Manuela Ferreia Leite Deixa a liderança do partido ao fim de dois anos sem que ninguém lhe peça que continue. Mas como a própria fez questão de frisar na sua intervenção, teve razão em muitas das batalhas que travou: endividamento do país, travagem das grandes obras públicas, as críticas à actuação do Governo em relação à comunicação social.
Rui Machete Dirigir um Congresso do PSD não é tarefa fácil, é certo. Mas o presidente da Mesa do Congresso deixou muito a desejar. Confuso e trapalhão.
Marcelo Rebelo de Sousa Entrou sem ser candidato. Saiu sem ser candidato. Mas fez um belo discurso e deixou muita gente e pensar que com ele as coisas poderiam ser diferentes para o partido.
Marques Mendes Certeiro o seu discurso do "cheira a fim de regime".
Pedro Passos Coelho Entrou no Congresso como favorito e sai dele como favorito. Mas não conseguiu deixar que a sombra de Rangel esteja atrás de si. Não comprometeu mas também não empolgou.
Paulo Rangel Depois de um primeiro discurso assim-assim, melhorou na segunda intervenção. Conseguiu neutralizar Aguiar Branco, que poderia ser um perigo para a sua candidatura, e assim parece sair do Congresso mais forte do que entrou.
Aguiar Branco Eclipsou-se no momento decisivo. Era o outsider à entrada, fica fora de jogo à saída. Quando tem de jurar que não desiste está tudo dito.
Fernando Costa Todos os congressos têm o seu momento tino de rans. O presidente da Câmara das Caldas da Rainha foi o animador do conclave na noite de sábado. Por entre boutades disse também farpas políticas certeiras, ao criticar Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel.
Santana Lopes Foi dele a ideia deste congresso. E teve um discurso de tentativa de reabilitação da sua imagem ("a má moeda sou eu?") que foi muito aplaudido.
Alexandre Relvas e Rui Rio Eram os dois grandes apoiantes de Aguiar Branco. Mas entraram mudos e sairam calados do congresso, ajudando a "enterrar" Aguiar Branco.