03/09/2010 atualizado às 1:42
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Freeport: MP não terá ouvido Sócrates por falta de tempo

Manchete da edição de hoje do jornal "Público" diz que "procuradores (do Ministério Público) quiseram ouvir José Sócrates" sobre caso Freeport, mas "prazos inviabilizaram tal diligência". Clique para visitar o dossiê CASO FREEPORT

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)
17:36 Quinta feira, 29 de Julho de 2010
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Primeiro-ministro, José Sócrates, ilibado no caso Freeport
Primeiro-ministro, José Sócrates, ilibado no caso Freeport
Marcos Borga/Visão

A julgar pela manchete do "Público" na sua edição de hoje, foi por uma unha negra que o primeiro-ministro acabou por não ser inquirido pelo Ministério Público no âmbito do processo do licenciamento do centro comercial Freeport. Segundo o jornal, foi por alegada falta de tempo que os procuradores não ouviram José Sócrates.

Clique para aceder ao índice do dossiê CASO FREEPORT

A notícia, citando como fonte o próprio processo, diz que "o Ministério Público tinha 27 perguntas a fazer ao primeiro-ministro mas os prazos inviabilizaram tal diligência".

Ainda segundo o "Público", o "Ministério Público não exclui possibilidade de o primeiro-ministro ainda vir a ser inquirido".

Prazos impostos pela PGR


De acordo com o "Público", os procuradores  entendem que o papel de José Sócrates no processo está longe de ser esclarecido e terão dito que só os prazos impostos pela Procuradoria-Geral da República para o fim do processo impediram que o primeiro-ministro fosse interrogado.

Ainda segundo o mesmo diário, os procuradores - que receberam o relatório final da Polícia Judiciária no dia 21 de junho - explicam que o vice-procurador-geral da República proferiu um despacho, no dia 4 do mês passado, em que fixou o dia 25 de julho como o do fim do prazo de encerramento do inquérito.

""Tendo em atenção este facto", e o disposto na lei do Conselho de Estado quanto à obrigatoriedade de obter autorização daquele órgão para ouvir o primeiro-ministro, os titulares do inquérito concluem que "mostra-se, por ora, inviabilizada" a inquirição de José Sócrates e a realização das restantes diligências referidas, deduzindo-se assim o despacho final", acrescenta o jornal.

Perguntas que não foram feitas a José Sócrates


"Confirma a recepção, na sua residência, de uma carta que lhe terá sido dirigida por Manuel Pedro, tratando-o por "Caro amigo?" - esta era uma das 27 perguntas que os procuradores ficaram alegadamente impedidos de fazer a José Sócrates.

Os procuradores também não terão conseguido perguntar  ao primeiro-ministro se confirmava "ter havido um apoio efectivo da família Carvalho Monteiro (tio e primos de Sócrates) ao licenciamento do Freeport". Bem como não puderam perguntar-lhe se encontrava "alguma explicação" para o teor das declarações produzidas nos autos por Hugo Monteiro (seu primo), segundo o qual a reunião promovida pelo pai com o então ministro do Ambiente "foi realizada e contribuiu decisivamente para o licenciamento do Freeport".

O Ministério Público gostava também de saber se José Sócrates "encontra alguma explicação" para as declarações de Hugo Monteiro, "no sentido de que, ainda antes da apresentação do projecto, foi ter consigo, a sua casa, na Rua Braancamp, em Lisboa, perguntando-lhe se não se importava que ele invocasse o seu nome, para prestigiar o projecto, ao que terá respondido afirmativamente". 

Outra questão que ficou por esclarecer refere-se "ao envio, através da conta de correio electrónico jose-socrates@ps.pt , de uma mensagem de propaganda eleitoral ao arguido Charles Smith(charlessmith@mail.telepac.pt ), sendo certo que o mesmo é de nacionalidade estrangeira e não inscrito nos respectivos cadernos eleitorais".

Os investigadores também não puderam perguntar a José Sócrates se "confirma que, em Outubro de 2000, enquanto ministro do Ambiente, deu alguma orientação no sentido do ICN apresentar proposta" de alteração dos limites da ZPE (Zona de Protecção Especial) do Estuário do Tejo.

Assim como não tiveram tempo de questionar o atual primeiro-ministro se, enquanto ministro do Ambiente, "teve conhecimento da colaboração do arguido Eduardo Capinha Lopes nas campanhas eleitorais do PS para as autárquicas de 2001, nomeadamente em Grândola, Santiago do Cacém, Moita, Barreiro e Alcochete e, em caso afirmativo, se essa colaboração influenciou a sua escolha para o desenvolvimento dos projectos de arquitectura do complexo Freeport".

Sócrates e Gonçalves principais decisores políticos


A importância da inquirição ao atual primeiro-ministro, então ministro do Ambiente, e do então secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza - diz o jornal -, é enfatizada na página 100 do despacho final assinado na passada sexta-feira, pelos procuradores Paes de Faria e Vítor Magalhães.

"Na verdade, foram eles os principais decisores políticos do processo de licenciamento (...) e, além do mais, foram referidos em diversos documentos apreendidos e em depoimentos prestados" nos autos, justificam os magistrados, que logo a seguir apontam para um conjunto de 27 questões que "importaria que o então ministro do Ambiente esclarecesse", e dez outras que deveriam ser dirigidas ao secretário de Estado do Ambiente, na altura Rui Nobre Gonçalves. 

A necessidade de ouvir José Sócrates e Rui Gonçalves volta a ser referenciada no capítulo do despacho intitulado "Diligências não realizadas/concluídas", que fala de quatro cartas rogatórias dirigidas a autoridades judiciais estrangeiras que ainda não obtiveram resposta (uma das quais tinha por objetivo a inquirição do ex-presidente do grupo britânico Freeport, Sean Collidge).

 

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Não tiveram tempo???
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 2 pontos , 2:20 | Sexta feira, 30 de Julho
Mantiveram o homem no grelhador durante 6 (seis!!!) anos e dizem que "não tiveram tempo"???

Vergonha!
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Só um “tanso” é que ainda não percebeu.....
pinhadouro (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 9:42 | Sexta feira, 30 de Julho
Só um “tanso” é que ainda não percebeu que o que está em causa em toda esta história, é o regresso ao passado, do famigerado regime de Oliveira Salazar, com a capa de democracia envergada pelos ppd/psd,s. Como os basbaques que urdiram toda esta teia, durante seis anos não conseguiram obter provas que incriminassem José Sócrates, porque não as há, vêm agora, qual virgem ofendida dizer que não foram feitas perguntas a José Sócrates por falta de tempo, falta de tempo!..., seis anos não é muito tempo? Senhores…..deixem os lugares que ocupam sem serem eleitos por ninguém e que custam ao erário público rios de dinheiro, formem um partido que é para isso que estão vocacionados e candidatem-se à Assembleia da República e aí sim têm toda a legitimidade para fazer política, na justiça, não, aí a politica tem que ficar sempre do lado de fora da porta dos tribunais.
São horas de o povo português tomar consciência de quem efectivamente está com ele e de quem se serve dele para fins inconfessáveis no sentido de destruir tudo o que foi feito com a revolução de Abril.
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    Re: Só um “tanso” é que ainda não percebeu.....    Ver comentário
Lima2 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:29 | Sexta feira, 30 de Julho
    Re: Só um “tanso” é que ainda não percebeu.....    Ver comentário
pinhadouro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:21 | Sexta feira, 30 de Julho
Isto é uma VERGONHA !!!
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 10:29 | Sexta feira, 30 de Julho
Apenas isso..uma VERGONHA !!!..

Ou a mais completa falta dela....

Isto ficará para a História da Justiça como o exemplo perfeito de como não deverá ser exercida..

Justiça nunca poderá significar a manutenção do pairar da suspeita sobre quem quer que seja..

A Justiça é conclusiva e convincente nos resultados..

Com gente deste calibre a exercê-la a Justiça é enxovalhada..

Ninguém..nem mesmo Sócrates (com quem antipatizo pelo que é e simboliza) merece esta forma de se exercer Justiça..

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O que esta noticia me leva a pensar é...
gtdriver (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Quinta feira, 29 de Julho
que o MP não teve coragem de chamar o PM a depor. Se assim o não fez em devido tempo, não tem que o transcrever no seu despacho.
Parece que o MP tem por objectivo envolver o PM de qualquer forma, mas se a razão que apresenta é a falta de tempo, mais valia estarem calados.

No fundo todo este processo foi mal conduzido desde o inicio, o que nos deve preocupar a todos pois indicia que ou o MP é incompetente ou então não tem como fim a aplicação das leis de um estado de direito.
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    Re: O que esta noticia me leva a pensar é...    Ver comentário
Lima2 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:26 | Sexta feira, 30 de Julho
Sócrates: A verdade vem sempre ao de cima
Robinsoncrazy (seguir utilizador), 1 ponto , 23:44 | Quinta feira, 29 de Julho
Como é óbvio a frase é do povo e e não de sócrates!
O MP não terá ouvido Sócrates por falta de tempo!
AHAHAHAHahahahahahahahahahaha
Heheheheheheheheh
Hihihihihihihihihihihihihihihihihi
OHOHOHOHOHOHOHOh
UHUHUHUHUHUHUH
Aiaia!
""Tendo em atenção este facto", e o disposto na lei do Conselho de Estado quanto à obrigatoriedade de obter autorização daquele órgão para ouvir o primeiro-ministro, os titulares do inquérito concluem que "mostra-se, por ora, inviabilizada" a inquirição de José Sócrates e a realização das restantes diligências referidas, deduzindo-se assim o despacho final"!
E depois de tudo isto Sócrates ainda tem o descaramento de se considerar ilibado? Ele Deita os foguetes, apanha as canas, grita por fogo e depois disfarça: é só fumaça! Este Sócrates é mesmo o artista de serviço...no circo de S. Bento!
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