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Gonçalo Amaral em entrevista ao Expresso

"Desde o dia que saí soube que o processo ia ser arquivado"

Ex-inspector revela alguns segredos da investigação do caso Maddie. Garante que no processo existem provas e não convicções pessoais e revela que nunca Paulo Rebelo, o seu sucessor, o contactou para falar do caso. Perguntado sobre o que, hoje, diria a Gerry e a Kate McCann, respondeu: "Estou preocupado com a miúda, não com os pais". (Veja o vídeo da Expresso TV no final do texto)

Carlos Rodrigues Lima e Rui Gustavo
12:30 Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
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O caso Maddie "foi mais político do que policial", diz Gonçalo Amaral
O caso Maddie "foi mais político do que policial", diz Gonçalo Amaral
Luiz Carvalho

O seu nome e a sua carreira vão ficar para sempre ligados ao caso Maddie?
Não me preocupo com isso. Trabalhei sempre em equipa com a preocupação e o objectivo de chegar à descoberta da verdade. Nenhum polícia gosta de deixar um caso a meio.

Foi o que aconteceu com esta investigação? Ficou a meio?
Não por minha vontade.

Concordou com a decisão do anterior director da PJ que o afastou do caso?
Não. É uma decisão injusta e perigosa. Eu não fui retirado da investigação por incompetência. Saí por causa do rumo que a investigação estava a tomar. Mas a estratégia não foi decidida só por mim. Foi toda a gente. Envolveu a polícia inglesa e outros polícias portugueses. E o que se estava a investigar era a morte da menina, mesmo acidental.

Depois da sua saída, esse rumo foi mantido?
Não sei. Eu sou muito ingénuo e quero acreditar que a minha saída de Portimão teve como objectivo avançar com a investigação, porque a pessoa que foi para lá é muito mais capaz.

Acredita que Madeleine McCann morreu na noite de 3 de Maio no apartamento?
Sim. É nisso que eu e outras pessoas acreditamos. E não é porque idealizámos que é assim.

Há provas que sustentem essa tese?
Não posso entrar em detalhes do processo. Só digo isto: tenho a certeza que eu e as pessoas que trabalharam comigo fizemos um bom trabalho e duvido que alguém fizesse melhor. Um dia as pessoas hão-de ver o processo, podem concordar ou não, mas não há ali nada que ponha em causa o meu profissionalismo.

O rumo da investigação, homicídio, estava a incomodar o poder político?
Este caso foi mais político do que policial.

Algum político o pressionou?
Eu não fui pressionado, fui demitido.

Se houve homicídio, onde está o corpo?
Isso era o que íamos apurar a seguir. No dia em que fui demitido, estava a realizar diligências para que uma testemunha fundamental viesse a Portugal. Era preciso que a PJ pagasse a viagem, que arranjasse alojamento e isso estava a ser tratado. Mas depois a testemunha importante nunca veio a Portugal e nunca chegou a ser ouvida.

Mas porquê? Porque é que se abre uma excepção?A polícia inglesa foi usada pelos McCann para fazer chegar à PJ informação que não passava muitas  de ruído?
Sim. E o casal ter um assessor de imprensa é uma figura que nem sequer está prevista no código processo penal. De alguma forma fomos todos influenciados pela campanha montada e que dizia que a criança está viva e tem de ser encontrada. Não digo que a polícia inglesa andasse a mando dos McCann, mas foi inluenciada, tal como nós fomos. A PJ devia ter arranjado maneira de proteger os investigadores de tudo o resto.

É estranho: diz que ficou estabelecido com a polícia inglesa que o rumo a seguir era o da morte da menina, que havia indícios suficientes, mas parece ter havido uma inflexão.
Sim. E fui demitido. Não sei se há relação directa. Sei que houve colegas da investigação que pediram uma sindicância à direcção da polícia para ver se o trabalho tinha sido mal feito. Se foram cometidos erros.

Acredita que chegou à verdade?
Tenho a convicção de que estávamos no caminho certo e que podíamos chegar não a saber tudo, mas uma grande parte. Agora, aquilo que recolhemos e que consideramos indícios pode não ser valorado da mesma maneira.

Uma das críticas que lhe fazem é que o resultado dos meses em que esteve à frente da investigação são muitas convicções e prova zero. Concorda?
Estive como coordenador da investigação desde 3 de Maio a 2 de Outubro. Cinco meses. Depois de mim vieram outras pessoas que estão lá há nove meses. Não estou a comparar, mas fomos profissionais e não tenho vergonha de nada. E quando o processo for público ver-se-á que não é bem assim não ter nada. Há indícios e estão nos autos. Fizemos centenas de inquirições e de buscas. Milhares de diligências e dali não resulta nada? A miúda esfumou-se?

A pista da morte da criança continuou a ser seguida depois da sua saída?
Não sei. O que posso dizer é que desde o dia que saí soube que o processo ia ser arquivado.

A ser assim, fica uma morte por esclarecer?
Fica. E diligências por realizar.

De quem foi a decisão de constituir o casal McCann como arguidos?
Todos. E o director nacional era informado de todas as decisões.

Alípio Ribeiro concordou com a decisão?
Exactamente.

Mas veio a dizer que a decisão tinha sido precipitada.
Precipitada? Quatro meses depois? Quando houve diligências concretas para reforçar alguns indícios? Quando se esperou pelo resultado de vários exames? E além disso, no nosso código existe o princípio da nau auto-incriminação. Uma pessoa não pode estar a falar eternamente como testemunha e fornecer indícios. É certo que há algum estigma no estatuto de arguido, mas não sei o que será pior. Eles foram constituídos arguidos, isso foi público, por simulação de crime e ocultação de cadáver.

Acha que cometeu algum erro?
Cometi um. O erro da primeira hora. Há coisas que ainda não posso falar. Mas temos consciência que há coisas que poderiam ter sido feitas de outra forma. Ninguém poderia ficar chocado se começássemos logo a investigação a ponderar se os pais tivessem ou não tivessem a ver com o assunto.

Depois de ter saído da investigação, alguma vez falou com o seu sucessor, Paulo Rebelo?
Não. É uma questão interessante de abordar. Se me afastaram pela barbaridade de um desafo, mas não por incompetência, seria de esperar que eu pudesse ser consultado. Mas tal nunca aconteceu.

Se, como tudo aponta, o caso for arquivado, a opinião pública vai responsabilizar a polícia portuguesa. Como reage?
Um arquivamento não é uma declaração de inocência. Um processo pode ser arquivado e reaberto. Um eventual arquivamento neste caso até pode ser uma declaração de alguma incapacidade da polícia, ou pode ser uma valoração diferente.

O que é que diria aos pais de Madeleine?
Não tenho nada a dizer. A minha grande preocupação é a miúda, não são os pais.


Clique para ver o vídeo da Expresso TV com a entrevista a Gonçalo Amaral

49 comentários
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CRENÇAS, AUTO-AFIRMAÇÃO DE COMPETÊNCIA etc.
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 21:59 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Tudo o que o Sr. inspector diz já foi dito até à exaustão. O que era preciso dizer para se avançar mais na formulação de um juízo não pode ser dito. Ora bolas! Mas isto é a saga do costume, já tivemos um treinador do Sporting que sabia tudo: eles sabem que eu sei, mas nunca desembuchava.

Agora é a testemunha crucial que não veio. Mas o que ainda mais falta dizer-se sobre este processo? Talvez tudo, talvez ainda não se tenha dito nada, mas a conspiração internacional que envolvia o Papa de que falou na SIC o Sr. Moita Flores, também já morreu? E tudo isto é, ou não, mais nevoeiro a juntar a tanto nevoeiro. Ninguém quer, ou ninguém nos pode esclarecer?

A menina deve estar morta, mas quem a matou ou contribuiu para a sua morte?
É uma resposta crucial que não pode ficar na mera convicção do mais brilhante profissional, precisa de provas muito fortes, sobretudo se se apontam para os pais que neste caso ainda têm mais dois filhos crianças. Estas crianças um dia vão questionar estes pais. É preciso levar em linha de conta o que se sabe, se se sabe, e todas as consequências do que se diz.

Desde a 1ª hora que admiti que os pais ou outros podiam ser os assassinos, quase que isso me merecia a crucificação, hoje, como, então, também digo que os pais, podem estar inocentes, embora nunca devessem ter deixado aquelas crianças sozinhas.
  Manifesto, ainda, a minha discordância para esta tendência de se editarem livros atrás de livros, sobretudo e sobre nada. Especialmente no caso das crianças, se isso não resultar na melhoria da protecção dos direitos das crianças, e for mero mercado, é simplesmente chocante.

Quanto ao aparecimento do corpo, também nunca se descobriu um pouco do corpo da Joana. Onde está o corpo da Joana, faltou alguma testemunha, alguma diligência importante?

POBRE CRIANÇA. POBRES CRIANÇAS NESTE MUNDO DE ADULTOS TÃO CHEIOS DE MALDADE.
SERÁ QE A NATUREZA HUMANA É MESMO O QUE PARECE SER, INTRINSICA E IMAMENTEMENTE MALDOSA, VIL? QUE MUNDO!

andrade da silva
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    há mais crianças desaparecidas...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 0:26 | Domingo, 6 de Jul de 2008
discursos
fftd (seguir utilizador), 1 ponto , 12:48 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
não sei... mas este tipo de declarações começa a descredibiliza-lo um bocado.... agora sabe tudo... antes não dizia nada...." mas não percam... porque direi mais no meu livro..." hum... hum...

.

já agora vejam este artigo de opinião em que se demonstra a incoerência pelo menos aparente da oposição

http://lugardoconheciment...

fftd
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Como não são os pais? Será o livro?
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:53 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008

- "... Não tenho nada a dizer. A minha grande preocupação é a miúda, não são os pais..."

Ora !!! A criança já está morta segundo as próprias convicções do Gonçalo Amaral, Deus já tomou conta dela, e, certamente, fará a sua justiça... Para que continuar com isso?

A menina já não volta mais à vida. Bom... O livro sempre dará uns euros.
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    Para quê ??    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 19:24 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
Haja coragem
Pipoc (seguir utilizador), 1 ponto , 13:12 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
Já que muitos se calam, se curvam, se rebaixam e se ajoelham; já que muitos parecem estar dispostos a esquecer que Madeleine McCann desapareceu porque os seus pais acharam perfeitamente normal ir jantar e deixar 3 crianças de 2 e 3 anos entregues a si mesmas; já que muitos parecem conformar-se com as enormidades que os pasquins ingleses publicaram sobre a PJ, sobre Portugal e sim, sobre os Portugueses; já que muitos parecem achar normal pais de uma criança desaparecida fazerem o que podem para não cooperar com as autoridades que investigam o caso e darem à sola assim que a coisa aperta; então, que fale Gonçalo Amaral. Então, que diga o que pode neste momento e que guarde para mais tarde o que ainda não pode dizer. Então, que tenha a coragem que mais ninguém teve, de enfrentar os poderes obscuros e de dizer aquilo que muitos sussuram e contam atrás de portas fechadas e que sabem ser verdade. Obrigada, Gonçalo. E tenha cuidado consigo.
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    Re: Haja coragem    Ver comentário
psi0 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
    Re: Haja coragem    Ver comentário
111116 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:39 | Quarta-feira, 23 de Jul de 2008
Pronto, pronto...
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:44 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
Manda lá o livro.

É sempre assim. Sempre que há um caso mediático ficam sempre a pairar no ar um clima de conspiração e justiça inacabada.

Com isto vai o Expresso aumentando a tiragem. E ainda espeta com a cara do homem na primeira página para assustar as criancinhas.

Mas vamos aguardar pelo livro então (vou ler na FNAC, antes de comprar).
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    Re: Pronto, pronto...    Ver comentário
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 22:08 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
    Pois, você é que está    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:41 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: Pois, você é que está    Ver comentário
ANPICAPA (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    É uma questão legal...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 23:51 | Sábado, 5 de Jul de 2008
O inspector/escritor
ruffino (seguir utilizador), 1 ponto , 16:59 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
É curiosa a relevância mediática que se dá a este ex-inspector chefe, que foi o mesmo responsável pela investigação da pequena Joana! Indivíduo que em conjunto com o seus subordinados está acusado de prática irregular de investigação - dito, omissão de denúncia dos que utilizaram tortura para conseguirem a confissão da mãe da portuguesa desaparecida. Isto do livro sobre o assunto só me cheira a encenação, pois o citado não tem capacidade de escrita, e só servirá para pressionar o Tribunal que o vai julgar, e ganhar umas massas com toda esta escandaleira. Andrée Larsson. Borba.
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    o comentador / analista    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 19:34 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
    Re: o comentador / analista    Ver comentário
ruffino (seguir utilizador), 1 ponto , 16:49 | Domingo, 6 de Jul de 2008
    Re: O inspector/escritor    Ver comentário
Beretta 302 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:03 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
    Re: O inspector/escritor    Ver comentário
ruffino (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Domingo, 6 de Jul de 2008
    Re: O inspector/escritor    Ver comentário
Beretta 302 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:08 | Domingo, 6 de Jul de 2008
    Re: O inspector/escritor    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 14:10 | Segunda-feira, 7 de Jul de 2008
A investigação criminal e os Coordenadores
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:55 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
O Coordenador de IC, G. Amaral, está certamente a ser simpático quando afirma nunca ter sido contactado pelo colega que o substituiu Coordenador SIC, P. Rebelo, pois o mais natural é que tivessem trocado impressões, não seria esse facto a condicionar o rumo que o segundo quisesse dar à investigação. Parece-me também que por mais coordenação que exista a investigação depende essencialmente dos Inspectores e dos Inspectores chefes e estes no caso em concreto nunca tem sido falados. Quanto ao facto de ser sua intenção escrever um livro, já há quem ganhe a vidinha a escrevinhar sobre este e outros temas, até parece que em Portugal a crise não é de autores, existem em barda, o que faltam são leitores, talvez porque os cidadãos alfabetizados escrevem os livros e só restam os analfabetos para os ler e, não fácil sensibilizá-los para esta tarefa. A investigação foi conduzida com todos os condicionalismos conhecidos, com a interferência do poder político, dos ingleses e da comunicação social. Houve ruído de mais e não foi bom para esta, nem é para nenhuma investigação criminal. Um dos problemas da investigação criminal em Portugal, começa na organização policial, na actualidade todas as policias podem e querem investigar, de preferência aquilo que compete às outras, não existem sanções para quem não respeite a LOIC (Lei de Organização da Investigação Criminal) e os diversos OPCs, excepção feita à PJ, tem investido o que podem nesta área, afectando todos os meios humanos e materias possíveis, para irem conquistando espaço e alargar competências com evidente sacríficio de outras tarefas como o policiamento de proximidade que é praticamente inexistente. Envolvem nsito todos os meios de uma forma anárquica e incompetente, para o ilustrar relato um caso ocorrido algures no Ribatejo, desconhecidos, por meio de arrombamento praticaram um furto no estabelecimento de uma pessoa conhecida, que telefonou à GNR. Na manhã seguinte compareceram no estabelecimento dois elementos daquela força de segurança que confirmaram os factos, passadas duas horas chegaram os elementos do NAT (Núcleo de Apoio Técnico) para fazer a inspecção e ao fim da tarde surgiram os NIC (Núcleo de Investigação Criminal). Ao todo cerca de 8 Militares envolvidos numa acção que no imediato se resolvia com duas, grosso modo falando. Perguntar-se-á o que tem isto a ver com o caso Maddie, apenas que a PJ não pode ser responsabilizada por aquilo que lhe foi comunicado em segunda mão, decorrido não sei quanto tempo depois da família Mccann ter anunciado a falta/desaparecimento da filha, depois de toda a gente ter invadido o espaço onde deveria ser efectuada uma inspecção judiciária rigorosa e o resto é o que se sabe, ou não, o CIC G. Amaral parece que o vai dar a conhecer, não sei se o deverá fazer.
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    Re: A investigação criminal e os Coordenadores    Ver comentário
Zé da Mina (seguir utilizador), 1 ponto , 13:05 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Quando se souber a verdade
Arrebenta (seguir utilizador), 1 ponto , 20:05 | Sexta-feira, 4 de Jul de 2008
sobre o que sustenta o Casalinho Maravilha... bom, vai ser à escala do "Casa Pia", mas mundial... Cala-te boca.
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    Re: Quando se souber a verdade    Ver comentário
Dosbosques (seguir utilizador), 1 ponto , 6:43 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: Quando se souber a verdade    Ver comentário
All that Jazz (seguir utilizador), 1 ponto , 10:50 | Sábado, 5 de Jul de 2008
"A minha grande preocupação é a miúda..."
botas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:16 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Mas a tese em que acredita e que defende não dá a miúda como morta?
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    Re:    Ver comentário
Pipoc (seguir utilizador), 1 ponto , 11:09 | Sábado, 5 de Jul de 2008
...honra de ser portugues...
rapazo (seguir utilizador), 1 ponto , 10:59 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Para começar quero aqui fazer uma homenagam e desejar um bem-hajam a portugueses como:
-PAULO PEREIRA CRISTÓVÃO(POLICIA ENVÓLVIDO NA SOLUÇÃO DO CASO "JOANA");AUTOR DO LIVRO:"ESTRELA DE JOANA"
-GONÇALO AMARAL(POLICIA ENVÓLVIDO NOS CASOS "JOANA" E "MADELEINE");AUTOR DO LIVRO:(...) EM MINHA OPINIÃO DEVERIA INTITULAR-SE:"O PREÇO DA NEGLIGENCIA"
Dois policias portugueses corajosos empurrados para longe de tudo que gostavam de fazer e entregue suas vidas...que gratidão...que pequeninos somos,quando não os defendemos,mesmo no caso daqueles que pensam que são os donos do mundo.É ASSIM QUE O ESTADO PORTUGUES TRATA O QUE DE MAIOR CREDIBILIDADE E GABARITO TEMOS DENTRO E FORA DO PAÍS.CORRAM COM OS POLITICOS E POLITIQUICES DO SEIO DA PJ...
Para não alongar mais:...bem hajam a estes e a outros como estes que sacrificaram sua vida em prol da busca da verdade...VERDADEIRA ALMA LUSITANA!

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    Re: ...honra de ser portugues...    Ver comentário
posmoderno (seguir utilizador), 1 ponto , 12:59 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: ...honra de ser portugues...    Ver comentário
rapazo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:18 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: ...honra de ser portugues...    Ver comentário
rapazo (seguir utilizador), 1 ponto , 21:42 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: ...honra de ser portugues...    Ver comentário
Satriany11 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:16 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: ...honra de ser portugues...    Ver comentário
rapazo (seguir utilizador), 1 ponto , 16:32 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Ser ou não ser!
Motuproprio (seguir utilizador), 1 ponto , 12:11 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Nunca entendi a "aliança" entre Portugal/Inglaterra que não fosse na perspectiva da subserviência.
  Os ingleses compraram as terras do vinho do Porto por meia dúzia de libras esterlinas com direito a criados quase grátis e a saudação dos habitantes locais, descobrindo-se à sua passagem; o senhor Wellington veio cá, apenas e só, para defender os interesses de sua magestade britânica, preocupada com as decisões do senhor Bonaparte; o Mapa cor-de-rosa foi esgrimido na nossa cara, numa atitude clara de humilhação, característica típica dos ingleses para com os pequenos; numa investigação criminal em que os suspeitos são súbditos britânicos, o governo de sua magestade, não só põe em sentido o governo português como nomeia porta-voz do casal de arguidos um membro do seu staff. Como se tudo isto não parecesse insólito, eis que as razões evocadas para o afastamento do investigar principal se devia ao facto deste almoçar demoradamente com os colegas e trocar o chá pelo tinto. Todas as noites em claro, passadas por aquele na busca da verdade noutros casos, foram de imediato esquecidas pela tutela e nem o novo investigador achou necessário falar com o colega para aproveitar imensa elementos recolhidos. Se tudo isto não é subserviência a um governo estrangeiro e desprezo pelos valores fundamentais de um trabalhador nacional, com provas dadas, digam-me lá o que é, então!
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    Subscrevo tudo e continuo    Ver comentário
Ofiusa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:22 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: Ser ou não ser!    Ver comentário
Satriany11 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:18 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: Ser ou não ser!    Ver comentário
111116 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:24 | Quarta-feira, 23 de Jul de 2008
Confusão e delírio
posmoderno (seguir utilizador), 1 ponto , 13:16 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Gonçalo Amaral foi demitido porque começou a delirar, acusando a polícia inglesa de comportamentos indecorosos e infundados. Agora, depois de reformado, parece não conseguir ultrapassar o fracasso da sua investigação.
Patológico é também o comportamento de alguns portugueses, ao extrapolar o caso do desaparecimento da criança, para as relações entre Portugal e Inglaterra. Alimentar rumores de que o casal McCann e a política inglesa, escondem perversões de comportamento, com poder para condicionar até a actuação da polícia, não passa de confusão e delírio de mentes que, essas sim, precisam de tratamento urgente.
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    Re: Confusão e delírio    Ver comentário
Motuproprio (seguir utilizador), 1 ponto , 14:41 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: Confusão e delírio    Ver comentário
rapazo (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: Confusão e delírio    Ver comentário
Satriany11 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:43 | Sábado, 5 de Jul de 2008
    Re: Confusão e delírio    Ver comentário
Prisma (seguir utilizador), 1 ponto , 14:14 | Segunda-feira, 7 de Jul de 2008
    Re: Confusão e delírio    Ver comentário
111116 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:52 | Quarta-feira, 23 de Jul de 2008
Grandes malandrins...
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 17:50 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Acabo de saber que foram os McCann quem anunciou a saída do Scolari para o Chelsea, 2 dias antes da partida com a Alemanha. Isto é inadmissível. Como se já não bastasse o enxovalho à polícia portuguesa e aos hábitos alimentares dos nossos policias em serviço, ainda nos roubaram o Xôcôlari. Ah, e já agora é mais esta. Eu neste momento tenho um diferendo com o meu condomínio. Alguém sabe e me pode informar sobre se existe uma editora que queira publicar a estória do meu diferendo com o meu condominio ? É que eu sou um jovem desempregado e estava mesmo a precisar de umas massarocas para comprar amendoins e cervejolas agora para o verão.
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    Re: Grandes malandrins...    Ver comentário
tarik (seguir utilizador), 1 ponto , 12:05 | Segunda-feira, 7 de Jul de 2008
    Re: Grandes malandrins...    Ver comentário
Malekas (seguir utilizador), 1 ponto , 19:43 | Segunda-feira, 7 de Jul de 2008
Gonçalo Amaral está a fazer publicidade ao livro
ANO1933 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:16 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Faço minhas as palavras de hoje do Director do Expresso.Sr. Gonçalo Amaral, não se dá
conta de que está a entrar no domínio do ridículo e que já ninguém o leva a sério ?
Pare para pensar! O Sr. enquanto responsável pelo processo foi um "desastre" e agora
vem com justificações esfarrapadas e que não convencem ninguém! Só lamento é que uma
parte da imprensa continue a dar guarida às suas teses !
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O negócio do costume!!!
Kuma (seguir utilizador), 1 ponto , 1:32 | Domingo, 6 de Jul de 2008
Gonçalo Amaral não acrescenta nada no seu livro que vá para além da dedução.

1° - A menina, viva ou morta, não apareceu. Assim nada do que escreveu o autor do livro é, mais importante do que foi escalpelizado e deduzido pela comunicação social. Certos comentários, curtos, foram mais esclarecedores.

2° Se era convicção de Gonçalo Amaral que a menina estava morta, não vimos dinâmica na busca do corpo. Não foi por essa convicção que o senhor foi exenorado das suas funções.

3° O livro para ser aproveitado como enredo de uma telenovela, teria, a meu ver, de ter um epílogo. Visto isto, só transportado para a ficção poderá valer alguma coisa.

Lendo e ouvindo o autor conclui-se que falta ao mesmo dinâmica de liderança e objectividade na aplicação das suas convicções.

A montanha pariu um rato. O livro não desperta interesse, apenas curiosidade.

Assentando a poeira, com claridade as sombras aparecerão.
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Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso

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