11/02/2012 atualizado às 23:40
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Fernando Nobre: "Não vejo o que impede uma coligação de Governo"

Médico e fundador da Assistência Médica Internacional, Fernando Nobre aventura-se agora na política. Aqui fica a primeira entrevista, dada horas antes de anunciar publicamente a sua candidatura a Presidente da República.

Filipe Santos Costa (www.expresso.pt)
15:57 Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Fernando Nobre na sua casa, em São João do Estoril, pouco depois de mais uma viagem em representação da AMI
Fernando Nobre na sua casa, em São João do Estoril, pouco depois de mais uma viagem em representação da AMI
Alberto Frias

Fernando Nobre recebeu o Expresso em sua casa na quinta-feira à noite, já tarde, poucas horas depois de chegar a Lisboa de uma missão da AMI no Senegal e menos de 24 horas antes de lançar a sua candidatura no Padrão dos Descobrimentos. Numa sala com vestígios das suas viagens por mais de 160 países, falou de uma "decisão estritamente pessoal" que vem ao encontro dos desejos de Mário Soares e pode baralhar as contas das presidenciais. Num discurso de cidadão apartidário, há críticas para Alegre, perplexidade com Cavaco e ideias sobre a governação diferentes das de Sócrates. O médico e fundador da AMI deixa ainda uma garantia: a AMI não está na campanha.

A sua candidatura é bastante surpreendente - até para si?
Posso confessar que eu não pensava nisso há um ano, quando me começaram a surgir mensagens e telefonemas. À medida que foram surgindo esses contactos, fui falar com as pessoas - primeiro falei com pessoas responsáveis e credíveis, todas fora da política, mais ligadas ao meio empresarial, das artes e jornalístico. E as coisas começaram a tomar forma. Depois, ouvir muitas personalidades, no arco que vai do CDS ao PCP. Surpreendente? Sim. Isso não estava nos meus planos, de todo.

Quando se consolidou essa possibilidade?
Há dois, três meses. A situação do país, que se tem vindo a deteriorar no último ano, talvez tenha tido alguma aceleração, ao nível da taxa de desemprego, do endividamento externo, do défice... E eu comecei a pensar porque é que do pilar da cidadania, ao qual sempre pertenci, não se ergue alguém. Entendi que após tanto ter criticado, para ser coerente comigo próprio, tinha chegado o momento em que há que correr um risco.

Que risco? Ter um mau resultado?
Não. O risco de muita gente não compreender porque é que um humanista e humanitário a partir de certo momento entende dever entrar num processo que à partida não era o seu. Mas entendo que, na situação em que o país está, ou damos todos as mãos e acreditamos que ainda é possível, ou vamos aceitar que continuem a sair do nosso país cem novos licenciados por mês e que um novo fluxo emigratório esteja em curso.

Mas acha que o PR pode mudar isso?
Não. O PR, pelos poderes que a Constituição lhe confere (se eu consegui ler tratados de medicina, também consigo ler a Constituição, mas ainda bem que há um Tribunal Constitucional), pelo exemplo, pelo incentivo, pode ser determinante.

Diz que falou com gente de vários partidos. Procurou apoio de algum?

Não. O que eu perguntei a todos, incluindo dois ex-Presidentes da República (com a interposição do drama do Haiti não falei com Sampaio), foi: será uma ideia assim tão estapafúrdia se alguém se erguer do pilar da cidadania?

Eanes e Soares incentivaram-no?
Não me incentivaram mais do que membros de outros partidos, no arco que vai do CDS ao PCP, de sindicatos ou academias científicas. Foram-me alertando para as dificuldades do processo: alguém que não tem uma máquina atrás de si, a não ser, como espero ter, as redes sociais; alguém que não tenha uma máquina financeira - é evidente que são grandes óbices. É evidente que uma campanha custa muito dinheiro e é precisa uma máquina que eu não tenho. A minha esperança é que os cidadãos se mobilizem.

Tem ideia de quanto pode custar a sua campanha?
O que disseram é que uma campanha presidencial custa cerca de um milhão de euros.

A sua proximidade com Mário Soares fez com que a sua candidatura fosse vista como promovida pelo soarismo. Que contactos tiveram?
Dizer isso é um insulto. Quem me conhece sabe que eu sou alguém que não se deixa influenciar seja por quem for. Quando eu ponho os pés à parede não há quem me demova. A decisão foi estritamente pessoal.

Soares não o incentivou a avançar?
De modo nenhum. Mário Soares apresentou-me as dificuldades do processo. Falei com toda a gente, não houve nenhum sector da política portuguesa que eu não tenha abordado, e de todos ouvi alguns encorajamentos, alguns alertas, alguns perigos. De alguns ouvi essa coisa de que eu seria uma espécie de lebre. Mas não corro por conta de ninguém, corro por conta própria.

Espera o apoio de Soares?
Como fundador do PS, é evidente que apoiará uma candidatura formal do partido. Isso ele disse-me às claras.

Em Dezembro, houve na Aula Magna um espectáculo de Natal do Colégio Moderno (da família Soares), cujas receitas reverteram para a AMI...
A AMI tem 25 anos e fui contactado pela dra. Isabel Soares, dizendo que iam fazer o espectáculo anual do Colégio Moderno e que entenderam, por essa efeméride, apoiar a AMI, pedindo um preço simbólico aos pais e familiares dos alunos. A AMI recebeu, não eu, um cheque de sete mil euros.

Acredita que conseguirá transpor para a sua candidatura o seu reconhecimento e transversalidade como rosto da AMI?
Gostaria que ficasse bem claro que a AMI está fora de todo este processo. Quando comuniquei a minha decisão aos meus colaboradores, deixei claro que de modo nenhum a estrutura da AMI entraria neste processo. Esqueçam a AMI.

Garante que não desistirá?
Não desistirei, nem que chovam picaretas, chovam metralhas, chovam bombas. Não desisto, vou até ao fim, porque entendo que esse é o exemplo de cidadania que posso dar a todos aqueles que ainda acreditam que no nosso país qualquer cidadão, independentemente de não pertencer a uma estrutura partidária, pode dizer: "Eu estou aqui". Esse é o meu combate.

Quem vai fazer a sua campanha?

Os cidadãos, os do Twitter, os do Facebook... É evidente que há um núcleo-duro à minha volta. Por exemplo, há a estrutura que esteve com a candidatura de Manuel Alegre em Viseu. Há pessoas como Rui Rangel (da Associação Juízes pela Cidadania), Rui Moreira (presidente da Associação Comercial do Porto), Margarida Pinto Correia, Luís Represas, José Manuel Barata-Feyo. São pessoas que estiveram comigo desde o primeiro momento.

Na sua primeira declaração, escreveu: "Acredito que posso fazer a diferença, não me acomodando nunca". Já ouvimos Cavaco dizer que não se resigna, e Alegre dizer que ninguém o cala. Qual é a sua diferença?
Vontade, todos os candidatos poderão ter, mas nenhum terá a minha multiculturalidade, a minha lusofonia, a minha mundivivência. Eu não me estou a candidatar a Belém para conhecer o mundo, porque pelo menos 160 países eu já conheço. Nas minhas veias corre sangue de vários países da Europa, do Brasil e de África. Eu sou, talvez, o português - porque para mim o português é isso: o mundo, a miscigenação, a interculturalidade. Isso dá-me atributos que me permitem olhar para o mundo, para outras culturas e outros povos com outra postura.

Porque é que acha isso tão importante num momento em que só se fala da instabilidade política e da crise económica?
Porque acredito que nos devemos alicerçar mais na rede da lusofonia. E não só nas comunidades emigrantes recentes, mas também das comunidades antigas. Sabe o que é chegar ao Sri Lanka, como eu cheguei após o tsunami, falar com um padre católico e ele dizer-me com lágrimas nos olhos: "Porque é que vocês nos abandonaram há 350 anos"? Se Portugal se souber alicerçar nessa lusofonia, que é o mundo, temos aí uma alavanca formidável. Nós ainda não percebemos, e isto sem ser saudosista, como essa alavanca pode ser poderosa. Temos junto da China, do Japão, do mundo inteiro, uma porta aberta, se a soubermos utilizar, se soubermos sedimentar as nossas comunidades mais antigas ou mais recentes. Sabe o que é estar em Malaca ou em Singapura e ver os Sequeira e os Silva? Nós (na AMI) temos estabelecido parcerias no mundo inteiro passando por essas comunidades. Se se fazem parcerias no âmbito social e humanitário, porque não se fariam também no âmbito empresarial? Isso é uma visão que muitas pessoas não têm porque não andaram pelo mundo.

É essa visão do mundo que nos tem faltado?
Visão do mundo, mas também rigor e exigência. Falta uma justiça célere que funcione e seja igual para todos. Falta credibilização à vida política portuguesa. Eu, que não sou um político partidário - o que não quer dizer que não faça política -, custa-me ver o grau de descredibilização da classe política. A credibilização faz-se na base do rigor, da transparência, da responsabilidade e dos deveres. Para mim, liderança quer dizer deveres, responsabilidade e poucos direitos.

Está a pensar no Governo, no Presidente da República?

Governo, Presidência da República, empresas, banca, mundo associativo. Todos temos que ter a perfeita noção das nossas responsabilidades e deveres.

No caso do Governo e da Presidência, no último ano têm-se sucedido os casos e a desconfiança. Como vê esse clima?
Com muita tristeza. Não vou julgar porque não sou juiz, mas todos esses processos têm contribuído para que todos nós andemos desalentados, desincentivados.

No congresso dos economistas defendeu o aumento das pensões e salário mínimo. Isso não é populismo?

Algo tem que ser feito. Eu não aceito que no meu país haja cerca de 300 mil idosos com reformas inferiores a 300 euros. Quem vive com isso? As pensões mínimas deveriam ser de 500 euros, e as reformas máximas de 5 mil euros. Estamos num país talvez à beira de explosões sociais. Se é verdade que se define o povo português como povo de brandos costumes, é preciso que todas as lideranças - do Estado, do mercado e do pilar da cidadania - estejam particularmente atentas, porque o povo de brandos costumes pode não durar.

Onde cortaria despesa para financiar esse aumento de pensões?
É uma questão de prioridades. Por exemplo, se não se tivesse feito os dez estádios de futebol...

Esses estão feitos. Onde cortava agora?

Se as pequenas e médias empresas representam 98% do nosso tecido empresarial e 76% dos postos de trabalho, talvez fosse mais pertinente investirmos nas PME do que avançar para grandes projectos megalómanos cuja rentabilidade está por demonstrar.

Não está convencido sobre o novo aeroporto, o TGV e mais auto-estradas?
Não. Sobre o novo aeroporto não estou de todo, cheguei hoje do Senegal e o aeroporto de Lisboa está cada vez maior e melhor. E o nosso país já tem uma rede excelente de estradas.

Mas acredita que o Estado tem um papel no relançamento económico?
Com certeza. Mas com investimentos mais pequenos, como requalificação urbana e recuperação do património, em que há muito por fazer.

Os governos têm feito as opções erradas?

Num país endividado como o nosso, será que tem cabimento endividarmo-nos ainda mais para investimentos que não sabemos se têm rentabilidade e retorno? O nosso país, perante os desafios com que está confrontado, tem que questionar que futuro quer. Se quer continuar como temos andado, e tudo aponta nesse sentido, o nosso futuro não é muito esperançoso.

No mesmo congresso dos economistas criticou os patrões que não querem subir o salário mínimo e questionou se algum dos presentes seria capaz de viver com 450 euros por mês. Enquanto PR, o que faria para convencer os patrões a aumentar os salários?
Falava com eles olhos nos olhos. Se levantarmos os salários mínimos vamos criar uma população que vai entrar no circuito do consumo. Quando eu questionei os economistas se algum conseguia viver com 450 euros por mês, eu assumi que não conseguia. Se apregoamos tanto os valores cristãos, onde é que está o consenso entre as palavras e os actos? Se ousarmos falar olhos nos olhos, ainda há chispa humana em cada um de nós e vamos talvez criar o tal incentivo, a tal motivação. Isto pode-lhe parecer utópico, mas eu acredito nas utopias. Se não acreditasse, estaria hoje a tirar próstatas, rins, bexigas, estaria a governar a minha vida. Mas a minha opção de vida não foi essa.

O senhor é contra as grandes obras públicas que o Governo propõe. Isso não iria gerar mais tensão?
Não vejo isso como um problema. Em última análise, quem governa é o Governo, mas nas reuniões com o primeiro-ministro há um diálogo. E eu acredito que um cidadão que não tenha pertencido a nenhum partido está em melhores condições para poder dizer ao primeiro-ministro: "Eu discordo de si por isto e na minha análise não há critérios partidários, apenas o bem de Portugal".

Podemos continuar nesta dramatização permanente, com o PM a dizer que pode não ter condições para governar?
Na situação do país, isso torna tudo mais difícil. As questões principais para Portugal são a coesão social, a justiça, a maior redistribuição das nossas riquezas, a dignificação da classe política. Estamos numa situação que implica definirmos causas nacionais, não é o momento de criar diversões.

Ainda esta semana o PM fez mais uma comunicação ao país por causa de dúvidas sobre a sua conduta...
Lamento e tudo isso também ponderou na minha decisão, porque acredito que a população vai-se mobilizar, as redes sociais, o mundo associativo, todos se vão mobilizar e isso vai ser útil para o país. Não sei se vou ganhar. Vou actuar para ganhar, mas mesmo que não ganhe, acho que a minha candidatura vai transmitir aos cidadãos que eles existem, têm voz, podem-se manifestar, que a política não se esgota nos partidos e nos políticos profissionais, que cada um de nós tem o direito e o dever de se erguer.

Seria melhor que houvesse uma coligação, que garantisse estabilidade no Parlamento?
Com certeza! Vivi 20 anos em Bruxelas e na Bélgica nunca conheci um governo de maioria absoluta de um partido. São sempre coligações e isso não impediu que os governos se constituíssem. No nosso país os partidos estão talvez demasiado de costas voltadas, mas não vejo o que impede que se crie uma coligação estável, com objectivos comuns, o que implica forçosamente cedências de parte a parte. Porque é que isso funciona em tantos países europeus e não aqui? Se pensarmos que o país só pode ser governado com maiorias absolutas, o nosso percurso vai ser muito atribulado.

Se estivesse em Belém tentaria fomentar um entendimento para uma coligação?
Sim. Chamaria os líderes dos partidos e tentaria criar um quadro de estabilidade governativa. Faria tudo para isso.

Gosta de ver os debates no Parlamento, com aquela crispação?
Não gosto. Eu gosto de dignidade e acho que o nosso povo merece que os políticos sejam credíveis, tenham postura e elevação até nos confrontos.

O PM pode manter-se em funções sob permanente suspeita?
Até hoje não se demonstrou nada. O PGR pronunciou-se, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça pronunciou-se e contra esses factos restam poucos argumentos. Mas uma coisa é certa: um dos sectores essenciais que temos que repensar é a Justiça. E se o PR é o primeiro magistrado da Nação, tem aí também uma palavra a dizer.

Artigo publicado na edição do Expresso de 20 de Fevereiro de 2010.

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Pai, porque me escolheste?
Runaldinho (seguir utilizador), 4 pontos (Divertido), 16:45 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Provevelmente, muitas pessoas de boa fé, acreditam que Fernando Nobre teve um sonho (I have a dream!) e falou com Deus!
E Deus disse-lhe:
- Meu filho irás de novo para a Terra Prometida (Portugal) e pregarás a palavra e as benfeitorias do Senhor teu Deus!
- Acabarás com a corrupção, o desemprego, os offshores, o tráfico de influências, a fome, a maledicência, os jornalistas intriguistas, os faltosos do fisco, os criminosos, e os comentadores de ocasião!
- Por fim, verás que o teu Povo se libertará definitivamente das trevas e das garras do Diabo!
   
Quando Fernando Nobre acordou daquele sonho, aproximou-se da janela, olhou para o céu, era noite ainda, e viu no horizonte, não o rosto de longos cabelos e barbas brancas, que representa a figura mítica do Senhor Nosso Deus, mas sim uma silhueta recortada com umas bochechas carnudas e roliças, cujos traços anatómicos se pareciam com Mário Soares!
Só então Fernando Nobre percebeu quem era o Pai todo Glorioso!

 
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limaos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
A vantagem de ser isento
JCCC (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 17:23 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Quando recentemente comecei a comentar notícias neste fórum, tive como motivação a defesa dos meus valores como português e o respeito que espero e exijo por parte daqueles que não o são.

Depressa me apercebi que também aqui o país sofre de um grave deficit de isenção e imparcialidade.
Temos um país demasiado politizado.
Na verdade, em meu entender, não há assim tanta diferença de ideologias entre aqueles que têm dividido a gestão do país.

O que considero preocupante é que os valores de tantos cidadãos estejam tão profunda e perigosamente associados a cores políticas.

Chega a ser tão evidente que, não obstante os mais variados argumentos e notícias, se apresentam sempre teses e teorias conspirativas para justificar que quando se acusa (justa ou injustamente) está-se sempre motivado por um qualquer sentimento de inveja, ódio ou mesquinhez.
Nota-se por isso, em muitos comentários uma enorme falta de rigor e isenção.

Isto tudo para dizer que recebo com entusiasmo esta candidatura, especialmente porque me revejo nas posições de Fernando Nobre, mas acima de tudo pelo desencanto que me provoca todo este teatro político que nos tem gerido de forma tão tendenciosa e incompetente.

Precisamos urgentemente de cidadãos que se possam "descolar" dos favores e dos deveres partidários que não sejam úteis para o país.

A vitória poderá até ser uma miragem, mas já conquistou aqui um eleitor.

Cumprimentos
 
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    Politizado ???!!!!...    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 1:34 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: Politizado ???!!!!...    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 11:36 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: Politizado ???!!!!...    Ver comentário
naif (seguir utilizador), 1 ponto , 13:08 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: Politizado ???!!!!...    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 14:44 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: Politizado ???!!!!...    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 14:48 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: Politizado ???!!!!...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:50 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: A vantagem de ser isento    Ver comentário
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 20:55 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    Re: A vantagem de ser isento    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 23:19 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    Re: A vantagem de ser isento    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
TEM A PALAVRA!
Ci (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:41 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Admiro muito o exercício de cidadania e de modernidade do candidato em apreço. O respeito, a gratidão e o reconhecimento que tal postura me fizeram construir têm muito mais a ver com a sua vivência do que, em particular, com a candidatura à presidência da república portuguesa.
No entanto, estou em crer que vai valer muito, mas mesmo muito o que a sua campanha poderá mostrar/denunciar/propor/lembrar.
Esperemos para ver com os sentidos todos! Felicidades, sr. dr. Fernando Nobre!
 
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clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 20:48 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    Re: TEM A PALAVRA!    Ver comentário
Ci (seguir utilizador), 1 ponto , 23:20 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Não vejo o que impede uma coligação governo
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:42 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Oxalá que eu me engane e venha a ganhar as Presidenciais, mas neste momento e como estão as coisas esta candidatura será uma gargalhada paraCavaco e um prego para o caixão de Manuel Alegre. É que de boas intenções está o Inferno cheio e por isso há tantos lugares vagos no Céu. Uma coisa é certa, seria uma lufada de ar fresco com os seus 59 anos e uma reflexão que os partidos deviam fazer. É verdade que o povo já está a ficar cansado de tantos ódios, raivas, frustações e chincana politica. São precisamente elas que impedem uma coligação, mas também a ganância e a irresponsabilidade, assim como os interesses pessoais e do partido, serem postos em primeiro lugar em vez dos do País.
 
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Fernando Nobre
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 1:53 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Gostei da entrevista de Fernando Nobre.
A mesma vem-me dar-me razão. Trata-se de uma pessoa excepcionalmente humana, pelo que devia ficar-se pela AMI e não se meter por atalhos, para os quais não tem o mínimo perfil.
Nessa entrevista, para ver como se sente como um peixe fora da água, fala como se a missão do Presidente da República fôsse governar.
E as lutas com Manuel Alegre já começaram, embora muito levemente.
Insisto, Sr. Dr. Fernando Nobre, não vá o sapato além do chinelo.
Fique-se pela AMI, se não quer terminar sua carreira pública, qual jogador de futebol a arrastar as botas.
É uma derrota, mais que pré-anunciada,mas assim o quer...
 
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 21:41 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
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ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:52 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Fernando Nobre
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 7:51 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Creio que este sr já provou a sua humanidade é grande demais, e sendo presidente da AMI requer algo que não esta ao alcaçe de muitos.
Portanto se enveredar pela politica creio que sera a sua maior desilusão.
 
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Fernando Nobre
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:54 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Nada, mesmo absolutamente nada me move contra a monarquia, embora me considero desde sempre um republicano, não laico, mas católico.
Entretanto, soube que o Dr. Fernando Nobre alinhava com a monarquia, e ninguém o pode criticar por isso.
NO ENTANTO, NÃO DEIXARIA DE SER INTERESSANTE, VIRMOS A ELEGER UM MONÁRQUICO COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA !
Era meter uma autêntica lança em África !
Nessa altura, se tal sucedesse, era caso para todos os monárquicos aderirem à República !
 
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    Re: Fernando Nobre    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:40 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
    Re: Fernando Nobre    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:23 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Fernando Nobre não vejo o que impede uma coligação
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:28 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Eu também não vejo qual a razão, mas para isso era necessario que os ódios, as raivas e as frustações desaparecessem como que por encanto. Para isso era necessários que os politicos colocassem acima dos interesses pessoais e do partido os interesses do País. É verdade que ninguém entende a razão porque o PS e o PSD não se entendem, porque mais parecem irmãos que primos. Dizem até por graça que até a mãe para os reconhecer a um teve de por uma argolinha. Outros ainda acham que um anda a diesel e o outro a gasolina. Tal como dois irmãos enquanto não se entenderem não conseguem fazer as partilhas, mas o problema é mesmo esse, porque ambos querem ficar com tudo. No meio disto tudo quando os politicos não têm juizo o povo é que paga. Nesta hora em que se abateu uma tragédia sobre a Madeira e que todo o Continente assiste com consternação e pena e pretende ser solidário, seria uma optima oporunidade para se esquecerem as divergências. Não é menor a tragédia que Portugal em termos financeiros e economicos está a viver, também devia ser objeto da mesma solidariedade entre os partidos, como o está a ser com a Madeira. Não será com chincana politica que vamos saír dela. É tempo de unir esforços para não sermos arrastados pela enchurrada.
 
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eehehehehehehehehehehehe
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 11:58 | Segunda feira, 22 de fevereiro de 2010
O milhão de votos do Alegre vão dispersar enquanto o diabo esfrega um olho!!! Deixa lá Alegre, continuas a contar com os votos do jesuita Louçã...mas olha que o BE já se está a dividir...
eheeheheheheheheheheheheehh
Só é pena é que se volte a eleger para Presidente da República portuguesa um boçal como o Cavaco...
Será que não aparece ninguém 'à direita'????????? Era giro. Uma figura como o Nobre, não politica, mas mais chegada à direita. Ou um Professor Martelo, porque não? Era giro!!
 
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Relatório Tuga - em 1ª mão
relatoriotuga (seguir utilizador), 1 ponto , 17:06 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Por detrás de uma manifestação de funcionários publicos (não do nevoeiro), montando num Mercedes (não num cavalo branco) surge Fernando Nobre (não D.Sebastião) para devolver Portugal aos portugueses!

Qual Varão assinalado que das mais belas praias ocidentais de São Martinho do Porto vem para salvar a Nação, agora sim, sem medos e pudores, D. Fernando fará justiça aos perseguidos pelo temivel déspota Socrates.

(Humor colocado de parte, bem haja Dr, pela coragem, pela iniciativa, pela sua carreira ao serviço de outros, bem haja Dr - e insista na sua caminhada que muitos jovens deste país aguardam há muito que alguém como o Dr os leve finalmente às urnas - Bem haja Dr, coragem que apoios não lhe faltarão, mostre a esta jovem democracia que alguém de fora das máquinas partidárias consegue lá chegar)
 
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Um homem digno
sousaalmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 17:36 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Por um lado, tenho muitas dúvidas que o Fernando Nobre, consiga ganhar (infelizmente) o desafio a que se propôs, vir a ser PR. Mas, por outro lado, atendendo a todo este caos, em que o País vive, desde os tráficos de toda a espécie, à corrupção, à falta de justiça e por aí fora, resta-me alguma esperança que este homem, com H grande, consiga mobilizar a população, no sentido de poder vencer todos estes crápulas que continuam a governar este País.
Não tenho razões, para se quer pôr em dúvida o que este senhor afirmou, quando diz que o Mario Soares, não o incentivou a concorrer às próximas eleiçoes presidenciais, no entanto, como raposa velha que é, e o Fernando Nobre, sendo um homem de boas intenções e de carácter, terá que estar sempre muito atento, a todas as armadilhas que lhe possam montar, a começar pelo puxar da passadeira.
 
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Relatório Tuga - Ode à Nação
relatoriotuga (seguir utilizador), 1 ponto , 18:06 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Ó Pátria amada
Que trazes no teu peito cravada
As cinco dores do Messias.

Pátria de grandes aventureiros,
De enormes guerreiros
Que lutaram e pereceram por ti.

Teu nome já foi grandioso,
E teu povo tão orgulhoso
De ostentar teu nome no peito.

Da Europa às Africas,
Do Oriente às Américas,
Teu esplendor não tinha fim.

Vede agora ó saudosa Pátria,
Como és alvo da Sátira
Como todos troçam de ti.

Vede como teu povo se envergonha…

Ó Pátria amada!

Pereceram teus guerreiros
Imortais pelos seus feitos
Ficou a escumalha que se esqueceu de ti.

Foram-se as caravelas
Ficaram cães e cadelas
Que só pensam em si.

Perdeu-se o louvor
Esqueceu-se o esplendor
Desta grande nação.

Ó saudosos os valentões
Que marchavam contra os canhões,
Esses que em teu seio estão.

Porque este teu povo outrora grandioso
Não passa agora de um medroso
Vergado à humilhação.

Vê agora ó Pátria…

Tua glória manchada!

Pois volta Afonso! Volta João!
Volta Manuel! Ó… Volta Sebastião!
Vede o que fizeram à tua amada Nação…
 
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    Re: Relatório Tuga - Ode à Nação    Ver comentário
limaos (seguir utilizador), 1 ponto , 22:59 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
    Re: Relatório Tuga - Ode à Nação    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 2:45 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Eu não acredito neste Senhor ...
cavalinho da chuva (seguir utilizador), 1 ponto , 18:13 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
E vá-se lá saber porquê ? Licenciado fora do país, parece ser cirurgião mas ninguém lhe conhece as cirurgias, fundou a AMI à imagem dos médicos sem fronteiras, e tem-na encharcada de administrativos.
Quando há uma necessidade manda sempre uma missão de reconhecimento e depois, mais tarde, manda os operacionais que são poucos - agora no Haiti parece ter - se ainda tem, um médico e um enfermeiro e 3 administrativos ... - mas põe-se sempre logo a pedir - não fossem os haitianos precisar mesmo . A AMI pelo menos precisa.
 
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Era uma vez... (I Acto)
MOLIERE (seguir utilizador), 1 ponto , 18:54 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
O problema do nosso país é “sermos muito ...inhos”, assim dizia Manuel Alegre há já alguns anos. Ele até tinha razão. Continuo a concordar e mais: a acrescentar a essa imagem literária entendo que vivemos uma onda de Inveja, falta de sentido de Estado, prostituição política e intelectual, competição de um modelo novo de “novo riquismo”, protagonismo gratuito e o mais grave, a utilização dos nossos impostos (fruto do trabalho sofrido dos portugueses) para utilização dos governantes, desde o 25 de Abril, em proveito próprio disputando lugares chave em determinadas instituições públicas. Ao longo destes trinta e tal anos todos criaram um verdadeiro POLVO que, se analisarmos com cuidado, chegamos à triste conclusão que quando toca a reunir o tráfego de influências entre si é de tal gravidade que a chantagem para alcançar esses postos é fatal: “se não colocas fulano na administração X eu ponho a boca no trombone e lixo-te”. E é assim que chegámos a esta triste situação. A promiscuidade é tão evidente que os diferentes governos, constituídos sempre com as mesmas caras ao longo destes anos, chegaram a um extremo que já não é possivel qualquer entendimento entre eles, porque todos têm “rabos de palha” e já não há saída.
Assim, congratulo-me com a candidatura do Dr. Fernando Nobre, atendendo a que o seu perfil ultrapassa tudo e todos. Não é economista, não é jurista, não é militar, por acaso é médico. Se fosse economista seria suposto ajudar a pôr as nossas finanças em ordem. Por
 
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 20:08 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
O orçamento da AMI
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 19:30 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
Alguém sabe qual é o orçamento da AMI?
 
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cepo (seguir utilizador), 1 ponto , 22:18 | Sábado, 20 de fevereiro de 2010
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Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:58 | Domingo, 21 de fevereiro de 2010
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