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Estudo polémico em Inglaterra

Ricos são mais inteligentes

Bruce Charlton, um investigador académico britânico, considera que a "distribuição desigual" de classes sociais em universidades de renome incide num "processo natural" de diferenças no QI.

19:09 Sábado, 24 de Mai de 2008
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QI é superior nas classes sociais mais elevadas, considera professor britânico
QI é superior nas classes sociais mais elevadas, considera professor britânico
Ryan Moore/AP

A diminuta percentagem de estudantes de classes sociais média-baixa em conceituadas universidades tem por base um "processo natural" de diferenças substanciais no QI. Quem o defende é Bruce Charlton, um investigador académico britânico, que lançou a polémica durante uma entrevista esta semana à revista especializada em educação "The Times Higher Education".

Segundo Charlton, "o governo do Reino Unido, gastou tempo e esforço em declarar que universidades, em particular Oxford e Cambridge, estão a excluir injustamente pessoas de classes sociais mais baixas privilegiando as de classes sociais mais elevadas".

Para o professor de psiquiatria evolutiva na Universidade de Newcastle, o debate apresentou uma falha ao excluir um factor importante do padrão verificado: "o de o QI ser significativamente maior em pessoas de classes altas".

Charlton considera que a "distribuição desigual observada em universidades de renome" não está relacionada com preconceito no processo de admissão dos alunos. Ao invés, defende que tal acontece em resultado "natural do mérito".

As afirmações publicadas no artigo desencadearam duras críticas no sector da educação do Reino Unido.

A União Educacional de Estudantes (em inglês National Union of Students - NUS) emitiu um comunicado para classificar os argumentos de "equivocados, irresponsáveis e insultuosos". "Claro que a desigualdade social define a vida das pessoas, muito antes delas entrarem na universidade, no entanto, o sector educacional não se pode absolver da sua responsabilidade em assegurar que estudantes de todos os grupos sociais têm as mesmas oportunidades para desenvolverem o seu potencial, afirmou a presidente Gemma Tumelty.

Também o ministro do Ensino Superior, Bill Rammel, reagiu às afirmações de Charlton considerando que nelas estará implícita a ideia de que "cada um de nós deve saber qual é o seu lugar".

Palavras-chave  Educação Oxford QI
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Encore un!
Dannyboy1976 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 6:17 | Domingo, 25 de Mai de 2008
Como dizem os franceses "Encore un!"
Só nos faltava mais uma brilhante conclusão de um "especialista" que, pela certa, deve cruzar os dados biometricos de significativas amostras de estudantes de diferentes universidades e já agora, deve também cruzar os dados de Universidades de regiões ricas e pobres e de universidades públicas e privadas...
Deve ficar-lhe muito bem no cv esta "demonstração" de que a diferença realmente existe...
Só que a inteligência, essa realidade fugidia para a qual há mil testes de medição, todos com critérios diversificados, não se pode confundir com a aquisição de conhecimentos e a preparação para lidar em determinados ambientes científicos, académicos e profissionais, para as quais, os jovens mais favorecidos são preparados desde o berço. Físicos nucleares como Einstein e Feinnemann, ou tiveram más notas a matemática ou foram classificados de atrasados mentais pelo exército dos EUA.
Também acho piada a estória do "Mérito". Para mim, mérito tem a ver com aquilo que cada um pode fazer com os meios que tem, e na verdade, há pessoas que vindo dos mais baixos escalões económicos dão provas de esforço e de uma verdadeira coragem, determinação e abnegação. Mas essas são uma excepção. Olhar para a sociedade como se estivessemos no tempo de Dickens é uma aberração. É certo que a democratização da educação, de par com a ascensão da classe média, implicou num certo abaixamento de resultados, mas esta é mais devida aos critérios escolhidos para seleccionar os candidatos e operar a avaliação (a que não deve ser indiferente a dupla transição -Liceu-Universidade e Universidade-mercado de trabalho) e prepará-los para a vida futura, e a um certo caldo de cultura que demora a operar. Como dizia Napoleão, "a educação de um indivíduo começa vinte anos antes do seu nascimento."
Há sessenta anos, o presidente Roosevelt (na senda de anteriores experiências) (re)inventava a categoria dos direitos sociais modernos, baseando-a numa espécie de liberdade, a "Freedom from Need." Desde o gregos que se aprende que igualdade material implica tratar desigualmente o que é desigual. Esta teoria até choca, vinda como vem, da pátria da Escola psicológica do "Behavior", que equipara a performance dum indivíduo ao meio social de onde é oriundo.
Ora, a correlação entre meios de sobrevivência e a aquisição e manuseamento de conceitos ( a famosa aquisição de competências) depende, como é evidente, do meio social, pelo que a conclusão não apenas é errada como parece ser superficial tocando o assunto pela rama. Nunca pensei que o neo-liberalismo do Senhor Blair desse azo ao ressurgimento de teorias neo-malthusianas.
Aliás, o anquilosamento social da sociedade inglesa (com a religião de Estado Anglicana a funcionar, como já observava Eça de Queiroz em as "Crónicas de Inglaterra", como Catolicismo revisto, uma espécie de Galicismo "avant la lèttre") explica o motivo pelo qual nos fazem normalmente companhia em tudo o que é estatísticas sociais , como por exemplo, a gravidez em adolescentes, (o que não se confunde com o rápido crescimento económico numa sociedade pragmática, mas onde a riqueza está também muito mal distribuída).
Este anquilosamento faz lembrar a piada que se conta do meliante e do palácio Real, onde, depois de advertido pelo "constable", o indivíduo que aí estava praticando malfeitorias responde: "I F... the Queen!", ao que o diligente polícia replica "Oh, I'm sorry Sir!" Como dizia alguém que eu conheço, "eles são muito simpáticos, mas muito atrasados." : Coudn't agree more!
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E mais bonitos, mais elegantes.....e mais tudo!!!
dasssssqueéburro (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 20:38 | Sábado, 24 de Mai de 2008
Dass....Lá para as teorias da treta!!!

Só é comparável o que é igual, a desigualdade social não se pode comparar de forma nenhuma. Pois só o facto de se pertencer a determinado circulo lhes abre as portas imediatamente.

E ainda assim não é verdade,

Onde se podem ver estas situações:
a) Na admissão a faculdades
b) na admissão a empregos de prestigio e bem remunerados, os lugares das empresas estão cheios de meninos betos e bem colocados.

exemplo real:
Na admissão a um lugar de direção de uma empresa, concorreram diversos candidatos, no final das provas restavam apenas 2.
                Sendo que um deles se distinguia de forma notória e obteve os melhores resultados em todas os testes.
                Porém quem ficou foi o que dos 2 obteve a menor pontuação em todos os testes, incluindo nos teste de admissão á candidatura..

O administrador chamou-o ao seu gabinete e disse-lhe:
- Oiça meu caro, esta Empresa multinacional é uma empresa de prestigio, a disciplina e a dedicação estão acima de qualquer coisa á excepção da família , ouviu?
    Responde o jovem atarantado.
- Sim, Tio !!!

Palavras para quê?

E as mulheres? um espectáculo, agora nestes círculos é normal em substituição do " Olá " e do sempre politicamente correcto " Como está?" surge o allé, allé.... e dos beijos na face a 2 dedos de distância. com Cultura geral ( zero) é vê-las a conversar sobre tretas de lana Caprina e sempre a meter a colher em taça alheia.
       
uma perguntou-me? então? sempre é verdade que vai á Toga? sem conseguir perceber o que queria ria-me no cimo da minha timidez , a tentar perceber o que esta burra queria, nisto surge o marido é diz:
- óh filha não é toga , é ao Togo...

Esta senhora é licenciada, está na Administração pública e ganha uma fortuna..

Pois tem toda a razão meu caro Watson, mas só se for no seu País..

onde os inteligentes e ricos Mccann se escaparam por serem quem são...Cá no Burgo estavam presos, e a comissão de menores tinha-lhes caído em cima.
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    Re: E mais bonitos, mais elegantes.....e mais tudo    Ver comentário
JOMAGOPI (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Sábado, 24 de Mai de 2008
    Re: E mais bonitos, mais elegantes.....e mais tudo    Ver comentário
dasssssqueéburro (seguir utilizador), 1 ponto , 23:12 | Domingo, 25 de Mai de 2008
    Atlas...    Ver comentário
BrincaNareia (seguir utilizador), 1 ponto , 22:33 | Sábado, 24 de Mai de 2008
    Re: Atlas...    Ver comentário
dasssssqueéburro (seguir utilizador), 1 ponto , 23:05 | Domingo, 25 de Mai de 2008
Concordo.
ólhameste... (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 20:59 | Sábado, 24 de Mai de 2008
São mais inteligentes e mais bonitos.
Já para não falar no bom gosto.
São também muito mais divertidos, verdadeiros e sinceros.

Já agora, um poema do Aleixo:

Quando se embebeda o pobre
Chamam-lhe logo borrachão
Quando se emborracha o rico
Acham graça ao figurão
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A DURA VERDADE DA GRANDE FICÇÃO CAPITALISTA
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 20:45 | Domingo, 25 de Mai de 2008
Talcott Parsons um velho sociólogo do princípio do outro século, no meu curso de sociologia, nos idos de 70/80, no ISCTE, era apresentado como o sociólogo legitimador do capitalismo, criticava este sistema por um pequeno-grande defeito, serem as condições do berço: diamante, oiro, prata, cobre ou lata muito determinantes quanto aos destinos individuais, quando a grande virtude, apregoada do sistema capitalista seria cada vez mais tornar menos determinantes aquele factor exógeno do mérito.

        O que o estudo agora publicitado revela, é, exactamente, que como há mais de cem anos o sistema capitalista não produz igualdade de oportunidades.

          Todos sabem que de facto os QI para as actividades Académicas - pensamento abstracto, lógico-dedutivo, aritmético, verbal - estão mais desenvolvidos nos filhos das elites, porque desde muito cedo foram estimulados nessas áreas, muito trienados e sobretudo muito motivados, ou punidos para terem elevados graus de desempenho escolar, o que não acontece em muitas das outras camadas sociais, como as TELENOVELAS ilustram que vivem em casas, onde, os livros ficam à soleira da porta.

            Concluindo estes melhores QI são um facto, e resultam da interacção entre os factores genéticos e os ambientais, em que estes favorecem os mais ricos culturalmente, podem não ser e não serão muitas vezes, os filhos dos endinheirados, através de negócios da treta e, por vezes, mesmo manhosos.

            Tudo o que se disse em Inglaterra se aplica por factores económicos e também de selecção académica à nossa elitista no bom sentido, como produtora de excelência e no péssimo sentido de produtora de elitismo, da nossa Universidade Católica.

          Numa palavra a apregoada igualdade de oportunidades no SISTEMA CAPITALISTA É HÁ MAIS DE UM SÉCULO UMA FICÇÃO TIPO SÉRIE B.

        A COISA É ASSIM, O QUE NÃO É NADA DRAMÁTICO ENTRE NÓS.
andrade da silva
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divulga
fftd (seguir utilizador), 1 ponto , 19:49 | Sábado, 24 de Mai de 2008
BOICOTE NACIONAL ÀS BOMBAS DA GALP, BP, REPSOL

http://boicote.pt.vu/

visita este site e divulga-o pelos teus contactos de email!!

imagem para por no messenger, campanha do boicote....

http://www.freewebs.com/b...

passem palavra
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viva os ricos
bijota (seguir utilizador), 1 ponto , 20:29 | Sábado, 24 de Mai de 2008
Este investigador e um iluminado e filho de pessoas ricas, um artista destes se desse ao trabalho de investigar as grandes mentes do seculo XX eram de familias humildes, mas enfim.
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    Re: viva os ricos    Ver comentário
Acanto (seguir utilizador), 2 pontos , 12:33 | Segunda-feira, 26 de Mai de 2008
O Bruce Charlton deve viver no país da abelha Maia
8-p (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Sábado, 24 de Mai de 2008
Donde vem a riqueza dos cidadãos, do mérito dos mesmos!?? Este Charlton deve ser mesmo um beto à maneira.

1º temos os políticos e grandes empresários, administradores de grandes empresas que pelo seu QI, "roubam" os restantes cidadãos ao estabelecerem os seus salários vergonhosos certamente em correspondência com o seu grande mérito e trabalho 10000x superior ao dos restantes cidadãos.

Depois temos os políticos e grandes empresários que para além do "salário mínimo" ;) que auferem, a grande maioria abraça negócios escuros e corroptos vivendo num mundo à parte, onde a justiça a grande maioria das vezes não lhes toca (pelo menos na grande maioria dos países).

Depois temos os fora-da-lei e terroristas grande parte deles políticos e grandes empresários de países ditos do 3º mundo, muitos deles com uma riqueza certamente proveniente do seu mérito e do seu QI (lol)

Depois os restantes ladrões e burlões que com um pouco de sorte escapam à justiça certamente também devido ao seu elevado QI.

Depois temos o povinho que garante sua quota parte por herança e então devemos ter algum rendimento extra certamente devido ao mérito pessoal, mas esta de relacionar o rendimento com o QI só lembra mesmo a este B.Charlton... que palhaço! O Reino Unido deve mesmo ser um país dentro de uma redoma de vidro....
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Este Charlton é mas é um Charlatão
Viking3000 (seguir utilizador), 1 ponto , 21:06 | Sábado, 24 de Mai de 2008
Este artista Bruce Charlton é tudo menos investigador. A avaliar pelas afirmações que faz o seu QI é certamente negativo.

As Universidade ditas de elite, são efectivamente sócio-economicamente elitistas. A selecção dos seus alunos é essencialmente baseada em classe sócio-económica e não em inteligência ou capacidades.

Há milhões de maneiras diferentes de medir o QI e nenhuma delas reune consenso. O QI não deve ser utilizado para qualquer efeito, pois não traduz rigorosamente nada em relação às capacidades das pessoas.

De resto, as Universidades ditas de elite não são necessáriamente melhores do que todas as outras Universidades. São criações humanas com base em interesses sócio-económicos.
A única forma de combater e evitar estes elitismos é impedir que as pessoas possam fazer todos os graus académicos na mesma Universidade e impedi-las de leccionar na mesma Universidade onde fizeram o doutoramento.

Assim, o ideal seria que os cidadãos fizessem a licenciatura, o mestrado e o doutoramento em Universidades diferentes. E uma vez feito o doutoramento, não deveriam poder exercer qualquer cargo na Universidade em que fizeram o doutoramento.

Tal obrigaria a uma circulação de todos os cidadãos pelas diferentes universidades e obrigaria a uma subida do nível geral de todas as Universidades e poria fim às discriminações e elitismos. Por outro lado poria tambem fim a esquemas de compadres e cunhas que esistem nas Universidades. Há famílias inteiras de professores Universitários, em muitos casos todos professores nas mesmas Universidades. Isso é inaceitável. É compadrio.
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    Re: Este Charlton é mas é um Charlatão    Ver comentário
JOMAGOPI (seguir utilizador), 1 ponto , 22:17 | Sábado, 24 de Mai de 2008
    Re: Este Charlton é mas é um Charlatão    Ver comentário
Viking3000 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:07 | Domingo, 25 de Mai de 2008
    Doutorado em    Ver comentário
D Jorge (seguir utilizador), 1 ponto , 14:32 | Domingo, 25 de Mai de 2008
Vou tomar chá.Só me apetece vomitar!
JOMAGOPI (seguir utilizador), 1 ponto , 21:46 | Sábado, 24 de Mai de 2008
As considerações do sr.Bruce Charlton sobre este assunto,deixou-me muito mal disposta,ao ponto de estar a tomar um pouco de chá verde,para ver se consigo vomitar,tal o nojo que me deu.
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    Re: Vou tomar chá.Só me apetece vomitar!    Ver comentário
jagara (seguir utilizador), 1 ponto , 0:04 | Domingo, 25 de Mai de 2008
ESTE "GADJO" É POBRE ...
che_altamira (seguir utilizador), 1 ponto , 21:48 | Sábado, 24 de Mai de 2008
E dá-me a impressão que "além de pouco inteligente" também é "POBRE DE ESPÍRITO"
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Re: Investigador académico diz que ricos são mais
libertino (seguir utilizador), 1 ponto , 21:58 | Sábado, 24 de Mai de 2008
ESte tipo de discurso, que carece, claro, de fundamentação, vem a talho de foice no mundo actual, em que se pretende legitimar uma ordem social marcada pela diferença social e onde os detentores de capital teriam, eventualmente, mais direitos que os demais. DEviamos pensar sobre estar coisas do mundo!
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Esse "investigador" britanico não terá
aukistuxego (seguir utilizador), 1 ponto , 22:16 | Sábado, 24 de Mai de 2008
confundido inteligência com esperteza?...
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Coitadinho do crocodilo...
Spitzer (seguir utilizador), 1 ponto , 22:34 | Sábado, 24 de Mai de 2008
Se isso fosse verdade, não seriam precisas cunhas para os filhos dos ricos entrarem nas universidades (como a filha do nosso ministro) nem blindar as universidades com propinas à-prova-de-pobre. A realidade é que perante um sistema que puramente meritocrático os pobres roubam-lhes os lugares.
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O QUE A NATUREZA NÃO DÁ OXFORD NÃO ACRESCENTA
zebio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:06 | Sábado, 24 de Mai de 2008
Afirmar que se deve a um "processo natural" as diferenças de QI com base no status social carece de fundamento científico. Parece mais um argumento sociológico. Ser rico facilita o acesso fácil a muita coisa, mas não confere mais ou menos QI. Como sempre ouvi dizer enquanto estudante «O que a inteligência não dá Coimbra ou Salamanca não acrescenta». Da minha experiência de estudante, as pessoas mais inteligentes que conheci, meus colegas de curso, não era nenhum rico. Hoje são pessoas que ocupam cargos muito importantes, no mundo académico nacional e estrangeiro. Pessoas ligadas à investigação em todos os ramos do saber. A minha experiência ensina que há ricos com capacidades intelectuais superiores como os há em qualquer status social. Que os ricos e pessoas que ocupam cargos relevantes têm o acesso mais facilitado, não tenho dúvidas; é uma costante da vida, infelizmente. Mas chamo a atenção que, no contexto actual, tal afirmação é muito perigosa. No passado foi a superioridade da raça ariana; no presente a superioridade do QI, com base económica. Afirmar que os pobres são estúpidos ou imbecis, é pura falácia e demagogia perigosa. Os melhores alunos são aqueles que trabalham empenhadamente, independentemente, do seu status social. Pobre do rico que pensa que o é sem o ser... E pobre do pobre que pensa que não o é sendo... Julgo que este académico estava farto do seu trabalho humilde de investigação e quis gozar do seu momento de Glória. Quem assim pensa pode ser rico, mas de inteligente não tem nada...
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    Re: O QUE A NATUREZA NÃO DÁ OXFORD NÃO ACRESCENTA    Ver comentário
jagara (seguir utilizador), 1 ponto , 0:11 | Domingo, 25 de Mai de 2008
e o que é o QI?
rbranco (seguir utilizador), 1 ponto , 0:00 | Domingo, 25 de Mai de 2008
Não conheço a tese deste investigador. Do que li da notícia, parece-me que esta tese não acrescenta nada de novo ou de significativo à problemática da discriminação social e acesso à educação.

O que é inteligência? Será que existe um factor universal, que se encontre em todos os indivíduos, independente da cultura e do social, que possa ser medido e ser considerado como inteligência? Veja-se as teses Vygotskianas que, por exemplo, que referem a linguagem como estando na base do pensamento humano (mediação simbólica), ou a referência da interacção social como condição para aprendizagem.

É natural que em classes com maior poder económico existam melhores possibilidades de oferecer aos seus filhos uma maior e melhor estimulação, maior acesso à cultura, acesso a sistemas de educacionais diferenciados, etc. É claro que todos estes aspectos reflectem-se no QI, ou melhor, na capacidade de um indivíduo conseguir resolver problemas tido como +/- complexos pela nossa sociedade.

também Pierre Bourdieu aborda esta questão da discriminação ao acesso à educação quando fala do conceito habitus.

Agora, parece-me que a polémica está na afirmação de que a inteligência é evolutiva (hereditária), sendo que os filhos de pais "ricos" são naturalmente (geneticamente) mais inteligentes, só pelo simples facto de os seus pais beneficiarem de um ambiente mais estimulante. Uma afirmação/evidência deste tipo poderia abalar algumas das nossas crenças. Começa a surgir algumas teses de que algumas das nossas características adquiridas pela experiência (fenótipo) passam para o genótipo e, consequentemente para a descendência.

bom, isso é interessante, mas para um investigador evolucionista, deve considerar que não existe uma inteligência, mas sim múltiplas inteligências...
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Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso

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