Os quatro activistas num momento do protesto que promoveram esta tarde em Lisboa
Nuno Botelho
Foi com uma lingerie justa, a bandeira inglesa tatuada nas nádegas, um chapéu semelhante ao da Guarda Real e uma faixa onde se lia 'Nus mas sem pele de urso', que quatro activistas da Acção Animal se manifestaram, ao início da tarde de hoje, em frente à embaixada britânica em Lisboa.
O protesto dos manifestantes tinha como alvo a Rainha e o Governo britânico. "Pedimos que as autoridades proíbam o uso de pele do urso negro nos chapéus da Guarda Real", afirma o porta-voz do movimento, Hugo Evangelista.
O dirigente acredita que estes protestos em Lisboa possam servir de pressão, já que por toda a Europa a organização tem mostrado a oposição firme o uso da pele de urso. "Não é um problema só dos ingleses mas internacional". E acrescenta: "Já houve pedidos de deputados ingleses para fazer esta alteração".
Numa pesquisa encomendada pela PETA Europe (associação de defesa dos animais), cerca de 80% dos britânicos consultados disseram ser contra o uso de dinheiro público para financiar a matança dos ursos negros do Canadá, com a finalidade de confecção de chapéus cerimoniais para os Cinco Regimentos da Guarda da Rainha da Inglaterra.
É a primeira vez que a Acção Animal contesta o uso de pele do urso negro, mas o movimento já fez outras manifestações onde activistas deram também o corpo ao manifesto: "Despimo-nos a favor das focas do Canadá e dos touros em Portugal", lembra Hugo Evangelista.