Momento em que era feito um disparo para o interior da dependência do BES
Nuno Fox
O superintendente Jorge Barreira, número um do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, deu a ordem aos 'snipers' do Grupo de Operações Especiais para 'neutralizar' os dois assaltantes que se barricaram na dependência do Banco Espírito Santos (BES), ontem à noite.
A ordem para matar foi avalizada pelo próprio director nacional da PSP, Oliveira Pereira, presente no teatro de operações. E surgiu quando os dois brasileiros apareceram à entrada da agência de Campolide do BES, apontando armas de fogo ao pescoço e à nuca dos dois reféns, funcionários do banco. "Estava em risco a vida de terceiros", justifica uma fonte autorizada da PSP.
Foram disparados três tiros. O primeiro matou um dos suspeitos, outro falhou e o terceiro atingiu o segundo assaltante, que está internado em estado grave no Hospital de São José.
O par assaltante ainda exigiu um automóvel às autoridades, para poder fugir de Campolide, e recusou qualquer negociação ou a hipótese de se entregar.
Quatro reféns conseguiram fugir do banco logo no início do assalto, que durou oito horas e meia.
Ao início da tarde de ontem, perto das 15h00, a primeira indicação dada ao INEM referia a presença de 20 pessoas dentro do banco. Foram accionadas duas viaturas médicas, duas ambulâncias e uma viatura de internamento em catástrofe, equipada com um posto médico avançado.
Até ao desfecho do caso, o INEM manteve no local oito pessoas, a que se juntou um médico ao cair da noite.