09/02/2010 actualizado às 16:48
Actualidade Comunicado da Direcção do Expresso  «  Actualidade  « Página Inicial |

Comunicado da Direcção do Expresso

A recusa de publicação, por parte da direcção do Expresso, de um texto de Dóris Graça Dias sobre o livro 'Rio das Flores', de Miguel Sousa Tavares, levou a autora a queixar-se de ter sido vítima de censura.

19:28 Segunda-feira, 4 de Fev de 2008
Deixe aqui o seu comentário 30 comentários   [5966 visitas]
Aumentar Texto Diminuir Texto Link para esta página Imprimir Enviar por email
del.icio.us technorati digg facebook myspace reddit google search.live newsvine

O director do Expresso e o, à data, editor do Actual consideraram que o texto da colaboradora do Expresso não tinha qualidade mínima para ser publicado. Para crítica faltava-lhe o respectivo enquadramento, por exemplo: Onde se passa a acção da obra? Quais as suas personagens? Qual o tempo histórico que abarca? Estes, são pontos comuns a qualquer crítica, seja ela jornalística ou académica, e que não podem ficar descurados sob pena de o texto ficar como a jornalista o deixou: um mero ataque pessoal ao autor, feito do alto de uma arrogância hostil e de um preconceito (veja-se a entrada do texto) que não se coadunam com as boas práticas do Expresso nem com a nossa conduta.

O editor sugeriu à autora que o texto fosse refeito, de forma a entrar em linha de conta com o respectivo enquadramento. Tal foi por ela recusado.

Face às acusações de censura - que Dóris Graça Dias terá de provar nos fóruns próprios, porque é uma acusação grave prevista e punida na lei - e perante a publicação desse texto noutros jornais (tendo o mesmo sido fornecido pela própria), decidimos nós também publicá-lo neste espaço. Para que se compreenda a nossa boa fé e para que se compreenda a má fé de quem nos acusa.

A reacção de Dóris Graça Dias já tinha motivado um pedido de parecer ao Conselho de Redacção, o qual emitiu um comunicado cujas conclusões também aqui divulgamos. (ver relacionado no final deste texto)



TEXTO DE DÓRIS GRAÇA DIAS
A Redacção

Perdoe-se a franqueza. Há "parti-pris" que batem certo, mas para que a relativa se comprove, há que analisar o objecto sob suspeita

Anunciada como obra de mais de 600 páginas, com uma tiragem de 100 mil exemplares, esta, antes de ser já o era: "As pré-vendas on line do novo romance de Miguel Sousa Tavares, Rio das Flores, registaram mais de mil encomendas durante as primeiras 24 horas, um facto inédito para um autor português. O livro, cujo lançamento está marcado para dia 25 de Outubro, só chega às livrarias no dia 29." Informava a editora a 19 daquele mês. Fomos pesá-lo numa simples balança de cozinha - fazia-nos falta este elemento informativo: 900 gramas. Suspense, marketing, quantidade, peso... faltava só verificar o que em literatura parece ser perfeitamente secundário: a qualidade.

Isso aí, isso aí... já nos parece mais subjectivo. Será? Comecemos pelos pastiches. E que tal uns "vencidos da vida" transpostos para fins de 1920? Não se chamam Carlos nem Ega, mas enfim, ecoa ali Eça que é um mimo. E um cheirinho a faenas, a caça às perdizes - tão do gosto da pessoa do autor (que maldade confundir egos e alter egos, mas há quem se ponha a jeito) -, coisas de homem, muito lido em Hemingway (cá entre nós, que ninguém nos ouve, um Nobel uma bocadito forçado)? Mas enquanto Hemingway nos faz balançar e zangar nos nossos "parti-pris" (mais uns) relativamente a touradas, caçadas, pescarias e coisas afins, com MST ficamos na mesma. Nenhuma simulação de exaltação, nenhuma garra, nenhuma inspiração; o que temos é uma morna descrição de gestos pouco cinematográficos, um descritivo meio jornalístico, longínquo ainda do despachado Hemingway.

E por falar em descritivo meio jornalístico, este romance, que nas palavras do próprio autor se deseja histórico, quando entra por esse caminho, regista um tom de Selecções do Reader's Digest. Por vezes, parece que estamos numa sala de cinema nos anos 60, vendo e ouvindo os registos informativos que a censura nos impingia antes de um qualquer Música no Coração; outras, lembra-nos certos programas televisivos em que vemos imagens em movimento muito queimadas de um qualquer "raid" aéreo da 2ª Guerra Mundial acompanhadas de sínteses vocálicas bem colocadas mas, contudo, sínteses.

Quanto às variantes descritivas de centros históricos, áreas urbanas, edifícios-chave, o tom é de prospecto turístico, onde não falta a curiosidade histórica, a anedota com personalidade internacional, a listagem de um menu, estilo: quando ir, como ir, onde ficar, o que e onde comer. Já agora convém referir que os citados hotéis Negresco e Carlton ficam, respectivamente, em Nice e em Cannes, daí que dizer que o arquitecto francês Joseph Gire, autor da "arquitectura do Copacabana Palace [se inspirara] nas do Negresco e do Carlton, de Nice" (pág. 327) tem qualquer coisa, no mínimo, de precipitado. E inútil, já que quem conhece, conhece; quem não conhece, fica na mesma.

Romance, romance... como a palavra anda desgastada. Quanto mundo é preciso percorrer, aprender, ter para escrever um romance. Quanta atenção é preciso despender, quanta imaginação converter, quanta distância compreender. Criar personagens não se basta por um acumular de lugares comuns, somando diferenças ilustrativas de tipos; há que não ser anacrónico na linguagem, nas exigências existenciais, nos enquadramentos territoriais. Se se pretende descrever uma mulher, convém olhar bem para elas, sob pena de se ser apenas grosseiro, quando se pretendia ser airoso. Para escrever um romance há que ser um "flâneur" e não um "poseur". Ou seja: perder-se e não julgar-se, à partida, encontrado.

Tudo o que MST disser sobre a sua própria escrita, o seu romance histórico é gratuito. Que o escreveu a pedido de muitas famílias, que passou três anos muito duros, quase dois a documentar-se e um fechado em casa a escrever, sem viajar: nada disto interessa a um leitor; nada disto interessa à literatura. É exactamente esta inversão de valores que faz de Rio das Flores uma obra menor, tão igual a um qualquer exercício de menino de escola semi-deitado de lado sobre o papel, trincando a língua num esforço de saliva e olhos estrábicos confluindo no bico da caneta. "Bela Redacção!": diz o professor, relativizando o esforço e a idade do garoto.

Mas MST não é um garoto e se quer usar o seu nome, devia exigir mais de si do que a simplicidade de uma obra pretensamente bem engendrada. Em literatura isso não existe. Se pretende fixar história, nada como perder três, seis, doze anos a estudar uma época, para a registar - em 100 páginas; se quer escrever um romance, nada como reflectir sobre o que é a literatura, ler muito, e bem, que é como quem diz: perder-se. E se nunca se conseguir encontrar para escrever, ninguém lho levará a mal!

Dóris Graça Dias

Rio das Flores
de Miguel Sousa Tavares
Oficina do Livro, 2007
632 págs., € 29

Relacionados
04 Fev 2008 Comunicado do Conselho de Redacção do ...
[2226 visitas]
30 comentários
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
Mera participação...
aukistuxego (seguir utilizador), 2 pontos , 22:54 | Segunda-feira, 4 de Fev de 2008
Não li o livro nem penso comprá-lo, portanto não posso ter opinião, mas lá que o marketing foi efectuado, lá isso foi...De qualquer forma quero aqui dizer que tenho um conceito próprio do que se pode considerar literatura. Penso que é toda a escrita que acrescenta alguma coisa aos nossos conhecimentos atravez do exercício da elequência, dando-nos a conhecer o passado histórico, para melhor perspectivarmos o futuro e o que é mais importante nos levar a ser melhores, mais exigentes, levar-nos a distinguir o bem do mal, sermos mais tolerantes, melhorando assim o Mundo em que vivemos, enfim sermos mais cultos... O resto é puro entretenimento...
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Comentário é uma coisa, critica literária é outra
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 1:55 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
Creio que a cooperadora do Expresso, Graça Dias, deveria ter um perfeito conhecimento de que epistemologicamente critica literária é um género literário que tem de obedecer a um dado padrão de qualidade e a um conjunto de regras, enquanto que o comentário, porque tem um estatuto epistemológico muito mais modesto não terá de obedecer às mesmas regras e exigências, isto é, quem faz critica literária tem uma dada autoridade epistemológica ao nível do contexto linguístico, onde, exerce essa função. Se não tem essas competências, os jornais não deviam seleccionar pessoas incompetentes para essa tão nobre tarefa.

          O texto em apreço de facto, na minha opinião, não pode ser considerado, de critica literária, é, sim, um comentário azedo, tipo critica social, a uma obra.

          Julgo, no entanto, que poderia ter sido publicado com uma nota da redacção a retirar-lhe o estatuto de critica literária e a editá-lo como um mero comentário, tendo ou não a senhora direito a uma eventual prioridade por ser cooperadora, porque em relação à esmagadora maioria dos cidadãos os jornais não têm, como prática universal publicarem os seus comentários

          Julgo também que os cooperadores do Expresso estão sujeitos ao estatuto Editorial do jornal que deverão respeitar quer em termos do exercício da liberdade de expressão, mas também da qualidade.

          Em conclusão o texto da cooperadora não corresponde ao conceito de critica literária, pelo que, como tal o Expresso, fez bem, em minha opinião, ao não publicá-lo, poderia ter optado por publicá-lo, como comentário com a respectiva tomada de posição do conselho de redacção. Teria sido uma atitude à países nórdicos que muito teria beneficiado o Expresso.

          Os nórdicos e os orientais vislumbram muitas cambiantes entre o tudo e o nada. O Expresso tem um património que lhe permite dar este salto epistemológico e mesmo civilizacional, faço votos para que o faça.

          Todavia neste caso não há consistência técnica, moral e cognitiva para acusar a decisão de não publicar o texto desta cooperadora, como um acto censório.

            Foi sim um acto de verificação de incompetência da autora para fazer critica literária. Este texto na disciplina de comunicação de que foi docente teria merecido uma negativa entre 5 e 6 valores, enquanto recensão critica, e teria em termos de avaliação final levado a um inequívoco CHUMBO, sem qualquer dúvida ou hesitação. O jornal que publicou tal texto, como critica literária merece um redondo 0.

          Quem supervisa as competências deste corpo de técnicos deveria rever os seus modelos de avaliação e de atribuição de carteiras profissionais.
andrade da silva
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Realmente a Crítica é de baixo nível mas...
Lusógrafo (seguir utilizador), 1 ponto , 21:24 | Segunda-feira, 4 de Fev de 2008
Realmente a Crítica é de baixo nível, mas a atitude do Expresso em não publicar é para não dizer censora, suicidária. Deveriam ter publicado o texto ainda que revanchista e medíocre, como a desoras acabaram por fazê-lo. Assim, precisamente favoreceram a leitura do dito que em condições normais não teriamos passado do primeiro parágrafo.
Bom trabalho de equipa Expresso/ Dóris Graça Dias na construção da mediocridade.
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Repondo a verdade
jazaro (seguir utilizador), 1 ponto , 21:47 | Segunda-feira, 4 de Fev de 2008
Podiam ter arranjado umas desculpas melhores para defender o miguelito ou então terem um bacadinho mais de vergonha na cara:

"No caso em apreço, o texto sobre o livro de Miguel Sousa Tavares tem muito pouco de crítica literária à obra. Com efeito, afigura-se-nos um libelo contra o autor e à sua pretensão de ser escritor. Para crítica literária, o artigo prima pela ausência de elementos literários. A autora esquece-se do livro e dedica a quase totalidade do artigo a criticar Miguel Sousa Tavares e o contexto em que foi lançada a obra." (no comunicado)

Ok lá vou ter que fazer copy paste...

Mas enquanto Hemingway nos faz balançar e zangar nos nossos "parti-pris" (mais uns) relativamente a touradas, caçadas, pescarias e coisas afins, com MST ficamos na mesma. Nenhuma simulação de exaltação, nenhuma garra, nenhuma inspiração; o que temos é uma morna descrição de gestos pouco cinematográficos, um descritivo meio jornalístico, longínquo ainda do despachado Hemingway.

Quanto às variantes descritivas de centros históricos, áreas urbanas, edifícios-chave, o tom é de prospecto turístico, onde não falta a curiosidade histórica, a anedota com personalidade internacional, a listagem de um menu, estilo: quando ir, como ir, onde ficar, o que e onde comer

Criar personagens não se basta por um acumular de lugares comuns, somando diferenças ilustrativas de tipos; há que não ser anacrónico na linguagem, nas exigências existenciais, nos enquadramentos territoriais. Se se pretende descrever uma mulher, convém olhar bem para elas, sob pena de se ser apenas grosseiro, quando se pretendia ser airoso

Ainda não li o livro, não estou a pensar em ler e muito menos conheço a senhora em apreço.
Não gosto é que me tentem enganar.
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Uma simples opinião
Zé_Portuga (seguir utilizador), 1 ponto , 22:33 | Segunda-feira, 4 de Fev de 2008
É obvio que o texto da senhora é uma critica à obra do MST! É negativa? É sim senhor! Mas se a senhora é, e cito, "...colaboradora do Expresso...", talvez seja porque o expresso lhe reconhece qualidade para tal. Então e neste texto não reconheceu?
A explicação da direcção pode até parecer correcta, mas se atentarmos às barbaries que o sr MST por vezes escreve no expresso, sem que os seus artigos fiquem por publicar, o caso mudará de figura.

Obviamente que o sr MST é um "protegido" do expresso, e só assim se compreende que o artigo não tivesse sido publicado à primeira, mas é assim mesmo. Manda quem pode!
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Falta de nível
xatinho (seguir utilizador), 1 ponto , 22:34 | Segunda-feira, 4 de Fev de 2008
Realmente o texto de D. Graça Dias não passa de lixo crítico. Já me apercebi noutras ocasiões que os livros do MST causam grandes comichões em alguns literatos da nossa praça. Não sei porquê nem me interessa, nem nunca li nenhum livro do MST. Mas dou conta que quanto mais batem no ceguinho, mais ele vende...
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Dor de corno...........
andei-por-aí (seguir utilizador), 1 ponto , 23:32 | Segunda-feira, 4 de Fev de 2008
Já li o livro, gostei muito!

um homem com um balde cheio de carangueijos cruzou-se com um outro que lhe perguntou.

-O amigo, então leva o balde assim destapado. Olhe que os carangueijos saiem.

responde o primeiro.

-Não há problema, são carangueijos portugueses, assim que um começa a trepar, os outros puxam-no logo para baixo.

ehhehhehheh
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
    Re: Dor de corno...........    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
que figura...
Frank N. Stein (seguir utilizador), 1 ponto , 3:54 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
É curioso ver que um texto tão miserável foi escrito por uma colaboradora do Expresso. Estava convencido de que o grau de exigência profissional para admissão à equipa do jornal fosse (muito, mas muito) maior. Deixa a sensação de ter sido escrito por uma teenager inconsequente "semi-deitada de lado sobre o papel, trincando a língua num esforço de saliva e olhos estrábicos confluindo no bico da caneta". Por mero despeito. A dita senhora parece ter nível para escrever uma coluninha - e por favor - num site de pequenos mexericos.
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Um livro, um quadro, uma sinfonia...
654321 (seguir utilizador), 1 ponto , 5:55 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
Quão difícil é fazê-lo/a e é tão fácil, em meia dúzia de palavras, destruir aquilo que nunca se conseguiu criar.
Parece-me a história do sapateiro que queria tocar rabecão... e até é possível...mas muito raramente.
Acho que Freud já explicou essas coisas, no seu tempo.
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Pois, pois
Anadez (seguir utilizador), 1 ponto , 9:37 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
O que é preciso é ter amigos nos sítios certos.

Uma vénia à Dóris, por ter tido a coragem de escrever o que escreveu. E os meus sentimentos por ter sido obrigada a ler aquelas 600 páginas e ainda por cima não lhe terem pago!

Quanto ao Expresso, enfim, tem o poder de escolher o partido que tomou. Só não entendo a necessidade de querer, agora, ensinar à Doris como se faz uma critica literária. Se não a sabe fazer, por que a tem feito ao longo deste tempo em que é colaboradora com o jornal? Por que razão lhe encomendou a critica?

Seguem-se algumas ligações minimamente interessante sobre o assunto.
http://blogtailors.blogsp...
http://grandelojadoqueijo...
http://www.correiomanha.p...
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Esclarecimento
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:30 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
Meus caros

Em relação a alguns comentadores gostaria de esclarecer o seguinte:
1) O Expresso tem mais de uma dúzia de colaboradores na critica literária. O corpo de colaboradores não é, nem nunca foi, um corpo fechado.
2) O reconhecimento de competência para a crítica faz-se concretamente, em relação aos textos que nos são enviados. Neste caso, como é óbvio, não foi reconhecida competência, mas apenas preconceito, vontade de desfazer.
3) O Expresso não publica - nem nunca publicou - todos os textos de todos os colaboradores. Como compreendem, é impossível dado o espaço de um jornal não ser inifinito.
4) A acusação de censura, feita por uma colaboradora a um jornal é uma acusação grave que não deve ser feita com ligeireza. Do modo que foi efectuada, permitiria que qualquer pessoa, sem competência, acusasse de censura qualquer jornal que não lhe quisesse publicar um conjunto de dislates.
5) Na encomenda de qualquer critica para o Expresso não está subjacente o resultado valorativo da critica, mas está sempre o seu enquadramento, que neste caso, como é explicado, não foi feito e a ausência de preconceito ou 'parti-pris'.
Gostaria que levassem estes dados em conta nos comentários que entenderem fazer.
Obrigado

Henrique Monteiro
Director
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
    Re: Esclarecimento    Ver comentário
kayatronic (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
    Re: NESTE CASO NÃO FAZ SENTIDO FALAR DE CENSURA    Ver comentário
Andrade da Silva (seguir utilizador), 2 pontos , 22:30 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
    Re: Esclarecimento    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:40 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
    Re: Esclarecimento    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 1 ponto , 18:28 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
    Re: Esclarecimento    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 20:02 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
    Re: Esclarecimento    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 1 ponto , 2:05 | Quarta-feira, 6 de Fev de 2008
    Re: Esclarecimento    Ver comentário
Henrique Monteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 10:04 | Quarta-feira, 6 de Fev de 2008
    Re: Esclarecimento    Ver comentário
Ana_Grichetchkine (seguir utilizador), 1 ponto , 3:04 | Quarta-feira, 6 de Fev de 2008
Revisões
Cynicus (seguir utilizador), 1 ponto , 11:51 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
É sempre perigoso metermo-nos com o MST. Quanto a GDD, li com atenção o texto publicado e creio que há aí duas componentes a ter em conta: uma que se pode considerar critíca literária ( e creio que o próprio MST deverá ser o primeiro a estar interessado em críticas que superem a pura louvaminha) e outra que, de facto, soa mais a comentário pessoal que outra coisa. Apenas me fica a dúvida sobre se o Expresso terá negociado pacientemente a situação. Recordo que já o Dr. Mário Soares aconselhava a negociar, negociar sempre...
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Isto não é uma crítica...é um texto do Secundário
claudiolx (seguir utilizador), 1 ponto , 12:20 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
Posso não ser crítico literário, no entanto, o nível de Português utilizado por esta senhora( ao que consta Professora Doutora) roça o calão e o português que os adolescentes usam para comunicar. A estrutura do texto é muito pobre ficando o leitor com a sensação de ter direito a umas "pinceladas" do texto criticado....é relevante o peso do livro de MST? Considero mais relevante o peso do livro para a cultura nacional....E já agora convém percebermos o objecto criticado( neste caso o livro está ausente....)
Só espero que isto marque o início de uma "limpeza" no Expresso!
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
críticos literários ou outros......
andei-por-aí (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
Esta coisa dos críticos literários ou outros, sempre me incomodou, não porque pense que não se deve ter o direito á opinião, mas porque penso ser de uma terrível prosápia alguém tentar dizer aos outros aquilo que devem ou não gostar e classificando de imediato como menores os que gostam daquilo que o crítico detesta. Dizendo isto, no caso presente, a situação aparece ainda pior, senão vejamos: diz a crítica "...Comecemos pelos pastiches. E que tal uns "vencidos da vida" transpostos para fins de 1920? Não se chamam Carlos nem Ega, mas enfim, ecoa ali Eça que é um mimo..." qual é o problema disto? é plágio? se é isso que a autora do texto quer dizer e não me parece que seja, muito bem, é matéria para outros lugares, senão é o caso, não vejo o problema, eu até gosto que o MST use o Eça como fonte de inspiração. Depois o resto da critica é de mau gosto, confundindo a animosidade que tem pelo autor com a qualidade do texto propriamente dito.

Finalmente, para mim um livro serve para ler, se gosto ou não é problema meu. Se gosto leio até ao fim, senão ponho de lado, simples e limpo. No caso do Rio das flores, tal como no do equador, gostei, recomendo por isso a leitura de ambos. Boa história, com dinâmica e que prende o leitor. Comigo foi assim, com os outros não sei...

 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
Ler é preciso
Buzian (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Terça-feira, 5 de Fev de 2008
De facto, de crítica, este texto tem muito pouco. Soa mais a inveja. E isso é triste, muito triste. MST é uma figura polémica e provocadora, que gosta de 'dar nas vistas'. Também só concorda com as opiniões dele quem quer.

Eu pertenço ao grupo que gosta de ler os livros de MST e pretendo ler este. Não é um livro de literatura? E depois? Só os livros ditos de literatura é que podem e devem ser lidos? Tive um professor que, devido aos fracos indices de leitura dos portugueses, dizia, meio a brincar: "leiam o Tio Patinhas, mas leiam!"
 Como funciona a comunidade no Expresso Responder
30 comentários
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 


Aviso
FAQ. Como funciona a comunidade no Expresso
Para fazer o seu comentário precisa de estar registado. O registo é gratuito e demora pouco mais de 30 segundos.

Se já for utilizador registado, coloque o seu mail e palavra-chave nos campos para o efeito, na página de registo. Depois disso, poderá comentar qualquer conteúdo.

Clique aqui  para se registar.

Em caso de dúvida escreva-nos para novosite@expresso.pt, seremos tão breves quanto possível a responder.

Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso

Durão Barroso apela ao consenso das forças políticas

16:11 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[68 visitas]

Hugo Chávez na rádio, de repente

15:54 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[419 visitas]

África do Sul: 15 pessoas morrem carbonizadas num orfanato

15:49 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[125 visitas]

Sócrates, os 'crimes' e a verdade

15:49 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[440 visitas]

Tirar a roupa... pelo Haiti

14:53 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[133 visitas]

Avalanches matam 28 pessoas no Afeganistão

14:12 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[215 visitas]

Sócrates desmente intervenção do Governo

13:12 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[843 visitas]

Sarah Palin apanhada com cábulas na mão

12:40 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[1679 visitas]

O anúncio preferido do Super Bowl (vídeo)

11:47 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[1091 visitas]

Dia de sensibilização para Internet segura

11:20 Terça-feira, 9 de Fev de 2010,
[212 visitas]
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
Primus Inter Pares
Grupo ImpresaACAP