José Couceiro admite estar disponível para ser candidato à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) "desde que existam projetos de base".
A associação do nome do atual treinador do Gaziantepspor, da Turquia, à presidência da LPFP não é nova, tendo surgido mesmo antes do mandato de Hermínio Loureiro, e volta a ganhar forma com o aproximar de novo ato eleitoral.
Em declarações à Agência Lusa, José Couceiro diz que até ao momento ainda não recebeu qualquer convite formal, mas que já foi abordado por vários clubes, principalmente da Liga de Honra, no sentido de ser candidato. "Estarei disponível para pensar no assunto e discutir essa questão, desde que não seja para manter as coisas como estão e que a Liga seja um fator de união e não de desunião", defende José Couceiro.
Todos a puxar para o mesmo lado
Para José Couceiro "é essencial que os clubes funcionem na Liga como um cartel, salvaguardando as diferenças ao nível desportivo, dado que todos querem ganhar, e pretendam pensar em conjunto o negócio do futebol".
Entre os problemas urgentes a tratar pela Liga, José Couceiro elege a reorganização do futebol profissional, tornando-o mais competitivo, e a defesa de interesses comuns, tanto na Liga como na Liga de Honra.
"O sucesso passa por estabelecer bases de equilibro", sustenta José
Couceiro. "Somos um mercado pequeno, mas queremos competir com mercados grandes, nomeadamente no financiamento das provas profissionais".
O antigo treinador do FC Porto que já foi também diretor geral do Sporting, administrador da SAD do Alverca e presidente do Sindicato dos Jogadores, reconhece que abraçar um novo projeto trará sempre discordâncias, mas apela à "separação de interesses".
Criar modelo mais competitivo
José Couceiro afirma que está disponível para pensar o futebol profissional português, no sentido de criar um modelo que o torne mais competitivo, mas só avançará se houver uma ideia coincidente.
"Apresentar a candidatura será mesmo o último passo, pois o mais importante é pensar o futebol português. Como é que o podemos tornar mais competitivo a nível internacional", explica José Couceiro.
O treinador, que defende uma presidência acima da gestão das várias áreas (Disciplina, Arbitragem e competições) reconhece que, caso avance com a candidatura, terá que mudar radicalmente de vida.
"É um desafio altamente aliciante e interessante, se houver base para se poder avançar", adianta José Couceiro, interessado em participar na reforma no futebol português, embora admita que tal possa demorar algum tempo.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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