Todos decerto nos lembramos do Terminador em que no visor do robô surgem dados adicionais sobre as imagens que ele vê. O que me impressionou no artigo foi não tanto a questão de adicionar dados às imagens captadas, isso é assunto já muito debatido e conhecido como "Augmented Reality".
No entanto, esta "Realidade Aumentada" está tipicamente associada à introdução de óculos ou outros dispositivos que se tornam incómodos, são inestéticos e, de alguma forma, afastam o utilizador da realidade que ele quer ver, colocando uma espécie de barreira entre os seus olhos e o mundo exterior.
Neste caso é diferente. As lentes de contacto estão de tal forma banalizadas e são de tal forma integradas numa pessoa que à primeira vista não é possível distinguir uma pessoa que as use de uma pessoa que as não use.
E o que é facto é que os avanços da electrónica e da sua miniaturização permitem colocar uma grande capacidade de informação, de comunicação e processamento até numa lente de contacto.
Assim sendo, não devem estar longe os tempos em que os condenados a usar lentes de contacto poderão ter gadgets adicionais nas suas lentes, capazes de processar imagens e comunicar sem fio com outros servidores onde abundará informação mais centralizada.
Não falo apenas de ver a temperatura, a pressão etc, falo de dispositivos de tratamento de imagem que podem ajudar o utilizador na sua vida normal, por exemplo, ajudando-o a identificar caras (indicando o nome da pessoa conhecida e de onde o conhece), a avisar o utilizador na condução caso se esteja a desviar da faixa, enfim, um sem número de informações ali, sempre disponível e bastante útil.
Eu, por enquanto, ainda me sinto feliz por não necessitar de lentes de contacto. Mas até quando?
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