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Ficção e factos sobre Islão

José Rodrigues dos Santos escreve bons romances. O problema é que mistura ficção com história factual. É por isso que diz muitos disparates seguidos.

Faranaz Keshavjee
10:31 Segunda feira, 26 de outubro de 2009

Em casa gostamos de ler os romances de Rodrigues dos Santos. É um bom romancista. Quanto a factualidades ou dados que queira documentar passo a acreditar, depois da entrevista que deu à Visão, que os seus conhecimentos sobre o Islão, a história, e a vida e obra do Profeta Muhammad, são infundados e distorcidos.

Tivesse conversado um pouco comigo e teria muito gosto em sugerir algumas obras e textos fundamentais para que percebesse mais qualquer coisa sobre o problema da leitura literal de textos biblicos, e da colagem directa a leituras parciais e enviesadas de um mundo tão vasto, diverso e plural como é o mundo muçulmano, e todas as suas comunidades interpretativas.

Reuven Firestone, por exemplo, tem uma obra interessantíssima: "Jihad The origins of the Holy War" - que deita abaixo de imediato teses parecidas com as do escritor- jornalista.

Sem querer simplificar o que é complexo, e merece leitura cuidada, Firestone argumenta que a razão para que o Alcorão tenha tantas passagens sobre a Jihad (lutar para se superar a si próprio na busca da fé), que é diferente de Harb (guerra) e qital (matar), é porque o Islão vem colocar em causa uma coesão de tipo tribal para defender uma ideologia da paridade, onde a fraternidade não é de sangue, mas de fé.

A razão porque faz tantos apelos à defesa da fé e dos crentes no islão, prende-se efectivamente, como diz Firestone, ao facto de os seus seguidores não conseguirem fugir à lógica tribal e matar os seus irmãos. Porque efectivamente, o Alcorão está cheio de passagens com apelos de paz, de pluralismo e de aceitação da diferença de crenças.

A ideia de Guerra Santa só surge muito mais tarde na historiografia ocidental europeia quando se estuda a Inquisição e as motivações dos Cruzados; antes, nem os muçulmanos, nem o Alcorão veiculavam esta ideia.

O desconhecimento que atravessa as intelectualidades europeias modernas, e que provoca inevitáveis choques de ignorâncias, é que nem os muçulmanos com quem JRS conversou sabem o que quer que seja da historicidade dos factos, nem ele fez o trabalho de casa.

Por um lado, a escola secular não ensina nada sobre o Islão e as suas sociedades; são sempre coisas que o muçulmano não precisa de aprender; e depois, convenhamos, um crente para ser crente, não tem de ser teólogo!

O que acho é que pelo menos os que tentam responder a pessoas como JRS deviam ler e estudar, deviam questionar e debater, para responder com rigor e coerência. E infelizmente, JRS só encontrou gente desta! Se quisesse de facto, conhecer e extrapolar para a realidade, tinha ido buscar outras fontes, mais informadas.

O fosso de conhecimento é tão grande para JRS como para os muçulmanos em geral. Mas pelo menos, estes últimos ainda não escrevem romances em Portugal. E se alguma vez o fizerem, espero que se deixem ficar por aí mesmo: pela ficção!

Click to see the english version (versão inglesa)

*A Salaam significa paz

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Uma outra visão.
jxfdasilva (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:51 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Correndo sempre o risco de emitir opinião sobre um tema tão intrincado e controverso – como a religião -, torna-se óbvio que o JRS não pretende fazer um estudo semiótico nem epistemológico do Corão. Para isso e só por si, seria um novo livro. Fica a ideia, e penso que este é o apoio basilar do romance, a visão que os controversos guerrilheiros da fé (pela forma como exterminam milhares de uma só vez, usar a palavra “cruzado” seria um eufemismo), tem da sua própria crença e qual a sua interpretação. O estudo que ventila o artigo, esta para além de qualquer romance, mas serve de mote para questionarmos algumas posições extremistas. Em todo o caso, o artigo põe a claro os diversos estereótipos que pretendem racionalizar atitudes mais fundamentalistas, e, por outro lado, apela para uma interpretação mais sadia da religião. Eu por mim, fico pelo agnosticismo.
 
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mercados da fé.
corta bushos (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 16:15 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
o meu deus é melhor escritor do que o teu! tanta santa ingonância de ambas as partes. deixem os mandamentos doentios e sigam o que vos vai no dito coração. sem ditados ortodoxos. copy paste do antigo testamento é a tragédia da humanidade.
 
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Os muçulmanos e o Corão
jvicentepinto (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:28 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Carissima Senhora,

  Achei o seu texto muito interessante e esclarecedor. Muito obrigado.

Com pesar concluo:
Uma parte significativa dos muçulmanos, nuito provavelmente , não conhce e, seguramente , não pratica os ensinamentos do Corão.

Cordialmente,

Joaquim Vicente Pinto
  jotap@sapo.pt www.favelaocidental.com
 
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    Re: Os muçulmanos e o Corão    Ver comentário
SirArthur (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Quarta feira, 28 de outubro de 2009
Faranaz Keshavjee
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:10 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
A autora desta "nota", justa e inteligente em alto grau, é uma das pessoas que, em Portugal, melhor articula as questões relacionadas com o Islão e a presença da religião no Espaço Público. Nunca li JRS e, por isso, sobre os seus romances não tenho opinião. Tampouco li o que o mesmo diz sobre o Islão. E, embora tenha de postular que os Textos fundacionais do Cristianismo têm um conteúdo de verdade muito superior aos textos fundacionais do Islão, a verdade é que estou absolutamente de acordo com a opinião da Drª Keshavjee quando diz que o maior problema que hoje temos no mundo é, de facto, a IGNORÂNCIA: a ignorância de Cristãos e Muçulmanos sobre os seus Textos Fundadores; a ignorância mútua entre Cristãos e Muçulmanos, Muçulmanos e Cristãos. Para além, evidentemente, da terrível ignorância que hoje grassa entre os que se dizem sem religião mas não se cansam de escrever ou falar sobre ela, nomeadamente quando isso dá dinheiro, quando isso dá audiência, ou quando isso, mesmo sem valor nenhum, promove socialmente os causídicos da ignorância e do chauvinismo mais chapado. Estou, por isso, muito grato à autora desta excelente nota crítica sobre o romance de JRS. Mas continuo a lamentar que os escritores que em Portugal continuam a dominar as prateleiras (se são realmente lidos é outra coisa) não tenham um mais apurado sentido da responsabilidade e da dimensão religiosa da verdade. Parabéns, Drª Keshavjee!
 
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    Re: Faranaz Keshavjee    Ver comentário
JoseMFernandes (seguir utilizador), 1 ponto , 15:25 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
    Re: Faranaz Keshavjee    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:06 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
    Re: Faranaz Keshavjee    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:41 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
    Re: Faranaz Keshavjee    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 10:58 | Quarta feira, 28 de outubro de 2009
A Biblia como exemplo!
Miguel Lifôro (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:57 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Comparado com a Biblia nenhum livro do mundo é tão violento.

Comparado com a Biblia, nenhum livro do mundo é tão doce.

Todo o ser humano deveria ler a Biblia, não por obrigação, não para submição, mas para aprender sobre a sua própria vida. O sentido que ela tem.Nela estão contidos ensinamentos que vão desde o casamento até á guerra, desde o nascimento até á velhice.É um livro de paz que é muito violento.Peturbador.

Por cutiosidade, sabiam que numa passagem da Biblia vem que a terra é esférica? e que está suspensa no nada?E que essa passagem tem mais de mil anos?
 
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    Re: A Biblia como exemplo!    Ver comentário
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:51 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
    Re: A Biblia como exemplo!    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 12:30 | Quarta feira, 28 de outubro de 2009
    Re: A Biblia como exemplo!    Ver comentário
Miguel Lifôro (seguir utilizador), 1 ponto , 11:43 | Quinta feira, 29 de outubro de 2009
JRS e o Islão
oindesejado (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:56 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Por muito que custe às facções mais radicais de qualquer religião, estamos todos condenados a viver em conjunto nesta casa que é o planeta Terra.
Os livros do JRS, como de qualquer outro escritor devem ser lidos como pura ficção, pois quando se mistura ficção com a verdade de cada um, fica sómente a primeira.
Discutir-se religiões é confrontar dogmas e estes cada um acredita no que crê, e isso é muito difícil de alterar.
Por isso, a convivência pacífica é o melhor caminho, pois o respeito pelo outro é a base de qualquer religião ou credo, quando isso não acontece está-se a pisar o "risco".

Assim, sendo é tempo de todos guardarem e destruirem as armas para que ninguém se venha a arrepender no futuro, pois, o arrependimento vem sempre tarde.

Como me ensinaram de pequenino, o respeitinho pelos outros nunca ficou mal a ninguém, e eu gosto.

Vou ler o livro e depois direi mais qualquer coisita, mas vou lê-lo como uma obra de pura ficção.
 
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vamos fingir que somos ESTUPIDOS
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 10:09 | Quinta feira, 29 de outubro de 2009
ADORO ESTA SRA... é no minimo comovente... tanta inocencia, tanta infantilidade.

Gostava que ela fosse passear com este seu ar ocidentaçl na principal rua de Riad ou Abu Dhabi... é o vais!

Olha querida, vai ver se eu estou ali, sim?

 
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Sra. Keshavjee! JRS merece um obrigada.
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Agora sim, vê-se que está como peixe na água. A discussão de temas escritos há milhares de anos que não podem ser interpretados literalmente é um assunto apaixonante e ao mesmo tempo uma fonte inesgotável para confrontar ingorâncias e para facturar. Desejo-lhe sinceramente os maiores êxitos nessa área pois não só Saramago e Rodrigues dos Santos têm direito a facturar com isso.
Por mim, estou mais interessado no debate sobre o aperfeiçoamento comportamental do ser humano moderno, fazendo apelo ao máximo de raciocínio e ao mínimo de preconceito de que sejamos capazes, literalmente, e last but not least, de borla.
 
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Espero que tenha razão Sra. Keshavjee
fih88 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Espero sinceramente que o que diz seja verdade. Contudo JRS diz muitas coisas certas. Ou não é verdades que o Islão diferencia os sexos, ou seja, considera os direitos e deveres dos homens diferentes das mulheres? Bem sei que há paises islamicos que as mulheres são bem tratadas mas o problema está na diferença. Só isso me chega para não gostar do Islão. E de todas (ou quase) as crenças religiosas. Porque em vez de contribuir para a união dos povos, contribui sim para os separar
 
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Tento compreender ... não consigo ..
Leiral (seguir utilizador), 1 ponto , 16:07 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Posso ignorar muita coisa sobre a fé islamica ...
Quero certamente aprender mais, para melhor compreender certas diferenças religiosas e culturais e com isso contribuir para um mundo onde haja mais paz e respeito pelos outros.
Fico sem vontade quando depois leio noticias deste tipo:

http://dn.sapo.pt/inicio/... Oriente
 
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mais traduções
Candelaria (seguir utilizador), 1 ponto , 16:11 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Deveríamos ter mais e melhores traduções de textos Islâmicos.
As obras do poeta Rumi encontram-se em manuais de poesia romântica, mas outros textos importantes são mal conhecidos.
O Alcorão deveria ser mais explicado, pois devido às frequentes exortações à guerra, que a Sra. Keshavjee refere, torna-se difícil de seguir. O leitor está sempre a ser ameaçado:
Nada impede os descrentes de acreditar no Islão, a culpa é deles quando forem castigados (18:55, 39:56-59, 45:7-8);
Os descrentes sofrerão terríveis castigos (2:104, 2:114, 3:4, 3:77, 3:91, 3:86-88, 3:105-6, 3:176-8, 4:14, 4:18, 4:37, 4:115, 4:150-151, 5:36, 6:125, 6:157, 8:35, 9:74, 9:79, 9:90, 10:70, 6:93, 13:33-34, 15:50, 16:63, 16:88, 16:94, 17:10, 20:48, 20:127, 21:49, 22:25, 22:55, 22:57, 23:74-77, 25:42, 27:4-5, 29:23, 33:8, 34:5, 34:8, 34:38, 34:46, 35:7, 37:31-38, 38:8, 38:14, 39:26, 40:84-85, 41:27-28, 41:15-16, 41:50, 42:26, 45:11, 46:21, 46:20, 48:25, 57:13-14, 57:19, 58:4, 58:5 64:5, 74:16-17, 84:22-24, 88:23-24);
Depois da morte, a imortal moradia dos descrentes será o Fogo (24:57, 40:6, 41:27-28, 41:41-42, 45:34, 64:10), onde serão atormentados para sempre (2:24, 2:39, 2:90, 2:217, 2:257, 3:10, 3:116, 3:131, 3:151, 3:162, 7:36, 8:14, 9:68, 9:109, 10:7-8 13:5, 13:35, 16:62, 22:51, 22:72, 32:20, 33:64-65, 33:66-68, 38:27, 41:15-16, 41:24).
Além disso, as longas e minuciosas descrições das torturas e humilhações do Inferno desviam os leitores de outros assuntos focados no livro.
 
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    Re: mais traduções    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:38 | Quarta feira, 28 de outubro de 2009
Mas afinal?
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:48 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
Minha Senhora,

É apenas a sua opinião, não é?

Não querendo ser indelicado, vale tanto como a de qualquer outra pessoa, mesmo a daqueles que apenas eles e só seguem a única Fé, a única Verdade, etc e tal. Há disto em todas as religiões, infelizmente.

Convenhamos: ele teve o cuidado de mostrar o que ia escrevendo; não terão posto obstáculos - nem moderados, nem os outros.

Considerando a sua opinião, o livro está cheio de disparates, portanto toda aquela gente está errada e a Sra. é que tem razão?

Já vi filmes desses demasiadas vezes...

 
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* e Islão significa submissão.
mzilva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Segunda feira, 26 de outubro de 2009
A autora precisa de umas férias no Islão puro e duro... no tal paraíso do sadismo extremo, onde as mulheres não têm direitos e são tratadas como gado.

Acho incrível existirem mulheres que defendam esta religião opressora, pejada de ódio, misoginia, homofobia e incitamentos à guerra.
Eu comentei a notícia em inglês (porque não reparei na versão portuguesa) e deixei algumas questões que gostaria que a Drª Faranaz Keshavjee me respondesse. Mas responda sem demagogia ou evasão, e sem julgamentos de ignorância e incapacidade para compreender o subtexto ou as metáforas no Corão. Isso é que não...
 
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    Re: * e Islão significa submissão.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:34 | Sábado, 7 de novembro de 2009
Al-Taqyyia
SirArthur (seguir utilizador), 1 ponto , 11:55 | Quarta feira, 28 de outubro de 2009
Al-Taqyyia é mentir em nome do Islão.
Jihad tem UM ÚNICO significado: Guerra em nome do Islão/Converter pela força.
Converter pela razão, no Islão, tem o nome de Dawah.

A autora apenas demonstra aquilo que já começa a ser mais que notório nos Muçulmanos; a facilidade com que iniciam uma Al-Taqyyia e a necessidade de justificar os actos injustificáveis de Maomé.
Agora quem eles querem enganar, e embora até ao momento ainda hajam pessoas desinformadas suficientes para cair na esparrela de acreditar na Taqyyia, a verdade é que estes são cada vez menos, portanto parece-me que se querem enganar a si próprios... talvez à espera de ir comer uma pratada de fígado de peixe no Paraíso de Alá.
 
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Só mais uma coisa:
SirArthur (seguir utilizador), 1 ponto , 11:57 | Quarta feira, 28 de outubro de 2009
Isto:

«A ideia de Guerra Santa só surge muito mais tarde na historiografia ocidental europeia quando se estuda a Inquisição e as motivações dos Cruzados; antes, nem os muçulmanos, nem o Alcorão veiculavam esta ideia.»

Não só é ABJECTO como a MENTIRA mais deslavada que ouvi na vida!
Nem 100 anos depois da morte de Maomé já os Muçulmanos estavam a tentar conquistar França em nome da sua Jihad (GUERRA SANTA).
 
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