticam...nada mais é do que o reflexo do que todos temos fetio e pelos vistos ansiosamente pretendem continuar a fazer....o que se requer é uma mudança de paradigam existencial em todas as frentes desde a economia que se deve basear nos recursos existentes e na tecnologia que permite distribuir esses mesmos recursos. chega de uma realidade de divida, de submissão, de perversão....esta será por certo uma sociedade que se sobreviver ao caos ecológico que criamos, sim porque estamos em sério risco de nos extinguirmos e continuamos a iludir-nos com a ideia de que o planeta e que precisa de ser salvo. o planeta está cá há 4 mil milhões de anos e há de por ca´ficar muitos mais, o que est+a seriamente em dúvida é a nossa espécie, ou acham que as outras espécies que se extinguem diariamente não estavam tambem adpatadas ao mesmo planeta que nós? é inacreditável que seres que se dizem inteligentes, que vivem numa sociedade que neste momento disponibiliza todo o tipo de informação e conhecimento ainda vivam de forma ignorante, egoista e insustentável...que dirão os netos quando nem á rua puderem sair como já aocntece, que dizemos nós quando cada vez os nossos antros exsitenciais oferecem menos qualidade de vida e acima de tudo menos segurança? uma sociedade de medo, de interesses, de ganância e crueldade para com o próximo e para com todos os seres vivos? expliquem-me a lógica disto porque sinceramente não entendo...tanta tecnologia, tanto conhecimento so aumentam a desproporção da ignorancia de quem decide e se diz informado...os pais ja nao educam os filhos, contraem dividas afastando-se deles para pagarem as dividas da educação que deviam dar...acham qu eos professores sofrem, vão ver os miudos tentem falar com eles e vejam o que realmente se passa em todos os meios pois os mais esclarecidos são os menos pervertidos...haja bom senso, haja insurgimento, haja brio sobre valores que sabemos nos fortalecem, hajam principios que sabemos nos estruturam acima de tudo haja acção e persistência para a não obliteração total do que é ser livre e ser Humano...no nosso pais temos as cunhas, as preferencias, a justiça só para alguns, a saúde doente e uma sociedade decadente em todos os seus sectores...começando pelos politicos, continuando em quem neles vota e a eles se resigna, pelo sistema que ja percebemos nao traz nada a maioria, nem a suposta segurança que era o grande argumento da sociedade moderna neste momento existe, o que esperamos?
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As defesas do Povo de Lisboa e do País
cidadão de Lisboa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:35 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
Chocado com as consequências perante a denúncia feita, só resta esperar que a Procuradoria Geral da República (PGR) tome nota, abra um processo, investigue e tome medidas se for o caso.
Ora se é verdade que a lei impunha a abertura de Concurso Público ( internacional ou não), existe uma nulidade e mesmo que seja uma lei do Governo (acto administrativo?) o Ministério Público não pode deixar de, com urgência, pedir a anulação da decisão do Governo. É TAMBÉM para isto que EXISTE.
E SE é verdade o que Sousa Tavares denuncia, a Assembleia da República também não pode ficar indiferente. De outro modo também para que serve?
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O MST afirma...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 14:42 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008

E com razão:

“Tudo sem concurso público, tudo negociado no segredo dos deuses, tudo perante o silêncio atordoador de António Costa, presumido presidente da Câmara de Lisboa. “

Por favor !!!

Dr. Antonio da Costa, afinal, por onde Vossa Excelência anda ? Distraído com as cunhas e compadrios das casas da Câmara? Qual é o seu posicionamento sobre o porto de Lisboa? Será que a questão do porto de Lisboa é fundamental para o desenvolvimento, presente e futuro, da capital de Portugal? Afinal, quais são os frutos econômicos para a cidade de Lisboa? Há frutos ou não os há ? Por favor... Sem sofismas...

Será que o Costa tem receio de se pronunciar sobre o assunto? São os interesses de seu partido que lhe impõem o silêncio?

O António tem que se pronunciar, não pode ficar em cima do muro a ver os navios passar. Tem que deixar a sua posição de forma bem clara nesse novo imbróglio.

Oh Antonio Costa !!! Se não se pronunciar, isto pode representar a sua morte política, de forma prematura em Lisboa... Ah !!! E como?

Não nos esqueçamos das sábias palavras do general Loureiro dos Santos, quando da compra dos submarinos pelo Portas coadjuvado pela Manuela, como ela, recentemente, assumiu. Foram 770 milhões de euros jogados no lixo, somando–se a isto mais : conservação, manutenção, operação, financiamentos e juros dos ditos cujos. Ah!! E não nos esqueçamos de que as más línguas falam de comissões partidárias ou para alguém.

As palavras do general se aplicam a qualquer caso de desperdício de recursos com dolo, como parece ser o caso do porto de Lisboa, por parte do Poder político:

- “ ... deverão ser sancionados politicamente se tiverem «cometido o erro de comprometer alguns recursos financeiros (como é o caso) em capacidades não prioritárias, que seja impossível recuperar... ”

A vista do exposto, aguardamos, com muita ansiedade, um pronunciamento, por parte, do presidente da CML

E, por fim, como perguntaria o Pacheco Pereira:

" E qual é a questão fundamental?
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    Re: essa dos submarinos    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 14:56 | Quarta-feira, 22 de Out de 2008
    Re: essa dos submarinos    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 16:09 | Quarta-feira, 22 de Out de 2008
    Re: essa dos submarinos    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 21:02 | Quarta-feira, 22 de Out de 2008
    Re: essa dos submarinos    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Quarta-feira, 22 de Out de 2008
    Cuidado com o termo nossa/nós!    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:19 | Quinta-feira, 23 de Out de 2008
    Re: Cuidado com o termo nossa/nós!    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 17:21 | Quinta-feira, 23 de Out de 2008
    Re: Cuidado com o termo nossa/nós!    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 15:53 | Sexta-feira, 24 de Out de 2008
    Re: BEBE MAIS UM COPINHO    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 1 ponto , 11:13 | Sexta-feira, 24 de Out de 2008
    Re: BEBE MAIS UM COPINHO    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:45 | Sábado, 25 de Out de 2008
    Re: Cuidado com o termo nossa/nós!    Ver comentário
Monaco (seguir utilizador), 1 ponto , 11:35 | Domingo, 2 de Nov de 2008
    Em tempo... E para agradecer.    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 22:26 | Quarta-feira, 22 de Out de 2008
    Re: O MST afirma...    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Quarta-feira, 5 de Nov de 2008
    Re: O MST afirma...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 17:42 | Quarta-feira, 12 de Nov de 2008
mais exemplos...
mascas (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
ainda uns dias atrás uma noticia no publico vinha chamar a atenção para uma nova compra do estado, que iria ser causa de uma queixa em bruxelas por parte de um dos proponentes devido ao facto de ter sido adjudicada a proposta mais cara, numa diferença de 15 milhões de euros, sem uma razão plausivel pois as propostas eram equivalentes na relação do material e da assistencia mas o estado adjudicou a proposta mais cara. isto foi para a aquisição de material informático sendo que a HP foi a beneficiada em prol da ACER. o que posso dizer da minha experiencia é que se pelo preço já seria indiscutivel ou seja uma diferença de 15 milhoes é absurda, na relação do equipamento em si, nunca aconselharia um HP por um ACER pois a especialidade da HP já foi a impressão e nunca a informática sendo que a ACER é uma marca informática, a assistencia de ambos é incomparável assim como a fiabilidade dos equipamentos, resumindo NADA justifica esta decisão...+ 15 milhões para os amigos e - 15 milhões para a sociedade portugesa...
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Apelo a António Costa
jpcarreira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:38 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
Ao Presidente da CML, Dr. António Costa
Quando votei nas últimas eleições autárquicas, ao votar António Costa, fi-lo com duas ordens de objectivos, a saber: 1º por achar que António Costa tinha todas as condições para ser um Presidente de Câmara diferente dos outros, não só pelo facto de lhe reconhecer méritos de integridade e competência acima dos outros, mas, sobretudo porque vi no facto de ser, a bem dizer, o nº dois do PS no Governo, uma "janela de oportunidade", como se diz agora, para se fazerem uma série de coisas que até à data estavam bloqueadas. Entre essas coisas estava, nos primeiros lugares, a forma como a zona ribeirinha iria ser tratada no futuro pela vereação de António Costa. Rápidamente comecei a ficar desiludido, com o rumo dos acontecimentos, a começar pela criação da tal Sociedade para requalificar a frente ribeirinha de Lisboa, que começou mal logo à nascença, acabando agora com esta história horrivel do Terminal de contentores de Alcântara. Triplicar o movimento de contentores? Gastar não sei quantos milhões para fazer novas acessibilidades ao terminal? Estou totalmente solidário com o artigo de MST, isto não é só um escândalo, isto é um atentado a Lisboa e à sua maior fonte de receita, o turismo. Assim sendo, vou apelar ao Sr. Presidente da Câmara de Lisboa, Dr. António Costa, para que faça alguma coisa, insurja-se, barafuste, diga que vai impugnar a decisão junto dos tribunais, interponha uma providência cautelar, sei lá, faça qualquer coisa que leve os seus apoiantes a orgulhar-se de o ter apoiado, mas por favor, não fique calado. Eu sei que o acordo da APL com o Governo, desresponsabiliza a Câmara nesta matéria, mas mesmo assim, gostaria de o ouvir.
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    Re: Apelo a António Costa    Ver comentário
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:57 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
    Re: Apelo a António Costa    Ver comentário
jpcarreira (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
    Se votaste no costa, não te queixes...    Ver comentário
Cuernavaca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:57 | Terça-feira, 21 de Out de 2008
GOSTAVA DE NÃO ACREDITAR
tocaafalar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
Gostava de não acreditar, mas infelizmente tenho a certeza. Obrigado Miguel. Continuas a fazer juz aos teus genes. A impunidade é regra num país que se deixou, mais uma vez, enredar na teia do compadrio, da ambiguidade, da retórica, do faz de conta e da complacência dum povo humilde, porque inculto, de propósito. O descaramento chegou ao ponto de se conferirem certificados de habilitações a quem as não tem, só para propagandear sucesso, dum sistema de ensino que vive para a estatistica. Se o poder político nos despreza e faz pouco de nós, será que o Senhor PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA, que por definição é o Orgão, supostamente não politizado, deixa passar em branco afirmações da gravidade daquelas que retratas?
Eu gostava de não acreditar ... O PRESIDENTE DA CÂMARA DE LISBOA não existe, ..... O GOVERNO DECIDE CONTRA A CIDADE..... O BENIFICIÁRIO É UM GRUPO ECONÓMICO CONTROLADO, DE PROPÓSITO, POR UM DOS MENTORES DO SISTEMA e nós os que gostaríamos de deixar aos nossos filhos e netos a cidade que nos legaram, mas melhorada e não destruida, somos obrigados a ficar quietos e calados.... TEREMOS QUE SER MUITOS A DIZER NÃO... ESTES SENHORES TORNARAM-SE ESCLAVAGISTAS DA VONTADE DE TODOS NÓS... NAO O PODEREMOS ACEITAR. Miguel, tu dizes levantem-me os procesos que entenderem ... mas tenho a certeza que não te irão calar. Com o poder da tua escrita não deixes de falar... acredita que ainda há muitos portugueses como tu... Na hora da verdade todos estarão contigo.
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Ó MIGUEL NÃO TE MAÇES!
Alfredo Censurado (seguir utilizador), 1 ponto , 16:04 | Segunda-feira, 20 de Out de 2008
NÃO VALE A PENA! O POVO É BURRO E TEM UM PREDILEÇÃO POR CHICO-ESPERTOS!

E POR ONDE ANDA AGORA O CÉLEBRE "ZÉ" DEFENSOR DA CIDADE E QUE FOI RESPONSÁVEL PELO AUMENTO BRUTAL DE CUSTOS DO TÚNEL DO MARQUÊS?
POIS É, COMO JÁ TEM TACHO ANDA CALADINHO!
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71 comentários
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