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O sapo cozido ou a luta contra a crise

8:00 Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
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Não há guru que passe por Lisboa que não venha contar a história do sapo que, metido dentro de uma panela de água fria posta a aquecer ao lume, se deixa cozer por não dar conta da mudança de temperatura. Ora a história tem barbas, Ernâni Lopes já a contava no século passado e só alguém tão distraído como o referido sapo é que não percebe que o mundo está a mudar.

Tudo isto para dizer que estamos mais que avisados da crise que aí está à porta. E mesmo que não estivéssemos, a comunicação social, por um lado, e a carteira, por outro, encarregam-se todos os dias de nos dar duas notícias, uma boa e outra má. A boa é que isto está mau. A má é que isto vai ficar pior.

Logo, como os ilustríssimos leitores estão fartíssimos de ouvir falar nas desgraças que aí vêm, proponho que se faça o exercício contrário: o que podemos nós fazer para minorar os efeitos do vendaval que nos está a cair em cima.

1) Como o preço dos combustíveis nunca mais descerá abaixo dos 100 dólares e pode mesmo chegar aos 200 em quatro anos, há uma forte probabilidade de se reduzir drasticamente a utilização do transporte aéreo e de viaturas particulares nos próximos anos - mesmo que depois, devido a inovações tecnológicas, se verifique uma recuperação. Assim, a primeira sugestão é que o Governo suspenda e adie tudo o que seja investimentos previstos em infra-estruturas aéreas ou rodoviárias. Esses recursos vão ser desesperadamente necessários para fazer face à crise social que está inscrita no horizonte.

2) Como a água se vai tornar um bem dramaticamente escasso ("vide" o caso de Barcelona), deve ser implementado um vasto programa nacional de construção de tanques em todos os edifícios. A água da chuva assim retida deve ser utilizada para fins em que não é necessário que ela seja potável, como esgotos, lavagens, etc. É também necessário desenvolver sistemas inovadores de rega na agricultura, por forma a reduzir drasticamente o consumo de água. E tem de se reequacionar o que se vai fazer com os numerosos campos de golfe que existem no país.

3) Para diminuir a dependência energética do país, há um conjunto de medidas que se podem tomar, como o encerramento bastante mais cedo dos estabelecimentos de diversão nocturnos, cinemas e centros comerciais. Além disso, introduzir um sistema de portagens para quem quer entrar em viatura particular nas grandes cidades é obrigatório, medida que tem de ser imediatamente acompanhada pelo reforço e desenvolvimento coordenado do sistema de transportes nas grandes concentrações populacionais.

4) Finalmente, o país não pode permitir que dois milhões de portugueses se afundem na pobreza. Para evitar o crescimento das desigualdades, deve ser criado um novo escalão de impostos, de 45%, para quem ganha mais de 200 mil euros, como sugeriu esta semana Fernando Ulrich. E deve ser reintroduzido o imposto sobre sucessões para fortunas acima de 2,5 milhões de euros, que foi um erro ter sido abolido.

São medidas de bom senso para uma conjuntura muito difícil e que aponta para um horizonte onde vamos ter, a bem ou a mal, de mudar o nosso estilo de vida. Podemos não gostar. Mas daqui para a frente, que ninguém se iluda: tudo vai ser diferente.

Premiar os bons

Por estes dias, o país distinguiu ou prepara-se para premiar muitos dos seus melhores.

A Universidade Católica distinguiu a carreira brilhante do seu antigo aluno António Horta Osório, presidente do Abbey National, e o ISEG fez o mesmo em relação a Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo.

No início desta semana, a historiadora Irene Pimentel recebeu o Prémio Pessoa, organizado pelo Expresso e Unisys, o mais importante galardão na área do conhecimento, cultura e ciência que existe em Portugal.

Na próxima segunda-feira, a COTEC, a instituição que, de forma mais consistente, tem desenvolvido uma vasta actividade no sentido de promover a investigação e desenvolvimento no tecido empresarial, organiza o seu 5.º

Encontro Nacional e atribui o Prémio Produto Inovação COTEC-Unicer.

Nos dias 8 e 9 é a vez da diáspora portuguesa ser distinguida, no primeiro caso através dos Prémios Talento 2007, organizados pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas (um prémio já com alguns anos) e, no segundo, pelo Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, promovido pela COTEC com o patrocínio do Presidente da República.

Tudo isto prova 1) que a sociedade e a economia portuguesa já produzem, com regularidade, talentos 2) que cada vez mais organizações entendem ser importante distinguir empresas e personalidades, como forma de assinalar os bons exemplos e passar essa mensagem.

É um sinal de vitalidade e de esperança, mesmo se ainda estamos longe de ter atingido a massa crítica suficiente para enfrentar com sucesso as grandes mutações que se estão a dar a nível global. Mas como diz António Machado, "não há caminho, caminhante, o caminho faz-se caminhando".

Nós, os de Portufrica

Em 1974, Portugal estava bastante mais perto do Norte de África do que da Europa. Desde aí, o país fez um formidável trajecto, de que nos devemos orgulhar, e tornámo-nos, pelos nossos padrões de consumo, pelas nossas expectativas, cidadãos europeus sem margem para dúvidas.

Contudo, as estatísticas mostram que a cada década que passa o nosso crescimento é menor. E, na actual, tem sido, de forma sustentada, inferior à média europeia, trazendo à superfície velhos ou novos problemas, alguns dos quais pareciam definitivamente ultrapassados.

Há um antigo filme italiano, em que alguém diz para um jovem que se prepara para partir: "Vai para África. Não lhe basta a África que tem cá!"

Nesta última década há cinco Áfricas pobres que estão a cristalizar-se em Portugal. A África económica, a que mais nos envergonha, constituída por um milhão de pessoas que vive no limiar da pobreza e com menos de dez euros por dia. A África educacional, já que 60% da população activa não completou o ensino secundário. A África cultural, pois o nosso cinema, teatro, bailado, todas as artes, em resumo, são muito pouco apoiadas pelos poderes públicos ou privados, mas também pouco acarinhadas pelos cidadãos. A África ambiental, porque a desertificação do país avança a sul, a degradação costeira é uma realidade e o tecido florestal já foi largamente consumido pelo fogo. E a África científica, porque o Estado investe menos de 1% do PIB e as empresas ainda menos em investigação, desenvolvimento e inovação, bases essenciais para um país ser competitivo no século XXI.

Estamos a tornar-nos um Portufrica, um país dual, onde o melhor do primeiro mundo convive com o pior do terceiro. Reduzir e acabar com essa clivagem é o nosso grande desafio.

Nicolau Santos

31 comentários
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A frase...
Observador-Mor (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 22:50 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
Quando falamos do preço do petróleo, e do seu aumento, falamos como se em Portugal a moeda fosse o dólar, mesmo as pessoas supostamente inteligentes, como o autor deste artigo, quando fala em petróleo pensa em dólares, mas não tem que ser assim. Sei que o petróleo é comercializado em dólares e o preço por barril não pára de aumentar, em dólares. E em euros ???? Há sete anos atrás, o dólar valia 1,4 euros, hoje é o Euro que vale 1,5 dólares, isso não quer dizer nada ? Será que o preço do barril de petróleo, em euros, aumentou assim tanto, ao Até o aumento foi inferior á inflação. Que aconteceria ás desculpas para aumentar o preço do combustivel se a comunicação social quando apresenta os aumentos do preço do petróleo apresentasse esses valores também em euros. Pelas minhas contas o preço do barril de crude em euros aumentou nos últimos sete anos cerca de 9% enquanto o aumento dos combustiveis, em euros se cifrou em cerca de 120%. Gostava bastante que alguém, perito na matéria, explicasse esta diferença de valores, sem se rir e sem lhe crescer o nariz...
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    Re: A frase...    Ver comentário
PortugueseMan (seguir utilizador), 1 ponto , 9:56 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Tem razão,estão um pouco baralhadas, mas ...    Ver comentário
Observador-Mor (seguir utilizador), 1 ponto , 11:52 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Re: Tem razão,estão um pouco baralhadas, mas ...    Ver comentário
PortugueseMan (seguir utilizador), 1 ponto , 14:25 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Pura especulação...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:12 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Re: Pura especulação...    Ver comentário
PortugueseMan (seguir utilizador), 1 ponto , 15:49 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    É tudo a ajudar...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:46 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
Que mudança...?
Kuma (seguir utilizador), 1 ponto , 12:44 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
Com comunicação social que temos.
Com jornalistas avençados e a viver do mêdo do desemprego.
Com o permanente (Ballet Rose) na TV.
Com empresários e padrinhos como Francisco Balsemão.
Com mentalidades comunizadas por uma Revolução de esquerda.
Com empresários de lucro fácil e com visão até Badajoz.
Com operários com salários de fome.
Com uma Igreja Católica retrógada e adaptável perenemente ao poder.
Não há nada a fazer!
O pouco que vai mudando, mesmo assim, é imposto por directivas comunitárias.
A única coisa que progride no nosso país é o atraso e o lucro dos bancos, seguradoras e agora, também, as petrolíferas. Onde é que estão os ex-Ministros e ex-Secretários de Estado?
E você Nicolau Santos, onde tem andado? Olhe para trás e veja quantas escovas e latas de pomada já gastou.
Haja vergonha...!
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    Re: Que mudança...?    Ver comentário
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 14:30 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
    Re: Que mudança...?    Ver comentário
D. Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 22:01 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
E os biocombustiveis.
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:31 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
Os biocombustíveis são uma alternativa viável para Portugal, que não produz petróleo. Assim como a energia geotérmica, onde temos um enorme potencial mas ninguém fala dela.

Será que foi esquecimento do Nicolau?

Desta vez não vou fazer referência ao Bilderberg para ver se não me apagam o comentário.
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    Re: E os biocombustiveis.    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 19:11 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
    Use os neurónios...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 20:44 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
    Re: Use os neurónios...    Ver comentário
Fala francês (seguir utilizador), 1 ponto , 23:57 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
    de novo, use os neurónios...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 9:00 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Re: de novo, use os neurónios...USE, USE...    Ver comentário
aukistoxegu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:01 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Helium-3, isto já parece o "Star Wars"...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 14:29 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Re: Helium-3 on the Moon...    Ver comentário
aukistoxegu (seguir utilizador), 1 ponto , 20:05 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
    Re: Helium-3 on the Moon...    Ver comentário
Astromac (seguir utilizador), 1 ponto , 7:07 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008
    E as que não controlam, difamam...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 9:59 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008
    Carros eléctricos, JÁ!!!    Ver comentário
aukistoxegu (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008
    E a cantiga também é uma arma.    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 20:47 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008
    Helium-3 - a verdade escondida na face oculta...    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 9:20 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008
    Lá tá...Faixo como sempre...    Ver comentário
aukistoxegu (seguir utilizador), 1 ponto , 10:57 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008
    Privatizem o PCP, JÁ. Ponham os martelos a trabalh    Ver comentário
ólhameste... (seguir utilizador), 1 ponto , 20:56 | Quarta-feira, 4 de Jun de 2008
Na mesmice...
Djalma (seguir utilizador), 1 ponto , 21:25 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
Estive à trabalho em Portugal pela PT durante 11 meses e o que ví em Portugal foi um país que me cheira uma ditadura social, tanto na televisão quanto nas ruas. Fiquei muito triste em ver que o país que "encontrou" o meu país vive numa situação muito além do que se possa imaginar que se vive. Jamais acreditaria que nas ruas de Fafe exitem tanques para lavarem roupas. É triste ver senhoras que deram duro a vida toda para viver numa pobreza depois de aposentada.
Portugal é lindo...adorei conhecer Gaia, Guimarães, Villareal, Região do Douro, Ribeira de Pena, Mondim de Bastos, Celorico, Fafe, Matosinhos, Porto....região da baixa e muitos outros...
Mas tudo isso não vale a pena ...pois os politicos de Portugal nada tem a ver com o Pais que é Portugal...sinceramente a politica portuguesa é pior que a brasileira....esperava ver um páis de ponta com foi no passado..mas o que ví foi um país como é hoje o Paraguai para a america do Sul.
Meus patrícios...as autarquicas estão aí...é vez de TODOS VOCÊS !!
Djalma Silva
São Paulo - SP
Brasil
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Premiar os Bons?
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 23:28 | Segunda-feira, 2 de Jun de 2008
Ricardo Salgado e António Horta Osório são premiados. É isto premiar os Bons? É este o talento nacional?

Os mais altos dignitários do poder económico do país, actuais representantes de dinastias económicas seculares, recebem um prémio. Estas mesmas pessoas que em conjunto um punhado de outras controlam o poder económico em Portugal com os resultados que estão à vista de todos (8 anos de divergência com a EU, o país mais desigual da EU a 27, o país mais iletrado da EU). Merecem um prémio? Sãos estes os bons?

Quem serão entãos os piores? Provavelmente os que decidem destes prémios.
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Bruxo!
Grunf (seguir utilizador), 1 ponto , 1:26 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
Depois das suas previsões fico um pouco mais descansado acerca da situação económica portuguesa e mundial.
É que desde que o leio tenho verificado que o meu amigo não acerta uma.
Porque é que não faz como o outro que só fazia prognósticos no fim?
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vácuo ideológico e casamentos de conveniência
Humesmo (seguir utilizador), 1 ponto , 2:03 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
As medidas a tomar para ultrapassar as crises deviam ser o sempre resultado do bom senso, do sentido de responsabilidade e da análise objectiva dos dados. Independentemente das causas que possamos apontar, a sociedade portuguesa não parece ter grande apetência para valorizar este tipo de ferramentas.

Preferimos instrumentos como o depois logo se vê, o lamber para colher, o cinismo da cunha ou o ainda tenho os anéis da herança... desde que cá fiquem os dedos. A regra geral é que o mérito é uma coisa gira.

Muitas decisões continuam a ser tomadas de forma aleatória e este problema, que não atinge somente o estado, só pode ser resolvido se a educação conseguir levar a generalidade dos cidadãos a atribuir o justo valor ao rigor da ciência e do conhecimento em geral.

Um bom exemplo diz mais do que mil palavras e nesse aspecto o processo de adjudicação do SIRESP é um verdadeiro reality show! Que espectáculo!

Empolgante e controverso quanto baste, perfeito de realidade mas roçando a ficção e com todos os ingredientes de uma novela de sucesso: paixão e arrufos, desamores e pareceres jurídicos, hesitação e virtude da acção destemida e tudo condimentado com a pimenta de estarmos a falar da segurança de todos nós.

No fim, claro, um excitante e excêntrico casamento de quase 500 milhões de euros. Que beleza!

O único senão que se poderá encontrar na história é o facto de serem os contribuintes a pagar o festim. Com este tipo de estratégias depois fica difícil encontrar margem de manobra para descolarmos do marasmo económico ou para baixar os isp´s. Mas isso não deve ser grave porque já temos cerca de 10% de um sistema integrado das redes de emergência e segurança a funcionar em 2008!

Não podemos deixar de denunciar que este romance não tem um verdadeiro happy end. Falta a atribuição de umas comendazinhas ou de uns prémios de produtividade para os empenhados gestores e responsáveis políticos envolvidos.

E, já agora, esperemos que a rábula não termine com a classe jornalística como a bruxa má da peça.
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Combustiveis..
Caparica Red Neck (seguir utilizador), 1 ponto , 20:20 | Terça-feira, 3 de Jun de 2008
Inflaçao..
Euribor..
Subprime..
Funding..
  e provavelmente, Iraque!
Resumindo e baralhando, será que a Europa vai indo de rojo e Portugal atrás? Até parece que queremos ser grandes mas, por falta de emancipaçao, continuamos sem passar de imitadores baratos.

P.S.- Sem esquecer a campanha do gore, os motivos para que a populaçao passe a viver no campo (magnético) sao cada vez mais tangíveis!
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Primeiro os transportes públicos
LFCP (seguir utilizador), 1 ponto , 0:37 | Segunda-feira, 9 de Jun de 2008
O reforço e desenvolvimento coordenado dos sistema de transportes públicos de qualidade
tem que vir em 1º lugar. Introduzir um sistema de portagens para quem quer entrar em viatura particular nas grandes cidades só penaliza os que auferem menores rendimentos. Para quem tem muito as portagens são trocos.
Devemos unir as nossas vozes e vontades em favor de transportes públicos de qualidade e acessíveis à bolsa de quem vive apenas do seu salário.
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