Para a líder do PSD
, está simplesmente a acontecer o previsto, "uma quebra da receita, na sequência da queda da actividade económica". (Veja vídeo SIC no fim do texto)
Ferreira Leite rejeita que a antecipação do reembolso dos impostos justifique a quebra de receitas fiscais
Tiago Miranda
A presidente do PSD, Manuela Fereira Leite
, considerou hoje que a quebra de receitas fiscais neste ano era previsível e faz retomar o problema da consolidação orçamental porque esta foi feita pelo lado da receita e não da despesa.
De acordo com o Boletim de Execução Orçamental de Maio hoje divulgado pela Direcção-Geral do Orçamento, o Estado arrecadou nos primeiros cinco meses de 2009 menos 20,7% de receitas fiscais do que em igual período de 2008.
Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião à porta fechada do Fórum Portugal de Verdade do PSD
, num hotel de Lisboa, Manuela Ferreira Leite contestou que o Governo aponte a antecipação dos reembolsos de impostos como justificação para essa quebra de receitas fiscais.
"Evidentemente que não serve para justificar. Isso significa que simplesmente quer a receita que não pertencia ao Estado. Se não pertence ao Estado, não deve ser contabilizada", defendeu.
Segundo a presidente do PSD, "está simplesmente a acontecer aquilo que já se tinha previsto, que é uma quebra da receita quando há uma quebra da actividade económica".
"Há muito tempo que dizíamos que a evolução normal da actividade económica tem consequências na receita", apontou.
"É esse o motivo pelo qual, quando há uma consolidação pelo lado da receita e não pelo lado da despesa, evidentemente que sempre que há uma quebra o problema retoma. Quando ela se faz através da receita, não é uma consolidação duradoura, ela é momentânea", acrescentou.
Por outro lado, questionada se há uma decisão no sentido de não renovar o acordo com o MPT e com o PPM, que elegeram deputados nas listas do PSD às últimas eleições legislativas, Manuela Ferreira Leite respondeu que ainda não tomou posição quanto a isso e que a sua direcção "ainda não se pronunciou sobre essa matéria".
Como é que esta senhora, não percebe que o passado existiu,que o presente existe e que o futuro será aquilo que os portugueses quiserem.Ela não tem moral para questionar, nada, em termos económicos.
Se vai para o governo, o que aceito como um acto de democracia plena e legitima, tudo ficará pior do que está.Não resolverá nada, porque já o demonstrou.
Não foi por acaso, que foi ministra de Durão Barroso, e depois na sucessão "monárquica" de Santana Lopes, já não quis aceitar o lugar, porque sabia como tinha deixado o Páis em termos económicos.
São os pecados da memória, como diz, o senhor Professor Lobo Antunes.