O líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, antigo apoiante de Menezes, afirmou hoje que a "esmagadora maioria" dos sociais-democratas do distrito ouvidos sobre as eleições para a liderança do partido apoia a candidatura de Pedro Passos Coelho.
"A esmagadora maioria das pessoas que foram ouvidas sobre o assunto considera que a candidatura que está em melhores condições para o sucesso do PSD é a de Pedro Passos Coelho", afirmou Marco António.
O líder do PSD/Porto falava aos jornalistas depois de uma reunião da Comissão Política Alargada da Distrital do PSD/Porto para discutir a actual situação do partido e tomar uma posição institucional sobre o perfil da candidatura ideal para a liderança.
Segundo referiu, a distrital ouviu militantes de base, autarcas, líderes da JSD e mulheres social-democratas para perceber qual é o sentimento dominante sobre a actual situação do partido.
Candidatura moderna
Para as "centenas de militantes auscultados", disse, a candidatura de Passos Coelho "representa um espaço de modernidade, representa uma evolução geracional e um corte com o passado recente que durante anos tem enterrado o partido sucessivamente em eleições".
Marco António Costa adiantou que "o discurso inovador que este candidato tem feito é o garante de que haverá nesta candidatura e neste projecto um espaço de não fractura do partido no futuro".
Liberdade de voto
O também vice-presidente da Câmara de Gaia referiu que, a título institucional, a distrital do PSD/Porto assume uma posição "isenta", dando assim liberdade aos militantes a votarem em quem quiserem.
A Comissão Politica Distrital decidiu "não se envolver formalmente em combates político-eleitorais internos e para a liderança do partido", à semelhança do que aconteceu nas últimas directas e em 2005.
Marco António Costa remeteu para a próxima semana o anúncio sobre que candidato apoia a título pessoal.
"Não o faço hoje exclusivamente porque entendo que, estando a falar na qualidade de líder da distrital, não devo confundir os papéis nem suscitar dúvidas à opinião pública", disse.