Lisboa, 31 Mar (Lusa) - A União Budista Portuguesa e o Grupo de Apoio ao Tibete promoveram hoje, Dia de Acção Global pelo Tibete, uma concentração em frente ao Comité Olímpico de Portugal, em Lisboa, exigindo que a Tocha Olímpica não passe por aquela região asiática.
A vigília reuniu cerca de meia centena de apoiantes.
"Não à Tocha Olímpica no Tibete!", é o lema que dá corpo à carta que a União Budista Portuguesa irá entregar pessoalmente ao presidente do Comité Olímpico Português para que a Tocha não atravesse aquela região enquanto os seus habitantes são reprimidos.
Para Paulo Borges, presidente da União Budista Portuguesa, a passagem da Tocha Olímpica pelo Tibete representa "uma acção perversa de provocar implicitamente o povo tibetano", face à luz dos acontecimentos que têm ocorrido no país.
Ele receia que tal "possa gerar mais actos de violência e de repressão para com o povo tibetano".
Não sendo contra um eventual boicote dos Jogos Olímpicos, Paulo Borges defende que "que um boicote à abertura oficial dos Jogos Olímpicos seria uma forma firme e energética da parte da comunidade internacional, de marcar o seu distanciamento face à actual politica do governo chinês".
De qualquer modo, no seu entender, os Jogos Olímpicos de Pequim 08, ficarão "desde já manchados pelo sangue de vários inocentes".
A chama dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 chegou hoje à Praça Tiananmen, o centro simbólico e político da capital chinesa, para iniciar o seu maior percurso de sempre.
A chama percorrerá 137 mil quilómetros em 130 dias, passando por cinco continentes, 21 cidades de todo o mundo (incluindo Macau) e subirá, pela primeira vez, 8.844,43 metros até ao topo do Evereste, a mais alta montanha do mundo.
No mundo inteiro, cerca de 150 organizações de apoio ao Tibete apelaram hoje ao presidente do Comité Olímpico Internacional para que seja cancelada a passagem da Tocha Olímpica por aquela região.
Activistas da causa tibetana anunciaram já manifestações para quando a chama olímpica passar em Londres (06 de Abril), em Paris (no dia seguinte) e em São Francisco (9 de Abril).
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