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Freeport: Advogados esclarecem "fluxos financeiros" de €5 milhões

Em comunicado, a Vieira de Almeida confirma as buscas e diz que as mesmas apenas se referiam apenas ao caso Freeport, de que foi representante no contrato de compra e venda do imóvel do Outlet.

20:06 Quinta feira, 22 de janeiro de 2009

A sociedade de advogados Vieira de Almeida, que representa a Freeport, garantiu hoje ter esclarecido à Polícia Judiciária "todos os fluxos financeiros" relacionados com a compra dos terrenos onde se situa o centro comercial em Alcochete.

Em comunicado, a Vieira de Almeida (VdA) confirma ter sido alvo de buscas por parte das autoridades, esclarecendo que as diligências hoje realizadas "incidiram apenas sobre o chamado caso Freeport", não abrangendo a sociedade de advogados, nem os seus sócios ou colaboradores.

"Foi hoje requerida à VdA pelas autoridades competentes que prestasse informações, tendo as mesmas sido disponibilizadas nos termos da lei. A VdA esclareceu todos os fluxos financeiros em que interveio, sempre como representante legal da Freeport, nomeadamente o que se relaciona com o contrato de compra e venda do imóvel onde se localiza o Outlet, no montante de 1175 milhões de escudos" (cerca de cinco milhões de euros), refere a sociedade de advogados.

No documento, a VdA esclarece ainda que este valor se reporta "integralmente" ao pagamento dos terrenos, como consta na escritura celebrada em Setembro de 2000. "A VdA é desde o início representante legal da Freeport em Portugal. No âmbito desta assessoria, a VdA prestou à Freeport, uma sociedade cotada em Inglaterra, serviços jurídicos nas diferentes fases de desenvolvimento do projecto, em moldes similares aos prestados à generalidade dos clientes internacionais", adianta a sociedade de advogados.

Antes de divulgar este comunicado, a Vieira de Almeida Associados diz ter mostrado previamente o seu teor ao juiz de instrução e aos procuradores presentes na diligência, "que nada opuseram aos seus termos", assim como ao presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, que o aprovou.

Além do escritório de advogados Vieira de Almeida & Associados, a casa e as empresas de Júlio Carvalho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, e o ateliê de arquitectos Capinha Lopes foram hoje também alvo de buscas, no âmbito do mesmo caso.

O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET), decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei.

O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal "O Independente", a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por alegadamente ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente.

Posteriormente, a PJ e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro no caso Freeport.

Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida. Já este ano, a 10 e 17 de Janeiro, o Ministério Público (MP)emitiu comunicados onde esclarecia que, até àquele momento, não havia indícios do envolvimento de qualquer ministro português, do actual Governo ou de anteriores, em eventuais crimes de corrupção relacionados como o caso.

Os esclarecimentos do MP surgiram na sequência de notícias do semanário "Sol", segundo as quais "um ministro socialista do Governo de António Guterres é visado pelas autoridades judiciais do Reino Unido na investigação criminal em curso neste país sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete".

Na edição do dia 17, o semanário assegurava que "uma gravação vídeo da conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do Freeport e um sócio da consultora Smith e Pedro refere o pagamento de luvas a um ministro português".

Acerca desta notícia, o DCIAP assegura que "não foi até hoje recebida qualquer gravação vídeo ou qualquer outro elemento de provas com valor jurídico, face à lei portuguesa, enviado por investigadores ingleses, apesar do pedido repetido de uma cooperação ampla e franca feito pela justiça portuguesa à justiça inglesa".

Nas notas divulgadas este mês, a PGR lembrava que o processo se encontra no DCIAP e que as investigações aguardam o cumprimento de uma carta rogatória remetida para Inglaterra em 2005, sublinhando que já se realizou uma reunião com as autoridades competentes inglesas para "assegurar uma maior cooperação" entre as duas partes.

Segundo a edição online do Público, as buscas hoje feitas a diversas empresas foram realizadas na sequência de uma carta rogatória enviada pelas autoridades inglesas às portuguesas.

O primeiro-ministro, José Sócrates, já disse esperar que as autoridades judiciais "façam rapidamente o seu trabalho" relativamente ao caso Freeport, recordando que ele surgiu na campanha eleitoral de 2005 e "volta agora quando vão novamente ser disputadas eleições".

Afirmando que não comenta nem conhece as actividades das autoridades judiciais, Sócrates disse esperar que "façam o seu trabalho e o façam rápido".
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Virgens e santidades
Liberto Dias (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 23:15 | Quinta feira, 22 de janeiro de 2009
Sobre este caso já muitos têm opinião consoante o quadrante político em que se situem, a simpatia ou aversão pelo actual 1º Ministro. O entusiasmo no telejornal da TVI era hoje indisfarsável, sinal que vai haver títulos e "shares", directos e audiências, e muito "climax"...
Quanto à corrupção, pequena e grande, vivemos num pobre País de "virgens" e "santidades", onde os políticos são os únicos velhacos.
A mentalidade dominante da cunha e compadrio, trafico de influencias e espertezas várias, justifica-se subdesenvolvimento e luta pela sobrevivência do Zé, que até não tem a culpa de ser assim.
Eu que não acredito em anjos e demónios, não debito sobre negócios do Tejo. Todos têm o seu enquadramento fluvial.
Chegam-me as imagens da banca e os salários ronaldianos dos dedicados administradores ou o tipo que nos pergunta " quer com factura ou sem factura?".
Tudo será possível neste promissor 2009...
Faz-nos falta é um Alexandre O´Neil para descrever tudo isto numa curta e definitiva frase.
             
 
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    Enquadramento fluvial    Ver comentário
Virtualix (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
Caso Freeport
ANO1933 (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 20:55 | Quinta feira, 22 de janeiro de 2009
Eu não sou dos que confundo o tio com o sobrinho! Cada um nada tem a ver com o outro, a não ser os laços familiares que os unem!
No entanto,não quero deixar de rotular de descabida a
reacção de José Sócrates! Essa, de "aparecer sempre que há eleições foi chão que já deu uvas!
O que é que a Polícia tem a ver com actos eleitorais?
Porque razão a Polícia fêz buscas às instalações do seu tio, de onde levaram documentos e computadores e falaram num comprometedor email , ao que parece referia influências Políticas. Visitaram ainda o escritório de Advogados de Vasco Vieira de Almeida e
de um Arquitecto ligado à Freeport!
A sua reaçção, será porque era o ministro do Ambiente nesse Governo chefiado por António Gutererres?
QUEM NÃO DEVE NÃO TEME!
Deixe a polícia fazer o seu trabalho, porque se ela está no terreno, algumas supeitas,tem,que podem ser
infundadas como é óbvio !
E os ingleses, também falam neste caso, e em pagamento de luvas!
Para bem da verdade, esclareça-se tudo de uma vez, e não vá para o processo dos "ARQUIVAMENTOS!
 
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Que objectividade?
user178221 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:44 | Quinta feira, 22 de janeiro de 2009
O enorme alarido que a dita Comunicação Social está a fazer à volta deste caso do freeport mereceria, antes de tudo -e dada a gravidade da inclinação que está a ser dada ao caso- o cabal esclarecimento, até agora aligeirado, do seu início.
Resumindo: ao que parece, alguém (não se sabe quem), em Iglaterra, teria feito algumas denuncias (gravadas) de várias pessoas, entre elas o tal ministro ligado ao licenciamento do projecto (já toda a gente sabe quem é...) de terem recebido avultadas "luvas" para se obter o mesmo. Esse alguém, que parece estar na situação de arguido, também parece que está ligado à transferência ilícita dessas verbas.
Toda essa parte é dada de forma aligeirada. Todo o enfoque é dado ao tal ministro como tendo sido corrupto.
Quem é esse denunciante isolado? Não se sabe. Há mais testemunhas? Parece que não. Que fiabilidade e que provas tem essa denúncia? Não se sabe. Tudo se resume ao uma denúncia gravada.
Que provas apresenta o denunciante? Não se sabe.
Sendo ele o responsável pela dita operação, até poderá ser o principal suspeito? Não se sabe. Até poderia denunciar o Papa ou o Bush, ou...ou... ? Não se sabe.
Mas para a Comunicação Social lusitana, pela forma como noticia o caso, tudo está claro: foi o tal ministro (que toda a gente sabe quem é...) que é o grande corrupto!
E se for provado que afinal são tudo falsas pistas, haverão sempre vozes que dirão que o tal ministro recebeu uma cabazada de massas e é um corrupto. Esse é o objectivo (eleitoral).
 
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    Re: Que objectividade?    Ver comentário
ora-ai-vai (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
carta rogatória com 3 anos???
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 22:48 | Quinta feira, 22 de janeiro de 2009
"Nas notas divulgadas este mês, a PGR lembrava que o processo se encontra no DCIAP e que as investigações aguardam o cumprimento de uma carta rogatória remetida para Inglaterra em 2005" - TRÊS ANOS À ESPERA DA RESPOSTA A UMA CARTA ROGATÓRIA???
(Lesmas!!!)
 
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O PM ESTAVA NERVOSO
luta e acredita (seguir utilizador), 1 ponto , 23:02 | Quinta feira, 22 de janeiro de 2009
Só "um" pequeno reparo:

O PINÓQUIO ESTAVA NERVOSO E DECIDIDAMENTE O "REI" VAI NU.

QUE ERA PINÓQUIO JÁ QUASE TODOS VIRAM.

QUE É GABAROLAS E USA A IMAGEM DE FORMA GENIAL TODOS CONCORDAMOS.

QUE NOS VAI LEVAR PARA O FUNDO DE UMA FORMA INCRIVELMENTE IRRESPONSÁVEL NÃO TENHO DÚVIDAS (mas, segundo ele, nenhuma futura geração vai ficar sem TGV - MAS SERÁ QUE NÃO EXISTE NINGUÉM QUE GRITE).

EU PERGUNTO...QUEM PÁRA ESTE PINÓQUIO, ESTE HOMEM EGOCÊNTRICO E IRRESPONSÁVEL?

LUTA E ACREDITA - O POVO É SERENO MAS NÃO É ESTÚPIDO.
 
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Doa a quem doer! (2)
ameijoafresca (seguir utilizador), 1 ponto , 0:36 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
O Sol brilha em Alcochete
com a cintilação de umas luvitas douradas,
só não aparece em manchete
nos jornais cúmplices das trapalhadas!

A corrupção tem de ser combatida,
doa a quem doer,
a verdade não pode ser escondida
por ser gente do poder!

(ameijoafresca.blogspot.com)
 
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Gato escondido com o rabo de fora
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 1:21 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
O PM já preparou os portugueses para o desfecho deste caso. Ele era ministro do Ambiente, todos os licenciamentos foram sujeito ao amém do Ministério do Ambiente que "ele" tutelava, mas "ele" nada teve a ver com o assunto...Nem uma assinaturazinha, nem sequer ouviu falar no assunto lá pelos ambientais corredores...Já estou a ver o "filme". Se a Polícia do PS, perdão a Polícia portuguesa tiver coragem de levar a investigação até ao fim quem se entalará neste "caso" será um funcionáriozinho qualquer sacrificado no altar dos interesses políticos do "chefe".
 
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A culpa é do Socrates pah e do Guterres
philipe47 (seguir utilizador), 1 ponto , 3:06 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
Que vergonha! ha gente que diz trabalhar, esperando docs desde 2005! Isso nao prescreveu ja? Quando esses trabalhadores da justiça arquivarem o processo, vao ter direito a reforma ou levam com um processo disciplinar?
Nao ha quem retire o processo a essa artista das leis e a mande para as obras? que vergonha de justiça que temos!! digna dum Vale de Azevedo!!! querem ver que a culpa é dos "bifes", que nao sabem nada de justiça?
 
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mesma panela
gomes2333 (seguir utilizador), 1 ponto , 5:40 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
pois eu acho que come todos da mesma panela
toda a gente a roubar , e os pobres a pagar
 
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O Camarate de Sócrates
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 10:16 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
Este caso Freeport é mais um daqueles casos que nunca terão um fim em Portugal. Virão sempre à baila quando houver eleições. No país dos casos eternamente NÃO RESOLVIDOS, como Casa Pia, Joana, Maddie, Camarate e agora este da Freeport, onde o ESTADO DE DIREITO É LETRA MORTA, fica demonstrado à saciedade que neste país o que interessa não é ENCONTRAR SOLUÇÕES OU RESOLVER PROBLEMAS, mas sim, ADIÁ-LOS e UTILIZÁ-LOS COMO ARMA POLÍTICA.

É próprio do terceiro-mundo da lei do vale tudo ...
 
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user178221 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:03 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
in publico
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 10:34 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
"Se este caso Freeport, tal como o muito que está escondido debaixo do manto do BPN, não for explicado, então, a uma crise económica profunda há-de vir juntar-se uma terrível crise do regime democrárico. Em certas alturas, já se sabe, é melhor cair tudo para construir uma coisa nova."
Eduardo Dâmaso, 23-1-2009
 
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Já são tantas...
tarik (seguir utilizador), 1 ponto , 10:49 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
O sr. Sócrates já fez tantas que este caso é a cereja em cima do bolo (penso eu «de que»). Já mostrou o que vale. Espero que os ingleses não deixem esmorecer este caso, mas o mais certo é ficar tudo em águas de bacalhau a «bem da Nação».
 
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Estender a língua
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
Em autodefesa,Sócrates meteu argolada.Ler em: http://rumoincerto.blog.c...
 
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imaginem
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 11:07 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
imaginem esta familia reunida, a discutir a estratégia para facturar uns largos milhões, sentados com uma maquina de calcular para não haver enganos na lista.
o sobrinho já tem experiência com umas casitas na camara da Guarda. agora pá está no lugar certo para mexer os cordelinhos, é de aproveitar. telefona já para os jorges coelhos e até aos loureiros.
torradinha filho, vê lá se te constipas....fuckers!
 
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flyboy. spot on!
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 11:24 | Sexta feira, 23 de janeiro de 2009
eu não sou ganda escritor, mas este sim. permita-me o copy paste:
O tio prodigioso
   
    Sabemos agora que Sócrates tem um tio prodigioso,um homem de iniciativa,com actividade em «offshores antigas»,como o próprio admitiu depois da visita policial.Sabemos,por um jornal de hoje,que a irmã do empresário -- e mãe do sobrinho -- está «aflita» com o caso. Não apurei se por causa do irmão,do filho ou de ambos. Também sabemos,por informação do próprio,que o sobrinho não está nada preocupado com o caso,porque a sua actuação, no caso Freeport de Alcochete, foi de acordo com o estabelecido na altura.Que bom é ter assim um tio,ousado investidor aqui e no estrangeiro.E que bom é ter assim um sobrinho,altamente colocado em resultado de uma eleição exemplarmente democrática.
    Não tendo eu razões para suspeitar da verticalidade do sobrinho (embora ele minta muito,mas isso são coisas do jogo democrático), já me fez espécie aquela deriva,segundo a qual o caso Freeport só surge em vésperas de campanha eleitoral. Ai é? Será que o sobrinho insinua que a justiça --neste caso a Procuradoria-Geral da República e a PJ -- entraram em campanha eleitoral? E logo contra a família Sócrates?Mas isso é gravíssimo.Atrevo-me a dizer: mais grave do que se o caso Freeport acabar numa escandaleira com prisões nas altas esferas. E porquê? Porque,em tal caso,o regime democrático fica ferido de morte. Salazar até ria no túmulo. E adianto: o sobrinho do tio tem consciência da enormidade que lhe saiu da boca? Há defesas que mais vale não invocar.
    No mesmo dia em que tudo isto se passava, as más notícias não cessavam de chegar.Primeiro, o governador do Banco de Portugal admitia ir a economia nacional retrair-se mais do que 0,8 %,mas menos do que os 1,6 % do PIB avançados pela Comissão Europeia.Assim,como quem não quer a coisa,Constâncio não tendo coragem para alinhar com o Governo,suaviza dizendo que a UE exagera.Só que logo a seguir confessa ser impossível fazer previsão certa.Isso a gente já sabia. Segundo,a Qimonda,a maior exportadora nacional,com 1800 empregados,entou em falência.Depois dos 350 milhões de euros que lhe foram injectado,revelou precisar de mais 300 milhões. A primeira tranche veio da Alemanha e de Portugal.E agora? Terceiro,facto,menor mas sintomático, a emblemática Camisaria Moderna,do Rossio 110,caiu sob penhora de 64 mil euros. Ora vejam lá: tendo nascido na Primeira República e atravessado incólume o Estado Novo, o PREC,o pós-PREC,a AD,o soarismo,o cavaquismo,o barrosismo e o santanismo,a Camisaria Moderna corre o risco de não resistir ao socratismo..O pior é que o país também não.

http://rumoincerto.blog.c...
 
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