O custo de entrada no mercado para uma empresa orientada para a Web é reduzido. Paul Graham
defende, no seu blogue
gue, que este facto vai alterar provavelmente o comportamento dos estudantes durante a sua permanência na Universidade.
No passado, todos procuravam obter boas notas para impressionar os futuros empregadores. Mas a criação de empresas é crescentemente uma opção mais atractiva para os estudantes finalistas. Neste caso, a satisfação dos potenciais clientes será o objectivo último da sua formação. A Universidade orientada para formar empregados poderá assim vir a transformar-se numa instituição cuja vocação é criar empreendedores. Paul Graham acha que a mudança vai ser radical: os estudantes vão finalmente querer aprender a fazer; e a obtenção de elevadas classificações escolares (importantes para os empregadores, mas irrelevantes para os clientes) passará para segundo plano.
Os futuros empreendedores poderão causar outras mudanças significativas nas Universidades. A competição individual poderá ser substituída pela colaboração activa de grupos de estudantes que pretendam ser co-fundadores de novas empresas. A procura da diferenciação entre os projectos de empresas de estudantes será também evidente. Assim, o estímulo da criatividade, hoje insuficiente no ensino (ver a apresentação de Ken Robinson no TED
), passará a ser determinante. Esta outra Universidade já existe parcialmente. As melhores Universidades mundiais estimulam a investigação desde o primeiro ano, têm cadeiras desafiadoras e incluem programas de empreendedorismo. A iniciativa 'Undergraduate Opportunity Research Program'
, a cadeira de 'Product Design and Development'
, e o programa 100K
do MIT são exemplos ilustrativos.
Mas nenhuma vai tão longe como a nova Universidade proposta por Graham.
António Câmara, Presidente da Y-Dreams