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Mil barris por segundo: a equação

16:00 Segunda-feira, 31 de Dez de 2007
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Dentro de 3 anos serão consumidos mil barris de petróleo por segundo, o ponto de não retorno foi atingido. O actual "choque Petrolífero" é mais grave do que parece e o preço inflacionado do crude veio para ficar.

Ao contrário do primeiro choque petrolífero que ocorre devido ao embargo dos países Árabes, membros da OPEP, em resultado da guerra Israelo-Árabe do Yom Kirppur em 1973, a actual situação é totalmente distinta.

A leitura do livro "O universo da Indústria Petrolífera - Da Pesquisa à Refinação" de Jorge Salgado Gomes e Fernado Barata Alves, editado pela Fundação Gulbenkian, e eloquentemente apresentado pelo Eng. Mira Amaral no passado dia 18 de Dezembro, é de leitura obrigatória para quem quer entender melhor a nova realidade económica.

Nos anos setenta a origem do choque esteve na redução da oferta, artificialmente diminuída pelos produtores e como tal terminou inevitavelmente... em função da quebra dos acordos e com a entrada de novos produtores.

O então choque teve consequências devastadoras para as economias dos países consumidores, a curto e médio prazo, mas contribuiu para despertar consciências e alertar para a dependência excessiva da nossa economia do "ouro negro".

Infelizmente, não foi suficiente para inverter a espiral de consumo dos países mais industrializados.

Os anos passaram, e o inevitável aconteceu, o Mundo vive actualmente um novo choque Petrolífero, este com impacto extremamente penalizador a longo prazo.

A razão do choque está agora na procura, juntaram-se aos consumidores do costume, (o Japão, os Estados Unidos e a Europa), dois novos "dependentes": a China e a Índia causadores do desequilibro oferta/procura. Com a agravante desta situação ser amplificada pela instabilidade política da maioria dos países produtores e de uma actividade especulativa instalada em toda a cadeia de distribuição.

O actual desequilíbrio não é assim artificial e não pode ser resolvido politicamente.

A redução do consumo não é possível a curto prazo, uma vez que as energias renováveis não são economicamente rentáveis e a sua implantação obriga ao consumo de mais petróleo, uma vez que terão de ser produzidas com recurso à energia "tradicional".

Está assim estabelecido o cenário para os próximos anos. O petróleo passou a ser caro e as empresas não possuem margem de manobra para fazer repercutir os seus custos nos clientes finais, pois competem agora com produtos produzidos na China e na Índia a custos extremamente mais reduzidos.

Os próximos anos serão delicados. Com a redução das margens não existe "latitude" para investimentos. Assim, a criação de novos empregos na Europa é uma miragem.

Sobeja a esperança na criação de produtos de "altíssimo" valor acrescentado, da melhoria da rentabilidade das energias renováveis e a expectativa do avanço das condições sócio-económicas da China e da Índia para corrigir toda esta equação.

Pedro Sousa

Professor Universitário na FCT/UNL e Director de Inovação da Holos

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Lóbi do petróleo
IRIO (seguir utilizador), 1 ponto , 0:01 | Terça-feira, 2
Em 1927, um engenheiro português poderia ter posto o mundo a andar a água.

Mais uma vez os factos foram abafados e poucos sabem o que aconteceu.
Portugal teve em toda a sua história homens de invulgar engenho, mas nunca os soube apoiar.

Professor porque não escreve uma coluna sobre este facto para ajudar a pensar o país e o Mundo?

Estudante FCT/UNL
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A história do petróleo dura…dura…dura…
Luis Gaspar (seguir utilizador), 1 ponto , 15:42 | Sexta-feira, 4 de Jan de 2008
Não acredito nem sou adepto da teoria da conspiração, mas que ela existe, existe.

O facto é que em 1940, todo o exercito alemão andava a combustível sintético, aviões incluído.

Após quase 70 anos e 2 choques petrolíferos, é difícil acreditar que não exista nem tecnologia nem alternativa viável á matéria prima fóssil, e muito menos na seriedade do esforço para a descobrir.

Eventualmente, bastaria uma alternativa suficientemente viável para cobrir as necessidades de transporte de mercadorias e passageiro, defesa e agricultura para se obter um cenário radicalmente diferente.

Tecnicamente não é possível, não é viável? Ou é apenas teoria da conspiração?
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    Re: A história do petróleo dura…dura…dura…    Ver comentário
I. Aroso (seguir utilizador), 1 ponto , 18:25 | Segunda-feira, 21 de Jan de 2008
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