Claire Cruise diz-se muito preocupada com o que estão a fazer aos miúdos, especialmente ao mais pequeno, Blanket
Paul Buck/EPA
Nem Michael Jackson
conseguiria colocar em palco tanto espectáculo. Neste preciso momento, na escadaria que vai dar ao tribunal principal de Los Angeles, uma mulher chamada Claire Elizabeth Fields Cruise declara de frente para um batalhão de microfones e câmaras de filmar que é ela a mãe dos filhos de Michael Jackson. Diz-se muito preocupada com o que estão a fazer aos miúdos, especialmente ao mais pequeno, Blanket.
Claire Cruise, de t-shirt azul e linguagem física animada, foi falar com o juiz. O magistrado garantiu que lhe daria mais atenção se ela fosse preencher a devida papelada e desse início a um processo legal, como mandam as regras.
O fim-de-semana também havia sido pautado por declarações espantosas. Num caso que obteve alguma atenção, o padrinho das crianças afirmou ao tablóide britânico "News of the World" que era ele o verdadeiro pai dos filhos que, até hoje, toda a gente julgava serem, legal e biologicamente, do 'rei da pop'.
Mark Lester, um actor reformado com quem Jackson passava férias nos meios dos vários filhos vindos de um lado e de outro, declarou que Michael lhe pediu uma doação de esperma no momento em que decidiu que queria mesmo ter filhos. Lester acrescentou que pelo menos a filha mais velha de Michael Jackson, Paris, é dele. Lester lembra-se de ter acedido apenas ao pedido de Michael, do momento em que frequentou o banco de esperma e do instante em que de lá saiu, contente como um adolescente emergindo de uma escapadela a um cinema porno.
Oferecendo mais pormenores, Mark Lester confirmou que o cantor tomava Depo Provera, um medicamento que induz um efeito de castração mental e que é usado para controlar os predadores sexuais de menores. Mark Lester garantiu que, claramente no caso do amigo Michael Jackson, era esse o único método de controlar os seus impulsos vis a vis rapazes muito mais jovens.
O advogado que representa a família Jackson ignorou estas chamadas de atenção, dizendo que não passavam de pessoas aproveitadoras acenando números de uma qualquer "lotaria genética".
O jornal inglês "Sunday Mirror" apresentou declarações Susan Etok, uma médica londrina a quem Michael Jackson teria, alegadamente, pedido socorro na aquisição de medicamentos.
Etok disse que a medicação, pedida de maneira implorada por Jackson, tinha nomes americanos que não lhe diziam nada mas que a palavra Diprivan lhe soou familiar. Diprivan é usado em anestesias e, supostamente, era um recurso a que Jackson deitava mão quando queria dormir.
Tem sido especulado que foi essa substância, vendida sob o nome Propofol
, que o vitimou na noite de 24 ou na manhã de 25 de Junho passado. Jackson foi encontrado sem vida na mansão que alugou em Bel Air, o bairro mais exclusivo de Los Angeles onde sempre viveram as maiores estrelas de cinema e onde ainda reside Nancy Reagan.
Entretanto, um juiz de Los Angeles acabou de aprovar o acordo multimilionário
sobre as imagens captadas durante os últimos ensaios para os concertos que o Londres que não chegaram a realizar-se. As imagens existem em vídeo em alta definição e mantêm-se guardadas num cofre-forte, no Staples Center.
Na audiência de hoje de manhã os advogados de Katherine Jackson levantarem algumas objecções sobre pormenores de merchandising e o juiz pareceu sugerir que as crianças não deveriam, talvez, ser representadas pela mesma firma de advogados que vela pelos interesses da avó.
As últimas notícias referem que, findo que estão os testes toxicológicos, o cérebro do cantor já foi reunido ao cadáver. Não contando com as várias fugas de informação que até já despoletaram uma investigação em pleno Coroner's Office, os resultados das duas autópsias mantêm-se em segredo oficial. Não é que o corpo esteja a aguardar outra ronda de análises microscópicas. Não se espera, realmente, que haja uma terceira autópsia. Desde logo porque as reacções químicas nos tecidos já sofreram a influência do tempo passado entretanto e, também, como disse um dos médicos assistentes, porque o corpo já se encontrava bastante retalhado - a expressão foi "sliced and diced" - mesmo antes da segunda autópsia.
A demora na divulgação oficial terá mais a ver com a estratégia legal do condado de Los Angeles, que ficou com este caso escaldante (e escaldantemente caro) na mão, não podendo arriscar que a investigação seja derrotada em tribunal quando chegar o momento de mostrar provas conclusivas e incriminar quem teve culpa. Michael Jackson continua sem ser sepultado.