Mendes Bota classifica como inédita violência da oposição interna do partido
O líder do PSD/Algarve, Mendes Bota, classificou hoje de "inédito" na história do partido a violência da oposição interna do PSD dirigida a Luís Filipe Menezes segundos depois da sua eleição, há seis meses.
"É inédito que no mesmo dia em que termina o congresso de Torres Vedras no dia 14 de Outubro de 2007, (de onde saiu eleito Luís Filipe Menezes), que nesse mesmo dia começassem logo as entrevistas e os ataques na comunicação social. Não houve um segundo de estado de graça. Isso é que é inédito e inaceitável", disse hoje à Lusa Mendes Bota.
"Isto não tem sentido nenhum. Pessoas que não tiveram coragem de se assumir como alternativa no momento certo, assim que há uma eleição, no dia seguinte estão a assumir-se como alternativa", recorda Mendes Bota, referindo o caso de Passos Coelho ter começado entrevistas à rádio no próprio dia do congresso.
O objectivo era claro, era "de derrubar uma direcção e um líder que foram eleitos democraticamente e legitimamente pelas bases do partido", refere Mendes Bota, acreditando que esta demissão é o culminar de um ataque violento a partir do próprio PSD.
Em declarações à Lusa, a partir de Paris no âmbito da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, o deputado e líder do PSD/Algarve preferiu não comentar sobre a possibilidade de Luís Filipe Menezes se voltar a candidatar ou não, mas observou que recebeu hoje mais de 30 mensagens no telemóvel a pedir a recandidatura de líder demissionário.
"Eu não sei, não estou no terreno, mas acredito que possa haver um movimento de reacção das bases e estruturas para que se recandidatar", mencionou o deputado do PSD.
Guilherme Silva diz que Jardim seria "um belíssimo candidato"
O deputado PSD na Assembleia da República, Guilherme Silva, afirmou hoje que a decisão do presidente do partido, Luís Filipe Menezes de convocar eleições directas é "o princípio do fim da crise", considerando que Alberto João Jardim seria "um belíssimo candidato".
Guilherme Silva falava à agência Lusa no Porto Santo onde se encontra, acompanhando a visita que o Presidente da República, Cavaco Silva, efectua aquela ilha do arquipélago da Madeira, tendo marcado presença na inauguração do hotel do Grupo Pestana.
Luís Filipe Menezes anunciou que vai solicitar, na próxima semana, ao Conselho Nacional do PSD, a convocação de eleições directas para 24 de Maio, às quais diz que não se vai candidatar.
"Espero que Luís Filipe Menezes seja coerente com o que disse", mantendo a decisão de não se recandidatar, sustentou o deputado social democrata madeirense.
Perguntado sobre quem teria mais possibilidades de suceder ao actual líder, Guilherme Silva salientou que todos os candidatos que se perfilam "têm qualidades, devendo agora demonstrar a sua disponibilidade", mas sem querer expressar preferência por qualquer nome.
Instado a pronunciar-se sobre uma hipotética candidatura de Alberto João Jardim à liderança do PSD nacional, o deputado insular opinou: "Acho que sim, seria um belíssimo candidato".
Guilherme Silva já havia elogiado a atitude de Luís Filipe Menezes, apontando que vem "promover uma clarificação".
Ribau Esteves abre a porta a recandidatura de Menezes
O secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, admitiu hoje a possibilidade de uma recandidatura de Luís Filipe Menezes, dizendo já ter conhecimento da decisão final do presidente demissionário e que esta será revelada antes do Conselho Nacional do partido.
"É preciso dar tempo para que todos apareçam e para que também saibamos - enfim, os que já sabemos temos de nos manter em recato, os que não sabem têm de gerir com a tolerância e paciência normal - qual vai ser a decisão do presidente do partido, se vai ser candidato ou não", afirmou, em declarações à imprensa na sede do PSD.
"Temos de esperar, tudo ficará claro no conselho nacional que ocorrerá na próxima semana", acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade de uma recandidatura de Menezes, Ribau Esteves recorreu ao "futebolês".
"Estas coisas é como dizia o João Pinto - não sei se se lembram, um rapaz que foi defesa direito do campeão nacional, o Futebol Clube do Porto. Sempre dizia que `prognósticos só no final do jogo´. Nestas matérias também aconselho todos a viver isto com todo o interesse, e no fim teremos as respostas a tudo", disse o secretário-geral social democrata.
"Luís Filipe Menezes é um homem que não foge. Conhecemo-lo há muitos anos, é um homem que dá corpo à luta. Mas gosta de lutas feitas com lealdade e seriedade. Como líder e como ganhador que é, entende que as disputas políticas devem estar abertas e franqueadas, e isto não foi nada do que ele teve de gerir durante estes seis meses", afirmou Ribau Esteves à imprensa, na sede do partido social-democrata.
Isaltino de Morais considera demissão "clarividente"
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, disse hoje que Luís Filipe Menezes teve "uma atitude clarividente" quando decidiu demitir-se da liderança do PSD e convocar eleições directas antecipadas para 24 de Maio.
"Foi uma atitude clarividente por parte do Dr. Luís Filipe Menezes. Não sou do PSD, como cidadão acho que há muitos nomes que se perfilam e têm a oportunidade de avançar e apresentar as suas alternativas. Quais as propostas diferentes que têm e qual o programa alternativo", disse o autarca à margem do torneio de ténis Open do Estoril.
Isaltino Morais, que abandonou o PSD depois de 30 anos de militância em litígio com a anterior direcção, presidida por Luís Marques Mendes, confessa que não ficou surpreendido com a demissão de Luís Filipe Menezes, anunciada ontem à noite.
"Eu não voto, não sou militante, mas naturalmente mentiria se dissesse que não me preocupa o que se passa porque foram 30 anos que dei ao PSD. Gostaria que tudo corresse bem e que o PSD encontrasse o líder adequado, até porque acho que era bom para o pais. Uma oposição credível é bom para o pais", sustenta.
"Precisamos que o PSD se reencontre", diz Pedro Silva Pereira
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, disse hoje que o PSD precisa "reencontrar-se" para poder vir a constituir uma alternativa credível de governação, mas evitou comentar a demissão de Luís Filipe Menezes da liderança social-democrata.
"Precisamos que o PSD se reencontre. Não é apenas uma questão de pessoas, isso seria um erro estratégico, precisamos que finalmente o PSD se reencontre com uma proposta política que possa consistir numa alternativa. Foi isso que o PSD não conseguiu fazer nos últimos três anos, vamos ver se será capaz de o fazer no futuro", disse o governante durante uma deslocação ao torneio de ténis Estoril Open.
O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, anunciou na quinta-feira que vai solicitar na próxima semana ao Conselho Nacional do partido a convocação de eleições directas para 24 de Maio e disse que não está na corrida.
Luís Filipe Menezes reconheceu que o partido está "muito doente", depois de ter apontado a "oposição interna nada corajosa de militantes", a "crítica permanente" e os "insultos pessoais" que, a seu ver, "destruíram o PSD, desgastaram a sua imagem de partido alternativo".
Miguel Macedo considera que Menezes deve acabar com equívoco sobre recandidatura
O ex-secretário-geral do PSD Miguel Macedo defendeu hoje que Luís Filipe Menezes deve esclarecer definitivamente se vai ou não recandidatar-se à liderança do partido para que o período de debate interno comece "sem equívocos".
"Não era bom que este período, que deve ser de serenidade e de reflexão, começasse com equívocos sobre a posição de cada um em relação àquilo que se vai seguir", declarou Miguel Macedo aos jornalistas, na Assembleia da República.
"Portanto era bom que, desde já, o presidente do partido em funções clarificasse definitivamente aquilo que entende que vai fazer a seguir: se de facto não é candidato ou se admite poder vir a ser candidato", acrescentou o deputado social-democrata.
O ex-secretário-geral do PSD reforçou que "era um contributo muito importante terminar desde já com esse equívoco", não dando por adquirido que Luís Filipe Menezes está "fora da corrida" pela liderança do partido apesar deste o ter afirmado ontem.
De acordo com Miguel Macedo, a dúvida sobre a recandidatura de Luís Filipe Menezes não traz "nada de bom para o período que o partido tem de viver, de reflexão, de encarar com confiança um período novo".
"Ainda estamos a tempo de derrotar o PS e mudar a política", considerou o ex-membro da direcção de Marques Mendes.
O PSD tem agora de "encontrar com serenidade uma solução que responda aos anseios e aos problemas dos portugueses", afirmou, escusando-se a apontar qual é na sua opinião a "melhor escolha" para liderar o PSD.
Segundo Miguel Macedo, o que aconteceu na quinta-feira "foi uma declaração de incapacidade do presidente do partido para liderar a oposição em Portugal".
O deputado social-democrata defendeu que até às eleições directas o partido deve debater matérias como os impostos, a saúde e a educação.
"É nisso que o partido se deve concentrar. Espero portanto que não se cometam erros do passado em que o partido discuta o acessório e não o essencial", disse.
Pacheco Pereira considera um "golpe puro" o prazo dado por Menezes para directas antecipadas
O comentador político José Pacheco Pereira considerou hoje que o prazo de um mês dado pelo líder do PSD, Luís Filipe Menezes, para a realização de eleições directas antecipadas é "um golpe puro" e impede a discussão dentro do partido.
Pacheco Pereira comentou hoje, no seu blogue 'Abrupto', a situação actual do PSD e o anúncio da convocação de eleições antecipadas pelo líder do partido, Luís Filipe Menezes, para 24 de Maio.
"O prazo para as directas é um golpe puro, destina-se a que não haja discussão nenhuma, e que não haja possibilidade de organização alternativa capaz", afirmou o ex-líder Parlamentar do PSD.
José Pacheco Pereira considerou ainda que Luís Filipe Menezes "está a fazer mais uma rábula para regressar com um projecto inquisitorial" e salientou que "só há duas lógicas de candidatura possíveis" para se oporem a Menezes.
"Uma, de 'unidade do partido', uma personalidade que pela sua autoridade nacional, prestígio interno e externo, possa travar o caminho para o espatifar do partido, e ser credível face ao PS; outra, de ruptura, que esteja disposta a correr todos os riscos, inclusive o de perder, para dar uma volta na situação interna do PSD e restituir-lhe o papel reformista que já teve na vida pública portuguesa".
"A lógica de Menezes é espatifar para ficar agarrado ao caco maior, a que vai chamar PSD", concluiu Pacheco Pereira.
Distrital de Santarém sugere directas em Junho para "arrumar a casa"
O presidente da distrital de Santarém do PSD, Vasco Cunha, sugeriu hoje que as eleições directas do partido sejam realizadas em Junho para aproveitar "a última oportunidade" de "arrumar a casa".
Vasco Cunha, que apoiou Marques Mendes nas últimas eleições directas do PSD, considerou "preferível aumentar um pouco mais o período do debate interno" após 24 de Maio, mas realça as "responsabilidades eleitorais logo após o Verão", com as eleições regionais no arquipélago dos Açores.
O líder da estrutura distrital considerou "absolutamente prematuro" destacar qualquer possível candidato à liderança do partido.
"Quem considerar que tem um projecto credível para apresentar ao PSD e que consegue mobilizar o partido (...) e estar em condições para mobilizar o país para aquilo que, em 2009, consideramos que é determinante, acho que essas pessoas devem dar um passo em frente e anunciar as suas candidaturas", explicou.
Segundo Vasco Cunha, "os portugueses não estão, propriamente, com muita paciência para aturar os problemas internos do PSD, desejam, sobretudo, soluções para os problemas com que se confrontam no dia-a-dia".
"Eu não sei se foram seis meses perdidos, agora, admito que muitas das mensagens que o PSD passou para o país, quer sejam as provenientes de críticos à direcção nacional, quer sejam algumas da direcção, não terão sido bem percepcionadas pelo país e pelos portugueses", avaliou.
Para o líder da distrital de Santarém é necessário aproveitar a "última oportunidade" para "arrumar a casa" e concretizar "uma alternativa credível" para o ciclo eleitoral de 2009.
Líder distrital de Braga desafia críticos de Menezes a serem coerentes candidatando-se à liderança
O líder da distrital de Braga do PSD, Virgílio Costa, desafiou hoje, em declarações à Lusa, os críticos de Menezes, Pacheco Pereira, Miguel Veiga, Aguiar Branco, António Borges e Pedro Passos Coelho a "serem coerentes" candidatando-se à liderança do partido.
"Chegou a hora desses putativos candidatos, todos eles mas em especial o doutor Pacheco Pereira, dizerem ao país quais as suas propostas e projectos, quer para o partido quer para a governação", afirmou Virgílio Costa.
Sustentou ainda que "como se trata de gente de bem e com palavra", devem ser consequentes com os seus actos.
Menezes "não sabia o que havia de fazer", acusa o Bloco de Esquerda
O Bloco de Esquerda (BE) explicou hoje a crise no PSD com as dificuldades de "um partido clientelar fora do poder" e considerou Luís Filipe Menezes um líder que "não sabia o que havia de fazer".
Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado bloquista Fernando Rosas afirmou que o PSD é hoje um partido "sem objectivo, sem Norte" e "um período de turbulência" para a escolha de num novo líder.
Para o parlamentar do BE, o PSD vive hoje uma "dupla dificuldade", a começar pela "dificuldade que têm todos os partidos clientelares quando estão fora do poder e vêem parte das suas elites passar para o campo que tem o poder".
A segunda dificuldade, explicou, advém do facto de "o PS estar a ocupar o espaço político, de centro-direita, do PSD".
Fernando Rosas antevê agora "um período de turbulência" nos sociais-democratas na tentativa de encontrar um sucessor para Filipe Menezes, que define como alguém que "não teve grande orientação, não sabia o que fazer".
Miguel Veiga considera que a decisão de Meneses só é surpreendente na aparência
Miguel Veiga, fundador do PSD, considerou hoje que a demissão de Filipe Menezes da liderança do partido "só na aparência é que é surpreendente".
"Ele e o seu grupo foram vítimas de si mesmo", acrescentou. Miguel Veiga sustentou que a liderança de seis meses de Menezes "foi inconsistente e irrelevante".
"É o que nos chega das sondagens, dos politólogos, dos analistas e dos comentadores. Ele e o seu grupo só de si se podem queixar", frisou Miguel Veiga.
Em declarações à Lusa, o advogado considerou que a atitude de Menezes é "uma manobra de diversão que não ilude ninguém", comparando a sua actuação com os "desatinos e desgovernos que levaram Santana Lopes a perder o poder".
"Ainda há pouco tempo, Meneses dizia peremptoriamente que não saía nem à bomba. A conclusão lógica que se pode tirar é que implodiu, uma vez que foi ele próprio que se demitiu", sustentou.
Miguel Veiga manifestou-se, no entanto, "preparado para outras surpresas". "Disse [quinta-feira] que não estava na corrida. Então, eu pergunto, porque é que marca um prazo tão curto e tão inadequado para as próximas eleições?", questionou.
O advogado considerou que "um prazo tão curto só pode beneficiar quem já está no terreno".
"Ângelo Correia já disse que apoiaria a recandidatura de Filipe Menezes, o que faz presumir que mais uma vez, contrariamente ao que ele diz, se vai recandidatar", adiantou Veiga.
O advogado salientou que a "inconstância de Meneses é uma permanente constância da sua personalidade política".
Em seu entender, esta demissão "não passa de outra manobra para, entretanto, se fazer renascer das cinzas, depois de ter 'implodido. É mais uma tentativa de se relegitimar", disse.
"Limito-me a interpretar os factos", frisou. Sobre os possíveis candidatos à liderança do PSD, Miguel Veiga disse que "perante a disponibilidade de Aguiar Branco, a dúvida em relação a Passos Coelho e os indícios sobre a disponibilidade de Manuela Ferreira Leite" prefere aguardar até que "as próprias pessoas se declarem disponíveis".
"Apoiarei o candidato que apresentar um projecto próprio, credível e fiável e aquele que eu considerar ter maior capacidade federadora dentro do partido, para reunir as diversas sensibilidades e criar uma verdadeira alternativa ao PS, que não existe", acrescentou.
Líder da distrital de Portalegre surpreendido, mas considera correcta decisão de Menezes
O presidente da distrital de Portalegre do PSD, Pedro Lancha, mostrou-se surpreendido com a demissão de Luís Filipe Menezes da liderança do partido, apesar de considerar a decisão "correcta".
"Eu esperava que isto viesse a acontecer só no Verão, mas acontece agora, o que revela que Luís Filipe Menezes é um homem inteligente e que tomou a decisão correcta", afirmou o líder social-democrata de Portalegre, em declarações à agência Lusa.
Na opinião do presidente da comissão política distrital de Portalegre do PSD, "tem havido falta de apoio ao líder e de pessoas capazes de enfrentar um governo com uma grande máquina montada".
Depois de lembrar que não apoiou Menezes na corrida à liderança do PSD, mas também não foi um "apoiante cego" de Marques Mendes, Pedro Lancha considerou ser "cedo" para avançar com uma declaração de apoio a um eventual candidato."Está tudo muito baralhado e nublado", justificou.
No entanto, o líder do PSD de Portalegre considerou Manuela Ferreira Leite "uma pessoa válida ao partido", embora tenha andado "afastada" nos últimos tempos.
O dirigente social-democrata afirmou, por outro lado, que a convocação de eleições directas para o dia 24 de Maio "não oferece aos possíveis candidatos à liderança muito espaço de manobra".
Autarca do Funchal apoia decisão de Menezes e diz que Jardim seria "um grande líder" nacional
O presidente da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, membro da mesa do congresso nacional do PSD, apoiou hoje a decisão do líder do partido, Luís Filipe Menezes, de convocar directas antecipadas
e desafiou as "estrelas" a assumirem a candidatura.
Instado a comentar se "alguém é capaz de salvar este PSD", Miguel Albuquerque aponta que "o dr. Alberto João Jardim seria neste momento, de facto, um grande líder do PSD e teria todas as condições para fazer oposição incisiva a este governo".
O autarca da capital da Madeira considera que, apesar desta situação "não vir ajudar em nada o PSD", face à proximidade de eleições, "o dr. Luís Filipe Menezes fez bem em convocar" directas antecipadas para 24 de Maio.
"Acho que a convocatória é importante. Agora espero que as estrelas que andaram a contestá-lo se candidatem e ganhem as eleições em 2009, se ganharem o congresso", defende.
Autarcas da Maia e Valongo "surpreendidos" com atitude de Menezes
O presidente da Câmara da Maia, o social-democrata Bragança Fernandes, afirmou-se hoje "surpreendido" com o abandono de Luís Filipe Menezes da liderança do PSD, mostrando-se preocupado com o futuro do partido.
"Não sei o que poderá acontecer", afirmou o autarca, para quem "Menezes deve recandidatar-se". Sustentou, no entanto, que Menezes tomou a decisão correcta", porque "tem sido atacado internamente". "Estava numa posição delicada", disse.
"As pessoas não estavam a dar o real valor que Menezes tem desenvolvido no PSD", defendeu Bragança Fernandes, à entrada para uma reunião ordinária da Junta Metropolitana do Porto.
Também o presidente da Câmara de Valongo, o social-democrata Fernando Melo, manifestou hoje a sua surpresa com a decisão de Luís Filipe Menezes de se demitir.
Deputado Patinha Antão junta-se a apelo à recandidatura de Menezes
O deputado Mário Patinha Antão juntou-se hoje aos apelos de Fernando Negrão e dos líderes das distritais do Porto e de Beja para que o presidente demissionário do partido se recandidate nas eleições directas de Maio.
"Não só apoio como exorto o dr. Luís Filipe Menezes a recandidatar-se", disse o deputado aos jornalistas, no Parlamento, afirmando-se "convencido de que (Menezes) continuará a liderar o partido" e que tem condições para ganhar as eleições.
Castro Almeida não tem dúvidas que Menezes vai recandidatar-se
O social-democrata Castro Almeida, líder da segunda lista mais votada ao Conselho Nacional do PSD no Congresso de Torres Vedras, afirmou-se hoje "plenamente convencido" que Luís Filipe Menezes vai recandidatar-se à liderança do partido.
"Se o doutor Menezes diz que não está na corrida e que basta, se o conheço, isso quer dizer que vai ser candidato outra vez", afirmou Castro Almeida, à entrada para uma reunião ordinária da Junta Metropolitana do Porto.
"Os seus amigos vão-lhe pedir e ele vai fazer um discurso a dizer que não vira as costas aos militantes e volta a apresentar-se como candidato", sustentou o autarca de S. João da Madeira.
Jardim diz que "paira sobre todas as trapalhadas do Continente"
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, escusou-se a comentar a demissão de Luís Filipe Menezes da liderança do PSD, afirmando que paira "sobre as trapalhadas todas do Continente".
"Como não estou demissionário, visto ser membro por inerência da comissão política nacional, eu pairo por cima dessas trapalhadas todas do Continente", declarou Alberto João Jardim à agência Lusa antes de embarcar para o Porto Santo, no âmbito da visita oficial que o Presidente da República efectua à Madeira.
Jardim escusou-se ainda a fazer qualquer apreciação sobre as candidaturas que se perfilham à liderança do PSD.
Ribau Esteves defende que demissão de Menezes deve servir para partido "ganhar juízo"
O secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, considerou que a demissão de Luís Filipe Menezes deve servir para o partido "ganhar juízo" e rejeitar a "mania doentia de alguns" militantes."O presidente do PSD decidiu demitir-se para que o partido tenha o seu momento de verdade", justificou, ao intervir na Lousã, durante uma iniciativa partidária.
Ribau Esteves criticou "a mania doentia que alguns companheiros têm de que são sempre mais importantes do que todos" no seio do PSD.
Passos Coelho faz declaração política hoje a esclarecer se vai candidatar-se à liderança
O dirigente social-democrata Pedro Passos Coelho vai fazer hoje, ao fim da manhã, em Lisboa, uma declaração política a esclarecer se vai candidatar-se às próximas eleições directas para a liderança do PSD.
"Farei uma declaração política amanhã (hoje) perto da hora do almoço a esclarecer a minha posição. Essa declaração política será feita em Lisboa", declarou à agência Lusa Pedro passos Coelho.
PS diz que sociais-democratas transmitiram ao país mais uma manifestação de instabilidade
O porta-voz do PS, Vitalino Canas, afirmou que o PSD transmitiu ao país "mais uma manifestação de instabilidade", enquanto o seu partido se assume como "a única referência de estabilidade" política em Portugal.
Capucho diz que Menezes "teve momento de lucidez" e afasta candidatura à liderança
O presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, considerou que Luís Filipe Menezes teve "um momento de lucidez" ao anunciar a convocação de eleições directas no partido.
"Deve ter feito uma reflexão e ter tido um momento de grande lucidez percebendo que não tem condições objectivas para liderar a luta da oposição ao Governo Sócrates", afirmou Capucho, em declarações à Agência Lusa.
Convocação de directas para daqui a um mês é "precipitação grande", diz Carlos Encarnação
O social-democrata Carlos Encarnação considerou que a proposta de convocação de eleições directas no PSD para 24 de Maio constitui "uma precipitação grande", defendendo um prazo mais alargado.
"Não querendo o Dr. Luís Menezes ser candidato outra vez, tenho a impressão que era prudente que o Conselho Nacional [do PSD] desse um prazo mais alargado para a apresentação de candidaturas e para o recurso às eleições directas", disse hoje o presidente da Câmara de Coimbra à agência Lusa.
Carlos Coelho espera aparecimento de "liderança mobilizadora"
O líder dos sociais-democratas no Parlamento Europeu, Carlos Coelho, disse esperar o aparecimento de "uma liderança mobilizadora" do PSD que "construa uma solução ganhadora para 2009", na sequência do anúncio da demissão de Luís Filipe Menezes.
O coordenador do grupo parlamentar do PSD no Parlamento Europeu afirmou hoje à Agência Lusa, em Bruxelas, "compreender" a demissão do actual líder numa altura em que o PSD "estava a baixar nas sondagens, com acentuadas divergências internas e sem capacidade para falar para os portugueses e constituir-se como alternativa credível a Sócrates e ao PS".
Para Carlos Coelho, "cabe agora escolher, no maior esforço de unidade possível, uma liderança mobilizadora de todo o partido, que aposte na formação de quadros e que construa uma solução ganhadora para 2009 tornando a ser a esperança dos portugueses cansados da desgovernação socialista".
Guilherme Aguiar defende que Menezes "faz falta ao partido e ao país"
O dirigente social-democrata e vereador na Câmara de Gaia Guilherme Aguiar defendeu que a recandidatura de Luís Filipe Menezes à liderança do PSD, considerando que "faz falta ao partido e ao país".
"O doutor Menezes faz falta ao partido e ao país. É indiscutível, na minha opinião e na opinião da esmagadora maioria dos militantes de base, aquele que podia ser a verdadeira alternativa ao poder exercido pelo Partido Socialista", disse Guilherme Aguiar.
O vereador do autarquia de Gaia e membro do Conselho de Jurisdição do PSD sublinhou que terá de ser Luís Filipe Menezes a decidir recandidatar-se e admite que "o cansaço dele é demasiado".
Azevedo Soares considera que eleições "antecipadíssimas" só terão utilidade se puserem fim à crise
Azevedo Soares, ex-vice-presidente do PSD na liderança de Marques Mendes, afirmou que a convocação de eleições "antecipadíssimas" convocadas por Menezes "só terá utilidade se permitir que apareça alguém que altere o rumo dos acontecimentos".
"É patente para todos que o PSD atravessa uma crise séria há já vários meses. Esta convocação de eleições antecipadíssimas só poderá ter algum interesse e alguma utilidade se permitir que apareça algum militante do PSD com estatuto político suficiente que altere o rumo dos acontecimentos e ponha o partido em condições de vencer as eleições em 2009", disse, em declarações à Lusa.
Se não permitir isso, "será mais um episódio neste período menos feliz da vida do PSD e deixará os militantes numa situação desconfortável", acrescentou.
Para Azevedo Soares, "os militantes não devem estar satisfeitos com a situação política que o PSD vive há meses e têm legítimas aspirações a um partido melhor".
Quanto ao melhor nome para "alterar o rumo dos acontecimentos, o ex-dirigente "mendista" disse que só se irá pronunciar "se verificar que é caso disso".
José Cesário "incrédulo" com o anúncio de Menezes
O presidente da distrital do PSD de Viseu, José Cesário, disse estar "incrédulo" com o anúncio feito por Luís Filipe Menezes de solicitar eleições directas, às quais não se recandidatará.
"Estou incrédulo com toda esta situação. Foi uma surpresa absoluta, não estava nada à espera", afirmou José Cesário à Agência Lusa.
O líder da distrital de Viseu disse que, por agora, aguardará "por explicações mais completas do que se está a passar".
"Só depois disso e de me reunir com os responsáveis das secções do distrito é que será tomada uma posição", acrescentou.
Guilherme Silva defende que as "directas" sejam já porque o próximo líder precisa de tempo
O deputado social-democrata madeirense Guilherme Silva afirmou que concorda com a decisão do presidente do partido, Luís Filipe Menezes, de convocar eleições directas, alegando que o próximo líder precisa de tempo para afirmar uma alternativa ao Governo
Em declarações à agência Lusa, Guilherme Silva, vice-presidente da Assembleia da República, começou por referir que nas últimas eleições directas do PSD não apoiou Luís Filipe Menezes.
Sobre a decisão do presidente do partido de convocar eleições directas, Guilherme Silva elogiou a atitude de Luís Filipe Menezes de "promover uma clarificação".
"É bom que as eleições directas no PSD aconteçam já, porque o novo líder do partido precisa de tempo para se afirmar tendo em vista o próximo ciclo eleitoral", declarou Guilherme Silva.
"Mas, recandidate-se ou não à liderança, todas as suas opções são legítimas. Qualquer que seja a sua decisão, não vou ficar espantado", frisou.
Fernando Negrão defende recandidatura de Menezes
O deputado social-democrata Fernando Negrão defendeu a recandidatura de Luís Filipe Menezes à liderança do PSD, considerando que a demissão do líder social-democrata foi "um murro na mesa" para pôr fim a um "clima autofágico".
"Acho que deveria recandidatar-se porque a legitimidade foi-lhe dada por um período de tempo que está muito aquém de ter terminado", disse à Lusa o deputado social-democrata e vereador na Câmara de Lisboa Fernando Negrão.
Marco António Costa diz que recandidatura de Menezes é "indispensável"
O líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, considerou "indispensável" que Luís Filipe Menezes se recandidate à liderança do partido e afirmou ter recebido o incentivo de militantes e dirigentes a essa recandidatura.
"Seria útil. Acho que era indispensável", disse o vice-presidente da Câmara de Gaia e líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, no programa "Corredor do Poder", da RTP.