09/02/2010 actualizado às 20:16
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Incêndios: Portugal inventa nova farda "inteligente" para proteger bombeiros

Aveiro, 30 Jun (Lusa) - O Instituto de Telecomunicações (IT), a "Miguel Rios Design" e a "YDreams" desenvolveram uma farda "inteligente" que transmite a localização e os sinais vitais de bombeiros, envolvidos no combate a incêndios, anunciou hoje o IT.

Lusa
19:31 Segunda-feira, 30 de Jun de 2008
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Aveiro, 30 Jun (Lusa) - O Instituto de Telecomunicações (IT), a "Miguel Rios Design" e a "YDreams" desenvolveram uma farda "inteligente" que transmite a localização e os sinais vitais de bombeiros, envolvidos no combate a incêndios, anunciou hoje o IT.

Incorporado com um sistema de telecomunicações e sensores, desenvolvido pelo pólo de Aveiro do IT, o novo fato de bombeiro passou no teste de certificação e foi ensaiado em simulações de combate a fogo, tanto em campo aberto como em floresta, tendo já a respectiva patente registada, com três protótipos.

O sistema, denominado I-Garment, foi financiado pela Agência Espacial Europeia e desenvolvido para a gestão de catástrofe, "uma das áreas onde a comunicação via satélite desempenha um importante papel".

O vestuário incorpora componentes de aquisição de sensibilidade e de dados, telecomunicações e software, procurando responder à necessidade de se saber onde cada membro da equipa se encontra durante a emergência.

Visa ainda determinar as suas condições de saúde, em tempo real, permitindo que as substituições sejam organizadas, adequadamente, e que as equipas sejam deslocadas de acordo com as necessidades operacionais da situação.

Segundo o IT, "a investigação permitiu desenvolver um serviço para a Protecção Civil portuguesa que, de forma integrada, permita gerir os recursos humanos no terreno, em tempo quase real, garantindo que o serviço irá funcionar mesmo quando as comunicações terrestres estão indisponíveis".

O serviço surge no formato de um fato de bombeiro que incorpora um sistema de telemetria útil para quem está a coordenar as equipas no terreno, nomeadamente sensores de posição (GPS), de sinais vitais (temperaturas e batimentos cardíacos), de silhueta e alguns botões de emergência ou pânico.

A informação é enviada, via ligação sem fios, para as patentes da Protecção Civil no quartel-general, processada e emitida de volta aos chefes de operações no terreno equipados com PDA e/ou PC.

Ao IT coube a função de construir e desenhar todo o sistema de comunicação e de telecomunicações, dimensionando as comunicações rádio que interrelacionam o bombeiro e os Veículos Operacionais no Terreno (VTO) e entre estes e o servidor principal localizado no centro de gestão, podendo ser efectuadas através de comunicação por satélite ou por wi-fi, como explica o coordenador do projecto no IT, Nuno Borges de Carvalho.

"Esta tarefa integra toda a estrutura de telecomunicações entre o fato e o camião de bombeiros mais próximo que transporta a água. Com a ajuda da protecção civil, que nos especificou todas as providências necessárias desse processo, foi incorporada uma antena no fato do bombeiro que comunica com a antena instalada no carro dos bombeiros, o qual está equipado com uma mini-rede com a identificação de todos os bombeiros que estão na zona.

Esta antena está ligada a uma central (servidor web) que está no quartel ou numa estação-base, via GSM.

Quando há uma situação de pânico, o chefe de bombeiros recebe essa informação na central, "sendo possível, ao mesmo tempo, localizá-lo in loco graças a um besouro que a farda integra".

Nas operações de emergência da Protecção Civil as redes terrestres encontram-se muitas vezes indisponíveis devido ao congestionamento do tráfico, à distância do local ou à destruição de antenas, pelo que o novo equipamento irá permitir uma disponibilidade permanente do serviço através da comunicação por satélite.

MSO.

Lusa/Fim

Palavras-chave  sociedade
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