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Gazeta das Caldas / Natacha Narciso
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18:14 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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Hoje e amanhã, dias 3 e 4 de Junho, a Praia Lagido Norte, no Baleal (Peniche), recebe o 1.º Festival de Cantigas de Capoeira - O Canto da Luna".
No evento vão participar mestres do Brasil e de Viena de Áustria, a fim de interagirem com a comunidade portuguesa e trocarem ensinamentos da arte da Capoeira. Virão também capoeiristas de todo o país, inclusivamente crianças e jovens.
Irão igualmente participar crianças da Associação Jardim Infantil de Ferrel que praticam Capoeira como actividade extra curricular no jardim de infância.
Esta realização - organizada pela Associação Jardim Infantil de Ferrel, Associação Cultural Ginga Brasil Capoeira em parceria com a Câmara de Peniche - tem o objectivo de dar a conhecer a riqueza cultural e educativa da capoeira.
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Gazeta das Caldas / Joana Fialho
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18:12 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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Depois de quatro concorridas apresentações no centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita, "Os Gambuzinos", grupo de teatro do Externato Cooperativo da Benedita, vão estar em Alcobaça para apresentarem "A Tempestade", de William Shakespeare.
O grupo de alunos e antigos alunos da escola beneditense levam a palco a versão de Hélia Correia daquela que muitos consideram a grande obra-prima do dramaturgo britânico e que foi encenada pela primeira vez em 1611, no Palácio Whitehall, em Londres.
Nesta versão a linguagem é simplificada para contar a história de Próspero, o duque de Milão, que é destronado pelo irmão e deixado no mar, abandonado à sua sorte. Acompanhado da filha Miranda, Próspero chega a uma ilha habitada por um ser metade homem, metade peixe (Caliban), que consegue subjugar, tornando-se senhor da ilha. O antigo duque de Milão consegue vingar-se dos responsáveis pelo seu exílio quando estes passam ao largo da sua ilha, fazendo abater sobre eles uma tempestade que os obriga a desembarcar.
Vingança, conspirações oportunistas, dor, reconciliação e amor, são alguns ingredientes da última peça escrita por Shakespeare e na qual se encontra uma das mais conhecidas citações do dramaturgo: "somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos".
"A Tempestade" é apresentada às 21h30. Os bilhetes custam cinco euros para público em geral e dois euros para estudantes.
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Gazeta das Caldas / Joana Fialho
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18:10 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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Está a decorrer na Nazaré um festival internacional de cultura, promovido pela Organização Não Governamental dinamarquesa "Artists in Action - Culture unites Cultures for Humanity" (AACCH). Promover "a união das várias culturas através da Cultura em prol da humanidade e o apoio a vários programas humanitários em vários locais do mundo" é o que se pretende com esta iniciativa, que conta com a colaboração da autarquia nazarena.
A Biblioteca Municipal da Nazaré, o Cine-Teatro da vila, a marginal e o Hotel Rural Quinta dos Pinheiros, em Valado dos Frades, são os locais por onde vão passar as diversas acções que compõem o programa do festival "Sinfonia para a Unidade da Humanidade". Concertos, exposições e dança são algumas das propostas da AACCH, que está actualmente representada em 52 países e centra a sua actividade na partilha e no intercâmbio cultural, promovendo eventos em diversos pontos do mundo.
De acordo com a Organização Não Governamental, o festival é "uma época activa da cultura como base da união entre as culturas mundiais". Um momento que contribui para a concretização do principal objectivo da associação: "apoiar a cultura e os povos através da coexistência da paz e da justiça, independentemente do estatuto social ou étnico, num projecto comunitário em que a boa vontade permite a mudança".
Na Nazaré há diversos eventos marcados até 13 de Junho. Hoje, dia 3, pelas 21h30, o Teatro Chaby Pinheiro acolhe um espectáculo com os alunos da Escola de Música da Academia Municipal de Artes da Nazaré e da Escola de Dança do Órfeão de Leiria. Amanhã, à mesma hora e no mesmo palco, actua o coro "Ninfas do Liz" e o Grupo Coral da Academia Municipal de Artes da Nazaré.
A 6 de Junho, na Quinta do Pinheiro, há um momento de entretenimento a partir das 18h30, animado por Ray Gibson (Alemanha). No dia seguinte, pelas 21h30, o restaurante volta a ser palco de uma iniciativa do festival de Cultura, com uma noite de fado. No dia 8 a noite é dedicada à música europeia, com um momento da responsabilidade de Kurt Lykke Lindved (Dinamarca).
No dia 9 de Junho, véspera de feriado, vai realizar-se um concerto de meditação junto ao Centro Cultural. Sabrina Lanzi (Itália) e Cristina Madeira levam o fado e a música clássica à Biblioteca Municipal da Nazaré, às 21h30. No dia 10 de Junho a Biblioteca Municipal volta, à mesma hora, a ser palco de um corto, desta feita com Ray Gibson e alguns fadistas locais.
A 12 de Junho a música sai à rua, com Da Capo Brass Band (Dinamarca) e o Grupo Etnográfico da Nazaré a actuarem a partir das 21h30 na Praça Sousa Oliveira. Na Quinta do Pinheiro, e, caso o tempo permita, também há um concerto ao ar livre. No dia 13 é a DixieNaza Jazz Band a marcar o fim do festival, com um espectáculo de encerramento marcado para as 18h30 no auditório da Biblioteca da Nazaré.
No período em que decorre o festival é ainda possível ver diversas exposições espalhadas pelos locais que acolhem os diversos eventos do programa. Ferreira da Silva é um dos artistas que terá os seus trabalhos expostos na Quinta do Pinheiro.
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Gazeta das Caldas / Joana Fialho
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18:08 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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É com a exposição "Histórias de um Museu. 35 Anos do Museu Dr. Joaquim Manso" que se comemoram os 35 anos do museu do Sítio nazareno. Recordar as diversas iniciativas do museu, reflectir sobre o papel do museu na Nazaré e em Portugal e honrar as colaborações pioneiras dos intervenientes na sua história é o que se pretende com esta exposição, cuja inauguração está marcada para as 15h00 de amanhã, 4 de Junho.
A mostra, que pode ser vista até dia 10 de Julho, apresenta ainda alguns elementos dos fundos documentais dos patronos do museu, Joaquim Manso e Amadeu Gaudêncio. Uma viagem ao passado numa altura em que o museu aguarda com expectativa a passagem para o novo edifício, projectado por Siza Vieira e cuja concretização tem sido dificultada pela actual conjuntura económica.
Já pelas 15h30 é lançado o catálogo da exposição "Nazaré: Memórias de uma Praia de Banhos", que esteve patente no Centro Cultural da Nazaré no verão passado. Uma exposição que foi organizada pelo Museu Dr. Joaquim Manso, em colaboração com a comunidade e diversas entidades locais e cujo catálogo é agora editado com o apoio da Câmara da Nazaré.
Formação em "Histórias de Vida na Memória Colectiva"
O Museu Dr. Joaquim manso promove, nos dias 15 e 16 de Junho, uma formação sobre "Histórias de Vida na Memória Colectiva". Orientada pela empresa Sítios & Memórias, Lda., a acção de formação aborda a reflexão sobre o património imaterial e a necessidade de preservar e valorizar a memória.
Dirigida sobretudo a técnicos de museu, de autarquias e de outras instituições culturais, professores e estudantes do Ensino Superior, a formação está aberta a todos os que estão envolvidos em projectos ou actividades associadas à memória e à metodologia das Histórias de Vida. As inscrições custam 155 euros por pessoa e devem ser feitas até dia 6 de Junho junto do Museu Dr. Joaquim Manso, através de e-mail para mdjm@imc-ip.pt ou do telefone 262562802.
Limitada a um mínimo de 10 e um máximo de 15 participantes, a formação vai decorrer na Biblioteca Municipal da Nazaré, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30 nos dois dias, perfazendo um total de 12 horas. Cada participante deverá fazer-se acompanhar de computador portátil com ligação wireless à Internet.
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Gazeta das Caldas / Pedro Antunes
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18:06 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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"Tirem o cavalinho da chuva porque enquanto o FMI cá estiver não vai ser construído o novo hospital". A frase proferida por Heitor de Sousa, cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo distrito de Leiria, espelha bem o sentimento que ficou depois do debate promovido pelo Grupo de Apoio ao Novo Hospital do Oeste na segunda-feira passada, 30 de Maio, no auditório da ETEO.
Durante duas horas os candidatos do BE, CDS, CDU, PS e PSD debateram esta questão perante uma plateia de mais de 50 pessoas, garantindo o seu apoio à causa, mas ninguém pôde fazer promessas.
Foram convidados os cabeças de lista desses cinco partidos, mas só Heitor de Sousa, do BE, e Ana Rita Carvalhais, cabeça de lista da CDU, é que participaram. Os restantes partidos foram representados por outros elementos das listas e o debate foi moderado pela juíza Isabel Baptista.
Ana Rita Carvalhais foi a única que não foi peremptória a afirmar que a localização de um eventual novo hospital deva ser nas Caldas, embora tenha dito que os argumentos que ouviu nessa noite tudo indicavam ser essa a melhor alternativa.
A comunista salientou que o seu partido esteve sempre em desacordo com o recuo na intenção de construir um novo equipamento. "Defendemos um hospital de gestão pública e a manutenção dos hospitais de Alcobaça e Peniche", afirmou, dizendo ser injustificável que há 20 anos se ande a arrastar a resolução dos problemas de saúde nesta região.
"Será que as decisões têm sido tomadas no interesse das populações ou dos grupos económicos?", questionou, acusando os sucessivos governos de quererem facilitar a privatização da saúde e a implantação de unidades privadas.
Pelo PSD, Maria da Conceição Pereira salientou que ao nível concelhio nunca houve divergências entre os partidos sobre esta matéria e que foram criadas expectativas quanto à construção desse novo hospital na região.
"A senhora ministra da Saúde, numa reunião na OesteCim, anunciou que não iria ser feito um novo hospital e sim ampliar o já existente", recordou. "A decisão não foi bem acolhida, mas contra factos não há argumentos", disse ainda.
Heitor Sousa começou a sua intervenção dizendo que o BE é a favor da construção de um novo hospital, "uma posição já repetida por diversas vezes e que faz parte do manifesto eleitoral".
Recordando os condicionamentos do actual hospital e dos problemas que a sua ampliação pode trazer, ao nível ambiental, o candidato bloquista mostrou-se pouco convicto de que a obra pudesse avançar porque "o memorando da troika, assinado por PSD, CDS e PS, impede que se faça este novo hospital".
O candidato socialista Jorge Gonçalves lembrou as dificuldades financeiras que levaram à opção pela ampliação do actual edifício, afirmando que "não podemos prometer nada do ponto de vista da decisão, a não ser dizer que nos iremos bater por aquilo que são as nossas opções".
O também ex-presidente da Câmara de Peniche garantiu que já transmitiu ao secretário de Estado Adjunto da ministra da Saúde que discordava da solução da ampliação.
Jorge Gonçalves referiu que as ambulâncias que transportam doentes de Peniche demoram 15 minutos a chegar às Caldas e quase o mesmo tempo a atravessar a cidade.
Manuel Isaac, candidato do CDS, recordou que houve uma "guerra" entre os presidentes das câmaras de Alcobaça e das Caldas da Rainha quanto à localização do novo hospital prometido pelo próprio primeiro-ministro, José Sócrates, no âmbito do pacote de compensações pela não construção de um aeroporto na Ota.
Mais tarde, um dos elementos do público, Carlos Sá (homónimo do administrador do CHON, que também esteve presente durante parte do debate mas não interveio) diria que os principais responsáveis pela não construção deste equipamento foram os autarcas do Oeste que não se entenderam quanto à localização.
Numa das intervenções mais fora do comum nessa noite, Manuel Isaac deixou a sugestão de que o novo hospital possa vir a ser construído na Mata Rainha D. Leonor, tendo em conta que a própria ampliação levará à ocupação de parte deste ecossistema.
O democrata-cristão salientou a necessidade imperiosa de estar concluída a circular das Caldas da Rainha para facilitar a acessibilidade ao hospital. "Já deveria ter sido feito há muito tempo", disse.
"Se for eleito deputado tudo farei para que seja feito um novo hospital", prometeu.
Por outro lado, os candidatos do Bloco de Esquerda e da CDU acusaram também os adversários dos outros partidos que já estiveram na Assembleia da República de defenderem determinadas causas quando estão em campanha e depois ausentarem-se do hemiciclo quando é para votar propostas concretas, de forma a respeitar a disciplina de voto.
"Vamos em todos os PIDDACs propor a construção do novo hospital e queremos ver o que fazem os deputados dos outros partidos", disse Heitor de Sousa.
Entre o público estava também o mentor da ideia da construção de um novo hospital a norte da região Oeste, José Marques Serralheiro, que manifestou a sua satisfação pelo surgimento deste grupo porque ele próprio "já tinha desistido". O administrador hospitalar comentou que "não havia dinheiro, mas já estão 50 hospitais no BPN e 10 hospitais nos submarinos".
No final, o jornalista Carlos Barroso (que criou uma página no Facebook que deu origem a este movimento) apelou aos candidatos que ajudassem o grupo na sua luta.
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Gazeta das Caldas / Fátima Ferreira
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18:04 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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Uma conferência "orgânica", feita numa antiga adega à entrada da vila, em terra batida, é a proposta de Óbidos para a conferência de encerramento dos clusters criativos, que irá reunir, no dia 9 de Junho, mais de uma centena de pessoas de diversos países. A rede Clusters Criativos em Territórios de Baixa Densidade é liderada por Óbidos e integra cidades de Jyvaskyla (Finlândia), Viareggio, Reggio Emília e Catanzaro (Itália), Barnsley (Reino Unido), Hódmezovásárhely e Mizil (Hungria) e Enguera (Espanha).
Durante a manhã será apresentado "The Dream Machine Project", desenvolvido por uma fundação na Bélgica que trabalha com as universidades para concretizar o sonho das crianças. Presente estará também José Carlos Mota, da Universidade de Aveiro, que criou uma rede através do facebook onde alerta para importância da participação dos cidadãos em rede. Este projecto está a crescer e agora tem um banco de ideias sobre a questão do desenvolvimento urbano.
Depois da "bucha" (intervalo), onde os participantes podem degustar pão quente feito na altura, e de forma artesanal, segue-se, a partir das 11h00, a apresentação de outros projectos originais, como o da empresa TIWI, de Reggio Emilla (Itália), que faz design multimédia e cujo princípio é o de contar de forma simples coisas muito complexas. Por exemplo, têm um vídeo de um minuto onde contam o que se passa numa telenovela italiana com 150 episódios.
O director do Parque Tecnológico de Óbidos, Filipe Montargil, vai apresentar o projecto do ABC, no Convento de S. Miguel, nas Gaeiras.
Ainda da parte da manhã será abordada a "atmosfera criativa", num painel onde se fará a analogia com a nuvem da perspectiva da informática e a ideia de que os conteúdos deixarão de estar agarrados ao computador.
Representantes das cidades italianas de Terni e Reggio Emilia irão apresentar os seus projectos e a consultora romena, Codruta Crucean, que tem realizado um grande trabalho em bairros sociais também dará o seu exemplo.
Da parte da tarde, pelas 14h30, será feita a apresentação da cidade de Jyvaskyla (Finlândia), que está a ser planeada tendo por objectivo a atracção da classe criativa.
Também o criador e coreógrafo Rui Horta marcará presença para falar do seu projecto em Montemor-o-Novo, o "Espaço do Tempo", onde recuperou um antigo convento em ruínas e transformou em centro de artes transdisciplinares.
Os planos de acção de cada uma das localidades que integram o Urbact (Óbidos, Barnsley, Jyvaskyla e Reggio Emilia) serão apresentados pelos seus representantes, assim como um projecto da Inteli (Centro de Inteligência em Inovação), parceira na rede Urbact.
Durante a tarde haverá ainda uma mesa redonda sobre compromissos, onde vários autarcas vão trocar ideias sobre como governar os ecossistemas criativos locais. O evento termina com o debate em torno da questão "E agora? Ser criativo é suficiente?".
De acordo com o coordenador da rede, Miguel Silvestre, em Óbidos interessa "afirmar as indústrias criativas, mas de forma diferente daquela que as grandes cidades apresentam", destacando que o evento decorre num espaço de cariz agrícola, que está mais ligado à realidade local.
"Tentamos fazer uma ponte com a nossa tradição e herança mais rural", disse o responsável, acrescentando que pelo espaço onde decorre a conferência estarão também em exposição os objectos criados no projecto Odesign e pelas crianças dos complexos no âmbito dos ateliers criativos.
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Gazeta das Caldas / Joel Ribeiro
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18:01 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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A Junta de Freguesia de Caldas da Rainha Nossa Senhora do Pópulo vai realizar nos quatro sábados do mês de Junho uma campanha de higienização e limpeza no espaço urbano, que pretende sensibilizar os munícipes para as boas práticas de higiene nos espaços públicos.
"A responsabilidade pela limpeza da cidade e pela recolha do lixo é da Câmara Municipal, mas a Junta de Freguesia defende que deve haver mais higiene pela defesa do ambiente e por Caldas da Rainha ser uma cidade termal que recebe todos os dias muitos visitantes", disse em conferência de imprensa o presidente da Junta, Vasco Oliveira. A campanha, que é desenvolvida em parceria com o Agrupamento de Escuteiros 337 Caldas da Rainha, vai ter três acções distintas. No primeiro sábado, dia 4 de Junho, os escuteiros vão recolher opiniões e sugestões dos munícipes para melhorar a higiene e limpeza na cidade numa acção que terá lugar em toda a extensão da rua das Montras.
No dia 11 de Junho, pelas 21h30, será realizado um debate aberto à população no auditório da Junta de Freguesia, que conta com a presença de representantes da Delegação de Saúde, da Assembleia Municipal, da Assembleia de Freguesia e das diversas instituições de ensino.
A 18 de Junho a campanha regressa à rua, entre as 10h00 e as 13h00 com a distribuição de papeleiras, cinzeiros e saco de recolha do lixo pela cidade.
A campanha encerra a 25 de Junho com uma exposição fotográfica na sede da Junta de Freguesia do trabalho realizado nos três sábados anteriores.
Para além das acções de rua, a Junta irá também realizar acções nas escolas.
A Junta de Nossa Senhora do Pópulo, em parceria com a Valorsul, está também a entregar equipamentos de compostagem, úteis sobretudo para quem tem jardins com relva. Os aderentes a esta iniciativa têm igualmente direito a um curso de compostagem que também é gratuito.
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Gazeta das Caldas / Carlos Cipriano
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17:56 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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"Linhas que nos Unem" dá o nome ao documentário que quatro alunos do 12º ano da Escola Secundária do Bombarral produziram no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e que apresentaram com assinalável sucesso no auditório municipal daquela vila no passado dia 26 de Maio.
O filme mostra "as vivências, o percurso, a exploração, a opinião e a realidade das pessoas que utilizam e trabalham diariamente a linha do Oeste". Apesar de ter uma duração de 60 minutos, esteve longe de ser tornar um documentário aborrecido ou monótono. Pelo contrário, cativou as pessoas que encheram o auditório, maioritariamente compostas por alunos da escola, familiares, professores e ferroviários, mas também autarcas e munícipes anónimos interessados no tema.
David Morais, Janete Soares, Rita Cavaco e Tatiana Higino trabalharam durante vários meses na produção deste filme, que inclui cenas gravadas em Bombarral, Outeiro da Cabeça, Torres Vedras, S. Martinho do Porto e Caldas da Rainha. Os ferroviários - e em particular um agente da Refer da estação do Bombarral - são retratados de forma admirável no seu quotidiano, mas também as pessoas que circulam nas automotoras quase vazias da linha do Oeste.
O filme tem até bons momentos de humor, que pôs a plateia a rir à gargalhada, mas dá também uma perspectiva séria e honesta sobre a triste realidade de uma linha que parou no tempo e definha à míngua de passageiros. Curiosamente, a CP, apesar de instada a responder aos jovens alunos e de contemplar na sua responsabilidade social a assumpção de boas práticas de transparência, recusou dar a sua visão sobre a linha do Oeste para este trabalho.
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Gazeta das Caldas / Pedro Antunes
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17:52 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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Desde o início do ano a Câmara das Caldas já mandou selar cinco elevadores em prédios da cidade por falta de condições de segurança para o seu funcionamento.
O Decreto-Lei nº 320 de 2002 transferiu para as câmaras municipais a competência para o licenciamento e fiscalização dos elevadores, o que até a essa altura era atribuída às direcções regionais de Economia.
Segundo o gabinete de imprensa da Câmara das Caldas, a partir de 1 de Outubro de 2004 iniciaram-se as inspecções das instalações dos elevadores no concelho. Entre 2005 e 2011 foram inspeccionados um total de 767 equipamentos, mas antes deste ano nunca fora selado nenhum.
A Gazeta das Caldas questionou a autarquia, através do gabinete de imprensa, sobre as razões que levaram a que só agora começassem a ser selados elevadores, mas duas semanas depois não houve qualquer resposta.
Curiosamente, as primeiras selagens foram aprovadas na reunião de Câmara de 21 de Março de 2011 e a última inspecção dos dois elevadores do edifício dos paços do concelho datam de 25 de Março deste ano.
Anteriormente o nosso jornal tinha perguntado à Câmara quais os motivos dessas selagens, tendo a autarquia respondido que se deveu ao facto de se "encontrarem ultrapassados os prazos limites para as apresentações dos pedidos de inspecções dos elevadores, sem que os respectivos proprietários os apresentem".
De acordo com as explicações, dadas por escrito, embora a fiscalização municipal efectue algumas diligências para que os proprietários apresentem as inspecções dos elevadores, estas, na sua maioria, têm sido infrutíferas.
Segundo a lei, todos os edifícios com elevadores são obrigados a celebrarem um contrato de manutenção com uma empresa de manutenção de ascensores, a entidade que passa a ser responsável pela manutenção das instalações.
Para poderem regularizar a situação, de modo a que os elevadores voltem a poder funcionar, é necessário que os seus proprietários se dirijam à Secção de Obras Particulares da Câmara e solicitem a emissão de guia para pagamento da taxa de 100 euros, juntamente com o pedido de reinspecção em requerimento escrito.
As instalações devem ser sujeitas a inspecção de dois em dois anos quando situados em edifícios comerciais ou de prestação de serviços (abertos ao público), de quatro em quatro anos quando situados em edifícios mistos, de habitação e comerciais ou de prestação de serviços, ou em edifícios habitacionais com mais de 32 fogos ou mais de oito pisos, e de seis em seis anos quando situados em outros edifícios habitacionais ou em estabelecimentos industriais.
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Gazeta das Caldas / Joana Fialho
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17:48 Sexta feira, 3 de junho de 2011
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Depois de ter verificado no ano passado um decréscimo na quantidade de alimentos recolhidos na campanha de Maio, o Banco Alimentar do Oeste conseguiu, no passado fim-de-semana, superar a quantidade de alimentos recolhida nos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos e Peniche. Ao longo de dois dias foram angariadas mais de 75 toneladas de alimentos nas superfícies comerciais e em pontos de recolha directa em várias freguesias da região.
Os valores alcançados este ano representam um acréscimo de 3,3% em relação à campanha de Maio de 2010, em que foram recolhidos 72,8 toneladas. Números que levam os responsáveis do Banco Alimentar do Oeste a dizerem que "o lema 'Graças à sua ajuda há cada vez mais sorrisos' é interiorizado pelos portugueses particularmente neste de crise". E a aposta nos pontos de recolha directa afirma-se cada vez mais acertada.
Este ano foram recolhidos cerca de 7.360kg de alimentos nas freguesias de Santa Catarina e Foz do Arelho (Caldas da Rainha), Vimeiro, Maiorga, Bárrio e Cós (Alcobaça), Figueiros, Painho, Alguber e Vilar (Cadaval), Reguengo Grande, Moita dos Ferreiros, Ribamar e Vimeiro (Lourinhã), Serra D'El Rei e Atouguia da Baleia (Peniche), Valado dos Frades (Nazaré) e Mercado do Bombarral.
Os alimentos vão agora ser encaminhados para as 48 Instituições Particulares de Solidariedade Social que fazem a ponte entre o Banco Alimentar e as famílias com comprovadas carências alimentares. A ajuda chega mensalmente a uma média de 1.675 famílias às quais chegaram já, entre Janeiro e Abril deste ano, mais de 218 toneladas de alimentos.
"As campanhas do Banco Alimentar Contra a Fome são sem dúvida a maior manifestação de solidariedade em Portugal, mostrando que a acção conjunta de todos gera resultados muito superiores aos que seriam obtidos se cada um resolvesse agir de forma isolada", referem os responsáveis do Banco Alimentar do Oeste. A nível nacional, foram recolhidas 2.309 toneladas de géneros alimentares. Mais 300 toneladas que as recolhidas na campanha de há um ano, o que se traduz num aumento de 14,9%.
Além da quantidade de alimentos recolhidos, há ainda que salientar a mobilização de 31.900 voluntários por todo o país. No Oeste, foram cerca de 1.800 as pessoas que deram um pouco do seu tempo, na recolha, descarga, separação e pesagem dos bens alimentares, para que a campanha fosse um sucesso. O que os move?
Ana e Andreia (15 anos) e Filomena (44 anos) dizem que "se todos nós déssemos um bocadinho não havia tanta crise no país". Por volta das 18h30 do passado domingo, dia 29, as três iniciavam mais um turno de recolha num supermercado na Benedita. E é precisamente por acharem que todos devemos contribuir um pouco que participam na campanha do banco Alimentar já há três anos, e sempre juntas. As mais novas acrescentam ainda: "nós ainda por cima não podemos trabalhar, por isso temos que contribuir de outra maneira".
Já habituadas a estas andanças, dizem que no final dos turnos se sentem "cansadas, mas felizes por termos ajudado". E apesar da crise, notam que "muita gente ainda pensa que a união faz a força" e que é por isso que as campanhas têm sido um sucesso, mesmo em tempos de crise.
Finda que está a campanha do Banco Alimentar Contra a Fome nas superfícies comerciais, os interessados em ajudar podem ainda fazê-lo até domingo, 5 de Junho, através da nova campanha na Internet, em www.alimenteestaideia.net. A novidade deste ano assenta numa nova plataforma de recolha de alimentos, que funciona de uma forma muito simples e permite doar alimentos aos preços mais baixos do mercado.
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