Manuela Ferreira Leite não aceita antecipar as eleições directas no PSD e só tenciona marcá-las depois de terminado o debate do Orçamento de Estado.
Fonte do gabinete da líder social-democrata garante ao Expresso estar "completamente fora de causa" que da reunião da Comissão Permanente do PSD marcada para hoje à tarde "possa saír qualquer antecipação das eleições internas".
A polémica sobre a data das directas voltou à actualidade, depois de se saber que a maioria dos vice-presidentes de Manuela Ferreira Leite discordam da realização de um congresso extraordinário. Mas o gabinete da líder do PSD sublinha que "a quem compete marcar as directas é à própria presidente do partido".
Pedro Santana Lopes encontrou dificuldades junto das distritais para obter assinaturas para convocar a reunião magna, mas virou-se para os autarcas e parece estar à beira de conseguir as 2 500 necessárias. Ao "Diário Económico", Santana disse que conta "ter as assinaturas para o congresso já na próxima semana". E antevê a sua marcação para Março.