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Ensinamentos da falta de combustíveis e do cerco a Lisboa

8:00 Segunda-feira, 16 de Jun de 2008
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Há quase três décadas que não víamos o que se passou esta semana um pouco por todo o país: filas gigantescas de automobilistas em frente às bombas de gasolina para obter um pouco de combustível que permita manter em funcionamento as respectivas viaturas.

Mas ao contrário do que aconteceu nos anos de brasa de 1977-79 e 1983-85, em que à crise social se juntava a iminente ruptura de pagamentos externos, agora as razões são diferentes e radicam na paralisação de centenas de pequenas e médias empresas de camionagem, em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis e exigindo apoios do Governo para enfrentar a situação.

Mesmo dentro deste universo, há clivagens. Predominam as microempresas, algumas delas só com um trabalhador, e entre as 8500 empresas associadas da ANTRAM, apenas 4,2% operam com 20 veículos ou mais, enquanto quase 6000 trabalham com menos de cinco veículos. Ora são obviamente estas que mais dificuldades têm para suportar o aumento do preço dos combustíveis (o preço do gasóleo duplicou nos últimos quatro anos, mas só desde Junho de 2007 subiu mais de 40%!).

Não é, por isso, de estranhar que tenham sido alguns dos patrões destas microempresas, que não sentem os seus interesses suficientemente defendidos pela ANTRAM, a desencadear o movimento, através de mensagens por telemóvel. Mas é também por isso que um movimento deste tipo, sem uma estrutura institucional representativa, é tão imprevisível e perigoso.

Que o caso é preocupante mostram-no os dados estatísticos: o peso da rodovia no transporte nacional de mercadorias é esmagador, ultrapassando os 94%. Nas trocas comerciais com a União Europeia representa 61%. No total, o sector representa mais de 3% do PIB e movimenta 4000 milhões de euros.

Quer isto dizer, portanto, que as economias ocidentais estão presas em duas armadilhas: são petróleo-dependentes e rodovio-dependentes. Em relação ao primeiro caso, o bloco europeu registou vários avanços, bem maiores que os dos Estados Unidos, no sentido de reduzir o consumo de combustíveis por parte dos veículos automóveis, além de diversificar as fontes energéticas, diminuindo assim um pouco a dependência do ouro negro. Mas no que toca à segunda dependência, a Europa em geral, e Portugal em particular, seguiu uma política sistemática de construção de grandes infra-estruturas rodoviárias, que estimularam decisivamente o transporte de mercadorias por esta via. Nos últimos anos arrepiou-se caminho, está-se a apostar cada vez mais na ferrovia, mas ainda há um longo caminho a percorrer até a sociedade europeia deixar de estar na mão de grupos de camionistas que resolvem bloquear as estradas ou os acessos às principais cidades.

É por isso que é um erro Portugal lançar novas troços de auto-estradas e de SCUT; e é por isso que faz todo o sentido apostar na ferrovia e na revitalização dos portos, bem como na da nossa frota comercial.

Isso, contudo, só dará frutos a prazo. Para já, há que negociar e ceder para evitar que a situação se torne incontrolável. Como é óbvio, tudo o que os camionistas conseguirem será pago por todos os contribuintes, o que levanta a questão de saber porque devem ser subsidiados pelo Estado certos grupos socioprofissionais com grande capacidade de pressão sobre o Governo e a sociedade e não outros bem mais frágeis, como idosos ou pessoas de muito baixos rendimentos, que proporcionalmente sofrem muito mais com esta crise do que os camionistas.

Mas em tempo de guerra não se limpam armas. O Governo negociou e fez bem, porque a situação ameaçava lançar o pânico social. Agora, há que retirar os ensinamentos da situação, preparando o futuro e diversificando dependências, para que não se volte a repetir esta sensação incómoda de que um país inteiro está nas mãos de duas ou três pessoas que ninguém conhece.

A casa do Ronald

Foi inaugurada a 3 de Julho a primeira Casa Ronald McDonald em Portugal, um conceito desenvolvido pelo fundador da cadeia de hamburgueres McDonald's e posto em prática nos Estados Unidos e Europa. Em Lisboa, a Casa está instalada junto ao Hospital D. Estefânia e oferece, gratuitamente, apoio e estada a familiares de baixos rendimentos das crianças que se deslocam de diversos pontos do país para receber tratamento prolongado a vários tipos de cancro. A McDonald conseguiu ainda a contribuição de instituições e empresas portuguesas para concretizar este projecto - que melhora quem dele beneficia, mas também quem o apoia.

65 horas semanais

Delícias da globalização: agora é o Conselho Europeu dos ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais que aprovam uma proposta de directiva, que permite aos Estados-membros alargarem o limite do horário semanal de trabalho até às 65 horas (contra as 48 horas actuais).

Ou seja, em matéria laboral, está a ganhar claramente o lado negro da força, aquele em que se trabalha muitas horas por pouco dinheiro, com reduzidas garantias quanto aos vínculos laborais e onde os direitos dos trabalhadores se vão fragilizando face à entidade patronal.

Para quem esperava que fosse ao contrário, que fosse o mundo asiático a adoptar os padrões europeus, a prova está feita. E também é interessante ver como a Organização Mundial de Comércio é cúmplice desta evolução.

Quanto a Portugal, más notícias. O nosso horário laboral de 40 horas não vai resistir a esta nova vaga. Vamos trabalhar mais pelo mesmo dinheiro.

Nicolau Santos

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09 Jun 2008 Carradas de descontentamento grevista
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10 comentários
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Ou ha moralidade, ou comem todos...
sex&binho&rock'nroll (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:11 | Segunda-feira, 16 de Jun de 2008
Comem todos.

            Para quem pensava que já tínhamos batido no fundo, aqui fica demonstrado que não. e ainda corremos o risco de abrir uma cratera e penetrar no subsolo. Talvez apareça petróleo, lá em baixo. Enfim, o milagre dos ateus.

Começando pelos combustíveis. Foi de fininho que eles entraram, especulando, foram crescendo aos poucos. E todos comiam, petrolíferas, distribuidora, governo... até que rebentou. Como uma barragem que se desmorona e agora procura-se conter a água a todo o custo. O atraso no desenvolvimento dos combustíveis renováveis é enorme. isto porque pensávamos que era só uma questão ecológica e, se olharmos bem dentro de nós, no fundo da nossa consciência, vamos descobrir que não estámos realmente preocupados com o ambiente. Mas a questão não era só ecológica e o disparar dos preços aparece como um dilúvio a castigar os não crentes na ecologia.

Claro que, se apostássemos na ferrovia, já a solução seria mais fácil de alcançar. Aqui deparamos com o grande perigo das democracias, é que estas têm validade de quatro anos. Um plano de ferrovia leva décadas a desenvolver. Uma estrada pode passar mesmo ao pé de casa, é muito mais palpável, rende mais votos.

Oxalá ainda consigamos financiar o TGV e articulá-lo com as devidas linhas complementares.

Coragem. Deixem o carro em casa. Evitem os autocarros. Façam renascer os caminhos de ferro. Asfalto só em pistas de velocípedes.

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Novos desafios se colocam a todos nós !
zepereira (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:00 | Terça-feira, 17 de Jun de 2008
Primeiro eram os médicos, depois os juízes, depressa se passou aos enfermeiros, professores, até os "transportistas" , como dizem os nuestros hermanos, usam o truque do corporativismo, para fazer mossa a este povo "mole".
Ao usarem a "bomba atómica" , ou seja de forma perfeitamente arbitrária, pararam ou mandaram parar centenas senão milhares de motores daqueles monstros que circulam pelas estradas europeias, pois tem a faca e o queijo na mão. Perante esta situação de desconforto para os governos e populações que alastrou como mancha de óleo, nomeadamente na Europa Latina, faz pensar por onde anda o transporte ferroviário, agora que tanto se fala no arranque das obras do TGV.
Pois aqui está um assunto que os burocratas de Bruxelas, tem que começar pensar, e rapidamente, pois o petróleo, já foi, e lançar um projecto europeu de transporte de mercadorias, rápido e especializado, por via férrea.
Deem "corda aos sapatos" pois uma rede europeia ferroviária com vocação de transportes de mercadorias, não se cria com o toque da varinha mágica !
  Não vejo futuro a médio e longo prazo para as empresas de camionagem, principalmente o transporte internacional ou seja a grandes distancias, este futuramente será e bem, encaminhado por via férrea, utilizando uma fonte energética não poluente.
A ganância bolsista dos especuladores do ouro negro, tem os dias contados... (eles sabem isso)
Aconselho-os a começarem a comprar linhas férreas....
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Referendo
Pseudo... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:03 | Segunda-feira, 16 de Jun de 2008
"agora é o Conselho Europeu dos ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais que aprovam uma proposta de directiva, que permite aos Estados-membros alargarem o limite do horário semanal de trabalho até às 65 horas (contra as 48 horas actuais)."

Percebem agora o chumbo do referendo...
Os órgãos da UE são excessivamente burocratas e com pouca capacidade de decisão no interesse dos seus cidadãos...
... depois sujeitam-se a estas situações e... sujeitam os seus concidadãos...
... perante isto têm a resposta...
... Só foi pena que os nossos políticos democratas não tivessem tido a coragem de colocar o referendo a sufrágio... mas outros interesses elitistas e imperceptíveis pelo comum dos cidadãos não o permitiram...
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As Micro-Empresas são para acabar!!!
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 17:27 | Segunda-feira, 16 de Jun de 2008
"Mesmo dentro deste universo, há clivagens. Predominam as microempresas, algumas delas só com um trabalhador, e entre as 8500 empresas associadas da ANTRAM, apenas 4,2% operam com 20 veículos ou mais, enquanto quase 6000 trabalham com menos de cinco veículos. Ora são obviamente estas que mais dificuldades têm para suportar o aumento do preço dos combustíveis (o preço do gasóleo duplicou nos últimos quatro anos, mas só desde Junho de 2007 subiu mais de 40%!).

Não é, por isso, de estranhar que tenham sido alguns dos patrões destas microempresas, que não sentem os seus interesses suficientemente defendidos pela ANTRAM, a desencadear o movimento, através de mensagens por telemóvel. Mas é também por isso que um movimento deste tipo, sem uma estrutura institucional representativa, é tão imprevisível e perigoso." (fim de citação)

Oh, caro Nicolau!!!

Então você não sabia que a maioria das empresas existentes em Portugal (quando ainda havia empresas neste país) estava enquadrada na categoria de micro-empresa? Então, o Nicolau não conhece o país real? E não sabia que essas mesmas micro, pequenas e médias empresas asseguravam mais de 80% dos empregos deste país? Estar em Lisboa, onde se concentram as multinacionais (cujas sedes, na Península, sensatamente ficam colocadas em Espanha ...), deve ser como viver noutro país, não acha?

Acabar com as PME's faz parte da estratégia de globalização ditada pelo Clube de Bilderberg (aukistoxegou, esta é para você!!). Nas reuniões de Bilderberg ficou estabelecido que Portugal serviria apenas para exportar mão-de-obra barata e CRISTÃ para a Europa, servir como mercado para as multinacionais e ter como ÚNICA INDÚSTRIA POSSIVEL A "INDUSTRIA DO TURISMO". Há quem diga que, neste último aspecto, Portugal tem um grande potencial de desenvolvimento, nomeadamente no que diz respeito ao turismo sexual, tão em voga no terceiro-mundo. É que num país onde um processo vergonhoso como o Casa Pia não ata nem desata, está-se mesmo a ver que o futuro de Portugal será semelhante ao de uma Tailândia, com a diferença de que, ao menos na Tailândia, a pedofilia já nem é crime e os contribuintes não têm de se preocupar com o desbaratar dos impostos em infindáveis processos judiciais ...
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Os camionistas têm razão
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Terça-feira, 17 de Jun de 2008
Face ao aumento de custos por um lado e a grande dimensão dos seus clientes por outro os pequenos empresários camionistas estavam entre a espada e a parede. Uma questão de pura e simples sobrevivência. O seu protesto foi um exemplo. Os ganhos alcançados não serão os melhores e os mais adequados (pessoalmente não concordo com algumas das medidas aprovadas pelo governo) mas permitem-lhes sobreviver nos próximos meses.

Este protesto veio mostrar duas atitudes face ao aumento do preço dos combustíveis (em dolares) dos mercados internacionais. A atitude do governo que diz que não há nada a fazer, e que apela para que a maioria dos portugueses aguente a crise e as suas consequências (comida mais cara, pequenas empresas em falência, mais desemprego, maior apertar do cinto). E atitude correcta, que consiste em ver o que é possível fazer para minimizar os impactos e transformar uma situação adversa numa oportunidade.

A acção dos empresários da camionagem surge como um protesto contra a atitude resignada, incapaz de reagir do governo. Não foi um protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis nos mercados internacionais (aí pouco podemos fazer), mas contra a passividade do governo. E os resultados mostram que tinham razão. É possível fazer qualquer coisa. É possível contrariar as adversidades. É possível transforma-las em oportunidades.
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A importância social das organizações empresariais
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 19:13 | Terça-feira, 17 de Jun de 2008
Sim eu sei, os malefícios dos hamburgueres, e aquelas batatintas fritas que fazem a delícia das nossas crianças e não só...
Mas falemos deste projecto empresarial que está implantado a nivel planetário, ao que parece com bastante exito.
Pois é, para além de todas as obrigações legais, ainda sobra "tempo" para retirarem aos seus lucros uns trocos para criarem esta Casa que vai dar guarida a crianças necessitadas.
Podem dizer que é pouco é muito, mas gostava de ver outros exemplos, vindos de empresas portuguesas, com sucesso.
Se souberem alguns, publicitem por favor!
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Porquê 65 horas?
zepereira (seguir utilizador), 1 ponto , 19:46 | Terça-feira, 17 de Jun de 2008
Eu ainda sou do tempo, aqui neste pequeno rectângulo, da rigidez dos horários de trabalho, claro que estou a falar no plano estritamente legal...
A afixação do horário de trabalho, o período que se podia estar no local do trabalho, para além do términus da jornada diária, o velho livro das horas extraordinárias, o medo de poder aparecer o inspector do trabalho, etc. etc.
Pois do 8 passou-se para 80!
Da regulação, talvez demasiado rigida que existia, estamos progressivamente numa desregulação que me faz lembrar os começos da industrialização na Inglaterra ou na sua versão moderna, hoje lá para o oriente, no sudeste asiático, onde vale tudo!
Revejo imagens do Charlot, em "Tempos Modernos" e concluo que estamos a regredir.
A estatísticas indicam-nos que uma das causas dos acidentes laborarais, é o cansaço por jornadas demasiado prolongadas de trabalho.
Por outro lado, também está provado que a produtividade diminui acentuadamente, com o cansaço.
Continuo a lembrar-me o Grande Charlot, que faz o "papel" de um operário industrial que movimenta com as mãos um torno, durante horas a fio, e quando chega a casa ainda tem o tique de movimentar os braços e mãos ao ritmo da máquina, sua companheira fiel lá na fábrica.
Tem que existir Homem, para além do trabalho!
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O Mundo aqui tão perto...
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Terça-feira, 17 de Jun de 2008

Até pode ser possível que o governo pense que os empresários Portugueses tenham medo do, ou já lhe baste tanto jelag? Por isso que fiquem todos pela europa, e de preferência aqui em espanha para poderem jantarem com a família em casa.
Mas, o mundo é redondo e pequeno por isso já seja necessário subir ao espaço para encontrar o verdadeiro mundo sem fronteiras. Porque o planeta terra pode não ter fronteiras mas muita coisa esta sem controle possível.

Portugal devia olhar para onde a UE, e mais países investem as suas maiores fatias do orçamento de estado, para que ai metesse as suas empresas de ponta.
Por exemplo a industria do espaço onde tanto se investe, Portugal fica a ver navios. Na industria da defesa passa-se o mesmo, Portugal só consome sem participar na confecção e partilha deste grande bolo.

Quando não é possível grandes orçamentos para investigação cientifica, basta copiar e fazer diferente o que os outros produzem para que o sucesso seja ainda mais eficiente que a aquele que descobriu o produto.
 
Portugal deve trazer de volta ao país os seus melhores cérebros e com eles fazer mais perfeito e diferente aquilo que as pessoas no globo possam melhor consumir.
Se Por exemplo para lavar loiça e roupa são preciso duas maquinas, porque não fazer duas em uma? Se as pessoas lavam batatas nas maquinas de lavar roupa que por sua vez se estraga. Porque não fazer uma maquina de lavar roupa com um programa de lavar legumes?

Portugal precisa de se tornar um Copy country mas parecendo que inventou tudo o que produz, mas simplesmente melhorando completando o que os outros descobriram e desenvolveram.

Para se medir quanto global é um país, basta copiar a quantidade de empresas globais que estão dentro desse país. Por exemplo, restaurantes Macdonalds e lojas Ikea. Portugal neste aspecto é um pais globalizado. Mas Portugal tem que ser líder em segmentos que pode ser consumidos globalmente.
Hoje um chinês veste, italiano, usa perfume francês, usa jeans americanas, conduz carro alemão, mas que consome ele Português? E se nada consome porque não?

Segundo a lei, um Dolar é a existência mínima para sobrevivência de um norte americano, mas todos os americanos ganham mais que um Dolar. Por isso deve-se procurar se a realidade é exactamente aquilo que as estatísticas sobre um país diz que espelha.

Novo slogan também é hoje em dia Globality em vez de globalização.

Competing with everyone from everywehre for everything.
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O Mundo aqui tão perto...
Limes (seguir utilizador), 1 ponto , 23:52 | Terça-feira, 17 de Jun de 2008

Até pode ser possível que o governo pense que os empresários Portugueses tenham medo do, ou já lhe baste tanto jetlag? Por isso que fiquem todos pela europa, e de preferência aqui em espanha para poderem jantarem com a família em casa.
Mas, o mundo é redondo e pequeno por isso já seja necessário subir ao espaço para encontrar o verdadeiro mundo sem fronteiras. Porque o planeta terra pode não ter fronteiras mas muita coisa esta sem controle possível.
Portugal devia olhar para onde a UE, e mais países investem as suas maiores fatias do orçamento de estado, para que ai metesse as suas empresas de ponta.
Por exemplo a industria do espaço onde tanto se investe, Portugal fica a ver navios. Na industria da defesa passa-se o mesmo, Portugal só consome sem participar na confecção e partilha deste grande bolo.
Quando não é possível grandes orçamentos para investigação cientifica, basta copiar e fazer diferente o que os outros produzem para que o sucesso seja ainda mais eficiente que a aquele que descobriu o produto.
 
Portugal deve trazer de volta ao país os seus melhores cérebros e com eles fazer mais perfeito e diferente aquilo que as pessoas no globo possam melhor consumir.
Se Por exemplo para lavar loiça e roupa são preciso duas maquinas, porque não fazer duas em uma? Se as pessoas lavam batatas nas maquinas de lavar roupa que por sua vez se estraga. Porque não fazer uma maquina de lavar roupa com um programa de lavar legumes?

Portugal precisa de se tornar um Copy country mas parecendo que inventou tudo o que produz, mas simplesmente melhorando completando o que os outros descobriram e desenvolveram.

Para se medir quanto global é um país, basta copiar a quantidade de empresas globais que estão dentro desse país. Por exemplo, restaurantes Macdonalds e lojas Ikea. Portugal neste aspecto é um pais globalizado. Mas Portugal tem que ser líder em segmentos que pode ser consumidos globalmente.
Hoje um chinês veste, italiano, usa perfume francês, usa jeans americanas, conduz carro alemão, mas que consome ele Português? E se nada consome porque não?

Segundo a lei, um Dolar é a existência mínima para sobrevivência de um norte americano, mas todos os americanos ganham mais que um Dolar. Por isso deve-se procurar se a realidade é exactamente aquilo que as estatísticas sobre um país diz que espelha.

Novo slogan também é hoje em dia Globality em vez de globalização.

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Re: Ensinamentos da falta de combustíveis e do cer
Ana_Grichetchkine (seguir utilizador), 0 pontos (Despropositado), 13:59 | Segunda-feira, 16 de Jun de 2008
Nada de boas notícias?
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