13/02/2012 atualizado às 19:00
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Fisco notifica mais de três mil empresas faltosas

Dívidas de empresas ascendem a mais de €900 milhões, incluindo as situações de retenção na fonte de IRS e IRC, bem como  IVA não entregue ao Estado. 

14:16 Segunda feira, 15 de março de 2010

A Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI ) está a notificar mais de três mil empresas que descontam o IRS aos seus trabalhadores e não o entregam nos cofres do Estado para regularizarem a situação.  
 
Segundo a DGCI, o objetivo desta medida é permitir a regularização antes de passar à fase final de instrução dos processos de inquérito criminal.
 
As dívidas dessas empresas ascendem a mais de 900 milhões de euros, incluindo as situações de retenção na fonte de IRS e IRC, bem como do IVA recebidos dos clientes e não entregue ao Estado.  
 
Além da recuperação das receitas fiscais desviadas pelas empresas em questão, a DGCI vai responsabilizar os seus administradores e gerentes, bem como outros participantes prevista na Lei.  
 
A lei impõe a adoção célere de medidas coercivas com vista à recuperação dos impostos não entregues nos cofres do Estado, como por exemplo a penhora, a venda, a publicitação na lista de devedores da Internet ou o cancelamento de benefícios fiscais.  

Elevado prejuízo patrimonial do Estado


 
Antes de efetivar estas medidas, a DGCI enviou comunicações eletrónicas, a apelar à regularização da situação criminal, às 3.578 empresas faltosas e aos 2.483 administradores ou gerentes das empresas infratoras, por serem eles os responsáveis pela determinação da vontade criminal dessas empresas.   

Em comunicado, a DGCI refere que a conduta das empresas infratoras e dos responsáveis referidos "reveste-se de elevada gravidade, não só porque causa um elevado prejuízo patrimonial ao Estado, como também porque causa danos muito gravosos aos contribuintes cumpridores e à economia em geral".   

A Administração Fiscal, enquanto Órgão de Polícia Criminal, tem o dever de instaurar processos de inquérito e de realizar os atos de investigação criminal tidos por convenientes.  
 
Concluídas as investigações relativas ao inquérito, os Serviços de Investigação Criminal da DGCI remetem os processos ao Ministério Público (artigo 42.º, n.º 3 do RGIT).

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar, a partir de amanhã, o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.


Lusa
Palavras-chave  Economia, Fisco, IRS, IVA, IRC, dívidas, impostos, empresas
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Aplique-se a LEI !!!
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 22:47 | Segunda feira, 15 de março de 2010
Poder-se-á concordar ou não com a Lei Fiscal mas há que a cumprir..
Até existe a "benesse" de se utilizar em prazos variáveis de acordo com a sua natureza e prazo de entrega ao Estado "fundos" que se poderão considerar créditos..do estilo cobras..retens usa mas não é teu..chega o momento de entregar a quem de direito..entrega..é assim que eu vejo as coisas..e pratico..quando faz falta prefiro recorrer aos fundos que me estão confiados (considero-os uma compensação por desempenhar a função de cobrador de impostos sem remuneração)..
Já escrevi muito..aqui e noutros locais (especialmente á ANECRA)..ao longo de vários anos que uma das formulas de detecção de fraudes variadas passaria por legislar no sentido de se acabarem com facturas onde se inscreve "Consumidor Final" no lugar do nº de contribuinte..
Hoje mesmo assisti a um exemplo desses..um beneficiário de subsidio de desemprego e gancheiro a adquirir peças (fá-lo recorrentemente) para o exercicio da profissão pela qual está desempregado e instado pelo caixeiro respondeu "factura sem nome"..
Se fosse implementada esta ideia certamente que muitos gancheiros pensariam duas vezes em praticar esta fraude que a todos nos afecta..
Com um simples cruzamento de dados seria de imediato detectada a fraude..um desempregado a comprar material para "N" modelos e marcas significa o quê ?..
 
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Há muitas fraudes......
SoundsandNews (seguir utilizador), 1 ponto , 12:51 | Terça feira, 16 de março de 2010
...e as maiores não são a dos gancheiros mas são por exemplo, a dos palhaços que por pertencerem a um partido político, fazem canalhadas, têm n benesses, não são despedidos, não vão presos e recebem chorudos prémios........sempre com o Amen "ético" do partido.

Se querem mais impostos, têm que dar o exemplo e deixarem-se de chulisses políticas. Eu, cada vez que pago impostos, fico com a sensação que grande parte deles, vão para os boys e famílias.
 
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