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Feijão com couves

João Duque* (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 23 de setembro de 2009

Todos os dias, ao almoço e ao jantar, a mãe lhes servia o mesmo: feijão com couves. Cansados de tanto feijão e de tanta couve, e seguindo os rumores de que "em Lisboa a vida é boa", os dois irmãos fugiram da aldeia e rumaram à capital.

Entrando num restaurante da Baixa e não querendo admitir que eram analfabetos, os dois irmãos apontaram ao acaso num menu repleto de diversificados e apetitosos pratos, quando encomendaram ao garçon.

Com os olhos a derreterem-se num enorme bife com batatas fritas com que se deliciava o comensal da mesa próxima, o coração caiu-lhes aos pés quando lhes pousaram na mesa uma enorme terrina cheia de feijão com couves, afinal o que tinham pedido!

Comeram tudo.

Nisto, o cliente do bife bate as palmas e exclama em voz alta: "Bis!"

"Vês mano, em Lisboa batem-se palmas, grita-se bis e trazem um bife!"

Batem também as palmas e gritam "Bis!" Aguardam, e... mais feijão com couves!

Os portugueses vão a votos para escolher quem lhes vai dar destino a uma boa parte do seu vencimento mensal, por via dos impostos, escolha essa que aparenta ser feita sobre as propostas políticas dos vários candidatos.

Porém, qual o grau de liberdade dos eleitos? Dada a actual orgânica da nossa economia - a situação orçamental, os compromissos face ao contingente de funcionários públicos, de desempregados, de reformados, de pobres a apoiar socialmente, a intocável política social do Estado, os compromissos assumidos nos contratos firmados ao nível, por exemplo, da saúde ou dos transportes, o serviço da dívida pública que, como às famílias, nos irá sufocar o orçamento assim que as taxas de juro retomem a subida -, em que medida há espaço para políticas públicas de investimentos de grande peso, absorvedores de meios escassos para apoio ao que resta ao tecido empresarial português?

Infelizmente, estou convencido de que não há margem para cumprir muitas das promessas que se fazem agora para os próximos quatro anos, nomeadamente as que respeitam ao investimento nas prometidas obras públicas.

Há quatro anos, depois de uma promessa de não mexer nos impostos, o eng. Sócrates quebrou-a quando calculou um défice orçamental de 6%, corrigindo depois, um ano antes destas eleições, com uma descida do IVA, um imposto sobre o consumo que tem pouco ou nenhum impacto nas condições de competitividade das empresas... Este ano, esse saldo ficará acima desse valor. O que nos espera?

No nosso menu podem aparecer muitas e apetitosas iguarias. Mas no final do dia seremos servidos com uma sopeira de feijão com couves. (E que elas não nos faltem!...)

João Duque , *Professor Catedrático do ISEG

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Feijão com couves
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:24 | Quarta feira, 23 de setembro de 2009
O Faraó determina e manda publicar, para que todos fiquem a saber que durante 3 dias os Sarcófagos do Reino vão ser abertos, afim de arejar por causa da asfixia, sendo permitido que todos expiem. Findo este prazo as mumias que se portarem mal serão expulsas.
 
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Feijão com couves
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:07 | Sexta feira, 25 de setembro de 2009
A senhora nem tem parra nem tem uva ,está completamente seca e azeda ,quer fisica ,quer intelectualmente.

Recuso-me a admitir que qualquer pessoa inteligente não queira um Primeiro Ministro que nos prestigie lá fora.

Ainda gostava de saber quem autorizou as mumias a saír dos Sarcófagos.
 
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eletricidade
SS THVNDER (seguir utilizador), 1 ponto , 10:50 | Quarta feira, 23 de setembro de 2009
Ao ouvirem dizer que em lisboa tudo era moderno e até já nem se usava AZEITE nas lamparinas para iluminar as habitações mas sim que agora era tudo a ELETRICIDADE,dois irmãos decidem ir a Lisboa almoçar,conhecer a capital e a famosa eletricidade.
Pedem bacalhau com batatas e qual não é o seu horror quando o empregado lhes traz o galheteiro do azeite.AZEITE???não,não!!!NÓS QUEREMOS ELETRICIDADE!!!
 
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pois... é o trabalho de sócrates...
Pseudo... (seguir utilizador), 1 ponto , 1:16 | Quinta feira, 24 de setembro de 2009
Lisboa, 23 Set (Lusa) - A agência de rating Standard & Poor's estimou hoje que a economia portuguesa deverá contrair 4 por cento em 2009 e 1,2 por cento em 2010, devido aos efeitos da crise financeira e às debilidades da economia nacional.

O relatório da agência relativo a Portugal, divulgado hoje, sublinha que as dificuldades provêem também de debilidades de base da economia portuguesa, apontando como exemplos a "competitividade externa particularmente fraca", os "níveis de investimento estagnados" e o "sector privado altamente alavancado".

Entre as previsões, a agência aponta para um declínio em 2009 e uma relativa estabilidade em 2010 da procura interna "à medida que as famílias reestruturam os seus orçamentos à luz de níveis elevados de endividamento" e à expectativa da agência sobre o aumento do número de desempregados.
 
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Por favor expliquem....
Alvares_Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 11:22 | Quinta feira, 24 de setembro de 2009
Como é que se poderá comer feijão com couves se nem sequer na agricultura foram aproveitados fundos do QREN? Pelo amor ao feijão com couve, plante-se ou semeie-se, e se for com o dinheiro dos outros tanto melhor.
 
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