Os quatro activistas acabaram por ser tirados à força
Durante quase cinco horas, quatro activistas ligados a movimentos anti-globalização, estiveram suspensos, nas escadas de incêndio exteriores, na Embaixada do Japão, em Lisboa.
Chegaram, discretamente, pouco depois das 11h00 e penduraram uma faixa gigante, de seis metros. No pano lia-se: "G8 À MESA, 1 Mundo com Fome". O motivo desta acção, em solidariedade com outras noutros países, era assinalar o dia da 'Soberania Alimentar' com um protesto contra o Grupo dos 8, que reúne no dia 7, precisamente no Japão.
"A crise alimentar é o resultado de políticas nefastas implementadas desde os anos 70 pelos países ricos e não de uma falta de produtividade: as pessoas morrem à fome não porque não haja comida, mas porque não a podem pagar", sustentam os organizadores.
Ao telefone com o Expresso, quando ainda estava "pendurado" no edifício, João Martins, um dos activistas, garantiu, que a acção era "pacífica": "só queremos chamar a atenção da embaixada para estes problemas graves e, através da comunicação social, dar a conhecer o que se está a passar".
A reunião do G8 em Hokkaido tem na agenda, além da crise alimentar, a crise petrolífera, climática e financeira. Os movimentos anti-globalização aproveitam sempre estas reuniões para realizarem protestos contra os 'países ricos' à escala mundial.
Os quatro activistas acabaram por ser tirados à força por seis homens que não souberam identificar. "Pareceram-nos seguranças ou pessoal da manutenção o edifício", disse João Martins.