13/02/2012 atualizado às 1:11
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Fé, mesmo sem Deus

Quando li "A Estrada" (Relógio D'Água), pensei logo que este livro seria o pretexto ideal para a crónica do dia de Natal. "A Estrada", meus amigos, foi a minha estrada de Damasco.

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
0:00 Sexta feira, 1 de janeiro de 2010

Neste romance, Cormac McCarthy cria um cenário apocalíptico. Uma desgraça bíblica obliterou a vida na terra. Estamos num Inverno nuclear. É tudo gelado e inóspito. Mas no meio desta brancura agreste aparece um homem. Um homem sem nome. É o último Adão, um Adão ao contrário, um Adão no apocalipse. Ao lado do homem, vemos um menino, também sem nome. É, se quiserem, o último anjo de um Deus foragido. Pela estrada, caminham em direcção à costa. Passam fome e frio. Fogem de bandos de canibais num espaço sem qualquer rasto de humanidade. Não há lei. Não há ética. Não há deus. Não é possível ter esperança neste mundo, mas ele, o homem, continua a lutar, continua a andar, continua a proteger o seu filho. O mais lógico seria pôr um ponto final no sofrimento de ambos, mas ele continua a resistir. Porquê? Para quê?

Deus deixou de existir. Foi vencido, e alguma coisa governa no seu lugar. Mas, mesmo assim, o homem continua a lutar como se Deus existisse. E é esta a força que nos arranca pela raiz ao longo do livro. É esta a força que nos deita abaixo. É esta a força que funciona como uma revelação para um pobre descrente como eu. Não importa se Deus existe ou não, porque o único deus que interessa é aquele que cada homem transporta dentro de si. E esse deus existe mesmo. Tem, aliás, vários nomes: 'amor', 'ternura', 'honra', 'direito natural', 'fé', e, claro, 'Deus'. Mas o nome não interessa. O que interessa é o significado que está escondido em todas essas palavras: existe um 'dever' situado acima da lógica e da história. É esse dever que nos salva desse Inverno nuclear interior que é o mundo sem consciência individual.

Sou agnóstico. Não consigo dar o salto da fé. Não consigo suspender-me e entrar no deserto que, uma vez atravessado, vai dar à fé. Mas isto não quer dizer que sou insensível à presença do 'dever'. Mesmo perante a morte de Deus há uma centelha sagrada que não se apaga. Mesmo na ausência de Deus eu sei que devemos reforçar a trincheira da bondade e fazer fogo sobre tudo o que ponha em causa essa mesma bondade. E o Natal, meus amigos, é o renovar anual dessa centelha. Haja ou não haja Deus. Aos 30 anos, precisei de ir até ao apocalipse para entender o Natal. Talvez aos 40 tenha a coragem para atravessar o deserto. Bom Natal.

Guillul


O dr. Soares diz que "os protestantes evangélicos são muito fanatizados". Ora, eu tenho aqui uma pessoa que gostava de apresentar ao dr. Soares. Chama-se Tiago Guillul, e é o músico português mais cool desde António Variações. Guillul já tem, pelo menos, um clássico da coolness: "Beijas como uma freira". Mas Tiago Guillul também é Tiago Cavaco, um pastor baptista. Ou seja, a pessoa que personifica o 'gajo fixe' é, ao mesmo tempo, um protestante evangélico, para quem a Bíblia é uma terra dura que só pode ser amanhada por mãos bem ásperas. Não é fanatismo. É fé. E cada homem tem direito à fé. Soares acredita no PS; Cavaco acredita em Deus. E, meus amigos, não sei qual deles é o mais fanático.

Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Dezembro de 2009
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Os manhosos
taralhouco (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 10:30 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Parece que o Henrique chegou à idade das piruetas e quer seguir as pisadas dos manhosos não em travessias de desertos gelados mas a passear no vale florido das manhas, mas olhe que ser manhoso não é assim tão fácil. Por exemplo, não lhe fica bem fingir que não sabe a diferença entre os deuses inventados e comercializados pelas religiões, os deuses que existem como simples resultado da imaginação de um humano qualquer, e o deus que o nosso sistema imunitário produz para nos proteger do desespero, do medo e da dor quando estamos em situações que ultrapassam os limites da nossa resistência.
Existem tantos deuses e a palavra deus corresponde a coisas tão diferentes que quando se fala de deus é preciso explicar de que deus estamos falando, e se pensa subir na carreira de manhoso acho que não deve brincar aos ateus e agnósticos como se também não soubesse por quem, e para quê, foram inventadas essas perigosas brincadeiras que já passaram de moda. Manhoso de coturno não brinca em serviço.

 
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    Eu: Deusa de Mim...    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:23 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Mim...    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 17:10 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Mim...    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:35 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Ti também..    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 17:46 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Ti também..    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 21:44 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Ti também..    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 21:53 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Ti também..    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 22:02 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Mim...    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:46 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Eu: Deusa de Mim...    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 23:43 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: Os manhosos    Ver comentário
still (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Recado para o Rei Soares!
José Telhado (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 13:08 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Daqui desta terra lusitana, aqui vai um recado para si que fala em fanatismo dos protestantes.
Será que o responsável pela comissão da liberdade religiosa, tão prestável a defender o Islão, vem agora rebaixar o protestantismo, por uma questão de ignorância?
Nem quero acreditar nisso; resta os maus conselhos dos seus mais próximos, para explicar este epifenómeno.
Entretanto oiça esta música com um pastor protestante e talvez mude de ideias.
SER PROTESTANTE É FIXE!!!

http://www.centralmusical...
 
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Fé mesmo sem Deus
sara09 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 14:19 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Caro Henrique Raposo,
Gostei do seu artigo. Claro que quando falamos de fé, Deus, crentes, não crentes...temos sempre um vasto leque de opiniões e todas são válidas ...

Para mim a fé não é uma religião. Quando investimos na fé, investimos na vida. Fé ... é muitas vezes acreditar sem provas.

Tenho dificuldade em aceitar que haja crentes que consigam conciliar a sua crença com aquela vermelhidão que trazem sempre nos olhos, motivada por um qualquer ódio de estimação, que os não abandona, mesmo quando dormem.
Quem é crente, crê em alguma coisa que lhe é muito grata e que, ao mesmo tempo lhe infunde respeito profundo e na qual acredita sem reservas.
Ser crente implica ser tolerante e aceitar as diferenças de muita natureza, incluindo as diferenças da natureza humana, por vezes tão complicada e tão incompreendida,...por causa de algo que devia ser inadmíssivel em todas as circunstâncias, e que... dá pelo nome de ódio.
Por mim acredito que nada se resolve atravésda intransigência e da rigidez mental em que...só se admite a sua própria razão. A nossa razão, a que temos como segura, certa, fiável,...pode ser comparada com todas as outras razões que nos sejam colocadas.

Mas, ninguém me virá dizer o que devo ou não devo pensar... porque aí, quem decide sou eu.

É nisto que me considero crente. É aqui que está a minha fé.

Mais do que um comentário... é uma reflexão de ideias que colhi do seu artigo.

 
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sou a rosa e amiga do senhor henrique
Rosa Engeitada (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 16:24 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
ainda bem que ouviu as minhas preces e desistiu de enfrenesiar o senhor engenheiro e eu que andava tão preocupada com a pancadaria que lhe davam e não é que o senhor engenheiro sócrates tivesse culpa porque se ele soubesse seria o primeiro a fazer-me companhia nas preces mas são os fãs que não gostam do que o senhor henrique diz dele mas agora com aquelas palavras tão bonitas sei que o vão deixar em paz e ora bem em paz paz talvez não por causa daquela coisa no final e ora diga-me lá tinha necessidade de alfinetar o doutor soares e sabe que ele também tem fãs e muitos são deste jornal sim eu sei que ele disse aquelas coisas das igrejas da televisão e ele é conhecido por não gostar muito de quem protesta e principalmente com ele e também sobre aquilo de receberem antes mas não foi a doutora leite quem inventou essa coisa de pagar antes pois foi e até o meu patrão diz que saímos sempre mal servidos e isso vê-se mas o que hão-de fazer os pastores por acaso conhece alguma lista dos devedores à igreja pois não e então coitadinhos tem que cobrar antes mas o senhor Henrique e apesar de não acreditar na sinceridade da sua conversão deve fingir e continuar assim cheio de dúvidas tipo taralhoco e talvez não lhe batam mais
 
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    Re: À amiga do senhor henrique...    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:51 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    sou a rosa agradecida ao senhor zé do telhado    Ver comentário
Rosa Engeitada (seguir utilizador), 1 ponto , 13:58 | Quinta feira, 7 de janeiro de 2010
Espelho meu, espelho meu...
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 2:11 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
"Não importa se Deus existe ou não, porque o único deus que interessa é aquele que cada homem transporta dentro de si. E esse deus existe mesmo. Tem, aliás, vários nomes: 'amor', 'ternura', 'honra', 'direito natural', 'fé', e, claro, 'Deus'. (...) Mesmo perante a morte de Deus há uma centelha sagrada que não se apaga. Mesmo na ausência de Deus eu sei que devemos reforçar a trincheira da bondade e fazer fogo sobre tudo o que ponha em causa essa mesma bondade."

Caro Henrique,

Li o seu texto e percebi muito bem onde queria chegar.

Mas, não pude deixar de relevar o facto do Henrique cair numa falácia argumentativa resultante da herança cultural que recebemos: a de que a noção de Deus está associada a algo de positivo: amor, ternura, honra, direito natural, bondade... estas foram as suas palavras.

Ora, esse raciocínio não é próprio de um verdadeiro agnóstico. Sendo o Henrique uma pessoa inteligente e culta, devia saber que a ideia de Deus tem sido usada quer como sinónimo de amor quer como sinónimo ódio, tanto como representação da paz, como da guerra, quer como referência da bondade absoluta, quer como referência do zénite da maldade mais perversa e abjecta.

O Henrique está a fazer um favor aos crentes ao cair no absurdo de admitir que a ideia de Deus é algo que só pode ter conotações positivas, belas, excelsas, bondosas. Que o divino é sempre e apenas divino.

Ora, Henrique, você sabe perfeitamente que o divino também pode ser diabólico, não sabe?

:-))
 
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    Re: Espelho meu, espelho meu...    Ver comentário
taralhouco (seguir utilizador), 1 ponto , 22:56 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
    Re: Espelho meu, espelho meu...    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 23:19 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
UNIVERSO E ETERNIDADE
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 14:18 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
O homem pronuncia palavras ocas e sem sentido.
O mistério do chamado «Universo», da sua energia, da sua «eternidade», o que o homem vai descobrindo, põem-me a pensar: poderia tudo isto ter um início e poderá ter um fim? Se teve um início, uma causa lhe deu início e essa causa foi iniciada por outra causa.
Quando olho para as estrelas penso: não, não houve início, isto permanece um mistério, a eternidade está para além da compreensão humana. Assim, palavras como «deus», «anjos», «demónios», «céu», «inferno», para mim, são apenas palavras que se atiram ao desconhecido, ao medo do desconhecido.
O meu misticismo está para lá, muito para lá, dessas palavras humanas. Os cristãos dizem que o corpo de Jesus ressuscitou. Eu oponho a esse materialismo vulgar: se ressurreição houver, é o espirito que permanece, não o corpo físico em descomposição.
 
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    Re: UNIVERSO E ETERNIDADE    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 20:51 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
    Re: UNIVERSO E ETERNIDADE    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 9:48 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Michio Kaku: Mr Parallel Universe    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 21:53 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
    Re: Michio Kaku: Mr Parallel Universe    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 12:15 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Eu e meus dois Amores impossíveis...    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 22:28 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
    Re: Eu e meus dois Amores impossíveis...    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 9:42 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
    Re: UNIVERSO E ETERNIDADE    Ver comentário
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Terça feira, 5 de janeiro de 2010
Desconfiança
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 11:19 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
Bem que eu desconfio de gente que se apelida de agnóstico...
Sempre os achei uns frouxos, uma espécie de crentes envergonhados. São suficientemente inteligentes para perceber que as religiões e os deuses são uma patranha, mas demasiado cobardes para renunciar de vez às divindades (sim, porque é preciso coragem, e muita, para renunciar às divindades!).
Enfim, todos temos direito às nossas debilidades mas aqueles que se permitem expô-las num jornal não podem esperar complacência!!!!
Para mim, este Raposo é, basicamente, um vagina de sabão!!!
Só um agnóstico (ou seja um crente envergonhado da sua crendice) diz imbecilidades como "É esse dever que nos salva desse Inverno nuclear interior que é o mundo sem consciência individual" e outras preciosidades do texto!
Um ateu não escreve cretinices destas!!!
 
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Só Ares, Mesmo!
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Lamentáveis, quase todas as tiradas do senhor Soares.

Esta, que o artigo refere, apenas traduz ignorância convencida e primarismo de ideias. Nada de que não suspeitássemos já.

 
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Raios, ou este idiota ou eu!
turrican (seguir utilizador), 1 ponto , 12:03 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Quando eu pensava que ele estava a melhorar imenso, vejo que vão ser precisos mais uns anos para ler um artigo em que eu fique com a ideia que genuinamente gostei

Onde é que eu tenho que ir para recuperar os 2 minutos da minha finita vida, que eu perdi a ler (pela ultima vez) os comentários deste nabo?

Depois de uma 1ª parte bem agradavel e inspiradora, tinha que sujar com politiquice bacoca. Se quer falar de lixo que não interessa a ninguem, vá directo ao assunto e não use a inspiração de outros para dar falsa credibilidade!
 
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Deus
George Rupp (seguir utilizador), 1 ponto , 12:22 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Quero saudar Henrique Raposo por esta crónica muito humanista sobre Deus, em que me revejo quase totalmente. O salto qualitativo em relação a muitas das suas crónicas anteriores é notável. Só não resistiu a mais uma pequena alfinetada no PS, embora pouco relevante. Parece que a Henrique Raposo se aplica o mesmo princípio que a Vasco Graça Moura: quando escrevem sobre política perdem as estribeiras, mas ambos são capazes de muito melhor.

Quanto aos protestantes, conheço um pastor Alemão, Luterano e não Evangelista nem canino, que é uma jóia de pessoa, pai de família, avô, "bon vivant" e extremamente tolerante, o oposto dos protestantes fanatizados referidos por Soares. Enfim, um perfeito humanista que por acaso acredita em Deus. Também conheço um físico Italiano, notável cientista, rigoroso e incorruptível, mas ao mesmo tempo católico devoto e crente em milagres. Por isso, concordo inteiramente com Henrique Raposo que a questão fundamental para a humanidade não é se Deus existe ou não, mas sim quantas pessoas há com um "Deus" interior e qual é a sua força.

Bom ano e prossiga neste novo caminho.
 
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Beijas como uma freira...
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 13:17 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
http://www.youtube.com/wa...
 
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    Re: Beijas como uma freira...    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:24 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
Tomar o todo pela parte
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
Não conheço o dito gillgull, mas conheço o entuasiasmo fanático dos protestantes (e não só) nas suas arremetidas de evangelização.

Também não conheço o padre rossi e as suas cantorias, mas não tomo todos os padres por este perfil, já que os que conheço no terreno são completamente diferentes na mentalidade e postura.

Este Senhor colunista Raposo é de direita indisfarçada e muitas vezes com palas em relação à realidade, e outras vezes exprime ideias tão primariamente ingénuas, que só poderei atribuir a muita inexperiência da vida (ainda é muito novo) e muito pouca humildade.
 
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A Fé é um dom de Deus-ensina a Teologia
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 21:56 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
A Fé é um dom de Deus,ensina a Teologia.O resto é a santa ignorância que se enquadra naquela do "perdoai-lhes Senhor que não sabem o que escrevem".
 
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Caminhos de Rosas na Tua Estrada...
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 13:45 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
Um Elogio ao Deus Henrique... A minha luta diária pela sobrevivência num mundo onde tudo é Morte, fez-me compreeder uma Verdade: que a Guerra entre os deuses é simplesmente uma disputa entre as potências mais fálica!... Eu não conheço dr. Cavavo, muito menos o dr. Soares, e também não sou daqui para aprofundar a questão em destaque, porém o Futuro permitu-me chegar até aqui para ajoelhar-me aos pés do dr. Henrique e dizer-lhe que o medo, dos comentadores contrários ao que está escrito, são terríveis faces de um grupo de pessoas que, por desespero, recorrem a discordância de tudo - apenas num sonho de seguir também a sua, dr. Henrique, Estrada, que eles estão em busca para a salvação e que está no final de cada viagem, porém eles não conseguem vislumbrar!... Meus cumprimentos!

 
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O Super Homem
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 21:23 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
de que fala este meu já o vi eu no nietzsche ... fé e Deus são inseparáveis... sem um não há o outro (racional e teoricamente).. a não ser que seja uma "fezada" nossa e realmente aí o deus somos nós... mas o que é o deus afinal ?
enfim... niilismos...
 
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    Re: O Super Homem    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 21:25 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
    Re: O Super Homem    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 21:57 | Domingo, 3 de janeiro de 2010
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