13/02/2012 atualizado às 14:20
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Quinta da Fonte

Famílias ciganas ameaçam voltar aos protestos

Queixam-se da falta de condições e exigem uma posição do Governo Civil de Lisboa até quarta-feira alegando que nem todas as famílias conseguiram "arranjar tecto" para pernoitar durante estes dias.

20:29 Segunda feira, 28 de julho de 2008

O porta-voz das 53 famílias ciganas da Quinta da Fonte, José Fernandes, admitiu hoje que caso não obtenha uma resposta do Governo Civil até à próxima quarta-feira, as famílias poderão voltar à rua para manifestar-se.

As 53 famílias ciganas da Quinta da Fonte encontram-se desde o passado dia 23 em casa de familiares, uma condição imposta pela Governadora Civil de Lisboa, Dalila Araújo para prosseguir as negociações com aquelas famílias.

Em declarações hoje à Lusa, o porta-voz das famílias, José Fernandes contou que nem todas as famílias conseguiram "arranjar tecto" para pernoitar durante estes dias.

"Uns estão a dormir em casa de familiares, mas outros em carrinhas e alguns até mesmo ao relento", conta, adiantando que "esta situação está a causar desconforto a alguns elementos". "Algumas pessoas têm medo de estar a abusar por passar tanto tempo em casa dos amigos e de familiares. Não nos sentimos à vontade para ficar muito mais tempo nesta situação", diz.

José Fernandes lamentou por isso "a falta de resposta" do Governo Civil, e adiantou que as famílias só estão dispostas a esperar até a próxima quarta-feira. "Vamos esperar serenamente até quarta-feira e caso não haja nenhuma novidade voltaremos a manifestar-nos. Sempre por via legal como temos feito até aqui", referiu.

Na passada semana as casas vandalizadas na Quinta da Fonte foram sujeitas a uma inspecção por elementos do Governo Civil de Lisboa, a pedido das famílias ciganas que garantem existir mais casas destruídas do que aquelas que foram sinalizadas pela Câmara Municipal de Loures. "É ridículo dizer-se que são só 8, quando é perfeitamente visível que pelo menos 36 estão completamente destruídas", diz.

Contactado pela Lusa, o vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Loures, João Pedro Domingues garantiu que "a posição da Câmara não mudou um milímetro", e adiantou que as negociações com as famílias vão no sentido de obter uma solução alternativa para as 8 famílias que não podem regressar já ao bairro da Quinta da Fonte".

"Não alteramos a nossa posição porque estamos convictos estarem reunidas as condições de segurança para as famílias regressarem à Quinta da Fonte", explicou. Às acusações da comunidade cigana de que o número de casas vandalizadas foram pelo menos 36, "o vereador respondeu que as casas sinalizadas pela autarquia foram 8, e que esse número não se irá alterar".

"Aceitamos que as casas fossem inspeccionadas novamente para não sermos acusados de ser intransigentes, mas isso não implica que mudássemos de opinião", explicou.

A 11 de Julho, meia centena de indivíduos de dois grupos da Quinta da Fonte envolveram-se em confrontos com utilização de armas de fogo, segundo a PSP, que indicou ter detido dois indivíduos e apreendido algumas armas de fogo e munições de calibre variado. No dia anterior, uma rixa entre dois grupos de do mesmo Bairro tinha provocado nove feridos ligeiros e danos em várias viaturas.

O Bairro da Quinta da Fonte, na Freguesia da Apelação, Concelho de Loures, foi edificado para acolher desalojados pela construção dos acessos viários à Expo-98 e tem actualmente 2.500 habitantes de várias origens.

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Jornalista do Expresso mente
Manuel Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 21:23 | Segunda feira, 28 de julho de 2008
Quem ameaçaram os ciganos que dizem que vão protestar? Eu não me sinto ameaçado. Será que ameaçaram o jornalista do Expresso? Também não me parece. Então a quem é que terão ameaçado? Ou será que, na verdade, não ameaçaram ninguém e se limitaram a dizer que se iriam manifestar contra as injustiças de que foram alvo?

Esta forma de escrever que os jornalistas agora adoptaram deixa-me chocado, perplexo. É uma forma insidiosa de mentir descaradamente. Se um governante diz qualquer coisa, então ele não disse, ele, segundo os jornalistas, “garantiu” ou “assegurou”. Com essa simples troca de palavras se procura credibilizar uma qualquer declaração. Se um português porque sofreu uma injustiça se quer manifestar então ele não vai manifestar-se, ele “ameaça” manifestar-se. Nem mais. Ameaça.

Como permitimos que este odioso estilo, a la TSF, alastre a toda a comunicação social? E ninguém diz nada, ninguém se indigna, ninguém se defende destas forma de vender gato por lebre.

A escolha de palavras não é como se vê neutra. Serve para alterar radicalmente o sentido das frases. Serve para manifestar simpatia por uns e provocar repulsa por outros. Pelos que supostamente nos ameaçam.

Preferia que os jornalistas deixassem de usar linguagem panfletária e passassem a usar a língua com rigor. Se alguém falou, então ele disse. Não garantiu nem ameaçou. Simplesmente disse.

O meu título apenas se destina a mostrar ao jornalista o efeito do seu próprio método. Admito que não seja um mentiroso e que se tenha somente deixado levar por um método hoje muito em voga.
 
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    Como de costume...    Ver comentário
mosava (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Segunda feira, 28 de julho de 2008
    Re: Jornalista do Expresso mente    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 22:30 | Segunda feira, 28 de julho de 2008
    Re: Jornalista do Expresso mente    Ver comentário
THUNDERSTORM1 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:38 | Segunda feira, 28 de julho de 2008
    Re: Jornalista do Expresso mente    Ver comentário
THUNDERSTORM 1 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:52 | Domingo, 16 de novembro de 2008
    ridículo    Ver comentário
donateresa (seguir utilizador), 1 ponto , 3:28 | Terça feira, 29 de julho de 2008
    Re: Jornalista do Expresso mente    Ver comentário
anabcouteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 8:29 | Terça feira, 29 de julho de 2008
Ameaças
THUNDERSTORM1 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:29 | Segunda feira, 28 de julho de 2008
espero que desta vez tenham o pelotão de fuzilamento á espera deles
 
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mas o que é isto??
naoacredito (seguir utilizador), 1 ponto , 7:23 | Terça feira, 29 de julho de 2008
Que direito têm as pessoas de exigir casa e protecção e coisas que tais??????????????

A última vez que eu olhei andavam aos tiros com armas ilegais, não pagam as rendas de 15 euros mas têm DVD e LCDs.

TODOS PARA A CADEIA

e estão a viver em casa da familia????? eu também vivi em casa de familiares durante momentos complicados na vida... e quando me senti a mais tive de resolver o problema sem a ajuda do governo.

NÃO TÊM DIREITO A NADA DO QUE PEDEM, isto mais parece tirado de uma comédia ou das piadas do gato preto.

 
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Não mais subsídios!!
anabcouteiro (seguir utilizador), 1 ponto , 8:48 | Terça feira, 29 de julho de 2008
As pessoas que vivem dos subsídos do Estado, reinserção ou outros, e que são apanhadas em situações destas, ou seja, a traficar armas, droga e sei lá o que mais, devem ser despejadas e ir à sua vida. O Estado (nós) deve gastar bem o seu dinheiro. Os chamados subsídios devem ser atribuidos a quem na realidade precisa: os velhos que vivem isolados e com reformas miseráveis, as pessoas que por problemas de saúde não podem desenvolver uma actividade profissional normal, por exemplo. E deve haver uma fiscalização apertada. Seja quem for que tenha saúde e seja jovem deve fazer-se à vida independentemente da sua " cultura". Quem roubar deve ser preso e castigado severamente. Quem atacar a polícia deve ser duplamente castigado visto que isso é um atentado ao Estado (representado pelos agentes da ordem pública). E mais nada. Deixem-se de coitadinhos e outras coisas. Isso não leva a nada senão ao crime fácil. E penso que não é isso que os "so called" defensores dos direitos humanos pretendem para a nossa civilização. !!!
 
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SÓ A TIRO
THUNDERSTORM1 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:32 | Terça feira, 29 de julho de 2008
Conheço bem e concerteza há muitos mais, um cigano que vende roupa e sapatos nos mercados e sabe-se lá mais o quê,que paga cerca de 20 euros de renda,mas passeia-se nas barbas de toda a gente ao volante da sua mais recente aquisição um MERCEDES CLASSE C 220 CDI ELEGANCE pago parte em cash e parte em letras a 90 dias porque com o irs que apresenta não conseguia crédito nem para comprar um roda do mercedes.A casa foi-lhe atribuida pela autarquia que COBARDEMENTE cedeu ás ameaças que os ciganos fizeram quando foram fazer "barulho"em frente á camara municipal.
  Resultado, deram cabo das casas todas,fizeram fogueiras dentro das próprias casas e ouve inclusive uma familia que até o burro meteu dentro de casa.
De fora do programa de atribuição de casas ficaram os idosos carenciados da terra que que toda a vida trabalharam no duro e viram-se ultrapassados por esta escumalha e que se quiserem ter uma casa com um minimo de condiçôes têem de recorrer ao mercado de arrendamento pagando DEZ vezes mais que os ciganos.
Desta vez tiveram azar armaram-se em tesos e foram corridos a tiro...........temos pena.
 
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Ai ciganitos....!!!!
petersousa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:48 | Terça feira, 29 de julho de 2008
Eu tenho a solução para a habitação dessa gentinha, vou abrir a minha loja á noite e assim já lá podem dormir, de noite dormem de dia furtam a loja, coisa que já estão habituados a fazer, parece-me bem. Como diz Nuno lopes dos Contemporaneos passo a citar "Vão mas é trabalhar".
 
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OTELO ... CAMPO PEQUENO … SOLUÇÕES
fersal (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Terça feira, 29 de julho de 2008
OTELO ... CAMPO PEQUENO … SOLUÇÕES

SOLUÇÕES preconizadas nos tempos do PREC

que agora dariam um excelente resultado, …

 
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    Re: OTELO ... CAMPO PEQUENO … SOLUÇÕES    Ver comentário
THUNDERSTORM1 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:13 | Terça feira, 29 de julho de 2008
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