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25 de Novembro no ensino, s.f.f.

8:00 Segunda-feira, 7 de Abr de 2008
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A autoridade do professor nasce de um "trade-off": o professor transmite conhecimento ao aluno e, em troca, recebe o respeito do dito aluno; o aluno respeita o professor porque sabe que precisa do dito professor para absorver o conhecimento necessário. Sucede que o Ministério da Educação português destruiu esta velha troca. Hoje, o conhecimento é irrelevante na avaliação do aluno. Toda a gente sabe que os adolescentes acabam o secundário sem saber escrever correctamente. Os professores estão 'proibidos' de chumbar os alunos mesmo quando estes não sabem escrever. Chumbar um aluno é um acto 'reaccionário' - eis a verdade absoluta que os burocratas e pedagogos do Ministério impuseram aos professores. Perante isto, os alunos deixaram de respeitar o professor. Naturalmente: já não é preciso 'aprender' para passar de ano.

Desde 1976, os pedagogos do Ministério trouxeram para a escola pública a infantilidade da moral marxista. Este marxismo aplicado à pedagogia só vê duas coisas: os maus/opressores (os professores) e os bons/oprimidos (os alunos). E qual é a autoproclamada missão destes pedagogos? Resposta elementar: libertar os alunos do jugo reaccionário dos professores (e dos pais). Durante trinta anos, este 'eduquês' marxista preparou aquilo que hoje vemos todos os dias nas nossas escolas: a ditadura da criançada (a versão brincalhona da ditadura do proletariado). O Ministério matou propositadamente a autoridade pedagógica e disciplinar dos professores.

No campo do ensino, Portugal ainda não saiu do PREC. Existe uma vanguarda marxista que tudo controla a partir do Ministério. Os professores deviam vestir a pele de comandos pedagógicos e fazer um 25 de Novembro na educação. E deviam fazer esse 25 de Novembro com o seguinte lema: 'Escola pública não é sinónimo de ensino centralizado'. Os professores de Braga ou de Loures não devem obediência aos burocratas confortavelmente sentados na cadeira ideológica da Av. 5 de Outubro.

Mentiram sobre a globalização

Os europeus não têm dado o devido destaque a um fenómeno novo: a aquisição de grandes empresas europeias por parte de companhias asiáticas. Por exemplo, a Tata (empresa indiana) adquiriu a Jaguar. E por que razão esta mudança de paradigma económico não merece destaque na Europa? Porque a vitalidade asiática nega a narrativa do costume sobre a globalização. Durante as últimas décadas, os europeus deixaram-se embriagar pelo seguinte cacho de mitos retirados da vulgata marxista: a globalização não passa de imperialismo ocidental; a globalização enriquece os ocidentais e empobrece o resto do mundo. Mas os factos são sempre uns velhacos para as vulgatas esquerdistas. E o que dizem os factos? Que a globalização está a enriquecer o tal resto do mundo. A prova está aí: empresas europeias em bolsos asiáticos.

São imensas as causas que explicam a ascensão asiática e o declínio ocidental. Destaco apenas uma: nas escolas asiáticas, os professores são todos 'reaccionários', isto é, têm autoridade pedagógica e disciplinar sobre os seus alunos.

Henrique Raposo

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Moinhos de vento
Manuel Almeida (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 19:25 | Segunda-feira, 7 de Abr de 2008
Henrique Raposo soa como aqueles delinquentes que quando são apanhados em flagrante delito se apressam a negar o seu mais que evidente crime e a atribuir as culpas a um terceiro, naturalmente, inocente.

Desde 1976 três partidos estiveram sempre no poder em Portugal (PS, PSD e CDS). Mais nenhum partido dos que hoje têm assento parlamentar esteve no poder, ou sequer perto dele desde essa altura. Vão mais de 30 anos. Dessa época longínqua não deve restar um único aluno que ainda o seja, e poucos serão os professores ainda no activo.
 
Henrique Raposo em vez de atribuir o desastre do ensino, como seria lógico e racional, ao “solicialismo” à “social-democracia” (primeiro a AD, depois o PSD esteve 10 anos com maioria absoluta no Governo e depois regressou em coligação com o CDS) ou mesmo à “democracia cristã” (era dessa área o celebrado ministro Roberto Carneiro que tantas e tão profundas reformas introduziu no ensino português), acusa o PREC. Está no domínio do totalmente ridículo.

Por outro lado a sua fonte inspiradora não são os bons exemplos que funcionam ou funcionaram noutros países, mas antes a situação do passado, o regime de antes do 25 de Abril, altura em que o país tinha, num mundo já bastante instruído, a maior taxa de ... analfabetos. Cada um escolhe a sua inspiração. Henrique Raposo está, pois, no seu inteiro direito, mas é por esse tipo de opções que estamos à décadas nesta situação de extraordinário atraso.

O qui pro quo de Henrique Raposo com o marxismo, parece do mesmo tipo do de D. Quixote com os moinhos de vento. Inventa inimigos imaginários para ter com que se entreter.

Não ver a realidade tal como ela é não ajuda a resolver os problemas.
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Re: 25 de Novembro no ensino, s.f.f.
kardos (seguir utilizador), 1 ponto , 2:09 | Quinta-feira, 10 de Abr de 2008
Sieg Heil!!!!
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Não sei se terá interesse...
aguafria (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Domingo, 13 de Abr de 2008

As causas são múltiplas. Não sei se vala a pena enquadrar o problema dessa forma ideológica, anti-marxista.

Mas que falta autoridade ao professor - merecida, conhecida, reconhecida, aceite, imposta... - lá isso falta.

A escola tem que ser uma "casa de educação", de formação, de vida.
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