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Novo partido MEP quer estar entre os três maiores partidos em cinco anos

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Lusa
6:35 Sexta-feira, 3 de Out de 2008
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Lisboa, 03 Out (Lusa) -- A eleição de "dois a quatro deputados" nas próximas legislativas é o objectivo do Movimento Esperança Portugal, que reúne sábado e domingo o seu I Congresso e quer estar entre os três maiores partidos portugueses em cinco anos.

"Se tivéssemos entre dois a quatro deputados seria um excelente início. O MEP teria a possibilidade de, no seu grupo parlamentar autónomo, ter uma voz activa e apresentar propostas. [...] É uma maratona, não é uma corrida de 100 metros. Por isso a primeira etapa é entrar no Parlamento, porventura daqui a cinco anos estar entre os três maiores partidos", afirmou o presidente do MEP, Rui Marques, em delcarações à Agência Lusa.

Rui Marques, que será consagrado presidente do partido no congresso fundador do MEP entre sábado e domingo, na Ericeira, afirmou que, no próximo ano eleitoral, as legislativas serão a prioridade do partido.

O MEP vai concorrer em listas próprias a todos os círculos eleitorais, disse, mas não deverá concorrer às autárquicas, considerando que "não é realista" preparar em menos de um ano propostas a 308 municípios.

Posicionando o MEP "ao centro" no espectro político português, Rui Marques afirmou que a criação do partido foi ditada "pelo descontentamento com o Governo" de uma forma geral e distanciou-se do PS e do PSD.

Na moção de orientação estratégica para 2009, Rui Marques classifica o PS como "o partido do Estado", o PSD como "o partido do mercado" e define o MEP como "o partido da sociedade civil".

"É difícil definir exactamente o que é a esquerda e a direita. Será que o PS é hoje um partido de esquerda? Há as maiores dúvidas. Será que o PSD é um partido de direita? Há as maiores dúvidas. O CDS o que é? Talvez um partido de direita?", questionou Rui Marques, que já tinha afirmado que a disponibilidade para o diálogo será uma das marcas do MEP no Parlamento.

"A necessidade de maior coesão e justiça social" é uma das principais prioridades do Movimento Esperança Portugal, afirmou Rui Marques, salientando que a diferença entre os mais ricos e os mais pobres é superior à média dos países europeus.

Quanto aos destinatários da "mensagem de esperança do MEP" e potenciais eleitores, Rui Marques afirmou-se convicto de que serão "os cidadãos que estão descontentes com a situação actual", com o Governo e com os partidos da oposição.

"Muitos jovens, muitos empreendedores sociais, muitos pequenos e médios empresários que apesar das dificuldades vão criando emprego e riqueza, muitas famílias de classe média, média baixa", acrescentou.

Rui Marques, ex-Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, será eleito sábado presidente do MEP, que contará com três vice-presidentes: porta-vozes para as "áreas da Família e Solidariedade, Educação e Estado", as áreas prioritárias do novo partido.

Margarida Neto, médica, ex-coordenadora para os assuntos da família no Governo PSD/CDS-PP no Ministério da Segurança Social de Bagão Félix, ficará com a área da Família, Solidariedade e Saúde, o jurista e ex-assessor da Presidência da República Joaquim Cardoso da Costa, ficará com a área "jurídico-política" e Ângelo Ferreira, que foi dirigente académico na Universidade de Aveiro, será o porta-voz para a Educação.

A Educação/Formação, Ensino Superior e Ciência, Família e Solidariedade Social, Saúde, Economia e Trabalho, Ambiente e Ordenamento do Território, Justiça, Finanças, Segurança e Defesa, Negócios Estrangeiros e Cultura são as 10 áreas em que se divide o programa, cuja aprovação está prevista para domingo.

O pleno emprego, a redução do Estado como "prestador de serviços" nas áreas da Saúde, Educação e assistência [por exemplo às crianças ou idosos] ou a "defesa da vida" são algumas das ideias defendidas pelo MEP, que se define como um "partido humanista".

Presente nas grandes plataformas da chamada web 2.0, como o Hi5, o Facebook, ou o Myspace, o MEP afirma-se um "partido do século XXI" e aposta nas virtualidades das "novas tecnologias" de informação e comunicação para o trabalho em rede e para "um novo modelo de interacção social".

SF.

Lusa/fim

Palavras-chave  politica
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