A comitiva do FC Porto foi recebida no regresso de Londres, onde foi goleada pelo Arsenal (5-0) e eliminada da Liga dos Campeões de futebol, por um coro de protestos de adeptos insatisfeitos.
"Vocês são uma vergonha" e "joguem à bola" foram as frases ouvidas repetidamente à chegada ao aeroporto Sá Carneiro, onde os "dragões" chegaram por volta das três da madrugada, por algumas dezenas de adeptos.
A maioria dos adeptos portistas presentes na aerogare tinha chegada em voos charter provenientes de Londres, onde assistiram à humilhante eliminação do FC Porto aos pés do Arsenal de Arsne Wenger.
Bruno Alves e Nuno foram os primeiros a "dar o peito às balas" e a enfrentar os desagradados adeptos, que se insurgiram ainda contra alguns responsáveis que, no entender dos contestatários, "ganham muito dinheiro".
Vítor Baía interpelado, dada a ausência da Pinto da Costa
A chegada do FC Porto foi acompanhada por elementos da PSP destacados no local, "tal como acontece em situações idênticas", que não registaram qualquer ocorrência", referiu à Lusa fonte das Relações Públicas do comando.
"É um procedimento normal, quer uma equipa ganhe ao perca, fazer-se o acompanhamento e vigilância com as forças próprias destacadas no aeroporto", acrescentou as Relações Públicas do comando da PSP do Porto.
Dada a ausência de Pinto da Costa, os adeptos mais críticos viraram-se para o ex-guarda-redes Vítor Baia, exigindo-lhe que meta "ordem na casa" (FC Porto). "Este não é o nosso FC Porto", reclamaram.
Falcao foi o único poupado
Um dado a reter da receção aos portistas prende-se com o facto do colombiano Falcão, um dos poucos que remou contra a maré frente ao Arsenal, ter sido poupado às críticas pelo "comité de boas-vindas".
O FC Porto regressa esta tarde ao trabalho, no Olival, dando inicio à preparação do jogo de sábado com a Académica de Coimbra, referente à 23.ª jornada da Liga portuguesa de futebol.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
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Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
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